11 de fevereiro de 2017
Honestidade?
10 de junho de 2013
7 de junho de 2013
Debate sobre o planejamento urbano
(Platão)
6 de junho de 2013
9 de agosto de 2012
Corrupção e honestidade
Primeiro que, entre os candidatos, há mais de um que é aparentemente é honesto - o que quer dizer que se a minha opção for por votar por alguém honesto, parece que teria mais de uma opção. É verdade que há candidatos que de acordo com todos os indícios não o são. É uma pena que o Brasil como pais e a sua sociedade como um todo insistam em conviver de forma tão promiscua com a corrupção. O país teve a oportunidade de afastar de uma vez todos os políticos que tinham pendências com a justiça. Uma oportunidade única de fazer uma faxina e permitir que uma nova geração pudesse chegar a política e iniciar um processo de mudança.
Particularmente não ponho a mão no fogo por ninguém. Só minha família mais próxima entra neste grupo restrito. Com relação aos outros, todas as vezes que o fiz acabei com queimaduras de maior ou menor gravidade. Em se tratando de políticos o risco é elevado demais. Ainda que sou obrigado a acreditar que em tese a maioria dos candidatos nestas eleições sejam absoluta e totalmente honestos, no fundo tenho a certeza que a maioria não o seja tanto. E entre os que eventualmente venham a se eleger, o numero daqueles que continuarão honestos até o fim do seu mandato, podem ser contados com os dedos de uma orelha.
Entramos aí no perigoso terreno de tentar medir a honestidade. Os paladinos do candidato honesto logo vão começar a dizer que o seu candidato pode ser considerado totalmente honesto. Caso insistam em defender a honestidade absoluta e a pureza virginal do seu candidato, eu acharia que ou bem enlouqueceram ou estão brincando. Como a ironia não é algo que este grupo domine a possibilidade maior será a primeira. A segunda linha de raciocínio é absolutamente perversa e tem sido usada muito neste país e em Joinville na ultima década, é que como ninguém é honesto, a desonestidade é um estado natural e se alguém hoje se corrompe o faz porque também os outros o fizeram anteriormente. Uma forma de tentar fazer desta sem-vergonhice uma pratica socialmente aceita e por tanto perdoável.
Quando o Brasil inicia a trancos e barrancos o julgamento do mensalão e os cidadãos acompanham atônitos as manobras para inocentar, fazer prescrever ou negar o que foi a institucionalização da corrupção no governo. Seria importante que a sociedade não votasse em candidatos corruptos, condenados ou não. O ideal seria ainda que o eleitor escolhesse não só aqueles que fossem honestos, tambem preferissem aqueles que parecessem honestos. E no caso dos nossos cinco candidatos o quadro se reduz muito.
22 de agosto de 2011
Para pensar acordado
Cínico: uma pessoa procurando um homem honesto com uma lanterna roubada
15 de outubro de 2010
Politicos honestos existem...
3 de setembro de 2010
Garganta profunda (*)
Garganta profunda
Garganta Profunda (Deep Throat, em inglês) foi o nome em código que recebeu o informante que permitiu que os jornalistas do Washington Post tivessem acesso às informações do caso Watergate, que acabaram provocando o impeachment do presidente Richard Nixon. Mais recentemente, a sociedade teve acesso ao WikiLeaks, um site que vazou centenas de milhares de informações consideradas sigilosas sobre as guerras do Iraque e Afeganistão, sobre a CIA, sobre a política externa americana e sobre dezenas de outros temas que historicamente tem permanecido longe da luz e do conhecimento amplo.
Alguns eventos recentes, ligados ao planejamento urbano da cidade, principalmente os relacionados ao macrozoneamento, tem gerado boatos, mais ou menos consistentes, sugerindo que as constantes alterações das ARTs (Áreas Rurais de Transição) acrescentando umas e retirando outras, mudando limites e alterando valores de imóveis, da noite para o dia, teriam sido motivadas por fortes pressões econômicas e empresariais.
Os boatos incluem nomes, valores e sugerem que os informantes locais teriam acesso a informações de excelente qualidade, de veracidade indiscutível, ou uma imaginação fértil. Em ambos os casos o tema é preocupante, primeiro, porque sinalizaria uma trama de corrupção imobiliária e de valorização de terrenos e áreas, que contaria com uma estrutura organizada e conhecedora do emaranhado legal e político da cidade e envolveria nomes de todos conhecidos. Ou porque, caso as informações divulgadas sejam só resultado de uma imaginação fértil, é perigoso que pessoas em cargos de confiança, possam semear a intriga e a desinformação numa sociedade como a nossa.
Em ambos os casos, e torço para que seja só imaginação fértil, mais claridade e transparência sobre as mudanças na legislação do zoneamento urbano só ajudariam a manter a imagem de idoneidade e de honestidade, daqueles que se envolvendo nestes temas tenham ainda um nome e uma reputação a zelar.
22 de fevereiro de 2010
Os novos templarios (*)
Monopólio Democrático
Existe a nível nacional e também em Joinville um forte movimento para consolidar um novo monopólio, um monopólio totalitário, perdoem a redundância, o da moralidade, da participação popular, dos conselhos, comissões e assembléias o dos donos da verdade, da única verdade.
A idéia que se busca consolidar é que a moral, a ética e tudo o que é democrático é hoje exclusividade da esquerda, leia-se o PT e os demais partidos da base de sustentação, como o PDT,PMDB, inclusive o PP, um partido histórico de esquerda de toda a vida. A visão que se busca consolidar é de um lado os paladinos da moral e do outro os corruptos. Esta forma simplista e superficial pressupõe e estabelece uma visão maniqueísta do mundo e da sociedade, dividida entre bons e maus, entre honestos e desonestos.
Ninguém acredita mais em fadas e elfos de um lado, nem em ogros e trolls do outro, inclusive depois do Shreck a imagem dos ogros, tem melhorado muito na sociedade e entre os elfos há discrepâncias sobre a sua bondade e intensidade da sua luz. Não existe hoje, uma linha definida que coloque uns e outros em campos opostos. Por isto é perigoso que prospere esta visão infantil de bons e maus, de amigos e inimigos, como se de uma batalha se tratasse.
A idéia que aos amigos ou aliados tudo esteja permitido e que se deve combater aos inimigos, serve para estigmatizar e colocar na outra trincheira, todos aqueles que não são amigos, compadres ou cupinchas. Convertendo-os automaticamente
Como novos templários, senhores da luz, uma parte dos políticos deste pais, que dificilmente podemos diferenciar da outra parte, pelos seus hábitos e costumes, querem convencer a sociedade que são os novos cruzados, que trocaram a cruz pela estrela e enfrentam inimigos ferozes que trocaram a meia lua nos escudos por outros símbolos. Temos pela frente lideres messiânicos comandando bandos de fanáticos.
16 de dezembro de 2009
Para pensar acordado
17 de julho de 2009
O dilema de Mohamed
Mohamed é um homem devoto, 5 vezes ao dia, como de praxe faz as suas orações,a primeira por volta das cinco da manha, quando o imame faz a sua chamada, a ultima pouco depois do por do sol.
Ontem ao ir fazer as suas orações na mesquita, Mohamed estava feliz, tinha comprado um belo par de sapatos novos, ao chegar, antes de entrar, como sempre faz, tirou os sapatos e os arrumou com esmero junto a dezenas de outros pares, deixados la por outros devotos que como ele chegavam para fazer as suas orações. Ao sair, ficou surpreendido pela falta dos sapatos, esperou ate que o ultimo tivesse saído e ficou só um par de sapatos velhos. Triste e sem querer acreditar. Mohamed escolheu levar os sapatos velhos antes que enfrentar o longo caminho descalço.
No caminho teve tempo de pensar no que tinha acontecido, roubaram os seus sapatos novos e tinha sido um dos devotos que junto com ele oravam cinco vezes ao dia, como poderia ser que alguém tão devoto, um fiel seguidor do profeta, poderia ter roubado a um irmão? Não conseguia compreender. A volta a casa se fez mais longa. Lembrou de cada um dos que a diário compartilhavam as orações com ele, naqueles que oram com maior intensidade de voz, para que todos os notem, os que batem com força a testa no chão, como querendo mostrar que estão mais perto de Deus.
Começou a pensar se de fato a sua devoção seria sincera, se os que sempre escolhiam as primeiras filas para ver e ser vistos, ao faze-lo não estariam deixando de praticar a humildade que o imame apregoa. Chegou em casa cheio de duvidas e de pensamentos confusos. No dia seguinte ao chegar na mesquita prestou mais atenção e percebeu que ninguém chegava com sapatos novos, ao contrario pareciam estar usando os seus sapatos mais velhos.
Para Mohamed não restou duvida, nem sempre as coisas são como parecem ser. Os que oram mais alto não são os mais devotos, nem os mais devotos são os mais puros. Nem os que se dizem honestos o são. Neste mundo é preciso cuidar dos sapatos.
9 de abril de 2009
Honestidade, probidade, etica
João Gaspar da Rosa - ex vereador, ex vice-prefeito.
19 de janeiro de 2009
26 de dezembro de 2008
Honestidade
Chegara um dia em que nossos filhos, cheios de vergonha, lembrarão destes dias estranhos, em que a honestidade mais singela era considerada coragem.
8 de dezembro de 2008
Os Novos Administradores Publicos (2)
- Referente ao escrito Os Novos Administradores, publicado em A Notícia desta data, fiquei indeciso entre considerar a sugestão verdadeira ou tratar-se de sutil ironia.
- Quanto ao teu artigo de hoje, te confesso que fiquei com duvida, se era mesmo um elogio ou estavas, nas entrelinhas, falando de enriquecimento ilícito, de funcionários públicos com padrão de vida muito superior ao que ganham oficialmente... pelo teu estilo inteligente e perspicaz, fiquei com a segunda opção,
- Não deu para entender, se você estava falando serio.
- A quem se refere? É em Joinville?
O que parece que acontece com maior frequência em determinadas secretarias e fundações, parecem mais sensíveis as ligadas a construção, infraestrutura, planejamento, saúde e transito. Alem claro dos setores ligados a compras, licitações e similares.
Agradeço o seu retorno e os seus comentários e espero ter dirimido todas as suas duvidas.
19 de novembro de 2008
Honestidade
A probidade não tem cúmplices.
Quem tem cúmplices é a falcatrua, a mamata, a corrupção pura e simples.
O importante é agir com honestidade e fazer dela o norte da vida e o referencial para os nossos filhos, porque os exemplos, que a sociedade oferece, parecem mais voltados a desvalorização da seriedade e da probidade.
O que coloca estes valores na lista dos mais ameaçados. Mais até que os gorilas das montanhas africanas, equiparando a sua existencia a dos Unicornios, os Dodos, os Tigres de Dentes de Sabre e outros seres mitologicos, como os politicos honestos.
29 de outubro de 2008
A Mesquita e a oração.
Porque ninguém escolhe o seu melhor calçado para ir a Mesquita? Porque quase todos os que cometerem o erro de levar para a mesquita o seu melhor par de sapatos, não o encontraram de volta.
Parece um contra-senso, que homens que se reúnem para orar, pedindo perdão pelos seus pecados, para chegar mais perto de Deus, tenham que escolher com atenção qual sapato usar, porque não é possível confiar na honestidade daquele que pode estar orando piamente ao seu lado.
O exemplo dos sapatos da mesquita, me faz pensar, no quanto de hipocrisia existe ao redor de nós. Quantos batem no peito e se colocam como exemplos de ética e moral, e vivem uma vida paralela, em que estes valores e princípios parecem distantes ou inexistentes.
Em alguns casos precisamos cuidar dos sapatos, em outros da carteira, na maioria dos casos existe uma forte diferença entre o que a maioria diz e o que faz. Pode ser que por estes e outros exemplos, não tenhamos desenvolvido o costume de deixar os sapatos na porta das nossas igrejas.
Algumas mesquitas, enfrentam esta situação, disponibilizando sacolas de pano, para que os fieis, possam adentrar descalços, com os seus sapatos na mão e manté-los ao alcance de vista durante todo o tempo dedicado a oração.
Existe de fato uma enorme distancia entre o que o que dizemos e o que fazemos, você deixaria os seus sapatos na porta da mesquita? Estariam a sua espera na saída?
13 de outubro de 2008
10 de setembro de 2008
De olho no candidato
1 de julho de 2008
Os prefeitos

Ao se aproximar o período eleitoral e depois de definidos os nomes que devem disputar, inicia o processo de escolha candidatos pelo eleitorado. Por gente como você e eu. Quais são os valores, que devem ser considerados na escolha do candidato?
Ao longo dos últimos, quase 25 anos tive oportunidade, por um motivo ou outro, de conhecer pessoalmente todos e cada um dos quatro prefeitos que governaram, alguns em mais de uma ocasião, a nossa Joinville.
Todos eles deixaram a sua marca indelével na historia da nossa cidade. Com cada um deles aprendi. Com alguns muito, com outros menos, mas foi ficando cada vez mais claro que aqueles que a população considerou os melhores administradores, tinham algumas características em comum, independentemente de partidos ou de ideologias.
Identificar os pontos que fazem de uns prefeitos melhores que outros, pode ajudar a escolher melhor, no pleito que se aproxima.
Sem nenhuma duvida, aqueles administradores que se destacam aos olhos da população são aqueles que por ter uma formação moral melhor, por ter princípios éticos, por praticar valores que são identificados e reconhecidos pelos joinvilenses. Os que mostraram na gestão dos recursos públicos a mesma parcimônia e cuidado, que cada um de nós utiliza na gestão da sua economia domestica. Os que administraram a maquina publica, com os mesmos critérios e valores, que servem de referencia a administração das nossas empresas. Os que depois de exercer o mandato durante quatro ou mais anos, não acumularam riquezas e bens superiores ao valor percebido na forma de salários e benefícios. Aqueles prefeitos que ao deixar o serviço publico, continuaram sendo os mesmos que antes.
O eleitor às vezes pode ser induzido a votar em um o outro candidato, como resultado das ações de marketing que permeiam a campanha eleitoral. E não poucas vezes depois de eleitos os candidatos empossados se transmudam de tal forma que ficam irreconhecíveis.
Por isto ao longo dos anos, o eleitor joinvilense aprendeu a guardar na saudade, a lembrança, mais que dos prefeitos, dos homens íntegros que governaram esta cidade, dos seus valores e dos seus princípios e procuram identifica-los em todos e cada um dos candidatos.



