30 de junho de 2010

Liderança

Pior que um líder despótico e autoritário é aquele líder fraco que busca ficar na boa com todos e não enfrenta os conflitos, O que gera o desanimo e a frustração na equipe.

Sem alarde

Sem Alarde



No texto titulado Alarde publicado hoje, pelo jornal A Noticia, o Arqto Marcel Virmond, com certeza por esquecimento, acabou colocando lado a lado situações bem distintas. No caso da Rua Conselheiro Arp, a proposta inicialmente encaminhada pelo Vereador Mauricio Peixer, continha erros crassos e absurdos que permitiriam não só o aumento do gabarito, como principalmente a instalação de atividades em total desacordo com o entorno.

Foi a forte mobilização da sociedade organizada, principalmente da Associação de Moradores do Bairro América (AMABA), que alertou sobre os erros e permitiu que os vereadores os corrigissem, evitando desta forma que o perfil da rua mudasse de forma irreversível. Só por isto que não presenciamos um canteiro de obra, em torno de uma área exclusivamente residencial.

Lixo


Lixo




Normalmente tratar do lixo acaba sendo um tema sujo e todos os que de uma o outra forma ficam perto dele acabam com parte do cheiro impregnado na roupa. A sensação de náusea é forte e comum a tudo o que tem a ver com este tema, motivo a mais para que reconheçamos a labor dos garis e dos demais profissionais que cuidam do nosso lixo e de fazer desta uma cidade mais limpa.


O bom senso recomenda que aprendamos a produzir menos lixo, que possamos reciclar mais, que o nosso aterro sanitário continue recebendo o nosso lixo por décadas e que o tema seja tratado com a transparência que é necessária para tudo que tem a ver com o uso dos recursos públicos.


O modelo praticado em Joinville e na maioria das cidades brasileiras é um modelo pouco inteligente, porque não estimula a redução da geração de lixo, cobra aos contribuintes pela prestação de um serviço de recolhida de lixo, tenha ou não produzido lixo. O fato gerador do serviço é numero de vezes que o lixo é recolhido na frente da nossa residência ou empresa. O sistema cobra o mesmo valor de um casal sem filhos, que de uma família com 6 membros. Quando a lógica que deveria prevalecer é que quem mais lixo produza deveria pagar um valor maior.


As sociedades mais desenvolvidas estabeleceram sistemas de cobrança mais justos, que envolvem dois princípios básicos o primeiro o de cobrar pelo lixo gerado, de forma que quem mais lixo gere pague valores mais altos. O que inibe a geração de maiores volumes de lixo. O segundo tem como objetivo reduzir o custo para a sociedade, ao reduzir o numero de coletas e o volume recolhido. No modelo atual praticado aqui os indicadores são numero de quilômetros percorridos e toneladas de lixo recolhido. Sem estimular a redução nem da distancia percorrida, nem o volume de lixo recolhido.


Uma proposta para uma cidade sustentável, deveria estar alicerçada em priorizar a redução de custos e a melhoria da eficiência, buscando aumentar o volume de lixo reciclado, reduzir o total produzido e principalmente incluindo um modelo de cobrança justo. O desafio não deve ser recolher mais lixo e sim produzir menos. Caso contrario, continuaremos estimulando um modelo de cidade mais suja, custosa e ineficiente, sem um sistema de cobrança justo.


Publicado no jornal A Noticia


Ata do Conselho da Cidade - Oitava reunião

ATA DA OITAVA REUNIÃO

DO CONSELHO CONSULTIVO E DELIBERATIVO

DO CONSELHO DA CIDADE

- ORDINÁRIA -

26 de maio de 2010


No vigésimo sexto dia do mês de maio de dois mil e dez reuniu-se, em caráter ordinário, o Conselho Consultivo e Deliberativo do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável - Conselho da Cidade, às oito horas, na Sala de Reuniões da Fundação Ippuj, à Avenida Hermann August Lepper, no 10, Joinville, SC, atendendo à convocação do Presidente do Conselho da Cidade, com a seguinte ordem do dia: a) Leitura do edital de convocação; b)Leitura e aprovação da ata da reunião anterior; c) Projeto de Lei do EIV – Estudo de Impacto de Vizinhança; d) Recomendação da Câmara de Estruturação e Ordenamento Territorial sobre a Lei de Estruturação Territorial (macrozoneamento); e) Assuntos gerais.

Após a leitura do edital de convocação, e da ata da reunião anterior, a mesma foi aprovada e assinada pelos conselheiros presentes. No início da reunião foi discutida a minuta da Lei do EIV, com as sugestões apresentadas pelas Câmaras Comunitárias Setoriais. Após o acompanhamento das primeiras sugestões, os conselheiros consideraram que seria mais profícuo se os técnicos da Fundação Ippuj fizessem a análise e adaptação das sugestões,

dentro das possibilidades legais e técnicas, e que na próxima reunião do Conselho Consultivo fosse apresentado esse novo material para apreciação final. O conselheiro Mário César Aguiar sugeriu que o crivo técnico do Ippuj fosse feito também no sentido de detectar a convergência ou divergência das sugestões com relação às diretrizes do Plano Diretor,sugestão que foi aprovada pela maioria dos presentes. O conselheiro Udo Döhler reforçou

seu parecer de que para o Conselho Consultivo e Deliberativo não devem ser trazidas questões técnicas, apenas questões macro, e citou como exemplo discussões como o tamanho que se deseja que Joinville tenha, e quais os parâmetros para isso. A conselheira Maria Ivonete comentou que a cidade é um organismo vivo, e que é necessário ajustar a metodologia para que a primeira análise seja um filtro técnico, pois tudo é conceitual e não podemos nos apegar às minúcias. Assim sendo, ficou decidido que a Fundação Ippuj fará a sistematização, apontando o que está sendo recepcionado, tentando contemplar as sugestões sem prejuízo dos parâmetros da lei. Os conselheiros passaram para o próximo item da ordem do dia, sob a recomendação da Câmara de Estruturação e Ordenamento Territorial de que seja retirada da Câmara de Vereadores de Joinville a Lei de Estruturação Territorial, referente ao macrozoneamento da cidade, que está em discussão naquele órgão. O Presidente Luiz Alberto leu o conteúdo do memorando da Câmara para o Conselho Consultivo e Deliberativo, recomendando que o a retirada do Projeto de Lei de Estruturação Territorial, para que este seja submetido ao debate no Conselho da Cidade e analisado em todas as Câmaras Comunitárias. Manifestando sua opinião, o conselheiro Udo Döhler disse que é preciso trabalhar e buscar arrumar as propostas dentro do Legislativo, e não retirar o que está lá, pois dessa forma perde-se todo um trabalho que já foi feito, e que devemos auxiliar a Câmara de Vereadores, no uso do bom senso, etc. O conselheiro Gilberto Lessa, ressaltou que não é a favor da retirada do documento junto à CVJ, e que foi somente favorável à decisão dessa Câmara de trazer o assunto para o Conselho Consultivo. A conselheira Maria Ivonete comentou que a questão é de tempo; as pessoas mudam, e o coletivo deve vir acima do individual. Disse que retirar a lei da CVJ seria muito ruim, porque desrespeitaríamos o que já foi produzido, e que nós podemos contribuir lá. Temos que ter cuidado, debater sim, mas não retirar. Em seguida os conselheiros fizeram uma votação quanto à retirada do documento da Câmara de Vereadores, que assim ficou: um voto a favor, oito votos contra, e duas abstenções. Ficou deliberado que o Conselho da Cidade não solicitará a retirada do Projeto de Lei da Câmara de Vereadores. No último item da ordem do dia, assuntos gerais, o conselheiro Mário César Aguiar disse que seria importante que o Conselho da Cidade analisasse a apresentação da proposta de lei que regulamenta a Lei de Patrimônio Histórico, que já foi discutida em várias entidades e deve passar pelo Conselho para ser consolidado. O conselheiro Udo Döhler comentou numa reunião da Gestão Compartilhada do no Bairro Vila Nova houve uma discussão sobre as áreas rurais de transição, e que a questão ficou resolvida; nessa reunião ficou claro o quanto a questão política partidária acaba tumultuando todo o processo. Disse que é muito importante que se mantenha aberto um canal de diálogo e uma boa relação com os vereadores. A conselheira Rosana Barreto Martins fez questão de ler o memorando com as sugestões da Câmara Comunitária de Qualificação do Ambiente Construído para o EIV, que questiona os parâmetros utilizados e considera que a discussão do EIV deveria ocorrer somente após a aprovação do Plano de Macrozoneamento. Recomenda que as análises essas sejam feitas com o envolvimento das diversas áreas competentes para que tenham mais agilidade e qualidade, e sugere que seja feita uma reunião mensal com a participação de todas as Câmaras Comunitárias Setoriais do Conselho da Cidade, para discussão em conjunto dos principais temas. Ainda em assuntos gerais, o Presidente Luiz Alberto comentou que a Secretaria Executiva tem recebido solicitações de fornecimento dos endereços eletrônicos de todos os membros do Conselho da Cidade, e pediu aos conselheiros que deliberassem sobre a questão. Os conselheiros definiram que a Secretaria não deve fornecer essas informações, e se alguém quiser enviar algum material para todos os membros do Conselho deverá encaminhá-lo à Secretaria, que o submeterá ao crivo do Presidente do Conselho, e se for pertinente encaminhará ao Conselho da Cidade. Em seguida o Presidente do Conselho apresentou uma carta redigida pela Câmara Comunitária de Estruturação e Ordenamento Territorial, enviada ao Presidente do Conselho da Cidade, questionando posicionamentos da Secretaria Executiva e da Presidência do Conselho. Para contextualização do assunto, foi explicado que a Secretaria não conseguiu redigir em tempo hábil o memorando solicitado na reunião da referida Câmara em março, fazendo-o somente no início de abril. O documento só foi assinado pelo coordenador da Câmara e entregue à Secretaria no dia treze de maio, e assim pode ser apreciado na reunião seguinte. Dadas as considerações, o conselheiro Udo Döhler disse que o assunto já estava resolvido, e solicitou que a carta não fosse lida na reunião, o que foi ratificado por outros conselheiros. Às dez horas e dez minutos, nada mais havendo a tratar, o presidente deu por encerrada a reunião. Eu, Patrícia Rathunde Santos, Secretária Executiva do Conselho da Cidade, secretariei a reunião e lavrei a presente ata, que vai assinada pelo Presidente do Conselho, por mim e pelos conselheiros presentes. Joinville, vinte e seis de maio de dois mil e dez.

Luiz Alberto de Souza

Presidente do Conselho da Cidade


A ata é a tal ponto explicita que dispensa comentários.

Cheiro de Peixe Podre


Cheiro de podre


Não é de hoje que os temas referentes ao Conselho da Cidade não cheiram bem. O cheiro de podre tem ficado mais forte, na medida em que os diversos interesses são mais evidentes, a comunhão dos interesses econômicos e políticos, principalmente em época de campanha, quase nunca acaba sendo boa para a sociedade.


Que os temas sejam aprovados sem passar pelas câmaras, que os pareceres das câmaras, não sejam considerados, ou que os conselheiros que nem participam das reuniões das câmaras que os elegeram, se manifestem sobre temas discutidos nas câmaras que deveriam representar e que o façam de forma pessoal e votem contrários as decisões tomadas nas câmaras ou por maioria ou por unanimidade, mostra que o cargo de membro do Conselho da cidade, tenha se convertido numa sinecura, para tratar de assuntos de interesse pessoal ou corporativo. Já faz tempo que os interesses da sociedade representados pelas Câmaras não são ouvidos, nem tomados em conta.


Tudo, adereçado com a leniência e a conivência dos representantes do poder publico, que deixaram de representar a sociedade, para passar a ser unicamente representantes dos seus interesses partidários e menores.


Nada que não tivesse sido previsto, nada que não poderia ter sido evitado.

29 de junho de 2010

Orçamento Participativo

Orçamento Participativo


Em recente audiência sobre o orçamento participativo, o prefeito Carlito Merss apresentou as obras do primeiro ano da sua gestão. Declarou se surpreso porque a maioria dos recursos do orçamento participativo foi destinada pelos delegados para áreas de lazer, ruas parque e outras iniciativas semelhantes. Não pode deixar de surpreender a própria surpresa do prefeito. Carlito não é um recém chegado na vida publica, tem mais de 25 anos de militância e já tem sido vereador, deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito. Deveria ter uma melhor percepção do que o joinvilense quer.


A carência de áreas verdes é uma constante em todos os bairros da cidade, a necessidade de espaços para lazer tem se convertido num clamor que é difícil acreditar que não tenha chegado aos ouvidos do prefeito. É labor e responsabilidade dos seus secretários e demais detentores de cargos comissionados fazer chegar ao prefeito os anseios da população, o que parece que não tem acontecido, na forma e com a freqüência que deveria.


É importante que a administração municipal aproveite a oportunidade que os cidadãos lhe oferecem com as suas contribuições e preveja recursos suficientes para a manutenção das praças e espaços de lazer que foram incluídas nas obras de 2010, caso contrario poderia acontecer o vexame que estes mesmos delegados do Orçamento Participativo tenham que prever recursos para refazer as obras recém concluídas, caso não recebam a manutenção necessária e regular. Não é preciso comentar aqui a qualidade, nem o custo das obras que o município continua fazendo, porque neste quesito é um dos poucos em que prevalece a continuidade administrativa. Então é de se prever que reformas, replantios e trocas aconteçam nas obras em andamento.


Quanto mais próxima, da administração municipal, se situa a ação da população, mais aparecem os problemas, os erros e as trapalhadas, esta população que hoje cumpre o seu dever cidadão e participa indicando as obras que devem ser feitas, em que lugares e com quantos recursos, poderá ser o maior aliado de um bom governo, que faça muito e bem, como será o carrasco impiedoso de um governo torpe, confuso e desorganizado.


Publicado no jornal A Noticia

27 de junho de 2010

Para pensar acordado

“Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão: toda a gente está convencida de que a tem de sobra.”

René Descartes

26 de junho de 2010

Eleições 2010


Ao votar em outubro, não esqueça, estes simpáticos eleitores da escada da esquerda, também são votantes e o seu voto, tem o mesmo valor que o deles. Pense sobre isto.

24 de junho de 2010

Joinville Cidade do Lazer

Joinville Cidade do Lazer



Com freqüência os joinvilenses manifestam com veemência as poucas oportunidades de lazer que a cidade oferece. Parte das criticas são pertinentes, porem aparecem a cada dia oportunidades para que possamos fazer mais turismo interno e desfrutar de mais opções de lazer.


O jornal A Noticia dedicou duas paginas da sua edição dominical a divulgar algumas destas oportunidades. A matéria aparentemente dedicada a coleta seletiva, encerra grandes oportunidades para promover o lazer e principalmente o turismo na cidade. Na forma de uma simpática gincana, os joinvilenses são convidados a contribuir para reduzir a produção de lixo, combater a poluição e ao mesmo tempo passar um tempo bem entretido, percorrendo a cidade de um extremo ao outro.


A brincadeira inicia com a separação do lixo, inicialmente em orgânico e inorgânico, depois em reciclável e não reciclável, finalmente separando vidro, plástico, papel e metal. Aqueles que conseguem passar desta fase, adquirem o direito de alcançar a fase seguinte, nesta etapa se incorporam outros critérios e o lixo é separado por pilhas e baterias que formam um conjunto. Tijolos, telhas e material de construção são incluídos em outra categoria. Pneus e lixo industrial pertencem a dois grupos diferentes e tem destinos distintos. Moveis e animais mortos a pesar de aparentemente bem diferentes estão incluídos na mesma categoria. Finalmente o lixo informático, os eletrodomésticos e os celulares são classificados de acordo com o seu local de destino.Se consideramos que cada uma das categorias deve ser encaminhada a locais diferentes, temos um bom programa para um final de semana.


Os locais de destino do lixo reciclável estão bem distribuídos por toda a cidade, desde o distrito industrial na zona norte, a sede da Fundema na região central ou também nos Bairros Gloria, Bucarein, Costa e Silva, Vila Nova ou Jardim Sofia o que faz que a entrega de dois ou três materiais de categorias diferentes, nos permitam atravessar a cidade de um extremo ao outro.

Existiria o risco que estes serviços algum dia fossem organizados e coordenados de uma forma lógica e racional, o que acabaria com a divertida gincana em que temos convertido a coleta seletiva e deixaríamos a nossa cidade com menos opções de lazer.


Publicado no jornal A Noticia

23 de junho de 2010

Para pensar acordado






“A espécie de felicidade de que preciso não é fazer o que quero, mas não fazer o que não quero.”


Jean Jacques Rousseau

Comissão de Ética

Comissão de Ética

Confesso que quando uma Câmara de Vereadores da região norte de Santa Catarina propôs extinguir a Comissão de Ética, fiquei chocado. A minha primeira reação foi de revolta e de inconformidade. Aos poucos fui compreendendo que os doutos legisladores estavam certos e eu era quem estava errado.

Fica difícil justificar manter uma Comissão, para deliberar sobre um tema tão subjetivo como a ética. Entre os legisladores, tem aqueles que nunca ouviram falar sobre ela, outros não sabem direito o que é. Alguns dos vereadores incluíram a ética no mesmo nível que o sexo dos anjos ou os seres extraterrestres e um grupo mais radical considera a ética, prima irmã do bicho preguiça gigante, que os cientistas consideram extinta há milhares de anos. Um outro grupo mais moderado defende que a ética nunca existiu e que por tanto não poderia ser extinta, porque não se extingue algo que não existe, no que alias, não deixam de ter a sua razão. A minoria, contudo considera que a ética, deve estar no mesmo parágrafo da lei que reúne o Saci Perere, a mula sem cabeça ou a Corupira, por tanto não deve, nem pode ser incluída na pauta do legislativo.

Na verdade, os recentes episódios têm servido para evidenciar que de fato existe um divorcio, quase que total, entre os valores representados pelos princípios da ética e os praticados no exercício da vida publica. Políticos com maior experiência os consideram claramente excludentes. Pertinente por tanto que Comissões como a de Ética, ou Decoro Parlamentar, sejam extintas. Inclusive um dos maiores dilemas que as Câmaras Municipais têm enfrentado é o de definir quem poderia compor estas comissões. Algumas câmaras têm optado por indicar os vereadores que tem a ética intacta, por nunca tela usado nem na sua vida privada, nem muito menos na sua vida publica. Outros legislativos escolheram para compor estas comissões aqueles companheiros que tendo esgotado o seu estoque inicial de ética, hoje ditam cátedra sobre valores morais e cívicos.

Correta por tanto a decisão de acabar com as ditas comissões, e se for para tratar de comissões que sejam outras, as pecuniárias, que são reais, tangíveis. Não pairam duvidas sobre a sua existência e não formam parte do mundo fantástico da ética. Os vereadores e legisladores em geral ficariam desta forma liberados do pesado fardo de dedicar seu precioso tempo a debater sobre temas etéreos e poderiam concentrar toda sua capacidade em temas mais prosaicos.

Publicado no jornal A Noticia

22 de junho de 2010

A dama de Vermelho

O vídeo mostra depoimentos dos próprios protagonistas, a decisão, como sempre é sua, caro leitor.

Ciclovia pra que?


Estão certas as nossas autoridades ao não priorizar a implantação de novas ciclovias e em insistir na implantação de ciclofaixas.

Pelos estudos em mãos do IPPUJ, os nossos ciclistas preferem utilizar a rua, desprezando a segurança da ciclovia.

21 de junho de 2010

19 de junho de 2010

Dilma 2010


Sem comentários

Educação para o Transito


Numa cidade sem uma rede estruturada de ciclovias, os ciclistas são obrigados a correr riscos desnecessários. Se as ciclovias fossem priorizadas e o esforço das ações de governo fosse focado na educação para o transito e não na punição do transito a nossa cidade poderia ser diferente.

Em quanto continuemos punindo sem educar, continuaremos sendo uma sociedade ignara, governada pelos máximos expoentes desta ignorância

Campus da UFSC

A coluna Portal do jornalista Jefferson Saavedra do jornal A Noticia divulga texto do ex-prefeito Marco Tebaldi com o titulo:

“Tem espaço”

“Ah, esqueceram quem comprou a área, o que vale agora é só aquele pedacinho do Sinuelo? Graças ao nosso esforço, a UFSC veio para cá. Tínhamos 30 dias para fazer a compra e negociamos com o Sinuelo para não atrasar. E o posto ficou com aquela faixa. Mas compramos 1,2 milhão de metros quadrados. Ficaria melhor com a área do Sinuelo? Ficaria. Mas tem muito espaço lá, tem dois quilômetros da frente ao fundo”, diz Tebaldi.

Confirmada a informação, a insistência para adquirir e a pressa da Prefeitura Municipal em faze-lo poderia gerar mais duvidas. Se por um lado é inegável a importância que tem para Joinville e região a vinda da UFSC, não parece que tenha que acontecer a quaisquer preço e com certeza não a quaisquer custo.

Se entre as prioridades do orçamento municipal para 2010, esta a de gastar mais de R$ 3 milhões em adquirir um imóvel, que na época já se considerou desnecessário, alguém pode perguntar se Joinville não tem outras prioridades mais prementes.

18 de junho de 2010

Em tempos de internet


Nada como um bom papo analógico. Uma conversa para trocar idéias, opiniões e comentários.
Cada vez mais aparecem este tipo de ofertas.

Beber uma cervejinha, conversar sem precisar teclar, dando uma folga para os dedos e o mouse.

17 de junho de 2010

Confusão anunciada


Confusão anunciada


Diz o refrão que “Quem avisa, amigo é” por isto parece fora de propósito toda a confusão que esta despertando o Campus da UFSC. Nenhum dos problemas apresentados hoje é novos, ninguém pode alegar desconhecimento de nenhum deles. Nenhum dos problemas, agora citados, foi esquecido nas manifestações e comentários, mais ou menos abalados que foram amplamente divulgados inclusive no jornal “A Noticia”.


O exemplo do Campus da UFSC é um daqueles bons exemplos para não esquecer, a sucessão de trapalhadas, jogos de interesses, idas e voltas, devem ser lembrados e os nomes dos responsáveis pela confusão atual precisam ser lembrados e o papel que cada um jogo, neste triste episodio, precisa ser bem estudado.


Uma coisa porem é clara, o Campus custará muito mais que o valor orçado inicialmente e os contribuintes custearão, como sempre, esta empreitada. O outro ponto que não deve ser esquecido é a dificuldade em identificar algum dos protagonistas desta confusa situação, que participasse, de toda esta situação, de forma voluntária e desinteressada. Muitos dos que brincaram de papagaio de pirata, para sair na foto naquela época, agora sofrem de um fulminante ataque de amnésia. E todos o fizeram com o objetivo claro de obter dividendos no futuro. Deixando a conta para que seja paga pela turma de sempre.

15 de junho de 2010

Bom senso

Triste peleja

Xico Graziano

Nada positiva essa encrenca sobre o Código Florestal. A opinião pública anda confusa, até assustada. Argumentos esdrúxulos partem de ambos os lados, tanto dos ambientalistas quanto dos ruralistas. Virou um besteirol rurambiental.

Embora contenha defeitos, não é verdade que o relatório Aldo Rebelo escancare as portas da destruição florestal. Tampouco é aceitável acusar, como fez o deputado, as ONGs ambientalistas de servirem ao capital internacional. Agricultor não é sem-vergonha nem ecologista serve à maldade. A radicalização só atrapalha a superação desse sério impasse sobre a legislação florestal do País.

Bandidos contra mocinhos funciona bem no cinema, não na roça. Nessa matéria, que importa ao futuro da sociedade, não pode haver vencedores nem vencidos. Será imperdoável votar uma proposta de modificação do Código Florestal que derrote o ambientalismo, por mais estranhas que sejam certas posições dentro dele. Por outro lado, se o ruralismo perder para a ingenuidade verde, melhor seria decretar o fim da agricultura. Ninguém sabe, assim procedendo, como viveriam os seres humanos.

O dilema entre produzir e preservar não comporta pensamento obscurantista nem simplista. Ao contrário, somente a luz do conhecimento poderá encontrar saídas que levem ao novo, e imprescindível, modelo civilizatório. O mundo alimenta, hoje, 6,5 bilhões de habitantes, seguindo há séculos, no campo e nas cidades, uma trajetória de confronto com a natureza. Até 2050 a população talvez se estabilize em 9 bilhões de pessoas. Vai piorar a pegada ecológica.

Querer praticar a agricultura predatória dos antepassados será burrice incomensurável. Por outro lado, defender a regressão agrícola soa insano. Conclusão: somente a tecnologia agropecuária resolve esse impasse, fundamentando uma proposta conciliadora entre a produção e a preservação. Uma saída negociada que unifique as posições em disputa. Nem tanto a Deus nem tanto ao diabo. O caminho do meio.

A agricultura sustentável deve fazer parte da solução, não do problema ambiental. Um roteiro de consenso para a reformulação do Código Florestal deve começar por expor seus porquês. Vamos lá. Quatro fortes razões justificam alterar a lei elaborada em 1965:

1) Existe dificuldade em conceituar a reserva florestal legal nas propriedades abertas antes da vigência da lei. Áreas de agricultura consolidada exigem tratamento distinto de locais ainda cobertos com vegetação nativa.

2) Certas áreas chamadas de preservação permanente, como várzeas, encostas e topos de morro, servem há décadas à agricultura de arroz, uva, café, entre outras, exigindo sua legalização produtiva.

3) agricultores que, na Amazônia Legal, abriram terras antes de 1995, quando a reserva obrigatória era de 50% da área da fazenda, não podem ser criminalizados pela posterior elevação dessa proteção ambiental para 80%. Raciocínio semelhante vale para o cerrado.

4) A legislação precisa auxiliar o agricultor a resgatar seu passivo ambiental, favorecendo a recuperação especialmente das matas ciliares, aquelas que protegem rios e nascentes. Corredores ecológicos mais valem que pedaços de reserva isolados no território.

Existem várias possibilidades para avançar nesses quatro pontos básicos, adequando o Código Florestal à realidade presente, sem punir os agricultores de bem. Sendo assim, é aceitável:

1) Permitir a utilização de sistemas agroflorestais que misturem culturas com espécies arbóreas, inclusive exóticas, para facilitar a recuperação de áreas degradadas.

2) Realizar a compensação de passivo ambiental noutro local, fora da propriedade, mesmo ultrapassando o território do Estado quando houver identidade de bioma, na mesma bacia hidrográfica.

3) Incluir a área de preservação permanente (APP) no cômputo da reserva legal (RL), desde que o agricultor firme compromisso de recuperação ambiental com prazo máximo de dez anos.

4) Oferecer aos Estados maior capacidade de normatização e execução prática da lei florestal, estimulando o fortalecimento dos órgãos estaduais e municipais de meio ambiente.

Mas existem limites que não podem ser ultrapassados. É, portanto, inaceitável que o Congresso Nacional:

1) Anistie os fazendeiros que desmataram recentemente suas reservas florestais, afrontando conscientemente a legislação, particularmente após 2001, data da última alteração do Código Florestal.

2) Facilite novos desmatamentos, em qualquer bioma e para qualquer tamanho de propriedade; ao contrário, deve estabelecer uma moratória mínima de cinco anos na supressão de florestas nativas em todo o País.

3) Diminua o tamanho da reserva legal obrigatória, uma instituição genuinamente brasileira.

Decididamente, há espaço para compor uma boa posição entre o ambientalismo e o ruralismo, valorizando ambos. Para tanto, porém, é preciso superar o argumento polarizado. O raciocínio dualista, predominante na tradição ocidental, sempre opõe o bem contra o mal, o certo e o errado, santo contra pecador. Poderosa na religião, tal lógica costuma prejudicar a evolução das ideias e a solução dos problemas da sociedade. Assim acontece agora com a reformulação do Código Florestal.

Será necessário substituir esta briga atual, em que todos saem perdendo, por um jogo de vencedores, bom para o meio ambiente, bom para a agricultura. Acontece que nenhum jogo de futebol da Copa do Mundo chegaria ao final sem arbitragem. A grande culpa por essa encrenca recai sobre o governo Lula, que parece se divertir assistindo à triste peleja entre os agricultores e os ambientalistas.

Um descaso contra a galinha dos ovos de ouro do País.

AGRÔNOMO, É SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO. E-MAIL: XICO@XICOGRAZIANO.COM.BR

De Frank Maia

O amor é lindo


Em tempos de vinhos e queijos, de ficar em baixo de uma coberta, de amar e ser amado, nada que reconforte tanto, como a imagem de um casal apaixonado... pelo poder.

14 de junho de 2010

Multas e mais multas

Multas e mais multas


É triste ver um senhor de certa idade, escondido atrás de um poste, com uma caneta e um bloquinho na mão, preocupado em caçar motoristas desavisados, que possam ou não ter descumprido algum artigo do Código Brasileiro de Transito. Mais triste ainda é ver como nenhum dos agentes de transito estão presentes nem nos horários de pico, nem nos cruzamentos e pontos em que tradicionalmente o transito flui com menor velocidade ou chega a parar completamente. Nada de ver alguém preocupado em por ordem, em agir pro ativamente, disciplinando e fazendo fluir o transito com maior velocidade.


A criação da Guarda Municipal, não previu e continua sem prever recursos para a sua manutenção e custeio, considerando que todos os recursos seriam, como de fato são originários da receita auferida pelas notificações e pelas multas, desta forma multar tem se convertido numa necessidade vital, para a existência da nossa guarda. Quantos mais agentes sejam contratados, maior será o numero de multas, não tanto porque todos dirijam mal e cometam infrações constantemente, porem porque o salário dos próprios agentes depende da arrecadação das multas. Dizer que a arrecadação aumenta porque todos os motoristas falam ao celular ou andam sem cinto se segurança é uma infelicidade. Pior ainda é que não é possível ver nenhuma ação nem da Conurb nem da Guarda Municipal, no sentido de educar, para melhorar a forma de dirigir, tanto dos motoristas, como dos ciclistas ou dos próprios pedestres, que por vezes tampouco respeitam as leis do transito.


A relação umbilical que tem se construído entre o dinheiro arrecadado com as multas e os custos crescentes da guarda municipal, gera uma pressão perversa, que obriga a multar, sob pena de não ter como pagar a folha salarial. Este modelo que obriga a multar é comum no Brasil, em muitos outros órgãos e instituições e acaba fazendo que seja mais importante punir que educar. Ao fazer da multa a única fonte de recursos, criasse um modelo arrecadador e burro, que não educa e que só tem interesse em aperfeiçoar a industria da multa.


Se iniciássemos um movimento com o objetivo de ter um dia sem multas, se todos os motoristas cumprissem a risca o código e não fossem multados. Nem poderíamos ficar orgulhosos, porque estaríamos tirando o leite das crianças dos nossos guardas de transito, que ficariam sem salários.


Publicado no jornal A Noticia

Engenharia

Engenheiros gostam de resolver problemas, gostam tanto, que quando não tem problemas para resolver, eles mesmos os criam.

Scott Adams.

13 de junho de 2010

Se você não faz parte da maioria

destes mais de 80 % dos brasileiros que acham que este governo esta entre bom e ótimo, este texto interessa, porque você faz parte deste minoria estranha.

Esses estranhos 5%

Que espécie de gente serão esses 5% que não acham o governo Lula nem ótimo nem bom? O repórter que propôs investigá-los (no sentido de pesquisar,conhecer,tentar entender, como ele bem explicou), pode encontrar algumas boas pistas aqui.Eles podem ser:

1) Pessoas que acreditam que a democracia não é apenas o governo das maiorias, mas também e principalmente o que não discrimina as minorias e as respeita, garantindo seus direitos constitucionais de manifestação e expressão.

2) Pessoas que não concordam que a atual política externa seja responsável, altiva e independente, mesmo que os outros 95% achem isso.Elas têm todo o direito de achar que é uma política aventureira,irresponsavelmente jactanciosa, longe das tradições da diplomacia brasileira, e afastada de seus valores básicos, que sempre foram os de não apoiar regimes de exceção, autoritários e ditatoriais.

3) Pessoas que acreditam que o atual ciclo de crescimento do País não começou com um estalar de dedos de um ser divino e providencial,mas é resultado de um processo que teve início em governos que se dedicaram a implantar os fundamentos de um crescimento sustentado, fundamentos esses que foram incontestavelmente assimilados, respeitados e mantidos, apesar das promessas - ou ameaças -em contrário.

4) Pessoas que acreditam que a ética e a honradez na política são valores que não podem ser desprezados.

5) Pessoas que sabem reconhecer que a divergência de idéias faz parte do processo democrático e são contrárias a qualquer tipo de controle da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão.

6) Pessoas que acreditam que a melhora dos índices sociais,a melhor distribuição de renda, o acesso de todos a uma educação de qualidade, não precisa ser feita através da instituição de um tipo reverso de discriminação social e racial, que institua o rancor e o ódio entre pessoas,grupos étnicos e classes sociais,separando em vez de unir a Nação.

7) Pessoas que acreditam que todos são iguais perante a lei e que ninguém está acima dela, e que, portanto, ninguém pode transgredi-la impunemente.

8) Pessoas que acreditam que debochar das instituições é um mau exemplo e uma agressão à democracia, principalmente quando parte de quem é responsável pela salvaguarda dessas instituições.

9) Pessoas que acreditam que a popularidade do presidente da República é um indicador inequívoco de apoio popular, mas que não acreditam que isso seja uma franquia para ultrapassar os limites da lei.Um presidente não pode tudo, ao contrário do que achava Richard Nixon.

10) Pessoas que acreditam que o presidente da República é um magistrado, e como tal deve comportar-se durante todo o tempo de seu mandato, inclusive durante uma campanha eleitoral.
São valores mais ou menos básicos, simples e fundamentais, mas possivelmente tão exóticos, nos dias de hoje, que só seja possível encontrá-los entre esses estranhos 5% de brasileiros.Pode até ser que não sejam pessoas “em fase de desespero diante das últimas pesquisas da campanha eleitoral”, mas gente tão normal e digna quanto os outros 95%.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.. E.mail: svaia@uol.com.br

Reduzir o numero de viagens

uma alternativa para reduzir o numero de veículos nas ruas é o de reduzir o numero de viagens, evitar os veículos transportando uma unica pessoa e procurar aproveitar ao máximo a capacidade de carga do veiculo. faça a sua parte, contribua você também.

12 de junho de 2010

Breve dicionario

Adensar é ficar mais juntos e mais perto.
Verticalizar é morar em prédios mais altos.

Verticalização ou Adensamento

O jornal A Noticia fez um excelente trabalho ajudando a divulgar entre os joinvilenses temas como planejamento urbano, porem ao utilizar Adensamento e Verticalização, de forma indistinta e em diversos momentos, como sendo sinônimos, estimula e consolida conceitos que não só não são iguais, como devem ser entendidos de forma clara.

-VERTICALIZAÇÃO É CONCEITO DE PROJETO

- ADENSAMENTO É FILOSOFIA DE CIDADE


Uma Joinville mais adensada é uma cidade com mais habitantes por (Qm²) quilômetro quadrado, sem precisar morar em prédios mais altos. Só com a construção de edifícios com até 4 andares, Joinville poderia ter 2 milhões de habitantes, na mesma area atual. Defender a verticalização sem considerar as graves deficiências de infraestrutura que Joinville vem arrastando desde faz tempo é uma aposta arriscada.


É bom acompanhar a situação de Balneario Camboriu que cancelou a liberação de novos alvarás para prédios de mais de 2 andares porque não tem espaço suficiente nas ruas para mais veículos. Situação parecida poderia acontecer em Joinville caso fosse promovida a verticalização de areas que já apresentam problemas de congestionamento hoje e que só agravariam ainda mais. Apoiar a ocupação dos grandes vazios urbanos que ainda existem em Joinville, ajudaria a adensar a cidade, sem precisar verticalizar.


15 Projeto (Fazendo) Arte na Calçada


A criativa instalação mostra a pressão que o entorno urbano exerce sobre o entorno, calçadas estreitas, espaços urbanos apertados, que obrigam os pedestres a compartilhar espaços exíguos com postes de concreto.

O artista conseguiu reforçar a imagem opressiva do espaço espremido entre o meio fio, o muro e as placas de sinalização. A cidade que não prioriza o pedestre é uma cidade pouco amigável. Calçadas são espaços públicos prioritários.

Qual foi o espaço que ficou para o pedestre passar?

9 de junho de 2010

Novo blog no portal do AN

O blog Comentários de Joinville, agora com duas versões, uma hospedada no portal do jornal A Noticia e manterá o mesmo nome do blog atual, que foi escolhido por 50 % dos votantes.

o endereço da versão beta é:

O blog http://comentariosdejoinville.blogspot.com/ continuará ativo e atualizado diariamente, você tem agora mais endereços para acompanhar pelo blog ou no twitter

@comentjoi

Obrigado pela sua participação e pelos seus comentários e opiniões.

#forumjlle


Fórum de Desenvolvimento Urbano


O Fórum de Desenvolvimento Urbano de Joinville e região foi uma oportunidade para que a sociedade conheça mais sobre planejamento urbano e desenvolvimento.


Evidenciou a diferença de nível que existe entre a maioria do conhecimento local, sobre o tema e o dos palestrantes convidados. Permitiu de forma muito clara, mostrar que alguns dos tópicos defendidos nas Câmaras Setoriais do Conselho da Cidade e por representantes de Associações de moradores, entidades de classe e da sociedade organizada, a pesar de não ter eco na administração local, tem seguidores em outras esferas e ambientes fora de Joinville. Mostrou que quem menos sabe mais enrola e que quem sabe, transmite o seu conhecimento com uma didática e uma simplicidade que coloca ao alcance de todos de forma clara a sua mensagem.


Entre os palestrantes, foi muito fácil identificar nitidamente três grupos, o primeiro, aqueles que sabiam do que estavam falando, que tinham idéias claras e que transmitiram os seus conhecimentos com brilhantismo. O segundo, os que a pesar de conhecer o tema sobre o que palestraram, a abordagem foi superficial e a sua relação com o Fórum foi precária, o que comprometeu o seguimento por parte do publico e finalmente os que fizeram das suas apresentações um show de “embromation”, alugando o publico e envergonhando os organizadores. Na próxima edição o sucesso será maior se o perfil do primeiro grupo domina todo o evento.


Quantas das colocações dos palestrantes do primeiro grupo foram anotadas e serão seguidas pelos planejadores da cidade?

Quais as mudanças que os nossos legisladores farão nos projetos em analise a partir dos conhecimentos adquiridos no Fórum?

Quais das recomendações feitas pelos palestrantes serão consideradas e acatadas pela administração municipal?


A partir destas respostas poderemos avaliar o impacto real do Fórum de Desenvolvimento Urbano.

Caixão


Fechado para balanço

Caixão, dize-se quando uma situação chega a um ponto tal em que a situação não tem mais solução. O jornal Folha de São Paulo publicou a noticia (em azul)

Cidade veta prédios após esgotar vagas para carro nas ruas

Balneário Camboriú (SC), um dos principais destinos turísticos do Sul, suspendeu por 30 dias a construção de prédios devido à falta de vagas para carro nas ruas.

A prefeitura diz que quer obrigar as construtoras a reservar parte das garagens dos novos edifícios para uso público. O decreto é válido para prédios com mais de dois andares no centro e em algumas avenidas da cidade e pode ser prorrogado por mais 30 dias.

O presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil da cidade, Carlos Haacke, diz que nenhum lançamento imobiliário deve ser adiado por causa do decreto, mas que o tema ainda não foi discutido com a prefeitura.

A situação que poderá chegar a ser verdade um dia em Joinville, se continuarmos a insistir em adensar pessoas numa cidade sem ruas e infraestrutura adequada para isto. A verticalização do centro tendo o céu como limite pode fazer que a falta de espaço para carros nas ruas, tenha que levar a futuras administrações municipais a medidas extremas como a tomada por Balneário Camboriu.

Duas considerações se fazem ainda necessárias:

1.- que tipo de planejamento tem esta cidade que não conseguiu prever um colapso como este?

2.- Que equipe técnica maravilhosa é esta, que eu gostaria de ter também aqui em Joinville, que em no maximo 60 dias deverá apresentar uma solução para um problema desta dimensão?

O exemplo deveria servir de alerta a Joinville e ao modelo de verticalização a todo custo.

O título deste post, é uma ideia de Dirk Henning, uma palavra tipicamente joinvilense, que expressa muito bem a situação. "Caixão!!!!"

Debate Democrático


Debate Democrático


Até faz pouco tempo atrás, falar de planejamento urbano, do desenvolvimento da cidade ou sobre como seria a cidade do futuro era um tema enfadonho. Poucas pessoas mostravam interesse em algo que não entendiam e que aparentemente não tinha muito a ver com o seu dia a dia. Que um tema tão pouco atraente pudesse um dia virar matéria de jornal e não só de uma mais de varias edições e ainda que um fórum de planejamento Urbano lotasse a plenária da Câmara de Vereadores de Joinville por três dias, era impensável.


Por um lado a cidade mudou muito. O impacto de anos de planejamento urbano precário começa a afetar a vida das pessoas de uma forma tal que não é mais possível ficar omisso. Joinville conta com uma sociedade mais articulada e comprometida com a cidade, uma importante massa critica de cidadãos, sejam eles profissionais liberais ou donas de casa, que participam das associações e entidades de classe, e que contribuem com as suas idéias e questionamentos.


Aos poucos e com a ajuda dos médios de informação tem sido traduzido o linguajar criptico e empolado, reservado com exclusividade para iniciados, técnicos de plantão e especialistas de araque, que buscam dissimular o seu desconhecimento, escondidos trás dezenas de siglas, coeficientes e tabelas incompreensiveis para os simples mortais que formam esta cidade. Não parece que todo este vocabulário técnico tenha outro objetivo que o de afugentar a sociedade de um debate que lhe pertence. Neste sentido A Noticia tem prestado um importante serviço a sociedade, publicando matérias sobre os planos diretores que moldaram esta cidade, divulgando um glossário dos termos técnicos utilizados por urbanistas e dedicando dezenas de paginas e desmistificar e aproximar o cidadão da cidade em que vive. Evitando o monopólio do saber e permitindo que todos possam participar do debate democrático.


O Fórum de Desenvolvimento Urbano foi o final de um capitulo. Mostrou as limitações do saber local. trazendo para Joinville, palestrantes brilhantes que de forma clara e didática, desconstruiram conceitos que até ontem, pareciam verdades inabaláveis, com elegância de dançarinos mostraram soluções possíveis e sinalizaram caminhos a serem percorridos por uma cidade que ainda tem solução. Com precisão de cirurgiões expuseram as feridas da cidade, A melhor imagem do evento foi a da maciça presença dos vereadores que com atenção de estudantes aplicados, escutaram os conselhos que podem fazer desta uma cidade melhor.


Publicado no jornal A Noticia

Para pensar acordado


Fazer política consiste em escolher entre o desastroso e o desagradável

.

John Kenneth Galbraith (1908-2006), economista canadense

8 de junho de 2010

Uma alternativa inteligente de mobilidade urbana


A Volkswagen apresentou o seu primeiro veículo de duas rodas e o conceito "Think Blue" na Auto China 2010. Por incrível que possa parecer, a bicicleta da Volkswagen chamou mais atenção das pessoas do que os seus próprios carros, além disso gerou no mundo inteiro curiosidade para ver no You tube como ela funciona (http://www.youtube.com/watch?v=sXhhWXw9V7A&feature=related ). A empresa tem se referido a ela como a obra de arte da mobilidade. A VW Bik.e não tem pedais, é dobrável, freio a disco nas duas rodas e funciona a bateria que pode ser recarregada no próprio carro, em corrente contínua ou numa tomada AC Comum. foi concebida para se encaixar perfeitamente no compartimento do pneu estepe da carro. O Conceito de mobilidade deste equipamento é para que a bicicleta seja um complemento do carro. Assim, o motorista poderia deixar o carro num estacionamento fora dos grandes centros congestionados e trafegar em zonas com tráfego elevado com sua bicicleta elétrica.

Leia mais em: http://mobilidadesustentavel.blog.uol.com.br/

Agora só faltam as ciclovias, porque sem ciclovias seguras e integradas, não terá ciclistas.

7 de junho de 2010

@IPPUJ responde pelo Twitter

O IPPUJ respondeu a traves do Twitter ao post deste blog sobre o modelo de convocatoria que o IPPUJ tem enviado para algumas Câmaras Setoriais


Fundação Ippuj
ippuj
  1. @Comentjoi Os assuntos das câmaras setoriais do Conselho da Cidade estão no Plano Diretor e devem ser discutidos pelos conselheiros.

  1. Fundação Ippuj ippuj Em relação a Camara setorial mencionada pelo Sr. lembramos que apenas o Executivo leva temas para discussão e os conselheiros não o fazem.
Vejam a situação Kafkiana que o IPPUJ tenta explicar, a primeira afirmação é que os temas sobre o Plano Diretor só podem ser discutidos pelos conselheiros nas Camaras.

"Os assuntos das câmaras setoriais do Conselho da Cidade estão no Plano Diretor e devem ser discutidos pelos conselheiros."

A segunda afirmação é que.

Em relação a Camara setorial mencionada pelo Sr. lembramos que apenas o Executivo leva temas para discussão e os conselheiros não o fazem.

Se só o executivo leva os temas para discussão e os conselheiros não o fazem, como podem ser debatidos temas que não sejam colocados em pauta?

É preciso lembrar que as Câmaras estão pedindo desde faz mais de 6 meses a agenda de temas para debater, para que as discussões das câmaras setoriais estejam afinadas com os temas em pauta no Conselho da Cidade.

Como podemos ver compatibilizar ou simplesmente organizar uma agenda das prioridades para Joinville deve ser algo tão complexo que em meio ano, ainda as Câmaras a pesar da sua insistência, ainda não receberam a pauta da agenda anual dos temas a serem tratados pelo Conselho. Propor temas para discussão que não formem parte da agenda do conselho representaria um exercício de diletantismo inútil, para representantes da sociedade que dedicam parte do seu tempo a contribuir desinteressadamente para Joinville.

Vamos aguardar novos desdobramentos.
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