Publicado no jornal A Noticia da Joinville SC
25 de agosto de 2011
Áulicos, críticos e a maioria silenciosa
Publicado no jornal A Noticia da Joinville SC
28 de outubro de 2010
A Dor (*)
A Dor
A natureza, com toda a sua sabedoria, proporcionou a humanos e animais a dor, alguns especialistas defendem que também as plantas sentem dor. O objetivo da dor é o de nos proteger. Evitar que cheguemos a situações mais graves. Ao aproximar uma parte do corpo de uma chama, antes mesmo que o efeito do calor possa nos produzir uma ferida, o sentimento da dor age como um alerta, e ao retirar rapidamente a parte do corpo dolorida da fonte de calor evitamos uma ferida que poderia ser grave.
Alem da dor física, também estamos dotados da capacidade de sentir outros tipos de dores, em principio esta característica, parece destinada exclusivamente aos humanos, a dor emocional. Reagimos a perda de seres queridos, a traições de amigos, a decepções, a criticas. As dores que estas situações nos produzem nos permitem reagir, a dor também neste caso nos protege. Em casos excepcionais, pessoas sofrem de uma doença, pouco conhecida, chamada analgesia, que produz a perda de sensibilidade a dor. Ao perder a proteção da dor, ficamos expostos a nos machucar, em alguns casos inclusive, gravemente.
Do mesmo modo, na vida publica, a dor nos protege. Quando a sociedade de forma majoritária faz criticas a gestão que fazemos, e esta critica, nos causa desconforto o inclusive dor emocional tem a oportunidade de reagir, de mudar o que estamos fazendo ou passar a fazer as coisas de uma forma diferente, para buscar resultados melhores. As criticas devem ser vistas, como a chama de uma vela, quando isoladas e pontuais, o seu efeito é mínimo. Quando generalizadas e unânimes, podem se converter numa fogueira, que consome tudo ao seu redor.
Não reagir a dor, ou o que seria pior, mesmo sentindo a dor das criticas, teimar em permanecer perto do fogo ou de elementos cortantes, alem de evidenciar idiotia, produzirá com certeza feridas, que podem chegar a ser graves. A menos que os gestores públicos estejam afetados por uma rara epidemia de analgesia coletiva, seria recomendável esboçar uma reação, que mostre claramente, que não estamos sendo governados por um bando de masoquistas aparvalhados ou que a insensibilidade, a surdez e a cegueira se apossaram, de quem teria que prioritariamente estar voltado a escutar, ver e sentir os anseios
30 de setembro de 2008
Sociedade organizada
Esperar, não só que outros façam, mas especialmente que outros conheçam os nossos anseios e necessidades e ainda se empenhem em buscar as soluções que precisamos, tem se mostrado pouco produtivo.
O poder publico parece ter perdido, faz já algum tempo o seu contato com a realidade, voltado que esta, na maioria dos casos a confundir o interesse publico, com o interesse privado. Ficando cada vez mais dissociado da sociedade.
É neste ambiente, em que a organização da sociedade ganha importância, a sociedade passa a se aglutinar em torno das suas lideranças e das suas entidades representativas, para defender os seus interesses.
Joinville se caracteriza pela sua capacidade social, pelo que o professor Melim, chama o seu capital social, a capacidade que a sociedade tem de criar um capital e direcionar este potencial, na obtenção de objetivos de interesse comum.
As nossas entidades empresariais: ACIJ, CDL ou Ajorpeme, tem dado mostras no passado recente da sua capacidade de mobilização e dado grandes contribuições ao desenvolvimento da cidade. Do mesmo modo que as entidades voltadas a Assistência Social, agrupadas sob a coordenação da AJOS, cumprem um papel social importantíssimo, ao suprir com competência, capacidade e economicidade funções e tarefas que deveriam ser cumpridas pelos órgãos públicos. Não podemos esperar destes nem a eficácia, nem o comprometimento e muito menos a voluntariedade que as pessoas que participam destas entidades demonstram no seu dia a dia.
Menção aparte merece, no caso de Joinville, os bombeiros voluntários, que são um exemplo nacional, o mesmo destaque merecem os mais de 30.000 contribuintes voluntários que com as suas doações mensais, ajudam na manutenção de corporação voluntária mais antiga do Brasil.
Joinville é um dos melhores exemplos de como a sociedade se organiza para promover o seu desenvolvimento e de como os resultados são melhores quando a sociedade traça o seu caminho.
18 de setembro de 2008
Criticas e Críticos

A facilidade ou dificuldade em lidar com as criticas e os críticos, mostra muito sobre nós. Claro que há criticas e criticas. Neste espaço só tem lugar as criticas construtivas, aquelas que tem como objetivo identificar pontos e aspectos que podem melhorar e ainda mostrar caminhos, indicar alternativas. São criticas sensatas, estruturadas e estimuladoras do debate.
Há uma tendência a desacreditar, crucificar e queimar em praça publica a quaisquer um que ouse pensar diferente. Não só aquele que possa discordar, muitas vezes, o alvo da ira é aquele que não nos elogie da forma que achamos que merecemos.
Só a maturidade e a sabedoria, ajudam a receber as criticas como o que são. Como pontos a melhorar, como caminhos a seguir, como contribuições que quando bem aproveitadas nós permitem prosperar como indivíduos e sociedade.
A nossa cultura, não estimula a formação critica, não cultuamos a duvida, nem o pensar diferente, o pensamento discordante, aquele que estimula o debate e serve para desenvolver argumentos mais fortes e convincentes, ou para semear a duvida e nós permitir propor novas ideias e outras opiniões.
Estamos construindo uma sociedade de servilões por um lado e de déspotas iluminados pelo outro. Uma sociedade que marginaliza aqueles que pensam diferente da multidão e pune de forma inquisitorial aos que ousam expor publicamente as suas opiniões.
Acrescentamos um texto escrito na década de 60, que permanece atual.
"A crítica sensata traz em si o poder sublime de construir, de impulsionar para frente, no caminho certo, todas as ideias, todos os atos humanos.
É preciso,porém que esta crítica seja sensata e franca, que não se oculte em esquinas escuras, a espera de um momento de distração, para atacar. Não: Ë preciso que seja precisa, de frente para a luz do dia, para para que possa guardar em si o seu sentido verdadeiro, mostra a todos a sua sinceridade e sensatez e sua razão de ser. Só assim, a crítica constrói. A sensatez da crítica, porém, está apoiada, sobre tudo, na sinceridade, no critério e na intenção do crítico em mostrar os erros que realmente existiam - pelo menos para ele - pois todos nós podemos errar - é humano. Ressentimento pessoal algum deverá entrar em linha de conta, pois qualquer emoção, boa ou má, como o amor e a amizade, o rancor e a antipatia, tingirá de mentira destruirá o valor da verdadeira crítica - da crítica construtiva, da crítica sensata."
Magno Matheus Da Rocha
12 de setembro de 2008
Cogito, ergo sum.
Devemos duvidar de cada idéia que possa ser duvidada, questionar, averiguar, pesquisar. Enquanto permanecer a duvida, por pequena que seja Não podemos acreditar. A duvida deve guiar os nossos questionamentos, não para gerar insegurança. Ao contrario nos ajudando a construir a verdade e a certeza. A duvida deve ser uma verdade indubitável.
Descartes institui a dúvida: só se pode dizer que existe aquilo que possa ser provado. Como seria distinta a nossa vida a partir do desenvolvimento da duvida construtiva.
Se ao receber, as propostas e projetos dos nossos dirigentes, atuais e futuros, em lugar de acreditar piamente, passássemos a verificar se realmente existem estas necessidades; analisássemos com atenção todas e cada uma das propostas e das alternativas apresentadas; Sintetizássemos todas as alternativas possíveis e enumerássemos todas as conclusões e selecionássemos as melhores. Estaríamos alem de dando nossa contribuição como cidadãos, ajudando a construir uma sociedade melhor.
Uma sociedade mais critica é uma sociedade que não se satisfaz com qualquer resposta, que não aceita a primeira resposta. Só a resposta certa, só a verdadeira será valida.
Exigirá mais esforço de todos, porque estamos acostumados a acreditar a exemplo dos gregos antigos que acreditavam tanto no destino, como em que as coisas são desta forma, porque assim devem ser. Só poderemos mudar as coisas se acreditamos que podem ser diferentes. Por isto como Descartes precisaremos continuar pensando para existir.
