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30 de setembro de 2011

Prioridade para o pedestre

"Agora é a vez do pedestre", afirma o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn.


Para o diretor de desenho urbano de Nova York, decidir que o pedestre é o foco é uma decisão politica fundamental.

29 de agosto de 2011

O pedestre em primeiro lugar


Cidades são projetos de longo prazo. Os carros estão em primeiro lugar há 50 anos. Agora é a vez do pedestre. É uma questão de equilíbrio, não de eliminação.

Quando você toma a decisão de colocar o pedestre em primeiro lugar, você adota um ponto de vista. Você vê os problemas através dos olhos de um cidadão caminhando pela rua. Não são soluções mutuamente exclusivas.

Por exemplo, como pedestre, é bom ter carros parados paralelamente à calçada. Eles formam uma barreira ao movimento da rua. Carros e pessoas podem andar juntos, mas a questão é perguntar primeiro ao pedestre.

Alexandros Whasburn - Diretor de Desenho Urbano de NY

26 de janeiro de 2010

Serviço de Utilidade Publica

Se tiver interesse em conhecer o manual de intervenção em ruas e espaços publicos da cidade de Nova York, de um click aqui.

O manual esta disponivel em pdf, para download. quem sabe tem alguem aqui que possa aproveitar alguma coisa.

21 de dezembro de 2009

Tolerância Zero

Tolerância Zero


A passagem de Rudolf Guilliani, por estas paragens, reavivou em uns e outros o termo “Tolerância Zero” a filosofia que na década de 90, o ex- prefeito de Nova York pôs em pratica e serviu para moralizar, impor segurança e se converteu num modelo de gestão, não só da segurança publica, principalmente um modelo de gestão urbana.


A redução de 77% nos índices de criminalidade, serviram de prova do sucesso do modelo, que se alicerçou no combate aos pequenos crimes, os denominados “Broken Windows” a política consistia, entre outros elementos em defender o conceito, que a criminalidade se originava na impunidade e que era ela a que impulsionava para novos delitos. Por isto, algo que poderia parecer pouco perigoso, como quebrar o vidro de uma janela com uma pedra, era perseguido com rigor, não pela sua gravidade, e sim pelo seu potencial futuro.


Aqui os novos sambaquianos, sempre inovadores, desenvolveram a sua própria versão da tolerância zero, que consiste em primeiro tolerar, posteriormente permitir e finalmente legalizar, todo tipo de pequenas irregularidades e mutretas. Para ocultar a incompetência sistemática do poder publico para cumprir e fazer cumprir a lei. Nada é mais adequado que permitir e legalizar o que não se consegue fiscalizar e impedir, por desídia e descaso.


Que um amigo quer construir aonde não pode? Nenhum problema, aplicamos o principio da "Tolerância Zero" e mudamos a lei, aumentamos o gabarito, mudamos o zoneamento, tudo em nome da tolerância. Que esta muito difícil obter todos os alvarás necessários para realizar um evento publico? então vamos a mudar a lei e reduzir o numero de documentos. Tem gente que construiu mais do que podia e o fez aonde não devia? nada mais justo que mudar a legislação e permitir tudo aquilo que não estava permitido. Que alguns prédios públicos importantes não cumprem a legislação de segurança e representam um risco para os usuários? Sem problema liberamos o seu uso e toleramos. Ficamos a cada dias mais tolerantes.


O que na versão original tinha como objetivo simplesmente fazer cumprir a lei, aqui tem se convertido num exercício de tolerância. Seguiremos, ao nosso modo, os ensinamentos do ex-prefeito de Nova York e aplicaremos aqui a nossa versão tropicalizada da Tolerância Zero. Legislamos para permitir tudo, parece que fazer cumprir a lei tem se convertido em algo constrangedor.


Publicado no Jornal A Noticia

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