30 de agosto de 2013

29 de agosto de 2013

Plantio de sarrafos nas ruas de Joinville

A prefeitura iniciou o plantio de sarrafos nas ruas da cidade. A novidade é que a falta de arvores do tamanho correto o que se vê são dezenas ou centenas de sarrafos espetados nas calçadas.

O plantio de arvores em ruas e praças obedece ou deve seguir critérios técnicos. Um deles é o de utilizar só plantas que tenham o tamanho e porte adequado. Nenhuma das arvores plantadas nas ruas Aubé e Helmuth Fallgater tem o tamanho minimo recomendado e com isso o risco de perda por vandalismo ou por quebra é muito elevado, além de dificilmente poder alcançar o porte necessário para o seu perfeito desenvolvimento.

A primeira pergunta é quem comprou e porque foram compradas arvores fora de padrão ou abaixo do padrão recomendado? Porque as arvores plantadas hoje não foram produzidas em nenhum horto da prefeitura ou da Fundação 25 de Julho, foram compradas a traves de carta convite. O padrão das arvores fornecidas é o mesmo especificado na carta convite? Se sim porque o Município comprou arvores abaixo do padrão recomendado pela SBAU (Sociedade Brasileira de Arborização Urbana)? Se as arvores estão fora do padrão, quem as aceitou? E finalmente porque não foram devolvidas ao fornecedor? Lembrando que 2 metros de tronco deve ser o padrão minimo para arvore de rua. Há também padrões para DAP (Diâmetro a altura do peito) mas a prefeitura de Joinville tem preferido não ser muito "exigente" neste quesito.

Antes que alguém responda que as arvores foram compradas na gestão anterior, seria bom lembrar que essa não é a resposta correta. Se as arvores estiverem fora do padrão. ( e este blog teve acesso a carta convite) elas deveriam ser devolvidas e os responsáveis punidos. Porque aceitar produto com especificações abaixo das solicitadas também é corrupção.

Com as respostas a Fundema e os órgãos responsáveis. Sem esquecer que esta conta, também é você quem paga.


2a. Consulta Pública da LOT

No dia 28 de agosto de 2013 se realizou no Plenarinho da Câmara de Vereadores de Joinville a segunda Consulta Pública da LOT.



O evento promovido e organizado pelo movimento "Consulta Cidadã" Reúne entre outras entidades as Associações de Moradores dos Bairros América, Sto. Antônio, São Marcos, Anita Garibaldi, Estrada da Ilha e conta também com o apoio de Sindicatos, ONGs e voluntários.

Participaram da segunda Consulta Pública mais de 90 pessoas, representando os bairros América, Costa e Silva, Santo Antonio, Saguaçu, Gloria, Centro, Boa Vista e outros bairros próximos. E tambem se fizeram presentes os vereadores Rodrigo Thomazi e James Schroeder. O prefeito, como já tinha feito na primeira Consulta Pública, não compareceu, não justificou e não se fez representar.





Entre as decisões tomadas pela plenária destaque para:

 - Aprovar a realização de Audiências públicas, promovidas pelo poder executivo, em cada região antes que a minuta aprovada pelo Conselho da Cidade seja encaminhada ao legislativo municipal.

- Rejeitar a proposta das Faixas Viárias (FV) no modelo proposto pelo IPPUJ.

- Aprovar a criação das Áreas de Relevante Interesse Ecológico - ARIEs do Boa Vista, Iririu, Morro do América, São Marcos e garantir a sua preservação e manutenção no texto da LOT

Estas propostas foram aprovadas por UNANIMIDADE dos presentes. As duas consultas públicas realizadas até agora já apresentam um publico maior que o da Conferencia da Cidade promovida pelo poder publico recentemente.

O documento final, com as gravações de todas as Consultas Públicas será encaminhado ao prefeito municipal, ao presidente da Câmara de Vereadores e ao Ministério Público de Santa Catarina.

Proxima Consulta Pública será realizada no Bairro São Marcos, na sede da Associação de Moradores com inicio as 19:00 horas.


Burocracia


28 de agosto de 2013

Conselho da Cidade

Quando faltam argumentos e conteúdo aparecem os papagaios a repetir discursos manjados e sem novidades. Mas cada vez mais gente toma conhecimento do que esconde a LOT.

Mais conhecimento, mais transparência e mais democracia é bom para Joinville, mesmo que incomode e deixe nervosos aos representantes da gangue do tijolo e ao seu líder mor, que já perdeu a compostura varias vezes.


É hoje a Consulta Pública dos Bairros América, Sto. Antônio, Gloria, Saguaçu e proximos

Em pauta as Faixas Viárias, em que ruas estão previstas, o que pode e o que não pode ser instalado nelas. O impacto que terá a sua implantação.

Um vídeo mostra de forma sintética o tipo de atividades econômicas que podem ser instaladas nas Faixas Viárias em Joinville.


A Consulta Pública sera no Plenarinho da Câmara de Vereadores de Joinville, com inicio as 19:00 horas.

As alterações de zoneamento urbano consistirão, em grande parte, em relação aos gabaritos (números de pavimentos/andares), bem como os usos industriais ou comerciais, que passarão a ser admitidos em cada região.

 É aqui que entra o interesse de cada cidadão. O que mudará? De que forma isso afeta a minha qualidade de vida? Que posso fazer para minimizar o impacto negativo?

 Quem adquiriu um terreno ou casa em área cuja construção de altos edifícios antes era proibida, pode se ver vizinho de um edifício que lhe tire a privacidade, ventilação, iluminação solar, caso as propostas atuais sejam implementadas. 

Quem mora há muito tempo em área tranquila estritamente residencial, pode ver sua quadra ou sua rua invadida por estabelecimento comercial pouco condizente com a vocação local (agropecuária, funerária, peixaria, para dar poucos exemplos).

Venho acompanhando essa discussão há mais de 20 anos (e, portanto, não se trata de uma crítica à atual gestão municipal ou à anterior – a propósito, não tenho filiação político-partidária) e vejo que o Poder Público, além de não fundamentar suas propostas em estudos técnicos urbanísticos de fácil compreensão, não se preocupa em divulgar com antecedência ou consultar a população sobre as alterações que pretende realizar.

O único “filtro” para eventuais erros ou inconsistências urbanísticas, seria a nossa Câmara de Vereadores e um Conselho da Cidade (a representação dos movimentos populares nesse conselho, infelizmente, é inferior às entidades/conselheiros já cooptados pelas entidades empresariais).
No entanto, não é preciso ir muito longe para concluir que, considerando o grande interesse do setor imobiliário em torno da maximização das possibilidades de aproveitamento das diversas áreas de nossa cidade, a Câmara de Vereadores e o Conselho da Cidade sofrerão forte pressão para aprovar seja lá que o setor imobiliário precisar.

A construção de prédios altos tem ignorado questões relacionadas à infraestrutura viária e de serviços públicos (água, luz, esgoto) e, obviamente, desprezando a qualidade de vida de pessoas que optaram há anos por residir em áreas de moradia estritamente uniresidencial.
O Poder Público e o setor imobiliário reclamam que, sem essas alterações, Joinville vai parar.

Será mesmo? Moramos em uma das regiões que mais crescem no Brasil, mesmo sem essas alterações.

Será que seria muito ruim perdermos algum tempo discutindo e planejando como crescer do que crescer de forma desordenada?

É exatamente em torno de todo esse debate que se insere a necessidade de todos participarem de tais consultas públicas.

Nas consultas públicas serão esclarecidas e discutidas as consequências caso tais propostas do Poder Público sejam aprovadas, assim como serão consultados os moradores desses bairros a respeito do tema. 

A efetiva participação de numeroso grupo de moradores desses bairros é fundamental.
A recente politização brasileira (intensos protestos) precisa ser acompanhada de mínima participação em eventos como esse para que as alterações que esperamos realmente surtam resultados.

Pense globalmente, aja localmente (Sir Patrick Geddes).


Participe!

27 de agosto de 2013

Consulta Pública na Estrada da Ilha

Mais de 120 pessoas participaram na primeira Consulta Pública da LOT na região da Estrada da Ilha. A consulta estava dirigida principalmente aos moradores de Pirabeiraba, Jardim Sófia e a Estrada da Ilha.



A pesar do frio e a chuva a participação foi grande e houve uma forte participação da comunidade afetada diretamente pelas mudanças que a LOT propõe para a região.

Entre os pontos abordados, os que maior interesse despertaram foram os referentes a ART da Estrada da Ilha, a criação de uma Faixa Rodoviária Rural, com impacto em toda a região, a regularização fundiária e a possibilidade que seja autorizada a construção de conjuntos residenciais verticais na região. Há um projeto em analise para a construção de 11 prédios com 330 apartamentos em total.

Além de lideranças comunitárias da região e de outros bairros de Joinville se fizeram presentes também o Deputado Estadual Darci de Matos, o Vereador James Schroeder e o sub-prefeito de Pirabeiraba Sidnei Sabel. O prefeito não enviou nenhum representante, a pesar de ter sido oficialmente convidado para a Consulta.

Apartamentos na região da Estrada da Ilha

Novos apartamentos na região da Estrada da Ilha já virão equipados com caiaque e galochas para os novos proprietários.






Imagens de chuvas recentes no imóvel e nas proximidades de Só para você ter a informação e pensar. Fica com essa informação pra ti. Começou em Santa Maria.  em que esta previsto aprovar a construção de 330 novos apartamentos.


26 de agosto de 2013

Hoje tem Consulta Pública na Estrada da Ilha

Veja quais as atividades que a nova LOT vai permitir que se instalem numa Faixa Viária (FV) perto de você




As desapropriações e a improvisação

Não há como não ficar irritado com a cantilena da falta de recursos para desapropriar. Importantes obras se alastram por anos ou nem chegam a ser construídas pela dificuldade em desapropriar. É o resultado de uma equação simples que soma a falta de planejamento, acrescenta a ausência de previsão e multiplica pela nossa predisposição natural para a enjambração e a gambiarra.

Nem faz tanto tempo assim o IPPUJ propôs construir um teatro no estacionamento do Centreventos, os visionários de plantão compararam o nosso futuro teatro com o Palais Garnier sede da Opera de Paris,  alegando que o famoso teatro parisino tampouco tinha estacionamento. Provavelmente esqueceram que o principal motivo de não ter estacionamento, tenha sido que foi inaugurado em 1875, dez anos antes que fosse produzido por Carl Benz o primeiro motor de combustão interna e o inicio da produção comercial do automóvel.  O mais prudente seria que comparassem também a infraestrutura e a oferta de mobilidade da capital francesa com a metropole joinvilense.

Tampouco havia outro lugar melhor para a ampliação do Hospital São José que avançando sobre o estacionamento e cortando as arvores existentes. Assim o hospital aumenta a sua oferta de serviços  e sua capacidade e como resultado os veículos de médicos, enfermeiras, pacientes e familiares se espalham cada dia por mais ruas em volta do hospital.

Sem prever no custo das obras os recursos necessários para  as desapropriações o resultado é que as obras quando finalmente são construídas, acabam sendo feitas em locais inadequados e se compromete o funcionamento das infra-estruras urbanas existentes. A essas gambiarras urbanas há que acrescentar o papelão do poder publico, de pires na mão, implorando que proprietários façam doação das áreas  para que as obras possam ser executadas. Uma situação de penúria municipal que envergonha a qualquer cidadão.

Os municípios têm e podem usar um conjunto poderoso e variado de alternativas para obter recursos para desapropriar as áreas que precise, pode ainda oferecer a troca de vantagens que compensem a desapropriação e ainda obter recursos para as obras publicas projetadas.
Porque não o faz? Esse é um daqueles mistérios que rondam o poder publico. Mas é provável que a resposta este no principio de Hanlon. Que tão útil é para ajudar a entender a vida e o funcionamento das organizações. ”Não se deve atribuir a maldade o que pode ser facilmente explicado pela estupidez.”

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC


25 de agosto de 2013

Tolerância zero para a corrupção

Há mais casos de corrupção na Prefeitura?

A detenção de uma fiscal da Seinfra em Joinville acusada de corrupção tem sido uma das noticias destacadas desta semana. Aos poucos surgem mais informações, transcrições de diálogos e até um vídeo do momento da sua detenção pela policia federal.

A prefeitura vai abrir um processo administrativo - disciplinar, alias obrigatório nestes casos e que correrá em paralelo com a investigação oficial. O que chama a atenção é que a partir deste caso pipocam comentários abalados que asseguram que a pratica é comum, que há mais gente envolvida, alguns mais ousados citam nomes e cargos. Outros mencionam empresas, que teriam sido achacadas ou que teriam feito pagamentos para obter alvarás ou outros documentos.

Se por um lado é conhecida a expressão que se o rio faz barulho é porque carrega pedras, também é verdade que todos são inocentes até prova em contrario. Ninguém pode ser execrado ou condenado a priori por ter um sobre com R$ 6.000 em efetivo, casualmente idênticos às fotocopias entregues a policia.

O prefeito Udo Dohler e o secretario Romualdo França tem duas opções a de considerar este um fato isolado ou o de aproveitar a situação para mostrar que não lhes treme à mão na hora de assinar a ordem de investigar todo o setor de fiscalização e de aprovação de projetos da Seinfra, para desfazer qualquer suspeita que possa pairar sobre um setor estratégico da administração municipal. Os funcionários honestos, que os há, não devem temer uma investigação profunda que identifique e puna os casos de corrupção que possa haver. A situação atual é prejudicial para o órgão que tem a responsabilidade de assegurar o cumprimento da lei. De uma auditoria saem fortalecidos os que atuam corretamente dentro da lei e ganha a sociedade que passa a ter mais confiança nos seus servidores públicos.


Não agir com firmeza neste momento é dar assas a maledicência e a que gente inocente possa ter seu nome colocado lado a lado com os de corruptos e corruptores.


24 de agosto de 2013

Desenvolvimento urbano e áreas alagaveis

Veja as imagens e tire suas conclusões. Na medida que se ocupam áreas que hoje alagam e se aterram áreas maiores, as próximas chuvas ocasionarão novas enchentes, mais graves em lugares em que hoje não há ainda problemas. 

Agora imagine se a LOT autoriza a ocupação destas áreas alagáveis. Imaginou?

Estas fotos  foram tiradas em frente ao Supermercado Amaral, no cruzamento da Rua Dorothóvio do Nascimento, Rua Ten. Antônio João, Rua Alex Holz e Estrada da Ilha.







Estas fotos foram tiradas na Rua Dorothóvio do Nascimento, exatamente em frente onde estão aterrando (fazendo uma barragem) para construir a nova sede da YUDO.



21 de agosto de 2013

Cidades para as pessoas

Cada vez com maior frequência é possível encontrar nas ruas das cidades europeias placas de transito como estas



A mensagem é clara, nestas ruas há crianças brincando. Não são ruas fechadas ao transito de veículos, são ruas em que pedestres e principalmente crianças tem prioridade. Uma forma simples de inverter a ordem das prioridades que temos aqui em Joinville. Uma cidade cujas politicas urbanas colocam o veiculo em primeiro lugar e o pedestre em ultimo. 

19 de agosto de 2013

Os especuladores são os outros


A mais recente invencionice do poder publico e seus prepostos é que o prefeito e toda a sua administração vão combater ferozmente os especuladores. Difícil imaginar que o prefeito esteja comprometido nessa luta, até porque encontraria do lado dos especuladores de carteirinha a velhos conhecidos e gente muito próxima.

A solução é identificar os especuladores como sendo os outros. Numa genialidade de criatividade impar o poder público agora considera que os movimentos populares e os seus representantes são os especuladores a combater, o inimigo visível a destruir.


Por isso que para o prefeito Udo Dohler combater os especuladores e uma tarefa diária. Ainda que não sejam os especuladores que ele identifica como inimigos os que proponham aumentar o perímetro urbano em quase 50 milhões de m2. Nem os proprietários dos terrenos localizados nas áreas rurais que serão convertidas em solo urbano pela LOT. Um caso curioso de especuladores sem interesse econômico. 

Leitura recomendada


Breve numa livraria perto de você

17 de agosto de 2013

A Joinville que surgirá da LOT


A Joinville que a nova LOT propõe é uma cidade mais verticalizada mas tambem mais espalhada.
Com mais ruas para pavimentar, com linhas de onibus mais longas e por tanto mais caras. Com predios mais altos e com ruas com menor mobilidade.

Quem diz isso é o IPPUJ, quem deve se preocupar com isso é você que viverá numa cidade menos eficiente, mais cara e com mais problemas ainda de mobilidade.

16 de agosto de 2013

Ironia o deboche?

Saiu hoje na coluna do jornalista Luiz Verissimo no JND a seguinte fala: "Precisamos derrubar os desvios de conduta e os especuladores. Esses são os dois grandes problemas que temos no serviço público. O especulador é predador. Precisamos encontrar o antídoto para combater os especuladores para que a cidade não sofra mais." - prefeito Udo Dohler, ao comentar com a jornalista Josi Tromm Geisler do ND que os grandes problemas para aprovação da LOT são os especuladores.

Quem acompanha de perto as voltas e reviravoltas da LOT em Joinville terá muita dificuldade em entender o discurso do prefeito. Ou ele esta sendo irônico, esta a debochar ou esta definitivamente a confundir a realidade com a fantasia.

Nenhum outro setor da sociedade tem maior interesse na aprovação da LOT que o que representa os especuladores imobiliários e seus interesses. A menos que alguém possa imaginar que os movimentos populares tenham sido cooptados pela capital especulativo e sirvam aos seus interesses. Se há uma tropa de choque comprometida em aprovar esta LOT as suas hostes estão identificadas com os especuladores, serão estes os mesmos com os que o prefeito quer acabar? Duvido.


O prefeito deve ou se informar melhor ou parar de dar entrevistas a jornalistas com gravador, pode acabar se metendo em mais confusão ainda.

Aqui em breve 11 predios



O estranho modelo de ocupação urbana que permite ocupar área rural com conjuntos de prédios como os que já foram aprovados e construídos no Bairro Vila Nova.

Este imóvel se localiza junto a Estrada da Ilha e prevê a construção de 330 apartamentos, o que representa aproximadamente 1000 novos moradores na região.

Em dias de chuva fica assim





14 de agosto de 2013

330 apartamentos na Estrada da Ilha


Aos poucos a cidade avança, sem controle e com a aprovação do poder público que autoriza a ocupação de área rural e o aumento do perímetro urbano.

Sem infraestrutura, sem escolas próximas e sem a aprovação da LOT, Joinville cresce mal e de forma desordenada.

330 novos apartamentos representam aproximadamente 1.000 a 1.200 novos moradores na região da Estrada da Ilha. 

13 de agosto de 2013

Infraestrutura, você não vê por aqui

Mobilidade aonde?
Tóquio tem 304 km de metrô; Moscou, 309 km, Nova York, 368 km, Londres, 402 km, Pequim, 442 km, São Paulo, 74 km, Belo Horizonte 44 km

9 de agosto de 2013

Quando vereador legisla sobre fila de balada

e apresenta projetos para que banheiro tenha gancho para pendurar bolsa, ou que a maionese só possa ser servida em embalagem individual, ou que na balada a comanda tenha que ser cancelada no ato, lembro de Thomas B Reed e só posso dizer que ele já nos avisou antes.


8 de agosto de 2013

Tenha princípios


É importante ter princípios firmes e segui-los. Um bom princípio é o de não acreditar em nada do que o governo lhe diga. Esta é uma regra que serve igualmente para todos os níveis de governo do municipal ao federal.
Quanto maior a sua capacidade para duvidar do que o governo diga, maior será a sua chance de poder prevenir as suas estripulias e aprontações. É uma regra que lhe será útil não só no Brasil. Se aplica em todos os países, em maior o menor grau

7 de agosto de 2013

Por que as coisas sempre são um pouco piores que antes...


Quando um produto ruim é substituído por outro pior é hora de lembrar de John Ruskin que no seculo XIX já descobriu porque hoje as coisas são melhores que as que teremos amanha e piores que as que tínhamos ontem.

"Não há quase nada neste mundo, que alguém não possa fazer um pouco pior, para que seja vendido um pouco mais barato. E as pessoas que só olham o preço, constitui o seu alvo natural.

5 de agosto de 2013

Que tem em comum as 10 cidades com maior índice de pobreza dos EEUU?

As 10 cidades mais pobres dos Estados Unidos e como chegaram lá?

Cidade, estado e percentual da população abaixo do nível de pobreza

1.
Detroit
MI
32.5%
2.
Buffalo 
NY
 29.9%
3.
Cincinnati
OH
27.8%
4.
Cleveland
OH
27.0%
5.
Miami
FL
26.9%
5.
St. Louis
MO
26.8%
7.
El Paso
TX
 26.4%
8.
Milwaukee
WI
26.2%
9.
Philadelphia
PA
25.1%
10.
Newark
NJ
24.2%

O que tem em comum as 10 cidades americanas com mais de 250.000 habitantes com o maior percentual de população abaixo do nível de pobreza?

Detroit, MI - Não elege um prefeito republicano desde 1961

Buffalo, NY - Não elege um desde 1954

Cincinnati, OH - desde 1984

Cleveland, OH - desde 1989

Miami, FL – Nunca teve um prefeito republicano

St. Louis, MO - desde 1949

El Paso, TX – Nunca elegeu um republicano como prefeito

Milwaukee, WI - desde 1908

Philadelphia, PA - desde 1952

Newark, NJ - desde 1907

É de Einstein a frase que diz: A definição de insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.

A conclusão é que são os pobres os que votam em candidatos democratas e por isso continuam sendo pobres.

IDH? Bom dar uma olhada

IDH: CURIOSAS E PROBLEMÁTICAS MUDANÇAS DE CRITÉRIO!
1. Com base nos Censos de 1991 e 2000, o PNUD e o Governo Federal anunciaram os dados do IDH para o Brasil todo. Esses dados serviram como elementos para priorizar as políticas públicas em nível municipal, estadual e federal.
2. Em 1991 o IDH do Brasil, divulgado anos depois, foi de 0,696. Em 2000 o IDH do Brasil, divulgado em 2003, foi de 0,766.
3. Ontem (29) foram divulgados os dados de IDH em base aos dados censitários de 2010. O IDH do Brasil avançou para 0,727. Mas como, se o de 2000, antes divulgado, já era de 0,766? Foi anunciado ontem que houve uma mudança de critério.
4. Essa mudança de critério baixou o IDH, em base ao censo de 1991, de 0,696 para 0,493. Uma redução de 30%. E baixou o IDH de 2000 de 0,766 para 0,612. Uma redução de 20%.
5. Mudanças tão drásticas exigiriam explicações semanas antes, para que se pudesse entender e tirar dúvidas. Mas nenhuma explicação foi dada. E se apresentou um enorme crescimento do IDH, que se levasse em conta o número anterior de 2000 seria uma redução.
6. E como ficaram os governos de todos os níveis, que se pautaram pelos números oficiais anteriores para fazer seus planejamentos sociais? Algo que merece uma explicação detalhada e didática.
7. (Folha de SP Online - 02/10/2003) De acordo com o documento, o IDH brasileiro subiu de 0,696 para 0,766, entre 1991 e 2000, numa escala que varia de zero a um. "Tem havido um progresso nos indicadores sociais do Brasil apesar do baixo crescimento da economia", afirmou o coordenador do Sistema Nações Unidas no Brasil, Carlos Lopes.

4 de agosto de 2013

As faixas da vergonha

As faixas da vergonha



Faz muito bem o A Noticia em não deixar cair no esquecimento à vergonhosa situação em que se encontram as faixas de pedestres,o risco que representam nos locais em que ainda há traços delas e a quantidade de cruzamentos em que nem existem mais. Não fosse a insistência do jornal o tema seria esquecido.

O poder público oferece informações e diferentes versões para justificar a sua omissão. Para o contribuinte essa mistura de incompetência e sem-vergonhice ofendem o bom senso mais elementar. As diversas explanações podem ser classificadas ou como patranhas, como invencionices e a maioria podem ser divididas entre fantasias, puro desconhecimento e até má fé. A verdade é que as faixas de pedestres em Joinville ou não existem ou estão em péssimo estado.

Toda a administração pública deve reger-se por princípios claros. Um deles é o da economicidade, fazer as coisas da forma mais econômica, que não deve ser confundido com fazer barato. A pintura a frio, utilizada em Joinville para a sinalização horizontal, é mais barata, porem dura muito menos que a pintura a quente, por tanto não é recomendada. A duração da pintura a frio é de em media 6 a 9 meses dependendo do trafego de cada rua. A pintura a quente dura até 8 vezes mais. Joinville já utilizou durante dois anos a pintura a quente. Algumas ruas e faixas pintadas a quente, em Joinville no ano 2000 ainda mantém a pintura original. Inexplicavelmente deixou  de ser utilizada e se voltou a utilizar a pintura a frio. Alguém poderia explicar?  É bom que novamente se proponha a utilização da alternativa que é econômica e tecnicamente melhor.










O código Brasileiro de Transito prevê dois modelos para as faixas de pedestres, um o utilizado em Joinville é mais custoso, utiliza mais pintura e mais mão de obra e ainda sofre um maior desgaste, pelo que a sua durabilidade é menor. Porque Joinville não volta a utilizar o modelo mais econômico? Não seria melhor ter mais faixas pintadas em toda a cidade com os mesmos recursos, que só ter poucas faixas e não ter orçamento suficiente para fazer a sua manutenção e repintura? Qual a justificativa para usar o modelo mais caro?


Outra patranha que nos contam é que não há recursos ou falta fazer licitação, a arrecadação das multas de transito deve ser usada obrigatoriamente, entre outros usos, em sinalização e segurança. A pintura das faixas de pedestres deve ser feita periodicamente. Para estes casos de manutenção continuada à lei prevê o modelo de contratação, que já se utiliza para a iluminação pública, e permite a reposição de lâmpadas queimadas. Fazem-se contratos de longo prazo, definindo os valores unitários do m2 de pintura a quente e se estabelecem valores globais de contratação. Evitando assim que a falta de licitação possa ser usada como justificativa. A ausência de faixas de pedestres é mais grave, na frente das escolas, de hospitais e de locais de maior movimento de pedestres. Devendo as autoridades ser responsabilizadas pela sua omissão nesses casos mais gritantes.


O prefeito no seu discurso de posse expressou com veemência sua preocupação com o uso de cada centavo de dinheiro público, o melhor para Joinville é que se preocupe não só com os centavos, que também o faça com as dezenas de milhares de Reais desperdiçados. Porque não é mais rico quem mais ganha, é mais rico quem gasta menos.
                                       
Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC



1 de agosto de 2013

Para pensar acordado

"Alguns [lideres] são considerados grandes porque lhes mediram também o pedestal."

Seneca

Escolher entre o fácil e o difícil (*)



Sem chegar ainda a ser uma situação apocalíptica, Joinville não apresenta muito bom aspecto. A quantidade de pessoas, das mais diversas origens e condições que, manifestam o seu descontentamento pelo estado em que a cidade se encontra é elevada demais para que se possa falar em orquestração.

Por que será que a cidade parece regredir em lugar de avançar, como todos gostaríamos. Alain de Botton, o conhecido filosofo suíço, que esteve no Brasil recentemente, responde com a simplicidade que lhe é característica: “O desordem, o caos e mais fácil, a ordem, a organização dão mais trabalho.” Assim de simples.

Organizar, planejar, prever, fazer, resolver exige mais esforço e capacidade que procrastinar, esquecer, deixar de fazer ou em outras palavras olhar para o outro lado. A facilidade com que nos deixamos levar pela senda do menor esforço é evidente. Nem precisamos enumerar os prédios públicos que estão interditados ou em estado precário. As obras inconclusas, interrompidas ou deterioradas prematuramente. Todos conhecemos mais de media dúzia. A situação é tão comum que a imprensa, quase nem notícia mais.

Estes são os pontos em que as pessoas se fixam para chegar a conclusão que as coisas não estão bem. A percepção, por outro lado, tem um peso importantíssimo, o que passa a ser verdade é aquilo que as pessoas percebem com verdadeiro. De nada adianta gastar pequenas fortunas para repetir que três praças são um parque, ou que nunca se fizeram tantas obras, ou que a qualidade das obras públicas agora é muito melhor que no passado. O que conta é a percepção.

À medida que o tempo passa, e queda menos areia na parte de cima do relógio, é mais difícil acreditar que o que não foi feito antes, será feito agora. Porque quem escolheu seguir o caminho mais fácil, dificilmente vai mudar a sua forma de agir. Mudar a forma de agir toma tempo, exige esforço, mudanças comportamentais não sempre tem sucesso, quando se trata de uma pessoa já é difícil, quando se fala de cultura organizacional quase que é impossível. Se alem de todas estas dificuldades, ainda há resistências internas e se a organização em questão muda de direcionamento a cada quatro anos, pode ser uma missão impossível. 
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