28 de agosto de 2013

É hoje a Consulta Pública dos Bairros América, Sto. Antônio, Gloria, Saguaçu e proximos

Em pauta as Faixas Viárias, em que ruas estão previstas, o que pode e o que não pode ser instalado nelas. O impacto que terá a sua implantação.

Um vídeo mostra de forma sintética o tipo de atividades econômicas que podem ser instaladas nas Faixas Viárias em Joinville.

video

A Consulta Pública sera no Plenarinho da Câmara de Vereadores de Joinville, com inicio as 19:00 horas.

As alterações de zoneamento urbano consistirão, em grande parte, em relação aos gabaritos (números de pavimentos/andares), bem como os usos industriais ou comerciais, que passarão a ser admitidos em cada região.

 É aqui que entra o interesse de cada cidadão. O que mudará? De que forma isso afeta a minha qualidade de vida? Que posso fazer para minimizar o impacto negativo?

 Quem adquiriu um terreno ou casa em área cuja construção de altos edifícios antes era proibida, pode se ver vizinho de um edifício que lhe tire a privacidade, ventilação, iluminação solar, caso as propostas atuais sejam implementadas. 

Quem mora há muito tempo em área tranquila estritamente residencial, pode ver sua quadra ou sua rua invadida por estabelecimento comercial pouco condizente com a vocação local (agropecuária, funerária, peixaria, para dar poucos exemplos).

Venho acompanhando essa discussão há mais de 20 anos (e, portanto, não se trata de uma crítica à atual gestão municipal ou à anterior – a propósito, não tenho filiação político-partidária) e vejo que o Poder Público, além de não fundamentar suas propostas em estudos técnicos urbanísticos de fácil compreensão, não se preocupa em divulgar com antecedência ou consultar a população sobre as alterações que pretende realizar.

O único “filtro” para eventuais erros ou inconsistências urbanísticas, seria a nossa Câmara de Vereadores e um Conselho da Cidade (a representação dos movimentos populares nesse conselho, infelizmente, é inferior às entidades/conselheiros já cooptados pelas entidades empresariais).
No entanto, não é preciso ir muito longe para concluir que, considerando o grande interesse do setor imobiliário em torno da maximização das possibilidades de aproveitamento das diversas áreas de nossa cidade, a Câmara de Vereadores e o Conselho da Cidade sofrerão forte pressão para aprovar seja lá que o setor imobiliário precisar.

A construção de prédios altos tem ignorado questões relacionadas à infraestrutura viária e de serviços públicos (água, luz, esgoto) e, obviamente, desprezando a qualidade de vida de pessoas que optaram há anos por residir em áreas de moradia estritamente uniresidencial.
O Poder Público e o setor imobiliário reclamam que, sem essas alterações, Joinville vai parar.

Será mesmo? Moramos em uma das regiões que mais crescem no Brasil, mesmo sem essas alterações.

Será que seria muito ruim perdermos algum tempo discutindo e planejando como crescer do que crescer de forma desordenada?

É exatamente em torno de todo esse debate que se insere a necessidade de todos participarem de tais consultas públicas.

Nas consultas públicas serão esclarecidas e discutidas as consequências caso tais propostas do Poder Público sejam aprovadas, assim como serão consultados os moradores desses bairros a respeito do tema. 

A efetiva participação de numeroso grupo de moradores desses bairros é fundamental.
A recente politização brasileira (intensos protestos) precisa ser acompanhada de mínima participação em eventos como esse para que as alterações que esperamos realmente surtam resultados.

Pense globalmente, aja localmente (Sir Patrick Geddes).


Participe!

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