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11 de fevereiro de 2017

Na Vila muda tudo, para que tudo continue como antes

A propalada reforma administrativa acabou não mudando nada. Muita pirotecnia, muita pressa e pouca economia.


O estilo do gestor municipal é e sempre foi o mesmo o de fazer de conta. É oportuna e precisa a analise do jornalista Jefferson Saavedra no jornal A Notícia, ele disecciona o impacto da nova fase da reforma administrativa e mostra que o resultado em termos de redução de cargos é inexpressivo ou nulo. Surpresa? Só para quem não conhecesse a forma de administrar do prefeito. 



5 de julho de 2013

A pescaria do Rei


Era uma vez um rei que queria ir pescar.
Ele chamou o seu ministro da Meteorologia e pediu lhe a previsão do estado do tempo para as próximas horas. Este assegurou-lhe que não iria chover.

No caminho, o rei encontrou um camponês montando seu burro e que, ao vê-lo, disse:

- Majestade, é melhor regressar ao palácio porque vai chover muito.”

É claro que o rei ficou pensativo:”Eu tenho um ministro da Meteorologia muito bem pago que me disse o contrário. Vou seguir em frente.”

E assim fez … E, claro, choveu torrencialmente, a pescaria ficou estragada e o rei encharcado e resfriado.

Furioso, voltou para o palácio e despediu o ministro.Em seguida, convocou o camponês e ofereceu-lhe o cargo, mas este, sincero (não era político), disse-lhe:

- Senhor, eu não entendo nada disso, mas se as orelhas do meu burro estão caídas, significa que vai chover. O rei, então, usou a lógica e nomeou o burro.


Assim começou o costume de nomear burros, que desde então têm as posições mais bem pagas nos governos. 

9 de fevereiro de 2013

Vergonha



Fiquei com vergonha alheia só com o pouco que tem vazado na imprensa local da briguinha na SDR de Joinville. A briga é menos por poder que por cargos. Das declarações de uns e dos silêncios de outros fica claro que em quanto há quem esta preocupado em perder o emprego e ficar ao relento, há também quem quer aproveitar para dar outro perfil a uma estrutura que com o passar do tempo tem perdido sentido e importância para converter-se num deposito de derrotados de eleições passadas e de comissionados em final de carreira.

A falta de um objetivo definido para as Secretarias de Desenvolvimento Regional e a manutenção das mesmas estruturas nas secretarias na capital tem deixado sem função um modelo que só poderia ter sido viável se o país de fato fosse uma republica federativa, o que o Brasil definitivamente não é. No nível local queda por ver como será implantado o modelo das subprefeituras que tem tudo para repetir erros anteriores e se converter só em mais do mesmo, só que com outra roupagem. O interesse dos vereadores em indicar nomes para os cargos mostra que os velhos vícios permanecem inalterados e que a possibilidade que nada mude para melhor é muito alta.

Até o momento a briguinha na SDR esta mais para briga de comadres que para um assunto para ser levado em serio. A posição do governador Raimundo Colombo tem servido para agregar mais oxigeno ao fogo e dificultar que se apague. Os demais envolvidos tem se esforçado para que não falte combustível e o fogo se mantenha vivo.

3 de fevereiro de 2013

Os comissionados



Na hora da troca de governo aparecem em cena os comissionados, e destes é possível identificar claramente dois tipos diferentes: Aqueles que assumem o desafio de aceitar um cargo público acreditando que é possível fazer a diferença e mudar a situação da cidade e aportam sua experiência e conhecimento da iniciativa privada e os comissionados profissionais, seja no executivo, seja no legislativo é notável a capacidade de sobrevivência de alguns indivíduos. Estes tem elevado ao grau de profissão o ato de permanecer firmemente agarrados as úberes infinitas do dinheiro público, como a craca que pelo seu acumulo deixa mais lenta a navegação das embarcações, este grupo de parasitas deixam a administração pública mais lenta, menos eficiente e o que é pior, em não poucos casos, até mais corrupta.

Esta praga de sanguessugas do dinheiro do contribuinte esta enquistada e bem enquistada em todos os escalões do poder e acaba funcionando como uma irmandade secreta que busca se rodear de outros como eles para criar uma rede de solidariedade na incompetência e nas traquinagens. Porque estes comissionados vivem em grupos e se sustentam uns aos outros para aumentar a sua capacidade de sobrevivência.
Dependem da sua capacidade de adaptação e todos eles sao mestres da bajulação e do salamalequismo. A maioria precisam visitar com freqüência um bom fisioterapeuta pelos constantes problemas de coluna resultado de tanto dobrar as costas para render pleitesia ao governante de plantão.

Há que entender que respeitando a hierarquia da administração pública há rígidas normas não escritas de quem deve ser bajulado e com quanta intensidade e regularidade. Não há melhor exemplo de mudança comportamental que à se produz ao conhecer o resultado das urnas. Nem cafezinho era servido para os vereadores que não se reelegeram. Secretários e gerentes eram evitados como se apestados fossem e visitas casuais, telefonemas e todo tipo de agrados e atos obscenos de puxasaquismo explicito passaram a ser disparados sem o menor constrangimento em direção aos novos amos do poder.

E aí estão nomeados novamente, em outro cargo, assessorando outro vereador, inclusive de outro partido, em outra secretaria. Falam alto e mal do governo que até ontem defendiam. Mesmo que venha uma reforma para reduzir o tamanho da craca nada há que temer, os seus padrinhos agirão com presteza para manter os seus apadrinhados porque a corte precisa de cortesãos.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC
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