28 de novembro de 2013
5 de março de 2013
Mudou o discurso
- "O que é bom para Joinville, é bom para a ACIJ"
Ultimamente o discurso mudou radicalmente e passou a ser:
- "O que é bom para a ACIJ, é bom para Joinville"
É um daqueles casos em que a ordem dos fatores altera o resultado.
19 de outubro de 2012
Os cavaleiros da modernidade
As recentes declarações dos presidentes de três entidades empresariais de Joinville, condenando o prejuízo e o atraso que a suspensão da Conferencia da Cidade representa para o desenvolvimento da cidade poderiam ser levadas em consideração se as entidades tivessem se empenhado em apoiar um processo legitimo, democrático e participativo. Como preferiram focar seus esforços e capacidade em promover um modelo autoritário, ranço e pouco representativo, as suas declarações não devem merecer nenhuma consideração.Em tempo, seria bom que as mesmas entidades prestassem atenção ao despacho do Juiz Roberto Lepper e tirassem conclusões praticas que permitissem que os seus próprios processos eleitorais fossem também mais democráticos e participativos. Faria bem para a melhorar a imagem das entidades patronais e principalmente permitiria uma oxigenação salutar. As entidades só teriam a ganhar.
3 de junho de 2012
Suficiência ou eficiência?
Se a mesma frase tivesse sido pronunciada, como já o foi em varias ocasiões por algum membro da KGB, (grupo de arquitetos e urbanistas que tem se posicionado contrario a mediocridade do planejamento urbano oficial e tem defendido e proposto outras soluções as apresentadas) produziria uma saraivada de queixas, lamentos e declarações insufladas das autoridades responsáveis pelo planejamento urbano oficial e deixaria muita gente ofendida nos corredores do IPPUJ.
O único reparo a frase de Mario Aguiar é que o foco do planejamento urbano de Joinville deve ser a eficiência das propostas e das soluções e não na suficiência.
Dos resultados insuficientes, já estamos suficientemente cansados.
3 de junho de 2011
25 de abril de 2011
23 de março de 2011
A candidatura de Maslow

10 de fevereiro de 2011
A Casa Centenária

Internamente a ACIJ (Associação Empresarial de Joinville) é chamada carinhosamente de “A Casa” e nesta semana cumpre o seu primeiro centenário. Uma data significativa que diz muito da maior entidade empresarial da cidade.
Ao longo dos seus 100 anos o seu desenvolvimento tem seguido a mesma evolução que muitas outras “Casas”, momentos de esplendor, com épocas de dificuldades. A ACIJ tem acompanhado a evolução do país, das suas empresas e participado ativamente do desenvolvimento de Joinville. As vezes com uma abordagem muito mais social e comunitária, outras mais focada nos interesses de grupos específicos de associados que pelo seu perfil e representatividade tem orientado as ações da casa para objetivos mais próximos aos seus interesses.
A gestão atual tem feito da excelência em gestão e da discussão e busca de solução para os problemas que comprometem a competitividade do Brasil e suas empresas, a sua linha mestra, outras gestões focaram no fortalecimento político de Joinville e de la surgiu a campanha “Vote Certo, Vote por Joinville”, A ACIJ foi a primeira associação empresarial de Santa Catarina em obter a certificação ISO 9000 e tem servido de escola e referencia para no mínimo 5 gerações de empresários joinvilenses.
O seu desenvolvimento tem sido pendular, às vezes mais aberta, democrática e transparente, outras misteriosa, críptica e quase hermética. Por vezes é uma escola e um celeiro de lideranças, de onde surgem muitos dos melhores nomes da nossa sociedade empresarial. Simultaneamente vive épocas em que os mesmos líderes de sempre se recandidatam meia dúzia de vezes, transmitindo a sociedade uma mensagem equivocada, a de que não temos lideranças capazes de substituir lhos.
A Centenária ACIJ é maior, muito maior que cada um dos seus associados e eventuais interesses menores e particulares. ACIJ é uma entidade que forja o espírito empreendedor desta Joinville que prospera pelo esforço de todos e que tem na sua sociedade organizada a sua garantia de desenvolvimento. Um celeiro de lideres que se fortalece na diversidade e se enfraquece na unicidade de pensamento. A sua força provem da pluralidade dos setores que abrange da diversidade do porte e características das suas empresas e da qualidade do seu modelo de gestão.
Publicado no jornal A Noticia de Joinville
27 de janeiro de 2011
Açodamento perigoso
Não faltaram alertas aos vereadores das comissões de legislação e justiça e de urbanismo, sobre o açodamento que estaria havendo para as mudanças na lei do macro zoneamento, com a inclusão da área em volta da Curva do Arroz, área prevista para a instalação do Campus da UFSC.
É verdade que não faltou pressão tanto dos técnicos do IPPUJ, como, e principalmente, de alguns lideres empresariais que tem feito da instalação da UFSC, naquele brejo, uma cruzada pessoal.
Todos os problemas que a área apresenta, tanto pelos alagamentos constantes, como pela passagem da via férrea e a alta tensão, foram desconsiderados pelos nossos nobres vereadores, que em nome de um suposto desenvolvimento, deixaram de analisar com a profundidade necessária as repercussões que teria a mudança do zoneamento daquela extensa área. Não só a reservada para o próprio campus, como especialmente as grandes áreas rurais que por um passe de mágica multiplicaram o seu valor por 20 ou 30 vezes.
Pode estar na sobrevalorização destas áreas o interesse de uns e o açodamento de outros.
17 de janeiro de 2011
Processo eleitoral na ACIJ (2)

Processo eleitoral na ACIJ (2)
O jornalista Claudio Loetz deu seqüência ao tema da eleição na ACIJ e publicou na sua coluna duas notas, a primeira originada numa quase entrevista do pre-candidato Udo Dohler, com o titulo: Bastidores da sucessão da ACIJ, que transcrevemos em azul.
BASTIDORES DA SUCESSÃO NA ACIJ
O empresário Udo Döhler retorna telefonema da coluna ontem, no começo da tarde, para confirmar, sim, que é candidato de consenso à presidência da Associação Empresarial de Joinville (Acij). E explica os bastidores do processo. Diz que a gestação durou “quatro meses até o final de 2010” e, que, neste tempo todo, só aceitava retornar ao posto se houvesse acordo em torno dele. Lembra que algumas pessoas declinaram de se apresentar por razões pessoais de cada um e, “por isso, então, coloquei-me à disposição”.
Döhler entende que a Acij é uma entidade “essencial” na formulação de pleitos e de sugestões aos órgãos e poderes para a melhoria da qualidade de vida. Revela que aceitar a candidatura – será a quinta vez que o empresário assumirá o comando da Acij – “não foi um gesto impulsivo”. Ao mesmo tempo, explica que “a atual gestão da entidade está em curso, mas fui cobrado com força” (para aceitar).
A informação de “Livre Mercado”, publicada ontem, antecipou, publicamente, o que habitualmente fica restrito a um círculo pequeno de interlocutores até mais perto da data da eleição. O mandato de Carlos Rodolfo Schneider à frente da entidade vai até junho.
Döhler conversou com Schneider sobre o tema ainda na segunda-feira. E até terça também falou com muitos vice-presidentes. Só não encontrou três interlocutores, “que estão no exterior”. O empresário afirma estar convicto: “Tomei a decisão acertada e que foi amadurecendo ao longo do tempo”.
Agora, mais do que nunca, ele se torna um sério candidato a ser ouvido no contexto da sucessão futura de Carlito Merss à Prefeitura de Joinville, em outubro de 2012. Em relação à ação da Acij no âmbito comunitário, é claro: “Eventual retorno ao comando da Acij só faz sentido se puder contribuir para diminuir os problemas locais e melhorar a gestão (pública)”.
Convidado por Luiz Henrique da Silveira para se filiar ao PMDB, Döhler fala: “Sou grande amigo do senador, tenho conversado com ele no dia a dia”. E reforça: ele (LHS) deu contribuição extraordinária ao desenvolvimento de SC, tanto como prefeito, como governador de Santa Catarina. “Só acho que poderia ter trazido um pouco mais em obras para Joinville”.
Como virtual futuro presidente da entidade empresarial, vai se colocar de peito aberto nas questões de infraestrutura. “Não podemos conviver com a cidade inundada a cada chuva”.
E avança: na próxima geração, a população de Joinville terá 700 mil habitantes e será preciso oferecer ensino de ponta, aeroporto condizente e melhor qualidade de vida, com parques. “No verão, o povo demora quatro horas para ir ou para voltar da Enseada e chega exausto. Os parques vão ajudar a descomprimir esta pressão por lazer”.
A nota alem de servir para confirmar a informação veiculada no dia anterior, permite conhecer o plano de governo do candidato a presidência da ACIJ, ainda que o seu programa para promover o desenvolvimento da entidade não tenha sido citado em nenhum momento, todas as metas e ações propostas encaixam com um projeto político municipal.
Na entrevista o pré-candidato confirma que o processo já iniciou nos últimos meses de 2010, praticamente por tanto a partir da reeleição do atual presidente, ninguém pode negar que em termos de previdência e planejamento esta é uma candidatura vencedora. A sensação é que o consenso propalado é hoje menos consensual do que se pretende no discurso. Mas o candidato trabalha firmemente com a certeza que depois que ele tenha colocado o bloco na rua, não deverá surgir nenhum outro candidato, com força para enfrentá-lo e produzir uma disputa que poderia servir para oxigenar e renovar a centenária entidade. Uma pena porque a ultima vez que isto sucedeu, já faz quase 25 anos, foi o inicio de uma década de renovação, dinamismo e vitalidade excepcional para a entidade empresarial.
O discurso de que foi cobrado com força para aceitar é tão verdadeiro e as solicitações tão prementes que de acreditar no presidente da entidade o tema ainda não foi tratado na diretoria e ele só foi informado na segunda feira dia 11, por tanto quase 5 meses depois de iniciado o processo. O que põe em questão a insistência e a pressão externa, máximo quando o numero de participantes a reunião que disparou o processo não chegou a meia dúzia de vice-presidentes, sendo que um deles foi o próprio Udo Dohler. O mais provável é que o processo tenha sido iniciado e estimulado pelo próprio candidato, seguindo o modelo das anteriores ocasiões em que se lançou como candidato de consenso, premido pela pressão das bases.
O próprio Udo Dohler confirma que os contatos com o presidente, Carlos Rodolfo Schneider e com os vice-presidentes só teve lugar na mesma semana, por tanto mais para informar que para consultar, uma vez que a decisão já tinha sido tomada, no que é uma característica forte da sua personalidade e da sua forma de agir.
A vontade de contribuir desde o comando da maior entidade empresarial de Joinville é algo que já teve oportunidade de fazer na sua ultima gestão a frente da entidade e a sua contribuição efetiva nos temas da UFSC e da Sub-estação da Eletrosul despertaram muitas duvidas. Tanto na gestão Tebaldi, como na gestão do prefeito Carlito, teve oportunidade de dar a sua contribuição e de fato as apoiou abertamente em varias ocasiões. Ficará muito interessante acompanhar a mudança de atitude do novo presidente da ACIJ, no duplo papel de presidente e de pré-candidato a eleição majoritária. A sua candidatura traz com uma boa antecipação motivo para acompanhar mais de perto a hermética Associação Empresarial de Joinville e ver se o modelo de gestão do próximo presidente será mais democrático e transparente ou se seguira o padrão que lhe é habitual.
Sobre o seu plano de governo, para ACIJ, é impossível identificar meta que se relacionem com o desenvolvimento da entidade diretamente, como o aumento do numero de associados, a ACIJ que já teve mais de 2.300 associados hoje tem menos da metade disto, ou desenvolver mais e melhores serviços e parcerias com entidades publicas e privadas para promover o desenvolvimento dos seus associados. Este novo foco na infra-estrutura de Joinville, pode significar que teremos durante dois anos dois prefeitos, um o eleito democraticamente e outro propondo obras e investimentos públicos, que podem ser ou não os mesmos previstos pelo prefeito Carlito Merss. Sem duvida a pré-candidatura do empresário Udo Dohler agrega emoção ao quotidiano de Joinville.
O comentário da nota oficial da ACIJ no próximo post.
14 de janeiro de 2011
Processo eleitoral na ACIJ (1)

O jornalista Claudio Loetz do jornal A Noticia, publicou na sua coluna LIVRE MERCADO uma serie de notas sobre o projeto político do empresário Udo Dohler.
Transcrevemos a seguir a primeira nota com o despretensioso titulo "Dohler na ACIJ" (em azul):
Döhler na Acij
Udo Döhler será candidato de consenso e vai suceder a Carlos Rodolfo Schneider a partir de junho na presidência da Associação Empresarial de Joinville (Acij). Ele aceitou convite feito por grupo de empresários em reunião fechada na segunda-feira, realizada numa tradicional companhia joinvilense.
Os outros nomes inicialmente cogitados – Mário Cesar Aguiar (Vectra Engenharia), João Martinelli (Martinelli), Ernesto Heinzelmann e Moacir Thomazi foram progressivamente sendo descartados por razões variadas. Com eleição e posse marcadas para junho, Döhler assumirá o cargo pela quinta vez. E fica mais forte para se candidatar a prefeito, em 2012.
Claudio Loetz é um jornalista experiente e criterioso, impossível imaginar que pudesse publicar uma nota com tantos detalhes sem ter verificado cuidadosamente a informação.
O consenso divulgado na nota, não parece tão unânime como se poderia desprender do texto. O numero de participantes não deveria ser suficiente para deliberar sobre um tema tão importante como a sucessão da ACIJ.
Na citada reunião, de acordo com as informações do jornalista, se descartaram nomes de outros possíveis candidatos que poderiam estar realmente interessados no fortalecimento da ACIJ e não em fazer da presidência da Associação Empresarial de Joinville um trampolim para outros projetos.
O numero de participantes necessários para construir o consenso neste caso foi pequeno. Cinco participantes, foram suficientes para construir uma candidatura consensual. Evidentemente este não é o modelo habitual utilizado pelo sistema eleitoral brasileiro. Se o grupo tivesse sido formado por todos os 15 vice-presidentes, e a reunião tivesse sido realizada na própria sede da ACIJ a legitimidade da candidatura seria maior.
Tem se convertido num habito, que as reuniões realmente importantes para o futuro da entidade centenária se realizem em "tres petit comite" e fora da sua sede. O que para um leitor atento pode dar a impressão que os processos de debate da entidades são pouco transparentes e que a maioria dos associados tem pouca ou nenhuma participação no processo de deliberação e de tomada de decisão da ACIJ.
12 de janeiro de 2011
A eleição / indicação na ACIJ

O processo sucessório na ACIJ é menos tranqüilo que o que alguns gostariam. Fazer reuniões para descartar nomes e faze-lo sem a participação do presidente, pode indicar que o resultado será o conhecido consenso imposto de outras ocasiões.
Vale a pena ler o post do Blog LA VIE EN VILLE
7 de janeiro de 2011
Contrastes

Contrastes
O jornal A Noticia de hoje publica texto do presidente da ACIJ, Carlos Schneider em que discorre com cura do que precisa ser feito para fazer do Brasil um pais eficiente, com foco na redução da carga fiscal e na melhoria do gasto publico, propondo uma maior transparência e um melhor uso dos recursos públicos.
O mesmo jornal publica também duas matérias jornalísticas, a primeira sobre a volta da licitação de 18 carros para servir aos vereadores, desta vez o aluguel vem adereçado com as declarações do Presidente da Câmara, Odir Nunes, ele próprio um dos vereadores que descumpriu o regulamento anterior que estabelecia, mesmo que de maneira frouxa, o controle do uso dos carros e a obrigatoriedade de que os veículos passem a noite na garagem da Câmara. Agora o flamante presidente da Câmara de Vereadores, propõe que não haja nenhum controle sobre o uso dos carros e que cada vereador seja responsável pela sua utilização. A recomendação que deve contar com o apoio irrestrito de todos os vereadores é ainda uma vantagem significativa para a camapnha eleitoral de 2012 em que os vereadores estarão liberados para utilizar os veículos pagos com recursos públicos para poder visitar as suas bases eleitorais.
A segunda sobre o esbanjamento que representa manter fechadas três delegacias, pagando o aluguel e sem policiais para que possam funcionar. Uma prova mais que o presidente da ACIJ terá um longo caminho para percorrer antes que os recursos públicos sejam melhor administrados. Propor o debate sobre um país mais eficiente equivale hoje a arar no mar. Trabalho estéril que precisa ser feito, nem que seja, para manter acessas as esperanças que um dia este pais mudará para melhor. Mesmo que no horizonte não se vislumbre o menor sinal de mudança.
Melancia no pescoço

Melancia no pescoço
Como este blog já tem comentado em ocasiões anteriores, não são pequenas as possibilidades que importante empresário do setor têxtil reassuma de novo a presidência da ACIJ. Nesta ocasião o motivo é menos o desenvolvimento da entidade empresarial e mais o seu projeto político que exige uma maior exposição e visibilidade publica. Nada melhor para quem já presidiu a Associação Empresarial de Joinville meia dúzia de vezes que voltar a assumir de novo um cargo que permite a visibilidade e promoção pessoal de que tanto precisa quem tem um projeto político.
ACIJ que este ano celebrará seu Centenário poderá ser usada como importante alavanca para o projeto político partidário que tem como objetivo principal conseguir que o empresário chegue a prefeitura. Entre outras ações deve ser considerada a troca de partido, para facilitar a sua eleição.
A favor do projeto principalmente a péssima gestão municipal, que facilitará a eleição de um candidato que tenha imagem de gestor e de executivo. Pesam contra o projeto o seu perfil pouco político e pouco popular, fora do restrito mundo empresarial e a possibilidade que o numero de candidatos na próxima eleição aumente significativamente. O prefeito Carlito perderá ainda um dos mais seus fieis escudeiros no mundo empresarial
Quem viver verá.
8 de dezembro de 2010
Os nomes de Joinville (*)
Os nomes de Joinville
Joinville sempre tem oferecido aos governantes eleitos nomes importantes para participar do governo. Agora o governador Raimundo Colombo tem pela frente a responsabilidade de escolher os melhores dos melhores, para ajudar a governar Santa Catarina nos quatro próximos anos. Formar uma equipe de governo não é uma tarefa fácil, exige sabedoria e paciência. É de Maquiavel a frase: "dez adversários e um ingrato".
Muitos municípios, de nosso estado, conhecem o custo de não ter escolhido os melhores nomes para formar a equipe de governo, pessoas indicadas mais pelas suas relações, que pela sua competência, ou pela sua filiação partidária que pelo seu conhecimento, ajudam a compor uma equipe medíocre, sem capacidade para enfrentar e resolver os problemas do quotidiano. Por isto a importância de saber escolher os melhores.
Aceitar um cargo publico no governo estadual, representa ainda um enorme sacrifício. Alem do afastamento da família, deixar o trabalho ou os negócios particulares e ainda fazê-lo por uma remuneração que poucas vezes cobre os próprios custos é um esforço que poucos sabem valorizar. Aquele que se disponha a aceitar o desafio, se não tiver um projeto político pessoal ou ânsia pelo enriquecimento rápido, que em alguns casos pode vir da mão de alguns cargos públicos, pagará um alto preço pessoal.
Pode ser este o motivo por que cada vez seja mais difícil para Joinville emplacar nomes no governo estadual. Nem sempre os melhores estão disponíveis e na maioria dos casos os que estão disponíveis não são os melhores. No que poderia ser considerada uma crise de valores qualificados. O difícil dilema que as entidades empresariais, os partidos e a sociedade organizada enfrentam na hora de propor nomes com condições reais de ser indicados, aumenta pela falta de influencia das entidades empresariais e dos deputados estaduais da região. Um bom exemplo desta realidade, foi quando um empresário da cidade propôs ao governador eleito Luiz Henrique a indicação de um diretor da sua empresa para um cargo de primeiro escalão em Florianópolis, o governador respondeu: “Estou procurando CPF e não CNPJ” A demanda é por pessoas integras que estejam dispostas a fazer um sacrifício, que nunca será adequadamente reconhecido. A lista dificilmente terá mais de 2 ou 3 nomes.
Se considerarmos a dificuldade para administrar uma cidade sem uma boa equipe, podemos imaginar o desafio que será administrar um estado ou um país, sem poder contar com os melhores, entre os melhores.
27 de novembro de 2010
Excelência Nordestina

Excelência Nordestina
A iniciativa da ACIJ de reconhecer é premiar as administrações municipais que Fazem Render Mais, tem permitido identificar uma ilha de excelência em administração publica, localizada na região nordeste de Santa Catarina. As administrações municipais de Campo Alegre, Joinville, Schroeder e Jaraguá do Sul, estão entre as melhores, de acordo com os critérios técnicos selecionados pelos organizadores do premio.
O reconhecimento outorgado, a estes municípios do nordeste catarinense, pela premiação idealizada pela Associação Empresarial de Joinville, mostra a importância da participação da sociedade na gestão da cidade. Se bem é verdade que os pontos principais citados pelo prefeito Carlito Merss, e que na sua opinião, levaram Joinville a ganhar um dos primeiros lugares, ainda não são processos consolidados, no caso do Orçamento Participativo (OP) ainda temos muito para melhorar, e no caso das isenções parciais de IPTU e IPVA, ainda não representam nenhuma economia real para o contribuinte e devem ser melhor avaliadas, quando de fato o seu impacto sobre o bolso do contribuinte possa ser medido, servem sim, para sinalizar o forte papel que a sociedade tem a jogar na hora de definir os rumos da sua cidade.
A premiação deve servir de estimulo para que continuem sendo estabelecidas praticas de boa governança publica, que se melhorem os pontos de transparência e gestão participativa e principalmente que se consolidem as mudanças positivas realizadas.
10 de outubro de 2010
Votou Certo? Votou por Joinville?

Votou Certo? Votou por Joinville?
Vez por outra vem a tona antes das eleições a Campanha Vote Certo, Vote por Joinville, iniciativa da ACIJ, na gestão de Edgard Meister, reeditada posteriormente com o apoio de todas as entidades empresariais de Joinville. Uma vez conhecido o resultado das urnas, aparecem os matemáticos de plantão para fazer contas e apresentar equações, teorias e projeções, com o objetivo de provar qualquer conclusão, por estapafúrdia que seja. Está comprovado que quando espremidos os números servem para provar qualquer coisa.
A campanha estava alicerçada em estudos consistentes e tinha uma estratégia bem definida, constava de 6 etapas, estruturadas cronologicamente e em seqüência. A sua origem foi a eleição de Wittich Freitag como Deputado Estadual, com uma votação arrasadora, porem como único Deputado de Joinville. Analisar as causas e buscar alternativas foi o primeiro passo.
A primeira fase tinha como objetivo aumentar o numero de eleitores, motivar os jovens a votar, fazer que o colégio eleitoral fosse maior. A segunda fase estava orientada a que eleitores residentes em Joinville, que não tivessem transferido ainda o seu titulo de eleitor o fizessem. Um trabalho coordenado com os cartórios eleitorais, que se desdobraram para atender a uma demanda crescente de imigrantes, que mantinham os seu domicilio eleitoral fora de Joinville. A terceira fase, sem duvida a mais complexa, foi a de conversar com todos os partidos, mostrando a necessidade de reduzir o numero de candidatos, com menos candidatos os votos se dispersariam menos e as possibilidades de eleição seriam maiores. Administrar egos e interesses menores foi o maior desafio, ainda hoje, muitos candidatos só se lançam para reforçar seu nome para a próxima eleição para a Câmara de Vereadores, sem reais possibilidades de ser eleitos, mas dividindo votos, que poderiam ser úteis. A quarta fase tinha como objetivo que os eleitores conhecessem quais eram os candidatos “Por Joinville” e foram feitas milhares de colas, suprapartidárias divulgando os nomes dos candidatos da região. Indiretamente o resultado desta iniciativa era a de identificar os candidatos chamados popularmente de pára-quedistas. A quinta etapa do projeto foi uma campanha de mídia, para que os eleitores não deixassem de votar, nem anulassem o seu voto, que contou com o apoio dos meios de comunicação, que reaplicaram centenas vezes os spots da campanha. Finalmente os eleitores exerceram o seu voto consciente e referendaram nas urnas a iniciativa.
Publicado no jornal A Noticia
5 de outubro de 2010
Votou Certo? Votou por Joinville?

Votou Certo? Votou por Joinville?
Vez por outra vem a tona antes das eleições a Campanha Vote Certo, Vote por Joinville, iniciativa da ACIJ, na gestão de Edgard Meister, reeditada posteriormente com o apoio de todas as entidades empresariais de Joinville. Uma vez conhecido o resultado das urnas, aparecem os matemáticos de plantão para fazer contas e apresentar equações, teorias e projeções, com o objetivo de provar qualquer conclusão, por estapafúrdia que seja. Esta comprovado que quando espremidos os números servem para provar quaisquer coisa.
Para quem não teve a oportunidade da participar da Campanha “Vote Certo, Vote por Joinville” desde a sua concepção, a imagem mais forte que ficou foi a da campanha de televisão e radio, uma campanha feliz, inteligente e direta, e que acabou sendo ganhadora de premiação nacional. Poucos conhecem com detalhe o trabalho de planificação, preparação e as intermináveis reuniões de trabalho que foram necessárias para alcançar o resultado. Em geral a imagem que fica é a da foto final, em que aparece muita gente que não estava presente na hora de carregar o piano.
A campanha estava alicerçada em estudos consistentes e tinha uma estratégia bem definida, constava de 6 etapas, estruturadas cronologicamente e em seqüência. A sua origem foi a eleição de Wittich Freitag como Deputado Estadual, com uma votação arrasadora, porem como único Deputado de Joinville. Analisar as causas e buscar alternativas foi o primeiro passo.
A primeira fase tinha como objetivo aumentar o numero de eleitores, motivar os jovens a votar, fazer que o colégio eleitoral fosse maior. A segunda fase estava orientada a que eleitores residentes em Joinville, que não tivessem transferido ainda o seu titulo de eleitor o fizessem. Um trabalho coordenado com os cartórios eleitorais, que se desdobraram para atender a uma demanda crescente de imigrantes, que mantinham os seu domicilio eleitoral fora de Joinville. A terceira fase, sem duvida a mais complexa, foi a de conversar com todos os partidos, mostrando a necessidade de reduzir o numero de candidatos, com menos candidatos os votos se dispersariam menos e as possibilidades de eleição seriam maiores. Administrar egos e interesses menores foi o maior desafio, ainda hoje, muitos candidatos só se lançam para reforçar seu nome para a próxima eleição para a Câmara de Vereadores, sem reais possibilidades de ser eleitos, mas dividindo votos, que poderiam ser úteis. A quarta fase tinha como objetivo que os eleitores conhecessem quais eram os candidatos “Por Joinville” e foram feitas milhares de colas, suprapartidárias divulgando os nomes dos candidatos da região. Indiretamente o resultado desta iniciativa era a de identificar os candidatos chamados popularmente como pára-quedistas. A quinta etapa do projeto foi uma campanha de mídia, para que os eleitores não deixassem de votar, nem anulassem o seu voto, que contou com o apoio dos meios de comunicação, que reaplicaram centenas vezes os spots da campanha. Finalmente os eleitores exerceram o seu voto consciente e referendaram nas urnas na iniciativa.
Nesta eleição as abstenções e os votos brancos e nulos, superaram em muito os votos em candidatos de fora. Se a nossa representação não foi maior, não devemos buscar justificar com os votos dados a candidatos de fora. Se não foi melhor, devemos perguntar aos partidos.
5 de setembro de 2010
Projetos futuros
11 de julho de 2010
Para pensar acordado

SÉ recomendável que a administração municipal adote práticas (de gestão) da iniciativa privada. É bom que o prefeito tenha visão empresarial. Um político que se cerque de técnicos é bom. Se em 2012 houver candidato a prefeito de Joinville que seja empresário, isto fica mais garantido.
Será que algum empresário conhecido esta sendo preparado para 2012?


