28 de fevereiro de 2013

Filosofando


Um olhar de longe sobre nós
(Ou : onde estamos e como estamos?)

                                                 Por: Aurélio Mayorca . Filósofo, ensaísta, inventor. Joinville - SC - Brasil Em fevereiro de 2013.

Somos todos habitantes de uma parte da atmosfera de ar (que funciona como uma "casquinha de banana" que nos protege)  de uma frágil bolinha de ping-pong chamada Planeta Terra, com víveres limitados e escassos que para se formar demorou bilhões e bilhões de anos, que navega perdida em volta de uma estrela, num pequeno cantinho de uma extensa galáxia, de um infinito espaço sideral, assim navegando sob ameaças internas de guerras internas entre governos, etnias , religiões, classes, também sofrendo ameaças externas de meteoros, meteoritos e asteroides .

Assim estamos, todos, embananados , perdidos sem saída, condenados, esperando a morte, que vem em poucos anos ou em poucos dias. Aqui vivemos essa curta vida , tal qual náufragos numa ilha distante.

Assim vivemos, acreditando, que somos independentes e que temos livre arbítrio, que nossa etnia é mais "imagem e semelhança" do "Criador de todo o universo" que outras etnias, mas vivemos essa curta vida, sofrendo inveja do voo dos pássaros, mergulhar dos peixes , da força dos cavalos, da corrida do leopardo .

O dinheiro vai para a saúde

Quando escuto politico dizer que o dinheiro que iria para isso ou para aquilo será destinado a saúde, me vem a mente esta charge e fico com a sensação que estou sendo engabelado.


Excesso de vergonha e falta de transparência



A maioria dos brasileiros só ficou sabendo ontem que os deputados federais recebiam 15 salários por ano.
Ao contrario dos 13 que recebe o assalariado brasileiro. A aprovação ontem da lei que extinguiu a aberração que representava o pagamento dos chamados 140  e 150 salários para os nossos representantes no Congresso, serviu de alerta. Quantas outras benesses imorais ainda recebem os nossos representantes eleitos?

A própria existência de uma sem-vergonhice como essa, mostra a precariedade e a fragilidade do nosso modelo político, quando deputados e senadores podem legislar impunemente, não são contra os interesses da sociedade que deveriam representar, mais exclusivamente em causa própria, há uma evidente fratura entre os representados e os seus representantes.

Este tipo de abusos é comum em todos os níveis dos entes políticos, mas vicejam no legislativo, justamente aonde são feitas as leis que devem reger a nossa vida social e política. Desde as Câmaras de vereadores ao Congresso, passando pelas Assembleias Legislativas. Em quanto vereadores recebem carros, contas ilimitadas de telefone e miríades de assessores para continuar fazendo campanha política durante os quatro anos do seu mandato, com o nosso dinheiro, nas Assembleias estaduais se incorporam ás benesses existentes, outras novas, com uma criatividade e sem-vergonhice capaz de fazer corar o mais calejado picareta.

Ninguém deve estranhar se amparados na tradicional omissão do brasileiro, em poucos dias não for aprovada nova lei com outro nome e formato que reintroduza no bolso dos nossos deputados o dinheiro de  abriram mão na votação de ontem.

27 de fevereiro de 2013

Olhando para trás sem ira


Voltaire: 

Os vícios de todas a idades e todos os lugares jamais se igualarão aos males produzidos por um mau governo.

Podemos aplicar a frase do genial escritor a nossa historia recente? 

E a arvore que estava aqui?


Mais uma arvore cortada em Joinville, esta se encontrava na Rua Marechal Deodoro, Bairro América.
A arvore foi cortada porque estava morta. A causa mais provável da sua morte foi a impermeabilização do canteiro em volta do tronco. Sem um canteiro a arvore não recebe a quantidade de água necessária e as raízes perdem a capacidade de "respirar".

26 de fevereiro de 2013

Um bom conselho


Se você o seguir terá com certeza muitos menos dissabores e ficará bem menos chateado quando descobrir o quanto do que os governo diz é falso.

Caderno de viagem

Igreja ortodoxa em Korçe

Construção tipica albanesa (Hotel)

Construção tipica albanesa (Restaurante)
Mesquita em Durres, costa do Adriático

25 de fevereiro de 2013

Anotações de viagem



Um dos meus restaurantes preferidos em Kigali é o New Cactus, com uma proposta de qualidade e um cardápio variado é também um dos lugares frequentados por muitos estrangeiros.

Ontem no meio de uma animada conversa em português, com um amigo ruandês que morou muitos anos no Brasil, um dos comensais da mesa que estava ao lado se levantou e perguntou se estávamos falando em português. E comentei que era brasileiro e que o meu companheiro de mesa tinha morado por anos no Brasil. Acrescentei ainda que morava em Joinville.

Ele contou que era brasileiro de Porto Alegre, que tinha trabalhado na Varig durante muitos anos e que tinha pernoitado em Joinville muitas vezes na sua condição de piloto. Agora estava trabalhando em Ruanda com a Rwanda Airways e na sua mesa tinha outro brasileiro que como ele tinha trabalhado na Varig e dois espanhóis de Barcelona, também pilotos.

No meio da conversa um comentário sobre o inicio do fim da Varig que tanta saudade deixou, foi a saída de Fernando Pinto o fato que acelerou o processo. Hoje Fernando Pinto é o presidente da TAP portuguesa e um dos seus últimos atos no Brasil foi uma visita que realizou a Joinville a convite da ACIJ. Conclusão o mundo é cada vez menor e é fácil encontrar brasileiros nos mais recônditos lugares. 

Para pensar acordado


A maioria de propostas e conceitos que os políticos defendem e apresentam em seus discursos e campanhas devem o seu sucesso à afinidade entre a mediocridade das ideias autor e as do público.

O resultado é que problemas complexos são apresentados de uma forma simplista, que beira a estultice, e pareçam fáceis de resolver e de executar, depois se descobre que a maioria das variáveis possíveis não tinham sido consideradas e que por nada funcionar como estava previsto o resultado acaba sendo um desastre. 

24 de fevereiro de 2013

Caderno de viagem

Mercado direto do produtor



Para proteger o pequeno produtor dos grandes mercados e para colocar na mesa produtos mais frescos e mais econômicos os mercados Direto do produtor são boas alternativas, muito populares na maioria das cidades europeias. É importante não confundir este tipo de proposta com as feiras livres, espaços em que quem vende são os feirantes

O gerente em tempos de crise



A cada dia surgem novas informações, e mais precisas, sobre a situação financeira da prefeitura de Joinville. É importante que se diga que, do mesmo modo que acabaram não se provando todos os milhões da divida divulgados em 2008 pelo novo governo, também há uma possibilidade que não se confirmem todos os valores divulgados agora. Mas é um fato é inequívoco: o valor da dívida aumentou nos últimos quatro anos. E a situação é pior que antes.

É justamente para administrar Joinville em tempos de tempestade que a maioria do eleitorado votou em Udo Dohler. O seu perfil como gestor e empresário levou muitos eleitores a fazerem uma escolha absolutamente racional: votar em alguém que soubesse ler um balanço, que já tivesse administrado uma empresa em situações difíceis (muitos esquecem que a Dohler nem sempre teve resultados positivos). Chegou a hora de pôr à prova a perícia do timoneiro. Ver a sua habilidade para levar a bom porto a nau desgovernada que tem sido esta cidade nos últimos anos. Aliás, é bom que se frise não ter sido só nos últimos quatro anos.

Todos nós nos achamos bons marinheiros em águas calmas, sem vento e sem ondas. Quando o vento aumenta, quando a escala Beaufort se encontra acima de 7 graus, é bom tirar os meninos do leme e poder contar com um capitão experiente. É provável que o capitão esperasse uma travessia mais tranquila, com mar mais calmo e no máximo uma brisa suave.

A situação de Joinville com receitas em crescimento e despesas fora de controle, tem tudo para piorar. O quadro generalizado de baixo crescimento econômico no país projeta redução das receitas públicas já no curto prazo. As despesas, porém, continuam aumentando, como se não houvesse amanhã. O custeio da máquina pública não conhece o bom senso e não sabe o que é diminuição de despesas. O trabalho do prefeito e da sua equipe é o de secar gelo.

Países europeus, que até ontem eram considerados ricos, hoje enfrentam uma crise econômica que os obriga a reduzir salários e benesses do funcionalismo público. A situação é tão grave que há também redução do número de funcionários e corte em serviços públicos estratégicos como saúde, educação e segurança. Aqui, no Brasil, e em Joinville concretamente, a sensação é que nada disto vai acontecer e que o baile e a festa devem continuar.

Atrasos de salários, falta de investimentos em infraestrutura ou de recursos para saúde, esporte ou educação não deveriam parecer algo tão distante da nossa realidade. E a experiência do timoneiro pode ajudar a controlar o temporal. Resta só ver como a tripulação vai responder ao desafio.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

23 de fevereiro de 2013

Vida inteligente


Algumas vezes nos damos conta por uma simples frase que nem tudo esta perdido é que há esperança para o universo

"A maior prova que existe vida inteligente fora da Terra é que eles não entraram em contato conosco"

Não há mais duvida que haja vida inteligente em outros sistemas solares e que eles não querem saber nada da nossa.

Profissionalismo é tudo


Conferencia da Cidade


Conferencia da Cidade

O executivo ainda esta engatinhando nos quesitos organização e participação popular. A falta de pratica faz que se pague um preço alto. Boa parte do tempo previsto na reunião preparatória para a próxima Conferencia Extraordinária da Cidade de Joinville foi dedicada a dirimir duvidas e esclarecer pontos criados por uma redação pobre e confusa do documento original. É verdade que agora há ao menos boa vontade, o que representa um avanço frente ao modelo anterior de gestão municipal.

O curioso neste caso é que o prefeito que foi eleito como paladino da democracia e defensor da participação popular sofreu varias derrotas pela incapacidade em organizar de forma competente uma conferencia da Cidade participativa e democrática e um debate com a sociedade que cumprisse todos os requisitos legais. E o prefeito atual que tem um perfil muito mais autoritário esta seguindo a risca a legislação que permite uma maior participação da sociedade.

Outro fato notável e que merece parabéns, foi o protagonizado por conhecidos operadores do direito, que com a sua competência conseguiram incluir três sócios vinculados ao mesmo escritório de advocacia na comissão preparatória da Conferencia da Cidade, cada um representando segmentos diferentes da sociedade. Um show de articulação política  e exemplar desprendimento em favor da Cidade.

21 de fevereiro de 2013

A Figueira da Praça Nereu Ramos


Publicado no jornal A Notícia 

A figueira da Nereu Ramos, por Giane Maria de Souza*

Nos últimos tempos, aconteceram inúmeros protestos pelo Brasil, principalmente nas redes sociais, por causa da derrubada criminosa de árvores da Usina do Gasômetro no Centro de Porto Alegre. O prefeito de lá, o senhor José Fortunati, do PDT, no dia 6 de fevereiro, emitiu uma justificativa vexaminosa para o corte das árvores: “As pessoas não utilizam estas árvores no Gasômetro”. Óbvio, na visão despreparada de um político que não entende de urbanismo, tampouco de planejamento paisagístico urbano, uma árvore é simplesmente uma árvore, atrapalhando a expansão econômica e comercial da cidade. Nesse caso específico, o corte justifica-se, já que é para a duplicação de uma avenida de Porto Alegre, que integra o pacote das chamadas obras da Copa, segundo informações da Prefeitura da capital gaúcha. Os jornais registraram jovens subindo nas árvores para evitar a derrubada delas, fizeram vigílias, protestaram. Lembrei da figueira de Joinville.

Na história ambiental da nossa cidade, algumas árvores entraram para a lista municipal de salvo-conduto. Conforme o decreto nº 9755 de 13 de setembro de 2000, pelo qual reza o art. 1º, ficam imunes de corte: “Uma árvore adulta da espécie botânica Ficus benjamina L, pertencente à família Moraceae, vulgarmente conhecida por figueira ou figueira-benjamim. Originária da Ásia tropical e Malásia, foi introduzida no Brasil há mais de dois séculos com fins ornamentais. (...) O exemplar está com aproximadamente 15 metros de altura, copa bem desenvolvida com cerca de 12 metros de diâmetro, oferecendo, por conseguinte, ótimo sombreamento no local. (...) Seu estado fitossanitário é bastante satisfatório, não apresentando nenhum sintoma de pragas ou moléstias. Com o avanço da idade, passa a emitir raízes adventícias, o que lhe empresta um belo efeito estético. Está situada na praça Nereu Ramos, ao lado do prédio do Ipreville”. E cita o art. 2º do mesmo decreto que a árvore deverá ser protegida em uma área de pelo menos 200 m² do seu entorno.

Árvores estão imunes de corte? Quem precisa da figueira? As pessoas ao caminharem pelo Centro de Joinville percebem a grandiosidade desta árvore? Se a figueira da praça Nereu Ramos está imune ao corte pela Fundação do Meio Ambiente desde 2000, longos anos passaram e a população ainda está impossibilitada de admirá-la e usufruir de sua generosa sombra e ostentação arbórea, quesito de suma importância para seu tombamento, conforme o próprio decreto a descreve. O tombamento de algumas espécies arbóreas raras, antigas e de interesse histórico, científico e paisagístico é previsto pela legislação ambiental. Porém, de nada adianta uma árvore ser imune ao corte e ser tombada se não conseguimos usufruir de sua imagem na paisagem cotidiana da cidade em que vivemos.

*HISTORIADORA

Caderno de viagem

Barcelona


Bairro gótico [1]


Bairro gótico [2]


Modernidade e historia
Igreja del Pi


O medo causado pela inteligencia


Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estreia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembleia de vedetes políticas.

O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse em tom paternal:

“Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, trinta inimigos. O talento assusta".

Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa carreira difícil. Isso, na Inglaterra. Imaginem aqui, no Brasil.

Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:

“Há tantos burros mandando em homens de inteligência,que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência”.

A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência.

Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder.

Mas, é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar.

Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.

Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdam,  somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida.

É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social. Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras, à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.

Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas...

Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante!

Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.

Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues...

"Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra".

O problema é que os inteligentes não podem deixar de brilhar!

Que Deus os proteja, então, dos medíocres!...

Recebido pela internet

20 de fevereiro de 2013

Tolerância


A difícil decisão de ser tolerante sem ao mesmo tempo tolerar o mal nos coloca muitas vezes frente a armadilha de ter que tomar decisões contra os nossos principios

Idiotia (*)




Acham que sou idiota

O bando que tomou por assalto a democracia, que se apossou dela como se fosse sua e que tem se erigido em dono e protetor deve achar que somos todos idiotas. O seu sentimento de superioridade é tão grande e a sua falta de humildade é tal que acreditam que o sol gira em redor deles e que são verdade as mentiras com que dia após dia inundam. Acreditam que a base de repeti-las como um mantra as mentiras se concretizam e passam a ser reais.

A política tem sido tomada por uma caterva de mentirosos, golpistas e embaucadores, interessados que estão só no seu beneficio particular, em absoluto comprometidos com a sociedade a que devem servir. Fazem de conta em discursos inflamados que o bem-estar da sociedade é o seu objetivo, que suas ações são movidas pelo interesse superior de servir ao povo. A cada dia queda mais evidente que tudo não passa de uma patranha.

Não podemos permitir que os políticos, tanto os profissionais, como este bando de amadores que se empenham em fazer negócios privados em ambientes públicos, se escondam trás as cortinas de fumaça, as novas confusões que utilizarão para esconder os seus trambiques, não devem nos demover do nosso objetivo como sociedade. Devemos participar contribuir com nossas idéias, nos manifestar, opinar e não deixar nos engabelar por esta turma.

Sabemos quem são, quantos são, aonde estão, quanto valem e quais são os seus objetivos, voltarão para nos procurar nas próximas eleições, para buscar o nosso voto, a nossa procuração para continuar transgredindo e burlando o poder que lhes delegamos, iludidos pelas mentiras e bobajadas que utilizam no período eleitoral e fora dele, sem intenção de cumprir, com o único objetivo de dissimular e iludir. Adequando o seu discurso ao momento e a platéia. De nos depende que continuem nos tomando por idiotas ou que assumamos a nossa idiotia de pleno direito.

19 de fevereiro de 2013

As fantásticas imagens da BBC


As fantásticas imagens da BBC inglesa mostrando uma águia pescadora em plena ação. A natureza em estado selvagem. Um verdadeiro show. 

18 de fevereiro de 2013

As bravatas dos anônimos na internet


Planejamento urbano - Barcelona, Plá Cerdá

Projeto original de Ildefons Cerdá - 1854

Imagem aérea que mostra o "pentágono" formado pela cidade antiga, construída sobre a base da cidade romana, depois da cidade medieval e finalmente da cidade confinada trás as muralhas,

As quadras de 133 metros de comprimento formam ruas retas, a forma octogonal permite cruzamentos mais amplos e seguros e as ruas largas permitem um fluxo adequado de veículos

Grandes avenidas cortam a cidade de um extremo ao outro, permitindo o transito de veículos  com segurança e tudo isso em 1854, faz mais de 170 anos.

17 de fevereiro de 2013

O Carnaval com outro olhar

Osny Martins via twitter



O carnaval

Joinville vibrou com o carnaval deste ano, o entusiasmo superou a chuva e a Avenida reuniu quase uma vez e meia a Arena lotada, um fato notável que deve ser motivo de felicidade para todos.

Como o samba no pé não faz parte da minha infância e adolescência, sempre olhei o carnaval com um misto de curiosidade e inveja. Ver um grupo de pessoas e profissionais de todos os níveis econômicos, desfilando em blocos, com 4.000 e 6.000 pessoas dançando e cantando em um conjunto bem organizado e perfeitamente planejado, com uma coreografia elaborada e uma mistura de cores e sons que impressiona e surpreende a cada ano. Se nos referimos à realidade do Rio e São Paulo o resultado é excelente desde qualquer ponto de vista, seja o financeiro, pois cada vez há menos bicheiros e há mais levantamento de recursos com patrocinadores. Seja da repercussão internacional, não há paralelo, os 85 minutos do desfile colocam o pais no cenário mundial e promovem a cidade como destino turístico. O retorno é garantido.  
O resultado é um momento único e que dificilmente encontra paralelo em outras manifestações populares semelhantes.

A sensação é que este é um país de exímios dançarinos, que a musica e o ritmo estava na mamadeira, ou melhor, ainda no leite materno de todos e cada um dos que desfilam e vibram. O carnaval é também o melhor exemplo do que este país poderia ser e teima em não ser. A capacidade de trabalho, a motivação, a energia, o esforço e a capacidade de sacrifício que permitem que um desfile de escola de samba seja um espetáculo, são virtudes que o brasileiro tem e usa pouco. A alegria, a musicalidade e a criatividade são vistas com maior frequência no nosso dia a dia.

Em Joinville a pesar do triunfalismo deste ano, em parte resultado da síndrome da vassoura nova, há ainda um longo caminho por percorrer. Bom lembrar que à verba saiu apenas duas semanas atrás, um prova que o planejamento pode melhorar muito.  Há uma excessiva dependência do poder público. É esta distante de alcançar aqui a suficiência econômica, a criatividade e o grau de planejamento das atividades empresariais da cidade. Ainda é considerada apenas uma brincadeira para quem não viaja.

Acredito que num país que tem tantas leis inúteis ou em desuso, alguma deveria haver para que não fosse permitido que os turistas estrangeiros que não superassem um teste de proficiência, desfilassem em blocos de carnaval. Seu desempenho e torpeza, suas roupas e adereços e principalmente sua absoluta falta de ritmo representam uma ameaça à civilização e são motivo de mofa e chacota. 

O desafio é converter este instante de brilhantismo e paixão numa característica que nos impulsione, nos faça crescer e nos conduza a um futuro melhor. Porque na quarta feira de cinzas voltamos todos aos nossos lugares, peões, bispos, torres, reis e rainhas voltam aos seus afazeres quotidianos e a magia desaparece até o próximo carnaval. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

16 de fevereiro de 2013

Santa Maria é aqui



A tragédia de Santa Maria ecoa ainda nas mentes e corações dos, que como eu, temos filhos da mesma idade que as vitimas e que perfeitamente poderiam ter estado num lugar como aquele.

Agora sucede que, a maioria dos locais vistoriados em Joinville não atendia a legislação e não cumpriam os requisitos que a lei exige para que possam funcionar.

A conclusão é que a tragédia de Santa Maria poderia ter acontecido aqui ou em qualquer outra cidade do país. O poder público que tem a obrigação de fiscalizar não o faz. Se não tivesse sido pelas mortes da Boate Kiss, nos continuaríamos alheios ao risco e continuaríamos felizes, sem saber que a inoperância dos órgãos de fiscalização poderia converter cada um dos locais interditados numa armadilha mortal.

O risco agora é que como sempre sucede no Brasil, tudo no passe de uma ação pontual, que em pouco tempo se esqueçam dos mortos e dos feridos e tudo volte a como era antes. Que as fiscalizações, as vistorias sejam feitas com menos rigor e voltemos a ser surpreendidos por uma nova tragédia que desta vez pode nos atingir com maior força e acontecer mais perto de nos.

Santa Maria foi um aviso, um alerta, tivemos a oportunidade de tomar medidas preventivas e de adequar os locais as exigências mínimas de segurança. Outros não tiveram esta segunda oportunidade.

Para pensar acordado

Quer fazer o seu dia melhor? Siga a recomendação de Nicolas de Chamfort que recomendava engolir um sapo todos os dias pela manha, desta forma teríamos a certeza que não precisaríamos enfrentar nada mais repulsivo pela frente durante o resto do dia.

15 de fevereiro de 2013

Caderno de viagem

Pa amb tomaquet i pernil

Mesa quase posta

Ouriços

Descobrir a gastronomia de cada lugar, saborear os melhores pratos com os ingredientes de cada lugar forma parte de cada viagem.

14 de fevereiro de 2013

Pura casualidade


Tem gente que insiste em achar semelhanças entre o novo logo da Radio Joinville Cultural e o logo de campanha do PMDB. 

É evidente que não há nenhuma semelhança, nem de forma, nem de cor. Vontade de achar pelo em casca de ovo. Ou não?

As mariposas e a luz






As mariposas e a luz
É sabida a atração que as mariposas têm pela luz. São atraídas por ela num baile que não poucas vezes acaba inclusive de forma trágica.

Como sucede com as mariposas, há pessoas que sentem uma atração quase mórbida por holofotes, microfones e câmeras. Não podem ver um jornalista que correm a dar entrevista. E se não tem muito para dizer o resultado acaba sendo uma sobre-exposição. Uma boa assessoria deve recomendar qual é o nível adequado de exposição para quem tem uma predisposição natural em se sentir, como as mariposas, atraído pela luz intensa.

Se há disponibilidade para participar de tudo quanto é programa de entrevistas tanto em radio, como em televisão é provável que este faltando o que fazer. Entre políticos é voz comum que aquele que não tem muito que fazer acaba arrumando o que fazer e isso não sempre é bom. O ideal é concentrar-se no trabalho, mostrar quanto antes resultados e procurar dedicar menos tempo a dizer o que será feito. As pessoas e principalmente os eleitores já aprenderam a diferenciar entre o discurso e a pratica. Nada fala mais alto que o resultado do nosso trabalho.

Políticos confundem, com frequência, a diferença entre o mundo real e o mundo da fantasia e acreditam que o lançamento da pedra fundamental de uma obra, a assinatura da ordem de serviço ou a instalação do canteiro de obra são fatos concretos e que a obra será concluída no prazo e dentro do custo orçado. Sabemos que não há nada mais longe da verdade. Como no dito popular: “Del dicho al hecho hay mucho trecho”  numa tradução livre poderíamos dizer que há uma grande distância entre a palavra e a ação, ou encontraremos na cultura popular  outra forma de transmitir a mesma mensagem “Dizer é fácil, Fazer é difícil”. Até agora a parte fácil esta sendo feita de forma exuberante, esta começando a chegar a hora de fazer a difícil.

Alguém deveria lembrar que foram eleitos para governar, não para passar o dia dando entrevistas e recomendar aos nossos políticos locais que cuidem um pouco mais sua imagem e que não cometam o erro da sobre-exposição antes de hora. Acredito que devem contar com uma boa equipe de assessores que os aconselhem. Se não os tem, uma recomendação é ter um espelho em casa.




13 de fevereiro de 2013

Mau humor


Mau Humor

Lula Vieira - Publicitário

Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. 

Num outro artigo, alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. 

Joaquim Ferreira dos Santos, em 'O Globo' de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa 'agregar valor'. 

Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica 'mamando', de segundo em segundo, é uma chata. 

São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais, a vida está confirmando essas conclusões. 

Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. 

Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara de quem eu me lembro usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca. 

Outro índice infalível é, que atrás de alguém fumando um cachimbo, existe 1 de 2 tipos de pessoas: ou inglês ou babaca! Com cinquenta e muitos anos de vida, nunca encontrei outra espécie... 

Já que estamos nessa onda, responda-me uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? 

O sujeito que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra 'carne', fica falando o tempo todo em vida saudável? É a pessoa ideal para companhia na madrugada?
Eu detesto certos vícios de linguagem, do tipo 'chegar junto', 'superar limites' e os famosos 'gerundismos' que lembram papo de concorrente a ‘big brother’. 

Mais uma vez, repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas. 

Tem gente de quem a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que a pessoa transmite algum sintoma de chatice. 

Se algum dia eu matar alguém, existe a grande possibilidade de ser um guardador de carros. Deus que me perdoe, que me livre e que me guarde, mas tenho menos raiva de um assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados, tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga. 

Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a ‘pagar o mico’ de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados, tentando receber 'energia positiva'. 

Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa companhia. Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o País, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria. 

E, para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando 'um beijo no coração'?

10 de fevereiro de 2013

Lua de mel

A lua de mel é o período mágico, imediatamente posterior ao casamento, um tempo para que o casal tenha oportunidade de se conhecer melhor, de se descobrir. Mas, principalmente, é um tempo para a prática e o aperfeiçoamento da tolerância necessária para superar o desgaste natural do convívio diário.

Em política tem se estabelecido, informalmente, um período de graça conhecido também como lua de mel. Em geral o prazo é de pouco mais de três meses, uns 100 dias. A menos que o novo prefeito cometa barbaridades ou proponha absurdos desde o primeiro dia de governo, há por parte da população um respeito por este prazo de carência. É o tempo que o novo mandatário tem para se focar na estruturação e no planejamento do que será o seu governo. É o tempo também de fazer os ajustes entre o previsto e a realidade encontrada. 

Ninguém espera mudanças radicais de uma hora para outra, já no primeiro dia ou nas primeiras semanas de governo. Mas também é verdade que, a menos que se trate de um mestre da dissimulação e da representação, é o prazo para identificar a forma de agir, o estilo de governar e de se relacionar com a sociedade. O importante, em todo caso, é o acompanhamento, o olhar atento que permita antever, com tempo suficiente para fazer os ajustes e mudanças necessários. É essencial para que Joinville tenha um bom governo.

Parte desse tempo de estado de graça, desta lua de mel, já passou. É perceptível que há uma mudança de atitude e que o perfil desta administração é outro. E isso fica evidente em cada uma das ações, por menores e pouco perceptíveis que possam parecer. Esta é a hora de propor e aprovar as mudanças estruturais necessárias para colocar Joinville de volta nos trilhos. Se elas forem tímidas demais, se não forem aprovadas da maneira que foram planejadas ou se forem descaracterizadas ao ponto de serem inócuas, teremos perdido uma oportunidade e voltaremos a ter mais do mesmo, um governo c
om outra roupagem, com outra embalagem, mas sem mexer verdadeiramente no conteúdo. 

Há quem tema e ache que esta possibilidade é mais real e está mais próxima do que parece. Caso se confirme essa percepção dos agourentos, teremos acrescentado mais uma oportunidade perdida a uma já longa lista. Porque o risco é passar de uma lua de mel a uma lua de fel.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

9 de fevereiro de 2013

Vergonha



Fiquei com vergonha alheia só com o pouco que tem vazado na imprensa local da briguinha na SDR de Joinville. A briga é menos por poder que por cargos. Das declarações de uns e dos silêncios de outros fica claro que em quanto há quem esta preocupado em perder o emprego e ficar ao relento, há também quem quer aproveitar para dar outro perfil a uma estrutura que com o passar do tempo tem perdido sentido e importância para converter-se num deposito de derrotados de eleições passadas e de comissionados em final de carreira.

A falta de um objetivo definido para as Secretarias de Desenvolvimento Regional e a manutenção das mesmas estruturas nas secretarias na capital tem deixado sem função um modelo que só poderia ter sido viável se o país de fato fosse uma republica federativa, o que o Brasil definitivamente não é. No nível local queda por ver como será implantado o modelo das subprefeituras que tem tudo para repetir erros anteriores e se converter só em mais do mesmo, só que com outra roupagem. O interesse dos vereadores em indicar nomes para os cargos mostra que os velhos vícios permanecem inalterados e que a possibilidade que nada mude para melhor é muito alta.

Até o momento a briguinha na SDR esta mais para briga de comadres que para um assunto para ser levado em serio. A posição do governador Raimundo Colombo tem servido para agregar mais oxigeno ao fogo e dificultar que se apague. Os demais envolvidos tem se esforçado para que não falte combustível e o fogo se mantenha vivo.

Livros nos fazem + livres


Num país em que ler é um habito de poucos o risco de estar rodeado por ignorantes é cada dia maior.

8 de fevereiro de 2013

Deterioração irreversivel

A perda de qualidade de vida numa cidade como Joinville não é o resultado de uma ação pontual, é o resultado de dezenas, centenas de pequenas ações. Uma primeiro, outra depois até que o processo de deterioração do espaço publico se converte num fato irreversível.

Chegamos a um ponto sem retorno. Numa situação em que Joinville dificilmente terá uma qualidade de vida equivalente a que já teve. A melhor imagem é este vídeo que mostra a decadência de uma das ruas do centro de Joinville. Falta de planejamento, obras mal executadas. O resultado é este aqui


7 de fevereiro de 2013

Arapuca para pegar politico corrupto


Foi desenvolvida uma nova versão de arapuca para pegar politico corrupto. A escolha da isca correta determina o tipo de politico que se pretende capturar.

Bolsa Familia

O Bolsa Família é um dos programas de combate a miséria de maior sucesso no mundo. Ao longo dos anos tem sofrido distorções e corre o risco de converter-se num gigantesco poço sem fundo. O objetivo de todos os programas de subsidio, de combate a miséria e de renda minima, deve ser o de ser soluções temporárias que ajudem a resolver situações extremas.

quando o numero de beneficiários não para de crescer e não há uma politica concreta de incorporação dos beneficiários ao tecido econômico da sociedade é evidente que há um problema grave a ser enfrentado e que as acusações de uso politico e eleitoreiro do modelo ganham mais força.

Corre na internet este texto em azul, que é difícil de verificar mas que bate com informações colhidas por mim mesmo entre empresários do setor de floricultura no nordeste do Brasil, que repetem, com outras palavras as mesmas afirmações.


Aconteceu no Ceará! Curso para 500 mulheres.

Como o setor têxtil é de vital importância para a economia do Ceará, a demanda por mão de obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada.

Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o Governo para coordenar um curso de formação de costureiras.

O governo exigiu que o curso devesse atender a um grupo de 500 mulheres que recebem o Bolsa Família.

De novo: só para aquelas que recebem o Bolsa Família.

O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: o Governo entrou com o recurso; o SENAI com a formação das costureiras, através de um curso de 120 horas/aula; e o Sinditêxtil, com o compromisso de enviar o cadastro das formadas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras.

Pela carência de mão obra, a idéia não poderia ser melhor.

Pois bem.

O curso foi concluído recentemente e, com isso, os cadastros dascostureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram em fazer as contratações.

E foi nessa hora que a porca torceu o rabo, gente.

Anotem aí: o número de contratações foi ZERO. Entenderam bem? ZERO!

Enquanto ouvia o relato, até imaginei que o número poderia ser baixo, mas o fato é que não houve uma contratação sequer. ZERO.

Sem nenhum exagero. O motivo?

Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma com dó, o diretor do Sinditêxtil: todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa Família,se negaram a trabalhar com carteira assinada.

Para todas as 500 costureiras que fizeram o curso, o Bolsa Família é um benefício que não pode ser perdido.

É para sempre. Nenhuma admite perder o subsídio !!!!!( PAGO COM NOSSO DINHEIRO!!!)

SEM NEGÓCIO.

Repito: de forma uníssona, a condição imposta pelas 500 formadas é de que não se negocia a perda do Bolsa Família.

Para trabalhar como costureira, só recebendo por fora, na informalidade.
Como as empresas se negaram, nenhuma costureira foi aproveitada.

Casos idênticos do mesmo horror estão se multiplicando em vários setores.

Para pensar acordado







Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que já me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político.  
Charlie Chaplin

4 de fevereiro de 2013

Para pensar acordado


Tem político que insiste em querer nos convencer que é melhor governar sem oposição e conta com o “apoio” mais ou menos declarado de 18 dos 19 vereadores em nome da chamada governabilidade. A pergunta que devemos nos fazer: É melhor para quem?



"A oposição não tem o direito de abster-se de seu papel na democracia. ter uma oposição atuante é um direito do povo"
 Mara Kramer

3 de fevereiro de 2013

Os comissionados



Na hora da troca de governo aparecem em cena os comissionados, e destes é possível identificar claramente dois tipos diferentes: Aqueles que assumem o desafio de aceitar um cargo público acreditando que é possível fazer a diferença e mudar a situação da cidade e aportam sua experiência e conhecimento da iniciativa privada e os comissionados profissionais, seja no executivo, seja no legislativo é notável a capacidade de sobrevivência de alguns indivíduos. Estes tem elevado ao grau de profissão o ato de permanecer firmemente agarrados as úberes infinitas do dinheiro público, como a craca que pelo seu acumulo deixa mais lenta a navegação das embarcações, este grupo de parasitas deixam a administração pública mais lenta, menos eficiente e o que é pior, em não poucos casos, até mais corrupta.

Esta praga de sanguessugas do dinheiro do contribuinte esta enquistada e bem enquistada em todos os escalões do poder e acaba funcionando como uma irmandade secreta que busca se rodear de outros como eles para criar uma rede de solidariedade na incompetência e nas traquinagens. Porque estes comissionados vivem em grupos e se sustentam uns aos outros para aumentar a sua capacidade de sobrevivência.
Dependem da sua capacidade de adaptação e todos eles sao mestres da bajulação e do salamalequismo. A maioria precisam visitar com freqüência um bom fisioterapeuta pelos constantes problemas de coluna resultado de tanto dobrar as costas para render pleitesia ao governante de plantão.

Há que entender que respeitando a hierarquia da administração pública há rígidas normas não escritas de quem deve ser bajulado e com quanta intensidade e regularidade. Não há melhor exemplo de mudança comportamental que à se produz ao conhecer o resultado das urnas. Nem cafezinho era servido para os vereadores que não se reelegeram. Secretários e gerentes eram evitados como se apestados fossem e visitas casuais, telefonemas e todo tipo de agrados e atos obscenos de puxasaquismo explicito passaram a ser disparados sem o menor constrangimento em direção aos novos amos do poder.

E aí estão nomeados novamente, em outro cargo, assessorando outro vereador, inclusive de outro partido, em outra secretaria. Falam alto e mal do governo que até ontem defendiam. Mesmo que venha uma reforma para reduzir o tamanho da craca nada há que temer, os seus padrinhos agirão com presteza para manter os seus apadrinhados porque a corte precisa de cortesãos.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

Nosso sistema educativo


Se julgamos um peixe pela sua habilidade em trepar numa arvore, passará toda a sua vida acreditando que é estupido - Albert Einstein

Quem se habilita aqui em Joinville?

Uma boa proposta de Elio Gaspari na Folha de São Paulo de hoje, quem se habilita por aqui?


A REDE PODERÁ PROTEGER A GALERA

Depois de uma tragédia como a de Santa Maria é garantido que começou outra: o constrangedor jogo de empurra de prefeitos, bombeiros e autoridades policiais dizendo a coisa e seu contrário ou fazendo promessas inúteis. Felizmente, as redes sociais da galera poderão evitar que casas de espetáculo funcionem como armadilhas para seus frequentadores.

A freguesia poderia adotar um sistema de proteção mútua. Sempre que houver festa, evento ou balada, alguém pode entrar na rede alertando a moçada.

Um pode dizer que já foi lá e as saídas de emergência são precárias, outro pode contar um incidente que testemunhou.

Pode-se até imaginar que em alguma cidade uma pessoa resolva fazer um guia de segurança das casas. Tem alvará? Está vencido? A casa exibe a licença do Corpo de Bombeiros? Quais dificuldades o freguês tem de enfrentar para chegar à rua?
Assim como não se vai a restaurante de comida ruim, não se deve pôr os pés onde a segurança é precária. Se uma casa fica mal falada na rede, recebe o mais grave sinal de perigo, aquele que lhe afeta o bolso.

Santa Maria mostrou que deixar essas coisas na mão dos governos acaba em tragédias e empulhações. Se o dono de uma casa perceber que perde freguesia porque a galera desconfia de sua segurança, fará tudo o que precisa para limpar seu nome.


1 de fevereiro de 2013

Caderno de viagem

Conjunto habitacional em Tirana

Conjunto habitacional em Tirana

Durante o regime comunista o governo construiu conjuntos habitacionais, como é comum nestes casos a qualidade e o acabamento não eram os ideais, com a queda do regime comunista foi possível realizar obras de ampliação e adequação aos projetos originais.

O resultado é a institucionalização do puxado, a ampliação de apartamentos muitas vezes com projetos que desafiam o bom senso e a segurança e um resultado que mistura estilos e cores. As adaptações e a revitalização dos velhos conjuntos construídos com anterioridade a década de 90 surpreendem também pela sua criatividade e colorido, em contraste com o cinza da época e com as paredes de tijolo maciço sem reboco e sem acabamento. Uma aula de engenhosidade a céu aberto
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