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18 de outubro de 2020

A democracia esta em risco?

 


Com estes eleitores, SIM.

Vendo o perfil dos vereadores que compõem a Câmara de Vereadores de Joinville, alguém desavisado poderia até se surpreender, achando que o eleitor votou num grupo de políticos que não representa realmente a sociedade joinvilense. A mesma analogia pode ser feita para a Assembleia Legislativa, não pode ser que estes deputados sejam o melhor da nossa sociedade. Igualmente o nosso congresso. As notícias diárias informam das sandices, estultices, que esta gente que foi democraticamente eleita para nos representar, dizem e fazem.  

Não há como negar que eles, cada um deles representa o eleitor médio. E nada é mais constrangedor que escutar as ideias, anseios e propostas da maioria do eleitorado. A resposta ao péssimo nível dos nossos políticos é o nível do eleitor. Um povo ignorante elege aqueles com os que se sente representado.

Como exemplo este vídeo que ou é absolutamente debochado ou é real. Quando perdemos a capacidade de diferenciar o deboche da realidade estamos condenados e viver numa sociedade em que os piores nos representam. Parafraseando a W. S. Churchill podemos entender que não há argumento mais forte e convincente contra a democracia que uma conversa de cinco minutos com o eleitor médio.

25 de setembro de 2012

Mais madeira para manter a maquina a todo vapor


Quanto menos tempo falta para que chegue o dia 7 de outubro, maior o nível de desespero e destempero nos comitês de campanha. Há apelação, discursos ensandecidos e promessas impossíveis de serem cumpridas, que tem como único objetivo buscar o voto de ignaros e desavisados.

Hora de colocar toda a lenha na caldeira, em muitos casos hora de partir para o tudo e nada. Boatos, meias verdades e mentiras deslavadas dominam o quadro. Há até uma equipe especialista em destruir reputações, num verdadeiro combate a ferro e fogo. Hora de manter a calma e conhecer melhor as qualidades e defeitos de cada candidato.

Para o legislativo não há segundo turno. No caso do executivo só dois candidatos continuarão depois do dia 7 de outubro.

29 de agosto de 2012

Propaganda eleitoral colocada estrategicamente garante votos


Escolher o local certo para veicular propaganda eleitoral é um desafio. Cavaletes colocados próximos a locais frequentados pelo candidato ou pelos seus eleitores são uma forma de reforçar a identidade com o eleitor.

31 de julho de 2012

Duvidas dos eleitores


Até que ponto a vida privada de um político deve ser de domínio público? Os eleitores tem o direito de saber? Quem sejam os seus financiadores pode influenciar a sua atuação como político? O patrimônio declarado pelos candidatos a cargos eletivos deveria ser mais bem auditado? Você acredita nas declarações de bens ou acha que há bens não declarados, que poderiam estar em nome de terceiros?

30 de julho de 2012

Garimpo


Garimpo

Há algumas pepitas de ouro no meio de toda a lista de candidatos a vereador, acha-las no meio de tanto cascalho é um trabalho árduo e que exige persistência e paciência. Identificar quem entre mais de 300 candidatos merece o seu voto não é um trabalho fácil.

Desconfie de quem não tenha o conhecimento mínimo necessário para entender adequadamente os temas referentes à legislação, urbanismo, orçamento e economia.

Não esqueça que alguns vereadores da atual legislatura não parecem ter o domínio suficiente dos temas sobre os que têm legislado. É um bom momento para separar o joio do trigo. Dos que tenham mostrado um conhecimento adequado é bom diferenciar os que têm procurado os eleitores antes de votar temas polêmicos dos que tem votado inclusive contra os interesses da comunidade. É a hora de dar o troco utilizando a força do seu voto.

Garimpar no meio de todo este cascalho vale a pena e Joinville agradece.

15 de julho de 2012

Pegando eleitores a laço




Antes do inicio da campanha eleitoral a guerra por alianças espúrias em troca de poucos minutos de programa gratuito já mostraram que a campanha tem peculiaridades que merecem uma analise mais detalhada. Aqui os candidatos se lançam a busca dos votos, mais que a sua busca, se lançam a caça do eleitor. No Brasil, ao contrario que na maioria de democracias, o voto é obrigatório. Nem os partidos, nem os candidatos precisam se esforçar em convencer o eleitor a votar. A estratégia de campanha tem como foco exclusivo direcionar os votos para o numero do candidato sem que haja um verdadeiro debate, com conteúdo e propostas coerentes e estruturadas.

O Brasil tem ainda outras peculariedades que fazem da caça ao voto um esporte único, a primeira é o elevado nível de analfabetismo funcional, a segunda a geleia ideológica em que os partidos tem se convertido e que faz que em nome da governabilidade se juntem em coligações os inimigos de ontem para derrotar os amigos de anteontem. Numa situação que para qualquer eleitor medianamente informado é difícil de compreender é seguir.  

É mais fácil para um político em campanha se concentrar na caça dos votos dos menos esclarecidos. Além de ser mais influenciados por discursos inflamados e grandiloqüentes representam hoje no Brasil a maior parcela do eleitorado. No país o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população. Se somados a esses 68% de analfabetos funcionais os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) são plenamente alfabetizadas. O candidato não precisa se expor em debates frente a platéias melhor informadas, mas esclarecidas e em geral mais criticas. Pode se concentrar em pescar nos cardumes em que os votos são mais fáceis de convencer.

Os partidos políticos, por outra parte, tampouco contribuem muito para que o eleitor possa escolher melhor. Em geral só o confundem ainda mais. Ao compartir o mesmo palanque com os mesmos que ontem ou anteontem eram seus inimigos mortais, ao aparecer lado a lado em santinhos e outdors o eleitor vai construindo a imagem que são todos iguais, que são todos, farinha do mesmo saco, e que por tanto é a mesma coisa votar em um ou em outro. Sem outra proposta ideológica que chegar ao poder e conseguir empregar o maior numero de companheiros e apaniguados, os partidos hoje atuam mais como agencias de emprego que como verdadeiros foros de debate político e o resultado é este que aqui esta.

O mais provável é que ao conhecer o resultado das próximas eleições, a máxima de Ulysses Guimarães que dizia “Pior que este congresso só o próximo” será verdadeira uma vez mais. 


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

8 de julho de 2012

Eleições anuais


Eleições anuais


Nada parece fazer tanto bem a uma cidade, a um estado ou a um país como se aproximar do período eleitoral. Aqui lamentavelmente as eleições acontecem a cada quatro anos e é por isso que só vemos obras publicas em lapsos quadrienais. O que convenhamos é uma pena. Não há munícipe que não goste de ver a sua cidade prosperar, crescer, se desenvolver. Mas os nossos políticos como sabem que o eleitor tem memória de cará e que esquece rápido de tudo, só se dedicam a fazer e inaugurar obras nos meses imediatamente anteriores ao período eleitoral.

Esta pratica tem vantagens para os políticos, principalmente os que tentam se reeleger, a primeira é que as obras recém-feitas não apresentam ainda sinais de decadência precoce, comuns nas obras publicas. Os telhados ainda não desabam e não aparecem os pontos de ferrugem nas estruturas metálicas, por citar alguns exemplos. A segunda é que se cria no eleitor a ilusão que a gestão atual, seja ela qual for,  tem trabalhado muito pela cidade. Há ainda os que acreditam que possa existir uma correlação entre as obras publicas eleitoreiras e o posterior financiamento de campanha, mas todos sabem que a rígida legislação eleitoral brasileira não só inibe este tipo de pratica, como a pune severamente, desestimulando-a completamente.

Alguns políticos para dar a impressão que fazem muito mais do que na realidade fazem tem desenvolvido a técnica de revitalizar, requalificar ou reformar prédios, ruas e praças que com um pouco de trabalho e um muito de orçamento em poucos dias se convertem em novos ícones urbanos. Assim pipocam a Nova Rua disso, a Nova Praça daquilo e não são poucos os estultos que caem no velho truque do lavou, pintou esta novo. Alguns destes espaços recebem uma reforma a cada quatro anos em geral sempre no segundo semestre do quarto ano.

Mas o caso mais flagrante desta técnica dissimuladora é a de inaugurar ou celebrar o lançamento da licitação, da pedra fundamental, da abertura das propostas ou da assinatura do contrato. Tanta inauguração confunde o eleitor que acaba acreditando que o foguetório, a charanga e os discursos trazem algo de concreto, quando até agora só tem servido para produzir vento, ocupar espaço na mídia e criar a falsa impressão que esta gestão, qualquer que seja ela, é a que mais tem feito pelo desenvolvimento desta cidade e dos seus habitantes. Por isso desde este espaço proponho que os governantes precisem se submeter com menor frequência a avaliação do eleitorado, que as eleições passem a ser semestrais ou no pior dos casos anuais, desta forma as nossas cidades viverão sempre nesta constante efervescência que agora experimentamos e trocaram este desenvolvimento espasmódico por uma prosperidade e um desenvolvimento contínuos.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

2 de março de 2012

Aberta a temporada de caça


Aberta a temporada de caça

Antes mesmo que a campanha eleitoral de inicio, sem que os candidatos tenham sido homologados pelas convenções partidárias, os pré-candidatos se lançam a busca dos votos, mais que a sua busca, se lançam a caça do eleitor. No Brasil ao contrario que na maioria de democracias o voto é obrigatório. Nem os partidos, nem os candidatos precisam se esforçar em convencer o eleitor a votar. A estratégia de campanha tem como foco exclusivo direcionar os votos para o candidato.

O Brasil tem ainda outras peculariedades que fazem da caça ao voto um esporte único, a primeira é o elevado nível de analfabetismo funcional, a segunda a geléia ideológica em que os partidos tem se convertido e que faz que em nome da governabilidade se juntem em coligações os inimigos de ontem para derrotar os amigos de anteontem. Numa situação que para qualquer eleitor medianamente informado é difícil de compreender é seguir.  

É mais fácil para um político em campanha se concentrar na caça dos votos dos menos esclarecidos. Além de ser mais influenciados por discursos inflamados e grandiloqüentes representam hoje no Brasil a maior parcela do eleitorado. No país o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população. Se somados a esses 68% de analfabetos funcionais os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) são plenamente alfabetizadas. O candidato não precisa se expor em debates frente a platéias melhor informadas, mas esclarecidas e em geral mais criticas. Pode se concentrar em pescar nos cardumes em que os votos são mais fáceis de convencer.
Os partidos políticos, por outra parte, tampouco contribuem muito para que o eleitor possa escolher melhor. Em geral só o confundem ainda mais. Ao compartir o mesmo palanque com os mesmos que ontem ou anteontem eram seus inimigos mortais, ao aparecer lado a lado em santinhos e outdors o eleitor vai construindo a imagem que são todos iguais, que são todos, farinha do mesmo saco, e que por tanto é a mesma coisa votar em um ou em outro. Sem outra proposta ideológica que chegar ao poder e conseguir empregar o maior numero de companheiros e apaniguados, os partidos hoje atuam mais como agencias de emprego que como verdadeiros foros de debate político e o resultado é este que aqui esta.
O mais provável é que ao conhecer o resultado das próximas eleições, a máxima de Ulysses Guimarães que pior que este congresso só o próximo será verdadeira uma vez mais.

7 de outubro de 2010

Eleitorado

Dilma e Mercadante vencem com folga a eleição nos presídios. No primeiro turno!
Da Agência Estado

A candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) seria eleita em primeiro turno, com 63,50% dos votos válidos, se as eleições fossem realizadas apenas entre os presos em regime provisório que votaram no domingo no Estado de São Paulo. Um levantamento realizado pela Agência Estado, com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), mostra que Dilma recebeu 830 votos nas 31 seções eleitorais instaladas em 28 unidades prisionais do Estado.
Na sequência, figuraram os nomes da senadora Marina Silva (PV), com 20,65% dos votos válidos, tendo 270 eleitores votado nela, e do candidato José Serra (PSDB), com 14,38%, com 188 eleitores votando diretamente nele.
Na disputa ao governo de São Paulo, se fossem levados em conta apenas os votos dos presos em regime provisório, o governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB), não teria ganhado, muito menos num segundo turn o. O candidato derrotado Aloizio Mercadante (PT-SP) seria o próximo governador de São Paulo, com 65,71% dos votos válidos, tendo recebido 828 votos. O tucano obteve entre os detidos 21,74% dos votos válidos, com um total de 274 eleitores votando diretamente em Alckmin.

3 de outubro de 2010

Brasil curioso


País curioso este Brasil. Para casar, tirar passaporte, se alistar ou fazer concurso público precisa do título de eleitor. Pra votar não precisa. E agora o que fazer com toda a burocracia montada para tirar titulo de eleitor? E o tempo perdido para pedir a segunda via? Provavelmente alguém vai decidir que precisa seguir fazendo o titulo de eleitor, para não deixar sem emprego um montão de gente, que durante anos a fio tem se dedicado ao trabalho de organizar os brasileiros por zonas e seções. O mais provável é que só vai ser preciso para tirar passaporte ou para participar de concurso publico.

15 de setembro de 2010

Dilma tem dificuldades de audição ?


A candidata do PT a Presidencia da Republica tem surpreendido eleitores e jornalistas ao se apresentar em debates como no caso do realizado pela UOL / Folha de São Paulo com um novo adereço. Um ponto eletrônico, que permite que iluda os eleitores.


O ponto eletrônico pode ser considerado uma vigarice que serve para criar uma imagem de conhecimento que evidentemente não tem e lhe confere uma vantagem adicional sobre os demais candidatos. O ponto eletrônico equivale ao aluno que cola na prova, utilizando-se de técnicas não permitidas. Mesmo parecendo pouco, mostra os valores morais e éticos que a candidata tem e pratica.

Por outro lado o uso do ponto, reforça a crença que a candidata não tem voz, nem opinião própria é que é só um boneco de ventríloquo, que repete como um papagaio frases desconexas e ininteligíveis para a maioria das pessoas. Numa nova versão da Lingua Geral que tem passado a se chamar de Dilmés.

26 de junho de 2010

Eleições 2010


Ao votar em outubro, não esqueça, estes simpáticos eleitores da escada da esquerda, também são votantes e o seu voto, tem o mesmo valor que o deles. Pense sobre isto.

26 de abril de 2010

A escolha de Sofia


A escolha de Sofia


"O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam." Arnold Toynbee.


Como sabem, a escolha de Sofia é a história de uma mãe judia no campo de concentração nazista de Auschwitz, que é forçada por um soldado alemão a escolher entre o filho e a filha - qual será executado e qual será poupado. Se ela se recusasse a escolher, os dois seriam mortos. Ela escolhe o menino, que é mais forte e tem mais chances de sobreviver, porém nunca mais tem notícias dele.


A questão é tão terrível que o título se converteu em sinônimo de decisão quase impossível de ser tomada.


(A seguir um artigo escrito em final de 2009 pelo economista Rodrigo Constantino. Autor de 5 livros. Escreve a coluna "Eu e Investimentos" do jornal Valor Econômico. É também colunista do jornal O Globo. Membro-fundador do Instituto Millenium. Vencedor do prêmio Libertas em 2009, no XII Forum da Liberdade.


Seu curriculum vai muito além, é extenso e respeitável).


“Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia."


(por Rodrigo Constantino)


“Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nada façam.” (Edmund Burke)


Agora é oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximas eleições. Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo.


Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum?”


Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta das liberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa postura idealista e de longo prazo não seja razoável. Será que não valeria a pena ter fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista em 1933 na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder? Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário? São questões filosóficas complexas. Confesso ficar angustiado quando penso nisso.


Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso. O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto.

Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, Polícia Federal, as ONG's, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.


Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?! Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo “bolivariano”?


Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia. Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal. Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca.


Dito isso, assumo que votarei em Serra, Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa. Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favor de Serra. E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula. Mas, antes é preciso retirar a corja que está no poder. Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília. Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo.


Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular o voto. Mas espero ter sido convincente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização - o que não é muito.


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19 de janeiro de 2010

Sistema Eleitoral

“O sistema eleitoral não garante nem representatividade social imediata, nem a competência funcional dos eleitos, além de estabelecer enorme distância entre estes e os eleitores”.

Jordi Borja

12 de outubro de 2008

Falar do passado


O texto original tinha sido postado no final de Setembro.

Este blog, não imaginava os desdobramentos que a campanha traria neste segundo turno. Em azul o texto original de Setembro. Impressiona a velocidade com que a campanha tem chegado perto do fundo do poço.

Passa a ter uma importância ainda maior, o passado dos candidatos, como no filme estrelado por Jane Fonda em 1971 (Klute) traduzido no Brasil por "O passado condena". O eleitor Joinvilense deve mais que nunca estar alerta para evitar que alguns nomes da nossa politica local, frequentem as paginas policiais com a mesma tranquilidade com que passeiam pelas de politica.

Chama a atenção a sensação de impunidade, que faz que alguns dos protagonistas das noticias dos últimos dias, tenham passado a se considerar, como estando acima do bem e do mal. O fato de se considerar imunes, os leva a agir cada vez mais de uma forma descarada, quase debochada. Ao negar tudo, com a maior tranquilidade, buscam confundir ao eleitor. O papel da midia é neste momento crucial, porque é ela quem neste momento assume a responsabilidade de trazer as informações com equidade e isenção. Elementos imprescindíveis, neste momento de duvida e emoção.


Não cabe a menor duvida, que nunca tivemos uma campanha municipal, em Joinville, em que os candidatos tivessem a sua vida tão vasculhada. Em que ficassem tão expostos, em que tanto espaço houvesse para o debate, para troca de idéias e de conceitos.

Não tem faltado oportunidade para que cada um apresente os seus projetos, as suas propostas e questione as dos demais candidatos. Com a transparência ganhamos todos e teremos melhores condições para escolher aquele candidato que melhor tenha sabido se comunicar com os eleitores nos debates que o processo eleitoral tem oferecido.

Um ponto, porem, me deixa incomodo, quando questionados, alguns dos candidatos, insistem em não querer falar do passado, em querer só debater os seus projetos para o futuro. Eu entendo e concordo que devemos olhar o futuro, porque estaremos votando no futuro. Mas preciso votar com um olho no passado. Quem é o candidato? Como foram as suas campanhas anteriores? Como tem agido, quando tem ocupado cargos na vida publica? Com que transparência tem prestado contas aos eleitores e aos contribuintes?

Porque é pelas suas obras que os reconheceremos, as palavras parecem ser capazes de sustentar tudo, o promessômetro é um exemplo disto, a quantidade de promessas de difícil execução e cumprimento, pesam negativamente, para aqueles que historicamente, não tem se destacado pelo cumprimento da palavra dada. Promete mais, quem menos tem intenção de cumprir.

Acredito, que nenhum milagre fará que o candidato que na sua vida passada, foi pouco serio, deixou duvidas quanto a sua lisura e seriedade, possa agora mudar da noite para o dia, e passe a ter um comportamento e uma atitude distinta da que tenha pautado a sua vida.

Posso acreditar que as virtudes depois de eleito tenderão a diminuir e os vícios e defeitos experimentaram uma forte tendência a aumentar.

Por isto preste atenção no passado do seu candidato, o seu passado determinará o nosso futuro.

5 de outubro de 2008

Resultados da eleição em Joinville - 2

Não foi surpresa o segundo turno, porem sim surpreendeu a diferença entre o primeiro e o segundo colocado, 13 % de diferença é um resultado expressivo. Maior ainda se consideramos que o segundo classificado teve o apoio da maquina publica municipal.
As pesquisas divulgadas parecem ter acompanhado a evolução do eleitor e principalmente as mudanças, que como resultado dos debates e do desenvolver natural da campanha tem se produzido.
A abstenção foi pequena, menor que na maioria das cidades de porte semelhante e os votos brancos e nulos, mostram que o joinvilense compreendeu a importância do momento politico.
As alianças e coligações que se formem a partir deste momento, definirão o resultado do segundo turno.
O eleitor de Joinville parece ter sinalizado que quer uma mudança, e que a alternância no poder pode estar bem próxima.

Resultados da eleição em Joinville - 1

O ponto importante a destacar é a renovação na Câmara de Vereadores, teremos muitos nomes novos e teremos seja qual seja o resultado do segundo turno, uma composição na Câmara de Vereadores muito diferente da atual.
O próximo prefeito precisará escutar mais, conversar mais e terá muita mais dificuldade em impor a sua vontade. A responsabilidade da Câmara e de cada um dos vereadores aumenta muito.
Tem uma oportunidade de estabelecer as condições para que Joinville seja de fato uma cidade melhor.
Das urnas surge um novo perfil de cidade, é um momento importante, que deverá ser bem aproveitado por cada um dos vereadores eleitos, que serão empossados no próximo dia 1 de Janeiro de 2009.
O fato que alguns nomes tradicionais, não tenham sido reconduzidos, mostra que os eleitores, não parecem ter apoiado, nem as mudanças de partido depois de eleitos em 2004, nem as votações chapa branca em que os impostos e as tarifas publicas municipais foram aumentadas sem escutar ao joinvilense .Tampouco os eleitores parecem ter apoiado as iniciativas para mudar a legislação no caso de leis de uso e ocupação do solo e os aumentos de salário dos vereadores, acima da inflação.
Os eleitores votaram com consciência e com esperança numa cidade melhor

30 de setembro de 2008

Voto de Legenda

Leitor do blog sugere, abordar o tema do voto de legenda. em azul o seu texto:

VOTO DE LEGENDA
Na reta final da eleição em Joinville é surpreendente o número de eleitores que desconhecem o que é o voto de legenda. Os jovens naturalmente e os antigos que por desinteresse nem lembram que o sistema é este.
Aparentemente o voto na legenda é de grande interesse a todos os políticos com reais chances de elegerem-se.
A grande maioria dos candidatos à câmara são "cabos eleitorais" dos atuais vereadores os quais conhecem muito bem a estratégia do jogo. Tem uma candidata que foi faxineira do meu prédio que recebeu R$ 7.000,00 de "alguém" para candidatar-se (nunca vai se provar). Vejo os candidatos declarando representar interesses de grupos específicos (moto-boy, professores, aposentados, etc.) quando na realidade os seus eleitores estarão validando o "grupo" do mais votado na legenda.
Sugiro este assunto como tema de um dos textos.
O ideal (não vi pesquisa dos vereadores) seria divulgar que para quem provavelmente ira o voto em cada legenda (os 2 ou 3 primeiros da pesquisa) para que o eleitor que estiver pensando em renovar / eleger um novo candidato alinhado com suas idéias, saiba que o seu voto tem grandes chances de eleger outro candidato.

Claro que é muito importante conhecer o candidato, o foco na eleição de prefeito, faz que a eleição para vereador passe meio que sem se notar. O que representa um erro, porque a Câmara de Vereadores de Joinville tem um orçamento de 21,6 milhões o que não pode se dizer que seja pouco, e ainda determina a vida dos joinvilenses, ao legislar aumentando ou não impostos.
Existem fortes indícios que alguns candidatos a vereador, não tem nem condições, nem vontade de ser eleitos, estão participando, para arranhar alguns votinhos, que os possam qualificar ou para um cargo comissionado ou para o que em português coloquial, tem se dado em chamar de "uma boquinha". Por outro lado o complexo emaranhado legal que faz que as vezes os mais votados não sejam eleitos e que alguns dos eleitos não tenham um numero de votos significativos, não ajuda ao eleitor médio a entender muito bem como as coisas funcionam.
O alerta é pertinente e ainda mas se prestamos atenção a sua afirmação ( em negrito) de que uma candidata a vereadora, recebeu um valor em dinheiro para se candidatar.
É de Ulysses Guimarães a frase: "Pior que esta legislatura, só a próxima" como seria bom que ele estivesse errado.

10 de setembro de 2008

De olho no candidato

O cartunista Orlandeli, soube captar com ironia as caracteristicas que o eleitor deve indentificar no candidato. Voce, conhece o seu candidato? ja escolheu? Vote aqui no Blog.

8 de setembro de 2008

Amigos


A campanha eleitoral avança e na medida em que o dia 5 de outubro se aproxima, precisamos começar a definir quais serão os nomes dos candidatos que escolheremos.

Alem do programa eleitoral gratuito em radio e televisão, este ano contamos com uma inusitada cobertura mediatica, tanto os jornais, como as rádios e as emissoras de televisão tem dedicado e estão dedicando um espaço nunca antes visto.

As ultimas eleições municipais não permitiram uma troca de idéias e de propostas, como a que estamos tendo a oportunidade de viver nestas eleições. Os candidatos precisam se expor mais, apresentar idéias, propostas, argumentar e contra argumentar, de uma forma que antes não se fez necessário.

O jingle, as meninas uniformizadas, os cartazes e material publicitário, foram suficientes, nas campanhas anteriores para definir o voto. Desta vez o eleitor esta mais atento, sabe o custo de uma decisão errada.

A vida privada dos candidatos são expostas a luz do sol, os seus bens divulgados, as suas idéias publicadas e as suas contas de campanha são analisadas com olhar critico.

Quantas mais informações e maior transparência no processo eleitoral ganham todos e o que é mais interessante, aumentam os níveis de incerteza, passamos a ter mais duvidas.

Será que este é o melhor candidato? E para vereador, quem?

É neste momento que os amigos entram em ação, passamos a escutar as opiniões dos nossos amigos, questionamos as suas opiniões, trocamos idéias sobre cada uma das alternativas colocadas sobre a mesa.

Este tem um passado pouco recomendável, o outro não prestou contas direito na ultima eleição, aquele tem um processo correndo contra ele na justiça, será que é o melhor nome para ser nosso prefeito? E aquele outro? Não conhece a cidade, ou não tem experiência. Ficamos com mais duvidas das que tínhamos antes. E ao perguntar de novo, as respostas são: este é o melhor, aquele é o meu candidato, este sempre trabalhou pela cidade, o outro conhece bem os problemas e tem as soluções. Vamos ficando cada vez mais confusos. Precisamos conhecer melhor, ter a certeza de que o nosso voto será dado ao melhor candidato.

A data fatídica vai se aproximando e a campanha esta aqui, bate na nossa porta.

Vamos votar com consciência, com seriedade e escolher o melhor candidato. Vamos escutar os nossos amigos, trocar idéias e levar o debate para o seio das nossas famílias e lares, porque o nosso futuro esta em jogo e quatro anos são muito tempo.

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