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13 de março de 2012

Minha Casa Minha arrozeira




Minha casa, minha vida... sem ônibus, sem lazer, sem escolas.



No bairro Boehmverwald, uma plantação de arroz foi transformada no maior projeto do programa MCMV (Minha Casa Minha Vida) do Estado. O conjunto Trentino será formado por 496 apartamentos, no Trentino 1, e outros 288, no Trentino 2. O projeto prevê que 784 famílias se beneficiem do programa do Governo Federal. Numa conta rápida, estamos falando de mais de 3.000 pessoas morando no que até poucos dias atrás era uma arrozeira. Algum problema? Aparentemente não. Agora com os apartamentos praticamente prontos - só faltando marcar a data para o foguetório, os discursos e a politicagem - é que começam as cobranças.

O bairro Boehmerwald carece da infraestrutura adequada para receber, de uma só vez, uma demanda tão grande e pontual. A oferta de vagas nas escolas próximas ao conjunto Trentino deverá ser reforçada e novas vagas criadas. A saúde deverá também prever o crescimento da demanda que estes novos moradores do bairro, com toda razão, vão exigir. Até as linhas de ônibus precisarão aumentar suas frequências para atender a uma demanda que inicialmente não estava prevista.


DOIS ANOS DE ATRASO - O poder público, mesmo tendo conhecimento há mais de dois anos, de que esta nova demanda se produziria na região, não se preparou, não agiu preventivamente. Agora começará a pressão - sobre as mesmas autoridades que deram o aval à construção de um pombal numa arrozeira - para que as novas necessidades sejam atendidas de forma rápida.

O curioso é que o planejamento urbano serve - ou melhor dizendo, deveria servir - para evitar que se coloque o carro na frente dos bois. Autorizar projetos habitacionais em áreas anteriormente destinadas à agricultura, e que careciam da infraestrutura adequada para atender este tipo de empreendimentos, significa que agora, depois dos apartamentos entregues aos seus proprietários, será preciso fazer o que deveria ter sido feito antes. Simples assim. 

É um caso isolado? Nada disso. No bairro Vila Nova, outro empreendimento semelhante do Minha Casa Minha Vida, também implantado numa antiga arrozeira, receberá aproximadamente 600 novas famílias, que representarão mais de 2.000 novos moradores. Gente que passará a exigir novos espaços de lazer, vagas nas escolas próximas, mais médicos, mais remédios nos PAs do bairro e mais e melhores ônibus. Tudo isso sem falar nas demandas de educação, saúde, lazer e mobilidade, por citar só algumas.

E assim cresce esta Joinville que não planeja, que avança sobre a sua área rural, que paga o preço da improvisação e da falta de planejamento e que aumenta, de forma mascarada, o seu perímetro urbano, convertendo arrozeiras e campos de cultivo em futuros focos de problemas. 


P.S.
Não tenho e nada poderia ter contra o programa Minha Casa, Minha Vida, que oferece una oportunidade de moradia digna para milhares de brasileiros. Porém, continuo firme na minha cruzada contra a ausência de planejamento.

16 de fevereiro de 2011

Minha Casa, Minha Vida

Abriu inscrição na Caixa para o MCMV em DUBAI...


“MINHA CASA MINHA VIDA”


Eu já fiz a minha inscrição e estou aguardando aprovação...

2 de fevereiro de 2011

Afirmações vazias




"O macrozoneamento, aprovado em 2010, dá apenas a vocação das diversas áreas. Não quer dizer que as ARTs vão virar bairros cheios de casa e asfalto para todo lado, como os críticos têm entendido. As áreas de preservação têm de ser respeitadas, urbanas ou rurais." Luiz Alberto Souza - Presidente do IPPUJ e do Conselho da Cidade

Uma imagem vale por mil palavras. Na mesma area outros projetos habitacionais estão autorizados. A destruição das areas de cultivo é um prejuízo irreversivel. A perda do cinturão verde de Joinville e de areas alagáveis que servem como reservatorios temporarios em caso de fortes chuvas e trovoadas.

Outras perguntas, a agua que antes ocupava este espaço agora ocupará qual? aumentará o nível dos imóveis vizinhos? teremos por tanto mais alagamentos nas areas em volta?

19 de agosto de 2010

Produtividade na Construção Civil

O projeto MCMV (Minha Casa, Minha Vida) tem estimulado fortemente o desenvolvimento do setor da construção civil. Novos indices de produtividade e de qualidade estão levando as empresas a contratar pessoal mais capacitado e com maior motivação. As imagens falam por elas mesmas.

30 de novembro de 2009

Curiosidade

Curisoso ser o Bairo São Marcos onde tem o menor déficit habitacional (49) a receber o empreendimento Minha Casa Minha Vida contra demais bairros com déficits muitos maiores como enviado anteriormente à todos (resumo da reunião do transcorrido dia 25).

Porque será este empenho todo no Bairro São Marcos?

31 de agosto de 2009

Minha Casa, Minha Vida

As maiores carências das cidades são transporte publico e saneamento básico, em segundo plano, infraestrutura urbana, para que as cidades possam crescer de uma forma ordenada e planejada.

Leia na integra o post do Reinaldo Azevedo

O texto alerta sobre o perigo que pode representar o modelo escolhido pelo projeto Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal. A volta dos condomínios modelo BNH, não parece ser a melhor solução para promover cidades com melhor qualidade de vida.
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