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7 de julho de 2013

Umuganda


Presidente Paul Kagame participando do umuganda
Em Ruanda o trabalho comunitário é obrigatório para toda a população. No ultimo sábado de cada mês, das 8:00 as 11:00, o país para literalmente para que todos possam se dedicar ao trabalho comunitário. O ultimo umuganda foi no passado dia 29 de Junho.

Para ajudar a construir o país, estimular os princípios da solidariedade e fortalecer o espírito comunitário se estabeleceu o umunsi w’umuganda que em kyniarwanda o idioma do país, significa “contribuição feita pela comunidade”, que é a forma de designar o dia em que os cidadãos dedicam-se eles mesmos a construir seu país. Pela lei é obrigatória a participação de todo cidadão com idade compreendida entre os 16 e os 65 anos, em trabalho voluntario na sua comunidade. O inicio desta tradição iniciou na época colonial e permanece até hoje.

A participação no umuganda é supervisionada por um líder comunitário, que define os objetivos e os meios para cumprir o trabalho a ser realizado naquele dia. A sua responsabilidade é verificar a efetividade e a eficiência do trabalho realizado pela comunidade e ainda tem a responsabilidade de avaliar com cada grupo o resultado alcançado pelo trabalho realizado. No dia de umuganda o comercio fecha e o transporte público funciona com menor frequência, porque cada cidadão se dedica a realizar o trabalho comunitário na sua rua ou no seu bairro. Em todas as ruas e bairros se vem grupos de 10 a 20 pessoas trabalhando em mutirão. Os trabalhos vão desde cortar a grama, plantar flores, limpar a rua a abrir valas, limpar bocas de lobo ou construir casas para gente humilde. É a comunidade quem define o que será feito e como será feito. Como cada um participa de acordo com a sua capacidade e meios é comum ver médicos e outros profissionais oferecendo também seus serviços de forma gratuita neste dia.

Os benefícios do umuganda não são só econômicos, serve para construir cidadania e fortalecer a coesão social entre pessoas de diferentes origens, níveis sociais e formação acadêmica. Como as autoridades participam também do trabalho na sua condição de cidadãos é um bom momento para que as pessoas possam se aproximar e apresentar pedidos e reivindicações para resolver problemas que afetam a cada comunidade. É comum ver o presidente Paul Kagame armado com uma colher de pedreiro levantar um muro e encontrar ministros roçando a grama e podando os arbustos de algum parque ou praça de Kigali. Neste ultimo sábado de junho o embaixador da China em Ruanda uniu-se a um grupo de moradores de Rusiga, um bairro de Kigali para junto com alguns senadores dar a sua contribuição.


Embaixador chines participando do umuganda em Rusiga, Kigali


Mais que a economia que o umuganda representa para Ruanda o maior beneficio é a geração de capital social que faz deste um dos países que serve hoje de modelo aos seus vizinhos e ao mesmo tempo em que ajuda a superar os traumas do genocídio constrói uma sociedade mais justa e igualitária.


Não sei se o modelo do umuganda serviria para Joinville, mas que seria bom ver alguns dos nossos proeminentes próceres de enxada na mão, isso posso garantir que seria.


24 de abril de 2012

Bombeiros militares custam 40 vezes mais


Os bombeiros militares custam 40 vezes mais



Bombeiros militares de Santa Catarina custam 40 vezes mais que todas as corporações voluntarias.

Os números são claros. Manter uma dotação de 12 bombeiros militares no aeroporto de Joinville custou, em 2009, R$ 2 milhões. O custeio total dos Bombeiros Voluntários de Joinville, com 7 quartéis espalhados por toda a cidade, foi no mesmo ano de R$ 4 milhões. Outro exemplo, as corporações voluntárias de Santa Catarina respondem pela segurança de um terço da população do Estado. Porém, só receberam R$ 4 milhões do Governo do Estado de Santa Catarina. Os bombeiros militares que não atendem os dois terços restantes do Estado custaram mais de R$ 160 milhões no ano de 2009. 

Além dos custos econômicos, é preocupante o avanço das corporações militares sobre atividades de defesa civil. Funções que na maioria de países desenvolvidos são desempenhadas, como o próprio nome indica, por instituições e organizações civis.

Paramédicos, bombeiros e guarda-vidas a receberem formação militar, incluindo ordem-unida, uso de armas de fogo e técnicas de defesa pessoal, é uma perigosa distorção dos seus objetivos e funções. A sociedade civil deve ser capaz de se defender dos desastres naturais, enchentes, dos incêndios (provocados ou não), de atender as vítimas dos acidentes de trânsito e tantas outras atividades que estão incluídas no que se chama defesa civil.

Hoje, soldados e oficiais das polícias militares, depois de anos de formação específica, passam a se dedicar a funções que não deveriam ser da sua competência. O que é pior: ocupam espaços tradicionalmente atendidos pela sociedade organizada, em geral com custos maiores e menos eficiência. De forma corporativista, está sendo imposta uma militarização da sociedade, gerando ainda um desatendimento das funções de segurança, uma vez que não há efetivos e orçamento adequados para desempenhar todas as missões que têm assumido.

A ninguém escapa que para a Polícia Militar é mais interessante e menos arriscado, em todos os sentidos, apagar fogo, atender feridos de acidentes de trânsito ou salvar vidas nas nossas costas e praias, quando comparado com realizar funções de vigilância ostensiva em ruas, praças e locais públicos. Ou perseguir marginais e contribuir para a redução da violência urbana.

O que identifica e diferencia a maioria dos países mais desenvolvidos que o Brasil, e até muitos outros com menor grau de desenvolvimento, são a Cruz Vermelha, Crescente Vermelho ou Estrela Vermelha, dependendo dos países e das religiões, ou a Defesa Civil e os Bombeiros Voluntários, que são não instituições civis, voluntárias ou profissionalizadas, de acordo com os casos. São instituições reconhecidas e respeitadas pela sociedade e contam com importante apoio do Estado, que reconhece a sua maior representatividade, economicidade e legitimidade. São estes os principais responsáveis pela defesa civil, sem que se estabeleça uma situação de subserviência em relação às unidades de polícia militar.

Este perigoso desequilíbrio está começando a custar caro ao Estado e representará, cada vez mais, um fardo pesado para a nossa sociedade. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

22 de julho de 2010

Férias Solidárias

Férias Solidárias

As férias de Julho não têm no hemisfério sul a mesma duração e significado que tem no hemisfério norte, o período de Julho e Agosto deles, equivale ao nosso verão. Numa viagem recente a conexão no aeroporto de Miami, foi uma boa oportunidade de observação e aprendizagem.

Entre os grupos de turistas dois se destacavam da multidão, os brasileiros e os estadunidenses que optaram por fazer das suas férias uma oportunidade para praticar a solidariedade, realizando um trabalho voluntário. Numa única manha, encontrei um grupo de jovens, a maioria mulheres que com as suas camisetas vermelhas divulgavam o seu projeto de férias, uma missão ao Equador para praticar o que tem aprendido no seu curso de medicina, promovendo a saúde de altitude a mais de 3.000 m. Outro grupo muito mais numeroso estava composto por professores, que se dirigia a Honduras para levar educação e o seu objetivo, tirar do abandono as crianças daquele país, professores dando aula nas suas ferias. Vários grupos das mais variedades idades, informavam nos seus bonés e camisetas que o seu projeto era ajudar a reconstruir o Haiti. Além de dezenas de grupos cristãos, pentecostais ou evangélicos, que fazem das férias a sua oportunidade para ajudar o próximo. A quantidade de grupos, a diversidade de objetivos e o seu entusiasmo não podiam deixar de ser notados.

Os brasileiros formavam grupos mais alegres e barulhentos, indo ou voltando de Orlando e dos seus parques, ou de Miami e dos seus Centros Comerciais. Era fácil identifica-los, carregados como retirantes, quase com uma casa nas costas. Rodeados com as coisas mais inverossímeis, desde uma Minnie de 2 m, a TVs de plasma de 50 ou mais polegadas, não lembro de ter visto ninguém carregando uma geladeira, mas não seria nenhuma surpresa. É a forma escolhida para contribuir e participar de um projeto solidário, para que os Estados Unidos possam superar a grave crise que tem atingido a sua economia. Cada dólar gasto nestas latitudes, traz alegria, ao lar de uma família carente e contribui a manter um emprego americano ou chinês, não tenho certeza. Cada um desenvolve os seus projetos sociais. E mesmo o resultado e objetivos serem diferentes o entusiasmo e a alegria eram comuns nos dois grupos.

Em Joinville, cidade voluntária e solidária por excelência, temos exemplos constantes de quem combate o fogo, ou prepara uma feijoada solidária, ou quem cuida e atende o próximo todos os dias não só nas ferias de Julho. Um bom motivo para nos orgulhar.

Publicado no jornal A Noticia

10 de julho de 2009

Fazer o Bem

Vale a pena ler o texto de Sérgio Luiz Dallacqua, publicado no Jornal A Noticia, Fazer o Bem por Licitação

O texto não precisa nenhum comentário adicional é irretocavel. Em quanto o governo federal distribui milhões a ONGs de amigos, aqui tratamos a mingua as entidades que de forma voluntária assumem com maior competência e menor custo labores e responsabilidades que deveriam ser publicas.

O governo municipal parece que também neste terreno tem escolhido o caminho errado. Se fosse tão facil resolver os problemas por decreto ou por licitação, este pais seria outro. Nem melhor nem pior, seria diferente.

1 de abril de 2009

Fazendo mal as contas


Quando o caixa aperta, existe uma tendência natural em buscar soluções imediatistas que podem a médio prazo se converter em graves dores de cabeça. Na administração municipal não é diferente e em alguns casos se corre um risco real de causar um grave prejuízo a sociedade e a cidade.

Joinville como muitas cidades catarinenses há desenvolvido ao longo dos anos um forte tecido social composto por instituições voluntárias que realizam com competência, economia e seriedade um forte trabalho social. As suas ações contam com o apoio e a simpatia da sociedade, que vê nestas entidades uma transparência e um compromisso que não sempre esta presente nas instituições publicas. Desta forma as organizações sociais unem aos recursos públicos que recebem, contribuições e apoios da comunidade.

Começou a tomar corpo, entre importantes membros do primeiro escalão municipal, a idéia que seria melhor deixar de repassar recursos a estas entidades e que os serviços que estas entidades oferecem, passe a ser oferecidos pela estrutura publica e custeados integralmente com os recursos do orçamento. Caso prospere esta tese, estaríamos cometendo um erro grave.

Todos sabem que o custeio das corporações de bombeiros voluntários tem um custo operacional dezenas de vezes menor que o das corporações militares, do mesmo modo que o trabalho voluntário é uma ferramenta estruturadora do tecido social. Entidades como a Ação Social, o Lar Abdon Batista, o Abrigo Animal, a AMA, as APAEs, a Rede Feminina e dezenas de outras, precisam do apoio regular do poder publico, porque com o seu trabalho ganhamos todos, economizamos recursos e desoneramos o poder publico. Ainda que como entre as instituições que recebem recursos públicos algumas podem não ter o mesmo nível de idoneidade, nada melhor que melhorar a fiscalização e garantir que os recursos não sejam direcionados para entidades pouco serias. A lista de entidades que hoje recebem recursos publicos poderia ser reduzida.

Atrasar os recursos, não assinar os convênios ou simplesmente deixar de atualizar os valores seria um desserviço a Joinville e comprometeria a capacidade destas entidades prestarem os seus valiosos serviços.

Cada real de dinheiro publico investido nestas entidades se multiplica por muitos outros, pela gestão operosa, democrática e capaz que estas entidades realizam. A prefeitura compete fiscalizar com seriedade e isenção o uso dos recursos. Deixar de investir neste modelo de voluntariado aumentará os custos da sociedade e inchará ainda mais a maquina publica.

30 de julho de 2008

A militarização da sociedade


A militarização da sociedade

Não me refiro aqui ao fato do exercito ser usado para garantir a segurança de empreiteiras privadas nas favelas do Rio. Estou me referindo ao avanço das corporações militares sobre atividades de defesa civil, que na maioria de paises, são desempenhadas por instituições civis.

Que paramedicos, bombeiros e guarda-vidas recebam formação militar, incluindo ordem-unida, uso de armas de fogo e técnicas de defesa pessoal, é antes que nada uma perigosa distorção. A sociedade civil deve ser capaz de se defender dos desastres naturais, enchentes, dos incêndios provocados ou não, de atender as vitimas dos acidentes de transito e tantas outras atividades que estão incluídas no que se chama defesa civil.

Hoje soldados e oficiais das policias militares, depois de anos de formação especifica, passam a se dedicar a funções que não deveriam ser da sua competência. O que é pior ocupam espaços tradicionalmente atendidos pela sociedade civil organizada, em geral com custos maiores e menos eficiência. De forma corporativista esta se impondo uma militarização da sociedade e ainda gerando desatendimento as que são as que devem ser as suas principais obrigações constitucionais, por não dispor de efetivos e orçamento adequados para desempenhar todas as missões em que tem se envolvido.

É perigoso, enfraquece a sociedade civil e transfere para esta sociedade militarizada papeis e responsabilidades que a afasta das suas obrigações responsabilidades especificas.

A ninguém escapa, que para a Policia Militar é mais interessante, em todos os sentidos, apagar fogo, atender feridos de acidentes de transito ou salvar vidas nas nossas costas e praias, que realizar funciones de vigilância ostensiva em ruas, praças e locais públicos. Perseguir marginais e contribuir para a redução da violência urbana.

Na maioria dos paises mais desenvolvidos que o nosso e em muitos outros que não tem o mesmo grau de desenvolvimento, a Cruz Vermelha, Crescente Vermelho ou Estrela Vermelha, dependendo dos paises e das religiões, a Defesa Civil e os Bombeiros Voluntários, são não só instituições civis, voluntárias ou profissionalizadas, de acordo com os casos. Reconhecidas e respeitadas pela sociedade e que contam com importante apoio do estado. São os principais responsáveis pela defesa civil, sem que se estabeleça uma situação de subserviência, com relação às unidades de policia militar.

Este perigoso desequilíbrio, esta começando a custar caro ao estado e representara cada vez mais um fardo mais e mais pesado para a nossa sociedade.

27 de julho de 2008

O resgate tambem é feito por voluntarios


Na Europa o resgate marítimo, mesmo em condições extremas é feito pelos voluntários da cruz vermelha.
A sociedade civil cuida da defesa civil.

10 de novembro de 2007

Joinville Solidaria


No dicionário a primeira acepção de solidário é “Que responsabiliza cada um de muitos devedores pelo pagamento total de uma dívida” só a ultima é “Que partilha o sofrimento alheio, ou se propõe mitigá-lo”. É sobre esta solidariedade que gostaria de escrever.

Joinville tem no seu intimo, um forte espírito solidário. Que surpreende ao forasteiro, é muito possível que tenha iniciado, nos primórdios da colônia, quando as famílias precisavam se ajudar, partilhando o sofrimento, para fazer frente as enormes dificuldades e desafios que precisavam enfrentar. Nada tem de extraordinário que naquela época, frente às dificuldades externas prospera se um forte espírito de solidariedade e de apoio.

O extraordinário, a diferença esta, na permanência nos dias de hoje, de um sentimento tão forte, de apoio, de compaixão e de ajuda a quem precisa. É este um dos aspectos que mais marcam na Joinville de hoje. No meio deste materialismo e rodeados cada vez mais pelo egoísmo e pelo mercantilismo, Joinville constrói um futuro diferente, baseado na força da comunidade, no abraço solidário, na força das pessoas.

É esta Joinville, que cresce a partir da iniciativa das associações e das entidades que formam a AJOS, de novo um exemplo a seguir, todas unidas em prol de um objetivo maior. É esta Joinville que contribui com o seu bem mais precioso, o abraço, a mão amiga, o prato quente, o agasalho que combate o frio. Que se doa, que abre mão, inclusive, do convívio familiar, de minutos, às vezes horas, de tempo dedicado ao próximo. É nesta Joinville que devemos acreditar.

A cidade que, sem esperar a presença e o apoio oficial, arregaça as mangas e põe mãos a obra. Esta Joinville, infatigável, inquebrantável, que se desdobra a cada dia, que move montanhas, que não dorme, que não descansa.

A Joinville dos Bombeiros Voluntários, do Lar Abdon Batista, da Mãe Abigail, da Ação Social, da Vila Vicentina, de tantos outros heróis e heroínas solidárias. Que tecem um amanha melhor e fazem com o seu trabalho a diferença.

Publicado no AN Cidade

1 de novembro de 2007

Abrigo animal precisa de ajuda

O Abrigo Animal é uma destas instituições que fazem a diferença, surgiu pela falta da prestação do serviço de retirar das vias publicas e atender os animais abandonados e maltratados, um caso de segurança e de saúde publica. Uma obrigação do poder publico.

Um grupo de voluntários e voluntárias tomou a iniciativa de recolher, atender, recuperar, alimentar e ainda dar carinho, encaminhando se possível a um lar, aqueles animais, que resultado do abandono dos seus donos, ou as vezes inclusive, resultado da própria irresponsabilidade de uns e outros.

Os animais, abandonados em áreas urbanas, representam um flagrante perigo para a população, porque alem de poder transmitir doenças, podem atacar e ocasionar problemas a população.

Nada por tanto, mais lógico que o poder publico, através da Secretaria de Saúde, e do centro do controle de zoonoses cumpra a sua obrigação, de recolher e dar um destino adequado a estes animais. Nada melhor que a não tendo capacidade, estrutura ou competência para fazê-lo, passe a apoiar instituições voluntárias da sociedade organizada, que tenham como objetivo, suprir as deficiências e omissões do próprio poder publico.

Agora que o valor repassado seja de menos de 25 % do custo total, obriga a sociedade a arcar com uma parcela excessivamente grande do total, alem do trabalho voluntário e não remunerado, e que este valor não cubra as despesas operacionais, mais elementares é um descaso e deve nos levar e refletir seriamente, sobre o papel de um estado que arrecada e muito, e alega não ter recursos para apoiar aquelas instituições, que como o Abrigo Animal, estão assumindo e fazendo, com extrema competência, o que a própria administração municipal deveria fazer, por obrigação.

Será que não enxergamos que é mais barato e melhor, quando a sociedade faz e o governo apóia, e quando o governo deixa de apoiar mesmo com recursos mínimos, terá que assumir todos os ônus? E será mais caro para todos?

Será que é tão difícil enxergar que a comunidade cresce quando a sociedade organizada e o poder publico trabalham em parceria, e que quando a sociedade percebe que o poder publico, só busca se aproveitar do trabalho voluntário e do espírito solidário , acaba se afastando e com isto todos perdemos, inclusive você.

Publicado no AN Cidade

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