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4 de janeiro de 2010

Joinville Garten Shopping

do Arquiteto Arno Kumlehn, comentando a noticia publicada no AN pagina 16 - Geral no dia 22 de dezembro de 2009


O Joinville Garten Shopping será inaugurado em 3 meses e agora estão discutindo os impactos que irá causar.


Não sabem que projeto seguir, os reais impactos, quem vai pagar a conta, etc.

E o representante do IPPUJ afirma: “O aumento anual da frota na cidade gera mais impacto do que o shopping”.


Tal afirmação deveria pertencer aos anais dos ensinamentos do pensamento urbanístico moderno, senão tanto, ao menos a um livro de observação matemática quântica.


A observação feita pelo Diretor Executivo do IPPUJ me obriga a citar Romário, o maior pensador dos últimos 20 anos quando afirmou: “Pelé de boca fechada e um grande poeta”.


4 de dezembro de 2009

Resposta ao post "Estranho, muito estranho"

Veja só que bacana. O sujeito vem a Joinville, consegue construir um shopping num lugar onde o zoneamento não permitia embora mesmo assim tenha adquirido o terreno onde em qualquer parte do mundo isto seria uma atitude suicida. Mas aí vem a "mágica" de aprovar, da noite para o dia, num projeto de executivo com o aval do legislativo uma mudança de zoneamento permitindo o seu empreendimento - sorte?.
Vai gerar um transtorno e incomodidadas no tráfego local já caótico, não deu nada em compensação ao município pela regalia e agora vai ganhar 2,4 mil m2 sem nenhum leilão ou licitação pública que ofereça a outro eventual interessado (que pode existir) a oportunidade de compra. Vai pagar pela área que hoje tem um valor médio de mercado avaliado em 1,2 mil/m2 aproximadamente a metade deste valor, considerando os R$ 185/m2 a ser pago em três parcelas (que maravilha!!!) e um terreno cujo custo deve ser de aproximadamente (e no máximo) R$ 800 mil lá no Jardim Paraíso ("área nobre da cidade").
Talvez se nesta negociação o empresário construísse a escola inteira em condições de funcionar oferecendo ao Município, de fato, uma compensação, numa permuta mais transparente e honesta. Mas isto não passa pela cabeça dos nosso governantes.
Considerando que um leilão poderia gerar melhores oportunidades ao erário e ser mais transparentes, sem tirar do shopping a chance de fazer sua oferta, teríamos talvez uma demonstração de transparência. Mas isto não é bem o perfil que temos acompanhado e muito menos da área das finanças municipais, sempre enfáticos e ágeis nas argumentações em negar pagamentos aos fornecedores porém muito eficientes em arrecadar e penalizar os contribuintes - "sem parcelamento".
Outra possibilidade: Este terreno poderia viabilizar habitação de interesse social - Minha Casa Minha Vida - gerando, no mínimo, 90 apartamentos para famílias com renda até 3 s.m. Seria uma ação pública em benefício a 400 pessoas, reduzindo a demanda por habitação digna num local com excelente infra-estrutura. (não precisaria mudar zoneamento de outros bairros)
E aí? Alguém me daria uma resposta? É claro que não. Sou um dos arquitetos que só "enche o saco". Nasci e escolhi esta cidade para viver, trabalhar e criar meus filhos. Por ela vou lutar e buscar construir uma sociedade mais justa, mesmo sendo chato.
E assim o barco anda.....alguns acham que só remar é suficiente, mas precisamos de timoneiros e de tripulantes que saibam ler e usar os instrumentos, dispor da sabedoria construída pela história e pelos ensinamentos do passado para ter um rumo e destinos mais previsíveis.
Sérgio Gollnick
arquiteto e urbanista

Estranho, muito estranho


VENDA PARA SHOPPING

A Prefeitura vai vender um terreno para a Joinville Shopping Participações, uma das empresas que está construindo o Joinville Garten Shopping. A área de 2,4 mil metros quadrados está localizada no bairro Bom Retiro, ao lado do shopping ainda em obras.

O município alega que não tem como utilizar a área para equipamentos públicos (escolas, praças, postos de saúde etc). O shopping vai pagar R$ 445,2 mil (divididos em quatro parcelas de R$ 111,3 mil) e repassar um terreno de 8,5 mil metros quadrados no bairro Jardim Paraíso, onde será construída uma escola. O projeto chegou ontem à Câmara – venda de imóveis da Prefeitura precisam do aval dos vereadores.

Publicado na Coluna Portal do Jornal A Noticia

26 de fevereiro de 2009

Avisando com tempo


Com a autorização por parte da prefeitura municipal, para a implantação de dois importantes pólos de geração de tráfego na rua Santos Dumont, esta dada a largada para mais confusão a curto prazo. Sem ter sido feitos, os necessários e imprescindíveis estudos de Impacto de Vizinhança EIV, em desacordo por tanto com a legislação vigente. Estes estudos estão sendo sistematicamente ignorados pelos técnicos da Prefeitura Municipal, porque na cabeça de alguns desavisados são uma bobagem e não são necessários. Entre os desavisados devemos incluir a cúpula da administração municipal anterior, para citar alguns dos exemplos mais conhecidos. Quem sabe este seja um dos pontos de mudança da nova gestão municipal.

Se faz necessário elaborar os projetos, para duplicação da Avda. Santos Dumont. A rua hoje, principalmente no trecho compreendido entre as ruas João Colin e o trevo de acesso as universidades, já apresenta sérios problemas de congestionamento na maior parte do tempo. Agora com a entrada em funcionamento do Maxxi Atacadista e do Shopping Joinville Garten, o que já estava ruim deve ficar pior.

Como a prefeitura, tem mostrado sintomas grandes de falta de planejamento, e só conseguiu entregar a população o binário da rua Rio Grande do Sul e o acesso para o Hipermercado Angeloni, quase dois meses depois de inaugurado o empreendimento. Seria interessante que os estudos necessários começassem logo, para não passar vexame de novo.
Também para lembrar, todas as obras para beneficiar estes empreendimentos, são pagos com o seu, com o meu, com o nosso dinherinho. O do IPTU.

Bem que si se fizessem os Estudos de Impacto de Vizinhança e aparecessem, como devem aparecer, a necessidade de importantes obras viárias, para minimizar o impacto gerado pelo próprio empreendimento, o custo destas obras poderia ser pago pelo empreendedor, que alias será o maior beneficiado. Como alias o Supermercado Angeloni, sabe muito bem, por conta dos investimentos que fez em Blumenau, na ocasião da implantação de uma unidade naquela cidade. Aqui temos em geral optado por socializar o prejuízo e privatizar os lucros. Vocês entendem, verdade?

Os problemas que ocasionará a ampliação do Hospital Dona Helena, num dos pontos, que hoje já é dos mais congestionados no centro da cidade, esses você sentira bem antes.

10 de novembro de 2008

Pressa na aprovação


O corrupto do Nordeste é aquele que manipula verbinhas. O do Sul é mais institucional: manipula leis e privilégios.

A pressa e principalmente a pressão, que tanto o legislativo municipal, como o executivo estão mostrando, para aprovar varias leis, que com o objetivo claro de modificar a legislação de uso e ocupação do solo, tramitam na nossa Câmara de Vereadores, pode ser explicada por vários motivos, nenhum dos quais parece digno da nossa cidade, nem deve nos orgulhar.
Uma mistura de pagamento de dividas de campanha, de cumprimento do promessas feitas sem o menor amparo legal e principalmente a necessidade de atendar a compromissos anteriores, parecem ser o único motivo para que as comissões aprovem sem rubor projetos de lei, que tem nome e sobre nome conhecidos e que beneficiam a particulares conhecidos.
Só, estes motivos podem justificar, a forma como os processos estão tramitando.
Lamentável que nomes ilustres do nosso legislativo, tenham concordado em macular a sua biografia.
Os mais engajados, são os vereadores que não se reelegeram, o que não deixa de ser muito curioso.
- E você o que acha de um empreendedor que compra um imóvel, para construir um shopping, numa área em que a legislação não permite?
- Você acha temerário?
- Ou na sua opinião, o empreendedor recebeu garantias de que a legislação seria alterada?
- Você acha que este tipo de alterações implicam em algum tipo de beneficio direto para as autoridades do município?
- Ou você pensa que os nossos vereadores e o nosso prefeito, fazem alterações a legislação de uso e ocupação do solo, por mero altruísmo?
- Você esta satisfeito com o nível de transparência desta gestão?

10 de julho de 2008

Por decreto


O Colunista Claudio Loetz, do Jornal A Noticia, divulgou hoje dia 10 de julho, na sua coluna, a informação que o prefeito Marco Tebaldi, deve utilizar do decreto, como ferramenta para permitir a instalação de um Shopping Center, em area em que o zoneamento não permite.
A primeira sensação que o leitor deste blog deve ter é que de fato, a linha tenue que separa o bom senso da mais total ilegalidade esta prestes a se romper.
Caso a Prefeitura, venha a se utilizar deste expediente, um numero cada vez maior de pessoas pode passar a acreditar que "existe algo de muito podre no reino da Dinamarca".
O que mais surprende ainda e que este tipo de atitudes possam ser tomadas, justamente ao apagar das luzes desta administração.
Porque será que precisa de Decreto? Tampouco neste caso a prefeitura realizara os estudos e Impacto de Vizinhança? e os impacto sobre o transito da região? Será que estamos ficando loucos?
Ou perdimos totalmente o senso da responsabilidade?

12 de junho de 2008

Espaços para o lazer

É normal encontrar nos nossos centros comerciais, famílias completas, que a falta de espaços públicos adequados, tem feito destes templos do consumo o seu espaço de lazer.

Se por um lado é elogiável o empenho em oferecer espaços que possam suprir a carência de espaços públicos adequados e com qualidade, devemos lembrar, que não é possível imaginar que estes espaços destinados ao comercio, possam suprir as necessidades de uma população que cresce órfã de lazer.

Ao ver estas famílias, que transitam pelos corredores dos Shoppings, olhando as vitrines e os produtos em exposição, com valores, muitas vezes acima da sua capacidade consumo. Não posso deixar de fazer algumas reflexões. Sobre como as nossas cidades e Joinville, em especial, tem sido abandonadas pelas suas administrações municipais.

A discussão não é mas a falta de espaços públicos para o lazer e o descanso, na forma de praças e parques. A verdadeira discussão deve ser a falta de espaços públicos dignos e de qualidade, as nossas calçadas esburacadas oferecem mais perigo que segurança para os pedestres que nelas se aventuram. A arborização urbana, quando existente, esta em mau estado, sem manutenção e ainda ameaçada pelo próprio poder publico que dela é responsável e por ela deveria zelar. As poucas praças que existem, estão abandonadas, sucatadas a espera de faustuosas reformas.

Esta situação, me lembra uma historia que escute recentemente numa viagem. Quando abriram os primeiros grandes supermercados na Tunísia, no norte da África, as famílias se voltaram a freqüentá-las, famílias completas, pais, avós, filhos e netos, entravam em turbilhão nos novos templos do consumo, cada um da família escolhia um carrinho e se dedicava a percorrer com paciência de beduíno, cada um dos corredores, selecionando e escolhendo os melhores produtos, comparando preços, avaliando qualidade. Depois de horas de conscienciosa labor, a família em bloco se dirigia aos caixas, para um vez na frente deles, abandonar, tranquilamente os seus carrinhos abarrotados de produtos. Para desespero de gerentes. Sem comprar nada. Satisfeita a sua vontade, preenchido o seu tempo de lazer, numa deliciosa brincadeira, num ambiente seguro, climatizado e sofisticado, num agradável programa familiar.

Aos supermercados resta a tarefa de recolocar cada produto no seu correspondente lugar. As famílias resta a volta pra casa, cansados depois de uma longa caminhada, comentando com barulhenta algazarra a variedade dos produtos e a riqueza da oferta.

Fiquei com a impressão que as famílias tunisinas tinham encontrado o espaço de lazer que lês era negado.

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