31 de maio de 2011

Minha Casa, Minha Vida



As imagens do projeto original do Minha Casa, Minha Vida. MCMV

Cidadania

"Não há outro meio de controle senão o exercício da cidadania. Manter alerta a capacidade critica pela informação, mobilizar a ação defensiva dos grupos sociais e vigilância sobre nossos servidores. Não os pagamos para sermos lesados"

Maria Sylvia Carvalho Franco

145 assinaturas


145 é mais que 20


As contas são sempre as contas, excluindo aqueles que gostam de espremer os números para que confessem verdades diferentes, os números mostram as suas verdades com crueza. Desprovidos das empulhações a que estão tentando nos habituar, os números, como os aprendemos na escola, dizem que um e mais que dois e que três é mais que quatro.


A esdrúxula iniciativa de um pequeno grupo de proprietários da rua Aquidaban, que sem ser moradores, na sua maioria, apresentaram um abaixo assinado contendo 20 assinaturas, solicitando a mudança do zoneamento para que deixasse de ser residencial unifamiliar e passasse a permitir prédios de até 12 pavimentos, teve surpreendentemente boa acolhida na comissão de urbanismo da Câmara de Vereadores de Joinville, que inclusive assinou o projeto de lei em bloco, situação estranha de paternidade compartilhada.


Afortunadamente a sociedade uma vez mais se mobilizou, e numa iniciativa que cada vez é mais freqüente, um grupo significativo de moradores, não só da rua Aquidaban, como também das ruas vizinhas, incluídas na área de influencia da desastrada proposta verticalizadora, participou de forma organizada da audiência publica promovida pela Câmara de Vereadores e se engajou em recolher assinaturas para contrapor ao abaixo assinado que deu inicio ao processo. Com rigor e seriedade só foram aceitas as assinaturas dos diretamente afetados, e 145 eleitores assinaram, manifestando-se abertamente contrários a mudança do zoneamento.


Ninguém pode ainda acreditar que a guerra esta ganha e o inimigo vencido, mas o coro dos que se empenham em defender um modelo de cidade, um conceito de qualidade de vida, aumenta a cada dia, quanto mais fica evidente o impacto negativo que o adensamento desordenado e o custo adicional que a gestão venal do planejamento urbano de Joinville representa para todos, maior o numero de cidadãos que tomam consciência e se posicionam abertamente.


Frente ao movimento que em nome do desenvolvimento, defende o adensamento desordenado e a verticalização até o infinito, outro movimento surge com vitalidade inusitada, para defender o pouco que ainda queda, do avance das tribos bárbaras que aqui querem aportar, utilizando como cavalo de tróia a cobiça de alguns proprietários locais, com o objetivo do lucro fácil, a custa de destruir um modelo de cidade mais verde e com maior qualidade de vida. Por isto é bom lembrar que 145 assinaturas são mais que 20 assinaturas.

Publicado no Jornal A Noticia de Joinville SC

30 de maio de 2011

Escutando os dois lados

O quinto dos infernos

Circula pela internet este texto:


Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.

Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".

Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam ...

"O Quinto dos Infernos".

E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira chegou, ao final do ano de 2010, a 38% ou praticamente
2/5 (dois quintos) de nossa produção.

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje, literalmente, "dois quintos dos infernos" de impostos...

Para quê?

Para sustentar a corrupção?? os mensaleiros?? o Senado com sua legião de "diretores", a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 poderes (executivo/legislativo e judiciário).

Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

29 de maio de 2011

Para pensar acordado

"A Prefeitura virou um monstro voraz: quanto mais dinheiro entra, de mais dinheiro está precisando."

Jefferson Saavedra - Jornalista

A Praça Tiradentes revitalizada


Uma imagem vale por mil palavras.

A imagem de
Claudia Baartsch, publicada pelo jornal A Noticia mostrando a qualidade do podotactil da praça Tiradentes, evidencia que o padrão de qualidade continua abaixo dos mínimos e que nível, prumo e régua continuam sendo utensílios proscritos nas obras publicas municipais.

Drogas, nem pensar


Drogas, Nem pensar


O Grupo RBS lançou uma campanha contra um inimigo terrível, que escraviza pessoas, destrói famílias, degrada a juventude, estimula o crime e provoca mortes . O Crack , nem pensar.

Não bastasse isso, agora aparece o OXI, que nada mais é que a pasta-base de coca oxidada, com querosene , cal ou gasolina.

Quando inventaram o " Crack",o objetivo principal foi disseminar a cultura da droga , que antes era mais elitizada(a cocaína,e suas frações de misturas),daí aumentaram os viciados.

O crack por ser barato e popular , atraiu todo tipo de pessoa, que através esmolas ou pequenos furtos, conseguiram moeda de troca por uma "pedra”.

Essa porcaria, parece que veio para ficar e facilmente é confundida com o crack. É mais letal que o crack, considerado até agora a mais devastadora das drogas.

Entre vários outros efeitos , o OXI causa - na boca, a perda dos dentes , queimadura nos lábios e necrose de tecidos.

Nos Pulmões, os alvéolos levam a substância a corrente sanguínea e o pó de cal , provoca enfisema.

No sangue o OXI leva oito segundos para chegar ao cérebro.

Já no cérebro, a droga aumenta a concentração da substância responsável pelo prazer, a dopamina. Com isso, aumentam as chances de derrame, perda da memória, etc.

No coração, eleva os batimentos cardíacos e estreitamento dos vasos sanguíneos, o que aumenta os riscos de infarto e hipertensão.

No estômago, provoca vômitos e diarreia.

Fígado e Rins ficam sobrecarregados e leva a inflamações

E ainda tem insano, que quer fazer apologia as drogas, criando assim como no próximo dia 21 de Maio em São Paulo, “ A marcha da Maconha”.

Paulo Curvello

curvell@terra.com.br

27 de maio de 2011

Para pensar acordado


Quem não lê, não pensa. Quem não pensa será para sempre um servo.

Paulo Francis (1930-1997), jornalista

150 CIDADÃOS PARA SALVAR A AQUIDABAN


“150 CIDADÃOS PARA SALVAR A AQUIDABAN


Num grande exercício de cidadania, reuniram-se os moradores da Rua Aquidaban e circunvizinhas, para defender o seu bem maior: A QUALIDADE DE VIDA PARA MORAR.


Esta mobilização, contrária ao projeto de Lei Complementar nº 08/2011, tem o propósito de barrar alteração do zoneamento urbano daquela rua atualmente ZR-1, (Zona Residencial – unifamiliar) para ZCD1 (Zona Central Diversificado - gabarito 12 pavimentos).


A tentativa de modificar o zoneamento da Rua Aquidaban já passou por Audiência Pública, mobilizando os dois lados e, devido a um abaixo assinado sem a maioria dos proprietários, o projeto não seguiu adiante.


A proposta atende apenas proprietários não moradores, alguns que compraram áreas há pouco tempo querendo gerar mais valia à custa da qualidade de vida dos atuais moradores, contrários a mudança do status da rua, que é residencial unifamiliar, permitindo o comércio de vizinhança.


No planejamento urbano os direitos de usufruir a propriedade pressupõe a garantia do direito as sociedade, onde o bem comum supera o particular e, portanto é necessário uma ampla maioria, que envolve moradores diretamente afetados como todos aqueles na sua área de influência.


Quem tem imóvel no local esta consciente da uso e, muitos ali edificaram suas casas para ususfruir de um local aprazível e sossegado. Dizer ao contrário é faltar com a verdade.


O “abaixo assinado” contrários ao projeto de lei conta já com 145 assinaturas, das quais 23 proprietários de imóveis na rua. Excluindo as propriedades que estão nas esquinas e estão sob outro regime de uso, as assinaturas representam 60% dos proprietários, que optaram pela alternativa de manter a atual zoneamento, todos moradores, diferentemente das outras 20 assinaturas pró mudança que são de não moradores.


Os parâmetros de melhor qualidade de vida, recomendam que as cidades reservem entre 10 a 15% de suas áreas urbanas, exclusivamente para residências unifamiliares, além um outro grande benefício: praças e áreas verdes para que a população aproveite a natureza.


E em Joinville, o que temos? O município tem quase 200 km2 de área urbana onde apenas 4,1 km2 de ZR-1 (zonas exclusivamente residenciais) ou seja, 2,06%, dos quais 0,93% estão no Bairro América. Curitiba, dispõe de 15% de áreas residências unifamiliares, por exemplo.


Defender a manutenção de áreas residências unifamiliares é defender a manutenção de uma das mais notáveis identidades de Joinville, qualidade de vida com muito verde, uma imagem reconhecida no país inteiro. Para construir prédios já é possível fazê-los em praticamente 98% da zona urbana e, não é necessário acabar com as zonas residenciais. Portanto, não há o que negociar neste projeto, os moradores direta e indiretamente afetados pela mudança e contrários a lei pedem seu arquivamento imediato.


Como disse Trancredo Neves:

"A cidadania não é atitude passiva, mas ação permanente, em favor da comunidade."


Defendemos a manutenção destas áreas para o Bairro América, assim como defendemos a expansão das ZR-1 para todos os Bairros, de formas a permitir o convívio das áreas com construções horizontais isoladas, assim como outras para as construções verticais.


Em termos de adensamento populacional, também é interessante esta distribuição, pois mesmo sendo o Bairro América com mais ZR-1 da cidade, ainda assim tem a sua densidade média superior em 12% dos bairros que circundam o centro, conforme quadro abaixo:




2010



BAIRRO

km²

HABIT.

hab/km²

Rel. dens.

AMERICA

4,539

10.810

2.382

112,1%

ATIRADORES

2,807

5.049

1.799

84,6%

ANITA GARIBALDI

3,050

7.695

2.523

118,7%

BUCAREIN

2,532

5.583

2.205

103,7%

GLORIA

5,373

8.432

1.569

73,8%

SANTO ANTONIO

2,199

5.443

2.475

116,5%

SAGUAÇU

4,866

10.900

2.240

105,4%

SOMA

25,366

53.912

2.125

100,0%

Fontes: IBGE E IPPUJ.


Lauri do Nascimento

Presidente da AMABA - Associação de Moradores do Bairro América

Para pensar acordado

"Pusilânime é o adjetivo que melhor o define."

26 de maio de 2011

25 de maio de 2011

A Wembley amb dos pebrots !

O falso dualismo


O falso dualismo


O Plano Diretor de uma forma geral e a Lei de Ordenamento Territorial de forma especifica tem se convertido num enfrentamento entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre os sábios e os ignorantes, entre a posição oficial e oficialista de um lado e a idéia que outra Joinville é possível.


Esta abordagem simplista faz que a qualidade do debate tenha decaído muito, e que os técnicos que representam o poder público, na falta de argumentos e dados precisos optem pelo deboche, a ironia e a desqualificação de todos aqueles que não concordem com as suas propostas. Em ultima instancia se arvoram de defensores de um direito superior, equiparável ao direito divino, para estar sempre certos, mesmo quando na maioria dos casos estejam errados.


Converter qualquer um que tenha uma visão diferente da oficial, num inimigo pessoal e num alvo a bater, não ajuda a construir uma Joinville melhor. Por outro lado este tipo de atitude faz que as boas propostas que surgem nas Câmaras Técnicas do Conselho da Cidade não sejam consideradas, ainda são vistas com desprezo por ser originarias de gente sem profundos conhecimentos técnicos e sem mestrados ou doutorados em urbanismo ou em administração publica. Esquecem os técnicos oniscientes que os representantes da sociedade são mestres em Joinville, porque aqui moram, trabalham e prosperam e doutorados em bom senso, bem escasso e irregularmente distribuído entre a nossa sociedade, ao que parece inclusive em extinção no poder publico.


Seria melhor para Joinville, fazer do Conselho da Cidade um espaço para o dialogo, para desde o contraditório, construir o conhecimento, que faz anos não é mais exclusividade de uma minoria. Hoje a cidade possui no seu todo visões e idéias mais ricas e plurais que as que repousam nas gavetas do nosso Instituto de Planejamento. Desmerecer a riqueza das idéias e contribuições que surgem do debate em cada uma das câmaras técnicas mostra a dificuldade do poder publico para entender e escutar a sociedade, a que deveria servir.


No “Desafios para as cidades do século 21” foi possível escutar claramente de palestrantes avalizados pelo próprio IPPUJ, que é a sociedade quem deve decidir o modelo de cidade e que não devem ser os técnicos os que imponham um modelo diferente do desejado pelos cidadãos.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

24 de maio de 2011

Sobrecarregado

Quebra-cabeça (*)


Quebra-cabeça incompleto


A lei de ordenamento territorial tem como objetivo regulamentar e disciplinar o uso e a ocupação do solo em todo o município de Joinville, não só na sua área urbana, também na sua área rural. Para que todas as variáveis a serem consideradas possam ser incluídas é necessário um trabalho complexo e detalhado. A soma das informações necessárias para a tomada de decisão forma um gigantesco quebra-cabeça, que precisa de todas as peças se encaixem para conseguir que a cidade funcione.


Considerar as variáveis de mobilidade, de alagamento, de adensamento, a disponibilidade de água e esgoto tratado, as áreas verdes, as escolas, os serviços de saúde, as praças, as ciclovias, os corredores de ônibus, a largura das ruas, o tamanho dos lotes ou do perímetro urbano entre muitos outros, são os elementos que formam o emaranhado do tecido urbano. Considerar só uma parte deles e esquecer-se de outros é querer montar o quebra-cabeça sem dispor de todas as peças.


O Conselho da Cidade tem dedicado, nos últimos dois anos, tempo a debater a largura das calçadas, a necessidade do Estudo de Impacto de Vizinhança, (EIV) ou a outorga onerosa do direito de construir, todos eles temas importantes, porem não tão urgentes como a Lei de Ordenamento Territorial, que alguns parecem desejar que Joinville se converta num campo de batalha, para o enfrentamento de posições encontradas. A melhor prova de que os temas até agora debatidos não tinham nenhuma urgência é que até esta data alguns nem foram encaminhados a Câmara de Vereadores e nenhum foi regulamentado ainda.


Aquele tempo desperdiçado esta fazendo falta e o calendário impiedoso faz que os debates sejam abreviados, que a analise seja superficial e que se force um consenso inviável. Sem dispor da maioria das peças do quebra-cabeça e temerário poder asseverar que o resultado final que será entregue em outubro a Câmara de Vereadores, possa ser a melhor proposta, o resultado esta muito aquém da capacidade dos envolvidos.


Será importante para o futuro de Joinville que o legislativo atue com a responsabilidade que o momento exige e promova os debates que estão faltando, requeira todas às informações que ainda faltam e só vote e aprove depois de dispor e analisar todos os dados. A pressa neste caso esta se mostrando a maior inimiga da perfeição.

Rua Aquidaban

O vereador Alodir Cristo não mora na rua Aquidaban, não tem seu reduto eleitoral naquele espaço da cidade, não fez qualquer contato com os moradores para mostrar os objetivos do projeto de lei de mudança do zoneamento, por que então tamanho
interesse e força de vontade para aprovar a construção de prédios com 12 pavimentos? Alguém desconfia o motivo? Por que a pressa e o açodamento?

Para pensar acordado

Toda cultura nasce da mescla, do reencontro, do choque. Ao contrário, é do isolamento que morrem as civilizações.

Octavio Paz (1914-1998), escritor mexicano

23 de maio de 2011

As Azaleias da JK - Luiz Verissimo


Fotografia com Iphone 4 - Luiz Verissimo

Lembrando de Sunrise


Ao passar neste sábado pela avenida JK, em Joinville, lembrei de Sunrise, a cidade mais rica, proporcionalmente, que conheço em quatro continentes - ainda não estive na Austrália. A pequena cidade do Sul da Flórida é tão rica que não sabe o que fazer com tantos dólares que recebe de impostos. No seu território está o Sawgrass Mall, o segundo maior shopping norte-americano, que contribuiu com muito dinheiro à cidade. Vale lembrar que tudo o que se compra lá 6% é pago de imposto à vista (tax) que é dividido entre a cidade, o condado e o Estado. Acho que deve ir alguma coisa para a União. Por que me lembrei de Sunrise? Lá eles têm tanto dinheiro que todo o mês o prefeito procura alguma obra para fazer só para dar “satisfação” aos contribuintes. Por isso, seguidamente interditam uma rua para fazer um recapeamento asfáltico, mesmo que não ela precise. Se a avenida JK estivesse em Sunrise, a Prefeitura já teria arrancado todas para colocar lá outra planta nos canteiros só para dar “satisfação” aos contribuintes. Afinal, o povo precisa ver que estão fazendo obras.


O Jornalista Luiz Verissimo na sua coluna no jornal Noticias do Dia, publicou um texto inteligente e de fina ironia. Vale compartilhar

EIV - Estudo de Impacto de Vizinhança


EIV – Estudo de Impacto de Vizinhança


Deus escreve certo por linhas tortas, nunca a frase foi mais verdadeira. Se por um lado o projeto aprovado pela Câmara de Vereadores não é ainda o ideal, ficou muito melhor que o projeto encaminhado pelo executivo. Precisaria ainda incluir a exigência do EIV para as mudanças de zoneamento, para que Joinville ficasse mais bem protegida dos impactos negativos que estas mudanças ocasionam. Mas o resultado resolveu a maioria dos erros e “esquecimentos” deixados na proposta elaborada pelo IPPUJ.


Todas as propostas apresentadas nas Câmaras Técnicas, que não tiveram acolhida no Conselho da Cidade, que as desconsiderou, sem sequer analisá-las, foram reapresentadas na audiência publica promovida pela Câmara de Vereadores, que entendeu que eram pertinentes. A idéia esdrúxula que o EIV só deveria ser valido para os “Tubarões” o grifo é meu, a frase é de um ex-presidente do Instituto, mentor intelectual do conceito de apresentar uma proposta que só incluiria novos loteamentos que fossem maiores que a maioria dos municípios de Santa Catarina, o que só precisaria ser atendido por construções de mais de 25.000 m2, numa conta rápida em Joinville teria menos de 2 por ano . Em definitiva o EIV acabaria sendo inócuo.


A Câmara de Vereadores entendeu e acatou o conceito que os impactos que todo empreendimento provoca devem ser identificados, medidos e devem ser tomadas medidas mitigatórias, compensatórias e corretivas. Estas medidas devem ser avaliadas, não só por técnicos do poder publico, os mesmos que poucas vezes tem mostrado a isenção necessária na hora de se manifestar e posicionar, precisam ser avaliadas também por representantes da sociedade e principalmente por aqueles diretamente afetados pelos novos empreendimentos.


Joinville dá um grande passo, no sentido de garantir uma cidade melhor para todos, com mais qualidade de vida, ao mesmo tempo que não engessa o desenvolvimento da cidade, só reconhece que determinados empreendimentos tem impacto sobre o seu entorno, seja pela maior geração de trafego, seja por afetar a paisagem, seja por reduzir a insolação ou comprometer a ventilação natural, e que este impacto negativo, deve ser reduzido ou neutralizado.


A sociedade não se deu por vencida, quando suas propostas não foram atendidas no Conselho da Cidade e buscou uma segunda instancia, por entender que as suas reivindicações eram justas e pertinentes. A Câmara de Vereadores corrigiu o erro do Conselho da Cidade e assumiu o papel de foro de debates, escutou, avaliou e aprovou um projeto melhor. Agora toca aprender com os erros.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

22 de maio de 2011

Direto ao ponto

Independentemente de como você se sente a respeito das leis sobre desarmamento, conheça a parte de uma entrevista à rádio NPR concedida a uma radialista pelo General Reinwald, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (Marines), que estava prestes a receber uma tropa de escoteiros em visita à sua instalação militar.

ENTREVISTADORA: Gen. Reinwald, o que a sua corporação irá ensinar a estes meninos enquanto visitam sua base?

GEN. REINWALD: Nós vamos ensinar-lhes alpinismo, canoagem, arco-e-flecha e a atirar.

ENTREVISTADORA: Atirar! Isso me parece um tanto irresponsável, não é?

GEN. REINWALD: Eu não entendo porque; eles serão adequadamente supervisionados no estande de tiro.

ENTREVISTADORA: Você não admite que esta é uma atividade terrivelmente perigosa para ser ensinada a crianças?

GEN. REINWALD: Eu não vejo como. Nós daremos as aulas apropriadas de tiro antes mesmo que toquem uma arma de fogo.

ENTREVISTADORA: Mas você não estará capacitando-os para que se transformem em assassinos violentos?!

GEN. REINWALD: Bem, moça, você é plenamente equipada para ser uma prostituta, mas não é uma, não é?


Da internet

21 de maio de 2011

20 de maio de 2011

Para pensar acordado




Para quem acha que Joinville esta regredindo, é bom escutar a Peter Drucker



Não há países subdesenvolvidos. Há apenas os subadministrados

será que também o mesmo raciocínio pode ser aplicado a municípios?

19 de maio de 2011

Divulgar mais ou fazer mais (*)

Divulgar mais ou fazer mais


Vez por outra aparece o tema em programas de radio, em entrevistas, em conversas com membros da administração municipal. Como estão convencidos que fazem muito, o problema passa a ser a comunicação. É bom lembrar que a área de comunicação é uma das mais sensíveis em qualquer governo, nesta sociedade mediática em que vivemos.


Nas listas que circulavam antes da reforma administrativa que não houve, a secretaria de comunicação era pedra cantada, era uma das que sofreria mudanças. Não houve. Nem mudanças na SECOM, nem reforma administrativa, houve sim uma troca de posições, ou uma dança das cadeiras, no melhor estilo um “passito” para frente, dois “passitos” para trás. O resultado o tempo dirá.


Para o administrador publico que acha que faz muito, não pode ter outra resposta que a falta de uma comunicação forte e adequada, e a saída é reforçar o caixa para divulgar mais. Mais recursos para garantir mais divulgação, maior comunicação, com esta sociedade que não consegue enxergar o esforço em obras que este governo esta realizando. São quilômetros por um lado, milhões pelo outro e nada do joinvilense perceber.


É fácil imaginar a difícil situação do pessoal de SECOM e de todos e cada um dos assessores de imprensas incrustados em cada secretaria, fundação ou empresa publica, esforçando se em divulgar o nada. Desenvolvendo ao máximo a sua criatividade para informar da roçada do mato na rua X, ou a vigésima segunda vez que o mesmo buraco foi tampado na rua Y, a reconstrução pela enésima vez da ponte que a ultima enxurrada levou ou a repintura das faixas de pedestres na frente da escola Z por quinta vez neste governo. Convenhamos que é uma tarefa árdua e inglória.


A percepção do contribuinte é que se faz pouco e mal, a percepção do administrador é que nunca se fez tanto e tão bem feito. Com uma distancia tão grande entre ambas percepções vai faltar orçamento para divulgar. Porque se Goebels defendia que uma mentira, a base de ser repetida, acaba levando as pessoas a acreditar nela, também é certo que os que repetem a saciedade que este governo não faz, tem fôlego de gato e formam um coro que não tem parado de crescer.


O dilema é saber se há muitas obras e pouca divulgação ou se há muita divulgação para pouca obra? A resposta esta na mão de cada joinvilense, que sente e vê no seu dia a dia a presença ou não do governo municipal.

Google Street View para Joinville

Google esta utilizando em Joinville a mesma tecnologia que ja utilizou em alguns países asiáticos, frente a impossibilidade de utilizar o carro na maioria de horarios e nas ruas centrais, a gigante da informática contratou centenas de pedestres que percorrem a cidade fotografando as ruas, para incluir Joinville no Google Street View.

17 de maio de 2011

Quanto custa cada estado?

Contabilidade basica, para entender melhor o Brasil.

Quanto pagam ao Governo Federal

Quanto recebem do Governo Federal

Maranhão

1.886.861.995

9.831.790.540

-7.944.928.545

Bahia

9.830.083.697

17.275.802.517

-7.445.718.820

Pará

2.544.116.965

9.101.282.247

-6.557.165.282

Ceará

4.845.815.127

10.819.258.582

-5.973.443.455

Paraíba

1.353.784.216

5.993.161.190

-4.639.376.974

Piauí

843.698.017

5.346.494.155

-4.502.796.138

Alagoas

937.683.021

5.034.000.987

-4.096.317.965

Pernambuco

7.228.568.171

11.035.453.758

-3.806.885.587

Rio Grande do Norte

1.423.354.053

5.094.159.613

-3.670.805.560

Tocantins

482.297.970

3.687.285.167

-3.204.987.197

Sergipe

1.025.382.563

3.884.995.980

-2.859.613.417

Acre

244.750.129

2.656.845.241

-2.412.095.112

Amapá

225.847.874

2.061.977.040

-1.836.129.166

Rondônia

686.396.463

2.488.438.620

-1.802.042.157

Mato Grosso

2.080.530.301

3.864.040.162

-1.783.509.862

Roraima

200.919.262

1.822.752.350

-1.621.833.088

Mato Grosso do Sul

1.540.859.249

2.804.306.811

-1.263.447.562

Goiás

5.397.629.535

5.574.250.551

-176.621.017

Amazonas

6.283.046.181

3.918.321.477

2.364.724.704

Espírito Santo

8.054.204.124

3.639.995.936

4.414.208.188

Santa Catarina

13.479.633.690

5.239.089.365

8.240.544.325

Minas Gerais

26.555.017.385

17.075.765.819

9.479.251.565

Paraná

21.686.569.502

9.219.952.960

12.466.616.542

Rio Grande do Sul

21.978.881.645

9.199.070.109

12.779.811.536

Rio de Janeiro

101.964.282.068

16.005.043.355

85.959.238.713

São Paulo

204.151.379.293

22.737.265.407

181.414.113.886

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