4 de maio de 2011

Perversidade

Perverso


É perverso, que agora tenhamos que pagar todos, inclusive se cogita a criação de uma taxa especifica para isto, para executar as grandes obras de macro drenagem necessárias para corrigir a ocupação privada de rios e córregos.


O lucro da ocupação dos fundos de vale foi privado, os prejuízos da ocupação são públicos. Não que seja nenhuma novidade, mas que é perverso é. Mais ainda quando o poder público continua estimulando o avanço da cidade sobre estas áreas e continua autorizando construções sobre galerias e cobrindo rios.


O mesmo poder público, que mostra celeridade inusual para modificar o zoneamento para adensar mais e verticalizar mais alto, é lento e preguiçoso para mudar as leis que permitem que os erros do passado se perpetuem e não toma nenhuma atitude, em parte porque não tem noção do que fazer. Este jeito balofo de agir, custa caro e exige recursos que não existem. Empurrar os problemas com a barriga tem sido uma constante. Importante e meritório que Joinville passe a dispor de um diagnostico preciso sobre a situação e as carências em macrodrenagem.


Concentrar a solução na construção de grandes obras publicas, que dependem de recursos externos ao município é a mesma coisa que dizer ao doente, que sabemos o que tem, conhecemos bem a doença, só tem um remédio e que lamentavelmente ele não poderá pagar por ele. A menos que a tia Dilma ajude com os recursos do PAC 270, o que alias é pouco provável.

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