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29 de junho de 2013

A revolta não para


Muitas das faixas e cartazes exibidas pelos manifestantes fazem referencia ao gasto de dinheiro publico para a construção dos estádios que sediarão a copa do mundo em 2014. O que indigna é tanto o abuso de poder, e nesse caso a FIFA tem exercido um poder emblemático e o governo brasileiro tem até adaptado a legislação nacional aos interesses da própria FIFA, no que poderia ser visto como um ato de lesa-pátria ou de perda de soberania frente a uma entidade privada e principalmente de gastança de recursos públicos.

Em 2007, quando o Brasil foi escolhido para receber a copa do mundo de 2014, o Ministro do Esporte, Orlando Silva afirmou: “Não haverá um único Real do governo federal para a construção dos estádios” Tolo quem acreditou. Já esta na hora de deixar de acreditar nas tolices que os políticos dizem. Dos R$ 7,03 bilhões gastos até agora na construção dos novos estádios, só R$ 612 milhões são de empresas privadas.


Recursos públicos que poderiam e deveriam ter sido destinados a construção e equipamento de novos hospitais, a reforma dos atuais ou para escolas e outros serviços públicos.

9 de junho de 2013

As contas nunca fecham


Somos um grupo de cinco amigos que no mínimo uma vez por mês saímos para jantar, conversar e passar uns bons momentos. Escolhemos lugares aonde a comida seja boa, o local agradável e aonde a boa conversa seja o principal atrativo. Mas inevitavelmente ao final as contas nunca fecham. Sempre acabamos discordando e sempre tem alguém que não sai satisfeito. O problema é sempre o mesmo, o rateio da conta.

No outro dia mesmo a conta foi R$ 295,00. Foi feita a conta e tocaria a R$ 60 e poucos para cada um. Mas um não tinha bebido vinho e não achou justo ter que pagar por ele. Outro não pediu entrada. Dois não tomaram sobremesa. Outros dois racharam um file mignon delicioso e a verdade é que a porção dava facilmente para dois. Os três que chegaram mais cedo tinham tomado umas cervejas. Dois pediram um aperitivo e três finalizaram o jantar com um digestivo. O resultado é que a conta não poderia ser simplesmente dividida entre os cinco em partes iguais. O pior é que esta historia se repete invariavelmente a cada jantar.

Alguém salomonicamente propôs que simplesmente cada um pague a sua conta. E há três que não concordam Aonde se viu? Que cada um pague por separado, além da cara de poucos amigos que fazem os garçons quando alguém tem a ousadia de pedir contas separadas. Somos amigos, saímos para conversar, nos divertir, o rachar a conta é parte da nossa amizade, não é um jantar de negócios, e não deixam de ter parte de razão.  


Como no grupo há dos engenheiros e um deles é engenheiro de sistemas estão debruçados em desenvolver um logaritmo que rode num aplicativo para telefone que consiga fazer a divisão da conta dos nossos jantares de forma rápida e justa. Já levam um bom tempo, debruçados no problema, e até agora não há algoritmo que consiga resolver o problema. Se conseguirem alem de colocar o aplicativo na rede para que possa ser baixado é possível que alguma administração pública se interesse pela engenhoca e seja possível distribuir também as contas entre os contribuintes de forma mais justa, porque este sistema atual esta muito parecido com as nossas contas do restaurante, ninguém esta satisfeito com o resultado e o pior é que como nos nossos jantares a conta esta ficando mais cara cada mês e a quantidade de comida tem diminuído. Uns comem muito e pagam pouco e a maioria esta pagando muito caro pelo pouco que comeu.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

27 de janeiro de 2013

A nossa Câmara de Vereadores custa muito caro




O poder legislativo consegue estar menos em evidencia, para a maioria da população pouco interessa o que acontece na nossa casa de leis e é uma pena, porque os nossos vereadores podem influenciar e muito na vida de cada um dos cidadãos, aprovando ou não determinadas leis.

Para o cidadão comum a Câmara de Vereadores é um ente estranho, que até intimida, a pesar de ser de direito a casa do povo a população pouco participa das suas sessões e pouco conhece da liturgia que faz, que de um dia para outro, cidadãos comuns assumam relevância inusitada. Nada mais interessante e instrutivo que acompanhar uma sessão ordinária. Os discursos, o vocabulário e as atitudes dos nossos legisladores são uma verdadeira aula. Mas o importante aqui é avaliar quanto nos custa este estrutura republicana e trazendo mais luz sobre as contas do legislativo municipal, propiciar um debate sobre os recursos destinados a sua manutenção.

O orçamento municipal de 2011 destinou exatamente R$ 23.620 mil para a Câmara de Vereadores, em outras palavras cada um dos joinvilenses contribuiu com R$ 45,35 para a sua manutenção. Comparar o custo da nossa Câmara com o de outras cidades de porte parecido é uma forma justa de poder estabelecer se o custo que Joinville paga pelo seu legislativo é adequado ou exagerado e permite estabelecer parâmetros adequados de comparação.


A Nossa Câmara é a 38a em gastos no país, na frente de Contagem (MG) com mais de 600 mil habitantes, de Cuiaba (MT) com 550 mil, de Uberlandia (MG) com 610 mil. Ainda e como referencia a Câmara Municipal de Joinville custa quase duas vezes mais que as de Juiz de Fora (MG) cidade que tem também 520 mil habitantes, ou que Caxias do Sul (RS) com 440 mil ou Feira de Santana (BA) que com 562 mil habitantes e um orçamento de R$ 10,8 milhões.


O legislativo custa hoje 2,5 % do orçamento municipal e poderia ainda custar muito mais, a Emenda Constitucional 58 de 2009 permite que até um 4,5% do orçamento de Joinville seja destinado a Câmara de Vereadores. Não devemos nos surpreender se há pressão por parte dos novos vereadores por manter carros alugados, telefones com conta ilimitada, dezenas de assessores, computadores e diárias a todos os cantos do país e do exterior.

O momento político que vivemos é oportuno para propor este debate. A ampla maioria que o prefeito tem hoje na Câmara e a rapidez com que a reforma administrativa proposta foi aprovada, mostram que chegou a hora de dar também um choque de gestão e principalmente de realidade a nossa Câmara de Vereadores, propondo um orçamento mais acorde com a situação e a realidade de Joinville.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

18 de junho de 2012

Projeto bem feito é outra coisa

Os técnicos em iluminação pública da gestão Carlito, considerando que os possa haver. Reclamam com nervosismo que tem muita gente que não entende nada do tema e que vive dando palpites sobre tudo o que tem a ver sobre esta gestão.

Como este mesmo pessoal mostra dificuldade em ler e compreender textos que contenham mais de vinte linhas e o saber popular assume que uma imagem vale por 1000 palavras.

Este blog pública uma imagem de como quando um projeto esta mal concebido há dilapidação de recursos públicos. Simples, alias tão simples de enxergar que só não enxerga quem não quer.


20 de maio de 2012

A cor do gato


A cor do gato



Os comentários a favor e contra a exuberante instalação de postes na Avenida Beira-rio, no Centro de Joinville, me alcançaram antes mesmo de chegar ao Brasil (estava em viagem de trabalho). verdade é que já tinha visto na internet algumas imagens, que nem de longe refletiam a realidade. Não vou aqui questionar se o vermelho PT, o verde PV ou o amarelo tucano são as cores que devem prevalecer no cenário urbano local. Como Deng Xiaoping já disse: “Não importa a cor da luminária desde que ilumine bem”. Na verdade ele fez referência a cor do gato que caçava ratos.

Falta luz e principalmente claridade neste tema das luminárias de Joinville. Nem faz tanto tempo, neste mesmo espaço o tema era a iluminação da Rua Visconde de Taunay, depois de anos a fio concluiu a obra de enterrar os cabos e colocar novas luminárias, a impressão na época era que o nível de claridade e a quantidade de luminárias estavam abaixo do desejável e que inclusive havia e continua havendo alguns pontos escuros. Os técnicos de sempre informaram que a iluminação estava “muito melhor” Passamos agora ao outro extremo, a quantidade de postes sendo instalados na Avenida Beria rio, nos projetam um futuro “iluminado” há quem ache que os técnicos de sempre, devem definir de vez qual é o padrão adequado. Se a lúgubre iluminação da Rua Visconde, ou a feérica da Beira rio? Os mais ponderados, que os há, acham que um termo médio seria mais adequado, menos dispendioso e igualmente seguro. Nem tanta luminária nem tão pouca. Por outro lado há que se reconhecer que agora Joinville ficou melhor, mais colorida, mais diversa, as ruas parecem estar constantemente engalanadas para uma festa, seja o carnaval ou o Natal dos sonhos.

A impressão é que estamos num bloco alegórico gigantesco. A quantidade de modelos, tipos e cores de luminárias, converteu a cidade num mostruário de luminárias dos mais variados. O resultado é uma cidade mais alegre e festiva. Fico a imaginar o tamanho do estoque que a Prefeitura deverá manter seja de lâmpadas, postes, luminárias e outros apetrechos luminosos, para atender a mais simples e prosaica manutenção e reposição das lâmpadas queimadas. Tem gente inclusive que insiste numa tal de padronização alegando que seria mais econômico e prático. São estultos que nada entendem de administração pública em ano eleitoral. Sempre haverá gente que critique as iniciativas do poder públicos e que vejam dissipação dos recursos públicos aonde não há mais que vontade de alegrar a vida, minimizar o cinza urbano e deixar a cidade mais corada.

Bom, ao contrário da iluminação diferente a cada rua, paga por nós contribuintes, ironizar não custa nada.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

24 de abril de 2012

Bombeiros militares custam 40 vezes mais


Os bombeiros militares custam 40 vezes mais



Bombeiros militares de Santa Catarina custam 40 vezes mais que todas as corporações voluntarias.

Os números são claros. Manter uma dotação de 12 bombeiros militares no aeroporto de Joinville custou, em 2009, R$ 2 milhões. O custeio total dos Bombeiros Voluntários de Joinville, com 7 quartéis espalhados por toda a cidade, foi no mesmo ano de R$ 4 milhões. Outro exemplo, as corporações voluntárias de Santa Catarina respondem pela segurança de um terço da população do Estado. Porém, só receberam R$ 4 milhões do Governo do Estado de Santa Catarina. Os bombeiros militares que não atendem os dois terços restantes do Estado custaram mais de R$ 160 milhões no ano de 2009. 

Além dos custos econômicos, é preocupante o avanço das corporações militares sobre atividades de defesa civil. Funções que na maioria de países desenvolvidos são desempenhadas, como o próprio nome indica, por instituições e organizações civis.

Paramédicos, bombeiros e guarda-vidas a receberem formação militar, incluindo ordem-unida, uso de armas de fogo e técnicas de defesa pessoal, é uma perigosa distorção dos seus objetivos e funções. A sociedade civil deve ser capaz de se defender dos desastres naturais, enchentes, dos incêndios (provocados ou não), de atender as vítimas dos acidentes de trânsito e tantas outras atividades que estão incluídas no que se chama defesa civil.

Hoje, soldados e oficiais das polícias militares, depois de anos de formação específica, passam a se dedicar a funções que não deveriam ser da sua competência. O que é pior: ocupam espaços tradicionalmente atendidos pela sociedade organizada, em geral com custos maiores e menos eficiência. De forma corporativista, está sendo imposta uma militarização da sociedade, gerando ainda um desatendimento das funções de segurança, uma vez que não há efetivos e orçamento adequados para desempenhar todas as missões que têm assumido.

A ninguém escapa que para a Polícia Militar é mais interessante e menos arriscado, em todos os sentidos, apagar fogo, atender feridos de acidentes de trânsito ou salvar vidas nas nossas costas e praias, quando comparado com realizar funções de vigilância ostensiva em ruas, praças e locais públicos. Ou perseguir marginais e contribuir para a redução da violência urbana.

O que identifica e diferencia a maioria dos países mais desenvolvidos que o Brasil, e até muitos outros com menor grau de desenvolvimento, são a Cruz Vermelha, Crescente Vermelho ou Estrela Vermelha, dependendo dos países e das religiões, ou a Defesa Civil e os Bombeiros Voluntários, que são não instituições civis, voluntárias ou profissionalizadas, de acordo com os casos. São instituições reconhecidas e respeitadas pela sociedade e contam com importante apoio do Estado, que reconhece a sua maior representatividade, economicidade e legitimidade. São estes os principais responsáveis pela defesa civil, sem que se estabeleça uma situação de subserviência em relação às unidades de polícia militar.

Este perigoso desequilíbrio está começando a custar caro ao Estado e representará, cada vez mais, um fardo pesado para a nossa sociedade. 

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

31 de março de 2012

Pobre cidade rica


Pobre cidade rica

De tanto escutar que a prefeitura não tem dinheiro para nada. Que nenhuma obra pública importante pode ser levada adiante pela falta de recursos para fazer as desapropriações necessárias. Que a capacidade de endividamento da nossa cidade esta comprometida, que é preciso arrecadar ainda mais, confesso que quase acreditei.

Cada vez que o prefeito começa com a cantilena a minha primeira iniciativa era por a mão no bolso e ver se tinha uns trocados para oferecer. Porque o discurso é quase um discurso de pedinte. Daquele que já não tem mais credito e ficou sem dinheiro até para comprar o pão e o leite. Situação constrangedora para a cidade que insiste em se apresentar como a maior de Santa Catarina, a terceira maior economia do sul do Brasil, a Manchester Catarinense e por aí afora. Bater no peito e estar quebrado é uma situação para envergonhar a quaisquer um. Se não morasse aqui, diria que me produz vergonha aleia esta situação de extrema penúria.

Mas surgem dados que mostram que Joinville é sim uma cidade rica, que o seu orçamento é maior que o de muitas cidades de porte e população semelhante, que o que aqui se arrecada graças à pujança da nossa economia é significativo e deveria nos permitir estar numa situação mais confortável. O jornalista Jefferson Saavedra do jornal A Noticia informa que: “A receita de R$ 1 bilhão apurada em 2011 fica acima da media de municípios do mesmo porte. Londrina fechou com R$ 840 milhões e Juiz de Fora, também com 520 mil habitantes como Joinville, teve receita de R$ 830 milhões. Com população um pouco menor, Caxias do Sul teve R$ 962 milhões à disposição no ano passado. Uberlândia atingiu R$ 1,1 bilhão, mas têm 90 mil moradores a mais do que Joinville. As cidades com receitas bilionárias no interior paulista, na faixa do R$ 1,3 bilhão registrado no ano passado, como Sorocaba e Ribeirão Preto, já passaram dos 600 mil habitantes.”

O problema deverá neste caso ser encarado desde outra perspectiva. A da própria administração que se faz dos recursos públicos. O prefeito Carlito Merss divulgou nestes dias que o gasto em saúde aumentou dos 15% exigidos por lei para os atuais 32%, bem mais que os 26% da gestão anterior. Se gastar muito é um indicador bom, eu fico mais preocupado, pode ser que esta forma de avaliação tenha nos trazido até a situação atual. Os administradores defendem que se gaste bem e não que se gaste muito. Se a saúde municipal não estivesse vivendo uma situação de crise permanente até poderíamos encontrar quem concordasse com que o aumento é um bom indicador. O próprio peso da folha, do pagamento de juros e do principal da divida representa um peso significativo no orçamento do município e drena os recursos necessários, não só para a manutenção e recuperação do deteriorado patrimônio público, também para novos investimentos. Hoje é provável que uma analise mais criteriosa destes dados mostre indicadores elevados de desperdício, gasto excessivo e má administração. 

Vivemos numa pobre cidade rica e pagamos o preço por isso.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

20 de fevereiro de 2012

Gasto público

Uma forma simples e clara de entender porque mesmo que a arrecadação não pare de crescer nunca há recursos para investimento público.


2 de fevereiro de 2012

Circula pela internet

Lei de Reforma do Congresso para 2012
(emenda da Constituição)


Lei de Reforma do Congresso (emenda da Constituição do Brasil)

1. O congressista será assalariado somente durante o mandato. E não terá  aposentadoria proveniente do mandato.

2. O Congresso contribui para o INSS. Todo a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime  do INSS imediatamente. O Congresso participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria  não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

3. Congresso deve pagar seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

4. Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário. 

5. Congresso perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.

6. Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõem ao povo brasileiro.

7. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira.  Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobista.

Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. 

A hora para esta emenda na Constituição é AGORA
.

É ASSIM QUE PODEMOS CONSERTAR O CONGRESSO.

22 de janeiro de 2012

Gastos da Camara






O vereador Lauro Kalfels que não recebeu nenhuma diária e tampouco fez nenhuma viagem neste ano, alega que:  “ Só viajo se o curso é muito necessário. Mas a maioria do que é oferecido para nós é encheção de linguiça. Daí, prefiro não fazer“.


A Câmara de Vereadores de Joinville gastou neste ano R$ 728.000 em diárias, passagens e cursos. Mesmo que o valor tenha se mantido muito próximo do gasto no ano passado, a afirmação do vereador Kalfels deve motivar a reflexão. Se como ele afirma a maioria do que é  oferecido aos vereadores é “Encheção de lingüiça” utilizando a expressão do próprio vereador, a lógica diz que mais de R$ 700.000 de encheção de linguiça é muita encheção ou muita linguiça.

25 de setembro de 2011

É a economia, estúpido !


A frase, atribuída ao ex-presidente norte-americano Bill Clinton, foi cunhada por seu chefe de campanha, James Carville. A mensagem era clara e direta: o importante para os eleitores é a economia. Se a economia vai bem, os seus empregos estão assegurados, a arrecadação de impostos aumenta pela maior movimentação da economia e se gera prosperidade. Hoje, quando o mundo atravessa uma crise de proporções difíceis de mensurar, ela continua mais atual que nunca.

O debate sobre o aumento do número de vereadores em Joinville é político. É a oportunidade que a sociedade tem para pensar globalmente e agir localmente. Bombardeada um dia sim e outro também pelos abusos que acontecem na longínqua Brasília, ou pelos que sucedem na Capital do Estado, o eleitor médio se sente impotente para deter não só a gastança irresponsável de recursos públicos, mas principalmente para se vingar do deboche com que a casta política ri dos cidadãos. Gente como você e como eu, que paga seus impostos, cumpre seus compromissos e vê que a cada mês tem menos dias no seu salário. E que, apesar do trabalho árduo, o dinheiro não chega e os serviços públicos custeados com a pesada carga tributaria são cada dia piores, quando não inexistentes.

O sentimento de raiva, resultado da impotência, materializa-se hoje num movimento de protesto contra a possibilidade que se aumente o número de vereadores. Nas enquetes realizadas por jornais e sites, o percentual de manifestações contrárias ao aumento de vagas oscila entre 85% e 92%, números tão expressivos que dificilmente podem ser ignorados. Os defensores do aumento do número de vereadores evitam a todo custo enfrentar uma sociedade que cansou de carros alugados, de assessores parlamentares em excesso (alguns até fantasmas) e diárias para cursos de aprimoramento em balneários e resorts do Nordeste brasileiro.

O discurso de uma melhor representatividade não tem eco. A própria Câmara, para convencer a sociedade de que seria adequado aumentar para 25 vereadores, propõe um pacote de corte de despesas, focando o debate na redução de gastos, que a bem da verdade já deveria ter sido levada a cabo se a administração da nossa casa de leis aplicasse os mais elementares critérios de economicidade. O que nasceu como um grito de revolta está se convertendo num movimento organizado, ao que se soma a cada dia mais e mais gente comum, que sente que pode, sim, fazer ouvir a sua voz e que se manifesta cada vez com maior intensidade e veemência contra o que considera um abuso e um desatino.

É normal que no meio do caminho surjam os Calabares de plantão. Entidades que se posicionaram contrariamente, num primeiro momento, agora afinam a voz, ajustam o discurso e passam a sensação de que podem passar a aceitar conversar sobre o aumento de vagas se a Câmara provar que isto não implicaria aumento de gastos - como se isso fosse possível na vida real. Quem defende mais vagas esquece e quer que ignoremos que o orçamento do Legislativo local tem crescido ano após ano, mesmo mantendo o atual número de vereadores. E que a Câmara tem acumulado sobras significativas. Aceitar um pequeno aumento, por menor que seja, seria como aceitar que fosse possível uma pequena gravidez ou um pequeno estupro.

O Estado - e o Legislativo, nos seus três níveis, é um dos seus pilares - tem se convertido num ogro insaciável, que devora a cada ano uma quantidade maior de recursos públicos. Na Europa, o modelo já se esgotou. E, entre a incredulidade de uns e o estupor de outros, salários de funcionários públicos são reduzidos. Lá, deputados e senadores já custam menos que aqui e só a permanente vigilância de uma sociedade atuante consegue deter o seu avanço sobre os recursos finitos. A redução do custo da máquina pública permitiria que mais recursos sejam destinados para onde são mais necessários, como educação, saúde ou manutenção e aprimoramento da infraestrutura pública.

A própria Câmara já o entendeu qual é o ponto da discussão. E pretende convencer a sociedade que conseguiria viabilizar o aumento de vagas entregando alguns anéis de pouco valor, como uma redução temporária do número de carros ou o corte de alguns assessores - nada que depois não possa ser novamente contratado e voltemos ao patamar de gastos atuais. É o momento dos legisladores mostrarem sensibilidade e grandeza de espírito. A história está lhes oferecendo a oportunidade de escrever uma parte dela. A eles corresponde a decisão de deixar sua marca com honra e orgulho. E de serem reconhecidos como legisladores responsáveis ou como pusilânimes e venais.

Parafraseando Bill Clinton e James Carville, é necessário repetir à exaustão: o debate sobre o número de vereadores "é sobre a economia, estúpido!" 


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

24 de julho de 2011

Comparando as Câmaras de Vereadores

Dados para ajudar a comparar os orçamentos, o numero de vereadores e principalmente a falta absoluto de controle da sociedade sobre a gestão perdulária das Câmaras de vereadores de Florianópolis, Joinville e Blumenau.

Comparar ajuda a desmentir os que acreditam que o orçamento da Câmara de Joinville não aumentará. O pior é que não tem parado de crescer.

Estes valores estão disponíveis no site do TCE - Portal Cidadão

Ano 2010

Município

Despesa total

Vereadores

Custo por vereador

Florianópolis

R$ 29.521.432,19

16

R$ 1.845.089,51

Joinville

R$ 22.556.434,08

19

R$ 1.187.180,74

Blumenau

R$ 10.467.501,99

15

R$ 697.833,47

Criciuma

R$ 6.854.855,08

12

R$ 571.237,92

Itajai

R$ 12.040.000,00

12

R$ 1.003.333,33

Lages (*)

R$ 5.748.351,52

12

R$ 479.029,29

Jaraguá do Sul

R$ 6.646.440,75

11

R$ 604.221,89

(*) O Legislativo lageano no primeiro semestre de 2011 já gastou R$ 11.363.813,68

O custo dos nossos vereadores

1 de julho de 2011

Bela metáfora



O circo esta em volta de você, o cavaleiro é o melhor símbolo do contribuinte otário que corre sem sair do lugar e que trabalha para pagar todas as contas, com uma plateia animada que curte a festa, sem perceber que eles mesmo são também parte do circo.

29 de maio de 2011

Para pensar acordado

"A Prefeitura virou um monstro voraz: quanto mais dinheiro entra, de mais dinheiro está precisando."

Jefferson Saavedra - Jornalista

14 de maio de 2011

do Twitter

29 de abril de 2011

Nem pacote, nem reforma

Pacote ou reforma?


Na medida em que são mais bem conhecidas, o conjunto de medidas apresentadas pelo prefeito para melhorar a eficiência da gestão municipal é possível identificar melhor o que é possível esperar. Até agora não chega a ser uma reforma, porque não apresenta nenhuma mudança estrutural digna deste nome, e só propõe, na tônica habitual nesta gestão, remendos e mudanças cosméticas, tem tudo para ser um pacote.


A ausência de valores, não permite avaliar o impacto de cada uma delas, nem verificar em base a que informações é possível identificar os “aproximadamente 10 milhões de economia” anunciados pelo prefeito. O risco é o governo municipal se coloque de novo numa enrascada, que acabe dando mais prejuízo que os recursos previstos. Já aconteceu com o ITBI ou no episodio do aumento do IPTU para os imóveis sem calçada.


A falta de estudos mais elaborados e consistentes, ou a ausência deles, caso existam, na apresentação feita, faz temer que, uma vez mais, as medidas tenham sido tomadas na base do achismo, o que tem tudo para gerar mais desgaste. A sociedade poderá melhor apoiar o pacote de medidas, quanto maior a transparência e o nível e qualidade das informações.


Devemos apoiar todas as medidas que tenham como objetivo a redução de custos e o aumento da eficiência do poder público. Avaliar com atenção o seu impacto real, sem confundir o que é desejável com o que é possível. Ainda considerar se realmente as medidas propostas gerará a redução custos prevista, não poucas vezes a fantasia prevalece nestes casos, e muitas vezes os custos permanecem inalterados a pesar do esforço feito. Finalmente evitar que novos impostos e taxas sejam criados para onerar ainda mais a sociedade.


Em resumo o pacote apresentado não permite identificar e medir realmente o seu impacto sobre as contas públicas e sobre os bolsos dos contribuintes. Os poucos dados apresentados e os valores mencionados pelo prefeito, criam mais duvidas e esclarecem pouco. Prefeito, luz, mais luz, para que seja possível sair do mundo do achismo e boa vontade para o mundo real e concreto dos dados e dos valores.

6 de fevereiro de 2011

Para pensar acordado

"Prefeituras, como a de Joinville, com 11 mil empregados, gastam quase tudo nas folhas e não conseguem construir modesta calçada, ou colocar um prego no forro de prédio de sua responsabilidade. O orçamento, de mais de R$ 1 bilhão, é gasto em folhas salariais e até mesmo em repartições de “planejamento”. Por isso, quando um rio transborda ou cai o telhado da biblioteca, a Prefeitura fala em “reforma, projeto e buscar recursos em Brasília”, jamais em resolver o caso"

Apolinario Ternes

31 de outubro de 2010

Divida externa, divida interna e Governo Lula


SAIBA COMO LULA PAGOU A DIVIDA EXTERNA DE 2002 A 2010

Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV e não entende direito vamos explicar a seguir:

DIVIDA EXTERNA = é como uma dívida que você deve para bancos e outras pessoas...
DIVIDA INTERNA = é como uma dívida que você deve para sua mãe, pai ou parente...

Quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, devíamos:

· dívida externa 212 Bilhões

· dívida interna 640 Bilhões

· Total de dívidas: 851 Bilhões

Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa.
E é verdade, só que ele não explicou que, para pagar a externa, ele aumentou a interna:


Em 2007 no governo Lula:

· Dívida Externa = 0 Bilhões

· Dívida Interna = 1.400 Trilhão

· Total de dívidas 1.400 Trilhão,


ou seja, a dívida externa foi paga, mas a dívida interna quase dobrou.

Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito
que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.


Sabe por que? É que ela voltou.


Em 2010:

· Dívida Externa= 240 Bilhões

· Dívida Interna =1.650 Trilhão

· Total de dívidas 1.890 Trilhão, ou seja, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão no governo LULA.

Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras bolsas...

Não é com dinheiro de crescimento; é com dinheiro de ENDIVIDAMENTO.


Compreenderam? Ou ainda acham que Lula é mágico?
Ou Que FHC deixou um caminhão de dólares para Lula gastar?

Para maiores detalhes sobre dívida interna e externa do Brasil, acesse:

http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista

Opinião do Leitor - 11 de Fevereiro de 2010

Dívida Interna: perigo à vista

Autor: Waldir Serafim


A dívida interna do Brasil, que montava R$ 892,4 bilhões quando Lula assumiu o governo em 2003, atingiu em 2009 o montante de R$ 1,40 trilhão de reais e, segundo limites definidos pelo próprio governo, poderá fechar 2010 em R$ 1,73 trilhão de reais, quase o dobro. Crescimento de 94% em oito anos de governo.

Para 2010, segundo Plano Nacional de Financiamento do Tesouro Nacional, a necessidade bruta de financiamento para a dívida interna será de R$ 359,7 bilhões (12% do PIB), sendo R$ 280,0 bilhões para amortização do principal vencível em 2010 e R$ 79,7 bilhões somente para pagamento dos juros (economistas independentes estimam que a conta de juros passará de R$ 160,0 bilhões em 2010). Ou seja, mais uma vez, o governo, além de não amortizar um centavo da dívida principal, também não vai pagar os juros. Vai ter que rolar o principal e juros. E a dívida vai aumentar.

A dívida interna tem três origens: as despesas do governo no atendimento de suas funções típicas, quais sejam, os gastos com saúde, educação, segurança, investimentos diversos em infraestrutura, etc.. Quando esses gastos são maiores que a arrecadação tributária, o que é recorrente no Brasil, cria-se um déficit operacional que, como acontece em qualquer empresa ou família, terá que ser coberto por empréstimos, os quais o governo toma junto aos bancos, já que está proibido, constitucionalmente, de emitir dinheiro para cobrir déficits fiscais, como era feito no passado. A segunda origem são os gastos com os juros da dívida. Sendo esses muito elevados no Brasil, paga-se um montante muito alto com juros e os que não são pagos é capitalizado, aumentando ainda mais o montante da dívida. A terceira causa decorre da política monetária e cambial do governo: para atrair capitais externos ou mesmo para vender os títulos da dívida pública, o governo paga altas taxas de juros, bem maior do que a paga no exterior, e com isso o giro da dívida também fica muito alto.

A gestão das finanças de um governo assemelha-se, em grande parte, a de uma família. Quando faz um empréstimo para comprar uma casa para sua moradia, desde que as prestações mensais caibam no seu orçamento familiar, é visto como uma atitude sensata. Além de usufruir do conforto e segurança de uma casa própria, o que é um sonho de toda família, depois de quitado o empréstimo restará o imóvel. No entanto, se uma família perdulária usa dinheiro do cheque especial para fazer uma festa, por exemplo, está, como se diz na linguagem popular, almoçando o jantar. Passado o momento de euforia, além de boas lembranças, só vai ficar dívidas, e muito pesadelo, nada mais.

No caso, o Brasil está mais assemelhado ao da família perdulária: gastamos demais, irresponsavelmente, e entramos no cheque especial. Estamos pagando caro por isso. Como o governo não está conseguindo pagar a dívida no seu vencimento, e nem mesmo os juros, ao recorrer aos bancos para refinanciar seus papagaios, está tendo de pagar um “spread” (diferença entre a taxa básica de juros, Celic, e os juros efetivamente pagos) cada vez mais alto (em 2008 no auge da crise, o governo chegou a pagar um “spread” de 3,5% além da Celic). E isso, além de aumentar os encargos da dívida, é um entrave para a queda dos juros, por parte do Banco Central.

O governo tornou-se refém dos bancos: precisa de dinheiro para rolar sua dívida e está sendo coagido a pagar juros cada vez mais altos (veja os lucros dos bancos registrados em seus balanços). Em 2009, em razão das altas taxas de juros pagas, o montante da dívida cresceu 7,16% em relação ao ano anterior, mesmo o PIB não registrando qualquer crescimento.
O problema da dívida interna não é somente o seu montante, que já está escapando do controle, mas sim qual o destino que estamos dando a esses recursos. Como no caso da família que pegou empréstimo para comprar uma casa própria, se o governo pega dinheiro emprestado para aplicar em uma obra importante: estrada, usina hidroelétrica, etc. é defensável. É perfeitamente justificável que se transfira para as gerações futuras parte do compromisso assumido para a construção de obras que trarão benefício também no futuro.

Mas não é isso que está acontecendo no Brasil. O governo está gastando muito e mal. Tal qual a família perdulária, estamos fazendo festas não obras. Estamos deixando para nossos filhos e netos apenas dívidas, sem nenhum benefício a usufruir. Deixo para o prezado leitor, se quiser, elencar as obras que serão deixadas por esse governo.

Não tenho bola de cristal para adivinhar quem vai ser o próximo presidente da República: se vai ser ele ou ela, mas posso, com segurança, afirmar, que seja quem for o eleito vai ter que pisar no freio, logo no início do governo. Vai ter que arrumar a casa.


Waldir Serafim é economista em Mato Grosso

20 de outubro de 2010

A Ilha da Fantasia

Não faz nem uma semana que este blog publico o post "A Ilha da Fantasia" que foi publicado no jornal A Noticia. Mais rapido que depressa a Camara de Vereadores de Joinville, aumentou as suas despesas, para quem tem dinheiro sobrando, nada mais fácil que aumentar os gastos. A coluna Portal do mesmo jornal informa que:

A Câmara de Joinville ampliou o contrato de publicidade para 2010. Com o aditivo de R$ 215 mil, o gasto anual sobe para R$ 1,5 milhão. Além da publicidade e publicação de atos legais, o dinheiro banca a TV Câmara.

Não é preciso acrescentar nada mais, ou você acha que precisa?
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