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29 de junho de 2012

Frase do dia

Uma vez no governo, parece que ninguém mais ouve. Eles confundem serem donos do poder com ser donos da verdade 

27 de junho de 2011

Soberba e aprendizado (*)


Soberba e aprendizado


Nos últimos 20 anos, participei de mais de uma dezena de projetos de cooperação internacional, envolvendo entidades de uma dúzia de paises em quatro continentes. De cada nova experiência guardei a oportunidade de aprender, de olhar as coisas desde outras perspectivas e principalmente a constatação de como somos ao mesmo tempo idênticos e diferentes.


Em comum asiáticos, africanos, latino-americanos e europeus tem a vontade de aprender, de fazer melhor, de desenvolver, as suas empresas, a sociedade em que vivem. Reconhecer que não sabemos que não temos resposta para todo, é uma parte necessária do processo de aprendizado. Só a partir deste momento que podemos começar a aprender. Ninguém pode aprender aquilo que acha que já sabe. Porque a capacidade de aprender esta totalmente tomada pelos preconceitos, pelas respostas já definidas aos problemas que nem entendemos direito. A soberba nos impede aprender, sem aprender, cometemos uma e outra vez os mesmos erros, entrando numa repetição constante de respostas erradas, que não resolvem os problemas apresentados.


Só a partir que desistamos da soberba e fizermos um exercício de humildade, estaremos preparados para começar a aprender, só depois que o cérebro seja capaz de se despir dos preconceitos e esvazie completamente as respostas de sempre, estará preparado para ser preenchido com novas idéias, com novos conceitos, que venham a substituir os antigos ou confirmem as soluções, para os problemas que um dia sim e outro também a cidade precisa enfrentar e resolver.


O chamado “Urbanismo Oficial” alega ter as respostas para todos os problemas, inclusive para aqueles que nem foram identificados ainda. Os joinvilenses não têm podido experimentar, todavia o milagre dos remédios mágicos prometidos pelos detentores de todas as respostas. Tem quem ache que só a partir de um exercício de humildade extrema e depois de desnudar se completamente de preconceitos e de soberba, estarão, os urbanistas oficiais, preparados para começar o longo périplo do aprendizado e poderão alcançar o gozo da sabedoria. Hoje uma meta a todas as luzes inalcançável.


Até lá, como os asiáticos, africanos, latino-americanos e europeus já aprenderam, não será possível aprender nada do que achamos que já sabemos e permaneceremos transpirando ignorância, propondo obviedades, alimentando e engordando a arrogância que nos impede de desenvolver e prosperar.

24 de julho de 2008

Uma mensagem esclarecedora

"NEM TODO MUNDO tem senso de humor. É como inteligência natural. Nem todo mundo é esperto. De fato, algumas pessoas são naturalmente obtusas.

Não significa que elas sejam de alguma maneira inferiores ou menos charmosas, bonitas, fortes ou bem sucedidas. Mas o fato é que os seres humanos têm diferentes talentos e diferentes capacidades. Essa é uma descoberta da vida, especialmente para os professores. Eu sei que mães relutam em aceitar esse fato com relação aos seus filhos, mas ainda assim é verdade."

(Kenneth Maxwell)


Finalmente uma luz. Dei muitas voltas e finalmente Kenneth Maxwell, me da uma luz. Pode ser verdade que de fato aquilo que atribuimos a má vontade, a falta de seriedade, a arrogancia e a cobiça, tenha uma explicação logica, mais racional e muito mais simples. É pura estupidez mesmo, em outras palavras burricie mesmo, só isto para poder explicar o inexplicavel. Só isto poderia explicar porque a nossa administração municipal faz as coisas que faz, do jeito que as faz. E como Deus não colocou limite a burricie, isto pode explicar tudo. O resto só Freud explica.

6 de julho de 2008

Atendendo a leitores do blog


Alguns leitores, que alem de dominar o português muito melhor do que eu, o tem como lingua materna e ainda utilizam um vocabulário mais rico que o meu, tem alertado para os dois posts abaixo.
Na sua opinião o termo utilizado pelo post, para se definir as atitudes recentes do governo municipal, poderiam levar ao leitor a erro. Considerando que os termos prepotência e arrogância, podem ter significados parecidos, mas que são distintos.
Na duvida recorro ao sempre fiel Aurélio, deixando que cada um de vocês, chegue as suas conclusões.

Prepotência
[Do lat. praepotentia.]
S. f.
1. Grande poder ou influência.
2. Opressão, despotismo: "recuar parecia aos políticos, sempre pouco inclinados a qualquer sombra de renúncia, um ato de covardia ou de humilhante submissão à prepotência de um grupo de militares..." (José Maria Belo, Memórias, p. 121).

Prepotente
[Do lat. praepotente.]
Adj. 2 g.
1. Muito poderoso ou influente.
2. Que abusa do poder ou da autoridade; opressivo, despótico, tirânico: governo prepotente; pai prepotente.
3. Que revela prepotência; próprio de quem é prepotente: atitudes prepotentes.

Arrogância
[Do lat. arrogantia.]
S. f.
1. Orgulho que se manifesta por atitudes altivas e desdenhosas; soberba.
2. Insolência, atrevimento.

Soberba
(ê). [F. subst. do adj. soberbo.]
S. f.
1. Elevação ou altura de uma coisa em relação a outra.
2. Orgulho excessivo; altivez, arrogância, presunção, sobrançaria, sobranceria

Claro que o leitor sempre tem razão. Provavelmente as atitudes citadas, estão mais perto da prepotência que da arrogância e poderíamos ainda incluir A soberba como outro dos substantivos que podem ajudar a definir com maior propriedade a forma como a administração municipal tem tratado os assuntos públicos.
De todos modos, parece claro que nenhum dos substantivos mencionados faz referencia a virtudes desejáveis, para um bom administrador publico.

Obrigado a todos pelas considerações.
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