30 de dezembro de 2015

Buracoville

Buracoville
Teve quem não gostou da carta que popularizou o nome de “Buracoville”, hoje é evidente como este é o nome que melhor encaixa na que foi Cidade das Flores, Chuville e Colônia Dona Francisca. Há cobrança forte dos motoristas para que se fechem os buracos, para que se concluam as obras da Tenente Antônio João, da Piratuba ou da Santos Dumont. Quando a prefeitura trabalha sem data para as suas obras não há muito que dizer. A única coisa a acrescentar é que não há planejamento sem prazo e sem orçamento. Dois quesitos que sistematicamente estão ausentes das obras públicas em Joinville.

O tema dos buracos deveria ser abordado desde outra perspectiva, a de por que há em Joinville tantos buracos? Cidades próximas que tem sofrido tanto com as chuvas não apresentam a mesma situação. O asfalto de Joinville utiliza elementos solúveis na sua mistura?  Há algum motivo para que o nosso asfalto dure tão pouco? Porque na maioria das ruas há mais remendo que asfalto original. A soma de buraco e remendo é maior que a de asfalto, isso quer dizer que alguma coisa esta muito errada. A guerra esta perdida e o termo guerra refere-se as crateras em que as ruas tem se convertido e que fazem que Joinville este visualmente mais próxima de Ramadi ou Alepo na Síria ou do cenário de um filme catastrofista hollywoodiano. Até agora nenhum questionamento sobre a qualidade do asfalto e a durabilidade que deveria ter, estranho. Alias recomendo fazer uma visita aos municípios próximos, para não precisar de diárias e verificar o estado do asfalto em Itajaí, Jaraguá, Balneário Camboriú ou Florianópolis.

Informação de ultima hora. O jantar de homenagem que a Associação de Borracheiros de Joinville oferecerá ao prefeito municipal, no dia 30 de fevereiro, será no salão de festas da Borracharia do Nego. Tenho alguns ingressos à venda. A bebida é por conta do Zé da Borracharia que faz questão de convidar, alega que nunca faturou tanto. A boa notícia é que este é um setor que não conhece crise.

29 de dezembro de 2015

Falou de despoluir o Rio Cachoeira?

Despoluir o Cachoeira?

Vamos recapitular.
- A nascente esta dentro do município de Joinville.
- Todo o rio esta localizado no município.
- Toda a poluição que possa ter é municipal. Já foi mais de origem industrial hoje é majoritariamente de esgoto domestico.
- O serviço de agua e esgoto é municipal, CAJ (Companhia Aguas de Joinville)
- O Meio Ambiente esta municipalizado, Joinville tem a gestão plena.
Em resumo a despoluição do Rio Cachoeira é um problema municipal. Por tanto não vai ser resolvido nunca. Falta competência e vontade.

Só servirá para eleger novamente políticos que usem o tema como a bandeira para iludir eleitores.  

26 de dezembro de 2015

Na casa da mãe Joana as despesas correm soltas.


Com um orçamento exagerado e sem um controle eficiente do contribuinte que acompanha pouco e mal a gastança da Câmara de Vereadores, as despesas crescem ano trás ano. O Jornalista Roelton Maciel divulga na coluna Portal do jornal A Notícia que as despesas com diárias aumentaram 19% no ano de 2015.
Os números são escandalosos nos seus valores absolutos. As despesas de R$ 775,2 mil são 19% maiores que os R$ 652,8 mil do ano 2014. Com o mesmo numero de Vereadores e de funcionários, os números mostram um aumento real, muito acima da inflação e evidencia falta de controle e da pratica dos mais elementares princípios de economicidade, elementos básicos na gestão dos recursos públicos.
Os valores são ainda mais vergonhosos, porque um vereador (Rodrigo Thomazi) não usa diárias da Câmara para suas viagens e outro vereador (Adilson Mariano) recebeu menos de R$ 500, nada se comparado com os mais de R$ 44,9 mil do campeão, o vereador Levi Rioschi, ou os 39,7 mil de Jaime Evaristo.

Seria bom lembrar dos nomes dos maiores “turistas” e não votar neles em 2016, assim nas suas próximas viagens deverão usar seu próprio dinheiro em lugar de usar o do contribuinte.

19 de dezembro de 2015

Robin UDO tira dos pobres para dar aos ricos

Em sessão extraordinária a CVJ aumentou o vencimento dos procuradores...Robin UDO tirou dos mais pobres para dar aos maus ricos...  aquele corte de R$ 60 milhões levou uma garfada, porque  faz de conta que corta por um lado e aumenta os gastos pelo outro. 

12 de dezembro de 2015

Joinville eficiente #sqn

Rua Max Colin 
E a nossa prefeitura fiscaliza o que? Você acha esta vaga acessivel? Ou não será que esta é a pior vaga do estacionamento? 

7 de dezembro de 2015

Geston

Quando escuto os nossos gestores se queixando da falta de dinheiro, lembro que os problemas econômicos não são escusa quando as ideias são de graça, saber aproveita-las é a saída e o que diferencia um administrador medíocre de outro competente.

Impeachment

Disparou o nível de agressividade. Tem gente falando de sair armado as ruas para defender a permanência da Presidente Dilma. Curioso que quem mais barulho mais e mas agressivo ficou são os mesmos que defenderam todos os impeachments anteriores. Visto daqui parece um olhar vesgo. Nos outros casos era valido agora é golpe.

Seria no minimo um caso de estudo que o Eduardo Cunha fosse o cara errado, no lugar certo, fazendo a coisa certa por motivos errados. Seria a versão laica de "Deus escreve certo por linhas tortas". Outro dos temas que chama a atenção de quem tem dois dedos de frente, convenhamos que não parecem ser muitos e ainda estão diminuindo é que um dos motivos para justificar o discurso que o impeachment é golpe, para usar o discurso petitsta, é que Dilma foi eleita por majoria. A logica diz que é impossível impichar alguém que não tenha sido eleito por maioria. Mas logica não é algo que abunde por aqueles lados, nem logica, nem bom senso.


5 de dezembro de 2015

Enxaimel mode-on

Enxaimel - Colmar, França

Enxaimel - Colmar, França

Enxaimel - Colmar, França

Enxaimel - Colmar, França

Enxaimel - Colmar, França


Duas guerras mundiais mais tarde o patrimônio histórico e cultural esta preservado, promove o turismo e o desenvolvimento econômico. Aqui a especulação imobiliária é mais destrutiva que duas guerras. 

Shkodra, Albania

Mesquita em Shkodra

Construção tradicional de estilo otomano

Samambaias

24 de novembro de 2015

Casa de ferreiro....

...espeito de pau.

Os bombeiros fiscalizam as obras conforme suas normas, e estas normas estão disponíveis para baixar e copiar na internet. Em Joinville existe até uma lei municipal que obriga os Bombeiros a divulgar e fiscalizar. Aqui também há uma lei que também obriga ao Seinfra a verificar o cumprimento das normas nacionais e locais sobre acessibilidade, ainda estas normas em Joinville devem estar em conformidade com as normas dos bombeiros. Mas não há na norma nada especifico para as partes externas. 

O mais curioso é como é feita a fiscalização quando se trata de obras de "outros" Aí o poder público, leia-se a Prefeitura Municipal se transforma é passa a fiscalizar ate as áreas externas, é nesse momento que é exigido e há toda a cobrança pelo cumprimento da norma dos bombeiros.

um exemplo é a norma dos bombeiros de São Paulo: 

http://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/rev_it/IT12.pdf

mais exemplos

Lei municipal para Bombeiros e obras: 

https://leismunicipais.com.br/a/sc/j/joinville/decreto/1999/920/9204/decreto-n-9204-1999-regulamenta-a-lei-n-2027-de-19-de-janeiro-de-1985-e-da-outras-providencias

Quando o tema é acessibilidade

Acessibilidade e seinfra: https://leismunicipais.com.br/a/sc/j/joinville/lei-ordinaria/1964/67/667/lei-ordinaria-n-667-1964-codigo-de-obras-do-municipio?q=corrim%E3o

Nada na legislação específica a qualidade do material a ser utilizado, no caso dos corrimões por exemplo. Assim o Municipio de Joinville pode se dar o luxo de usar na intemperie ferro é aço sem galvanização a fogo. Assim ninguém devera estranhar se em pouco tempo o corrimão começa a enferrujar. Até porque quando as obras públicas são feitas com o dinheiro do contribuinte a impressão que fica é a de que ninguém esta preocupado em gastar corretamente o dinheiro público.



7 de novembro de 2015

Arte urbana


O espaço urbano é também um espaço para a criatividade

Caderno de Viagem

Lago Kivu - Ruanda - Republica Democrática do Congo




O lago Kivu divide ou une dependendo do ponto de vista as fronteiras de Ruanda e a Republica Democrática do Congo.
Nas suas águas com alto conteúdo de metano não há peixes de porte, só se desenvolve um pequeno peixe que é a base da sustentação dos pescadores do lago.
Com um engenhoso sistema de redes e luzes os pescadores desenvolveram uma tecnica perfeita para poder pescar os pequenos peixes. Depois são colocados a secar e comercializados na região.


24 de outubro de 2015

Margem esquerda ou margem direita?



Joinville é uma cidade curiosa. O governo se preocupa com as figueiras da direita. Insiste em querer corta-las a qualquer custo. Mas não se preocupa com as arvores da esquerda que faz mais de 30 anos que estão la, raquíticas, desnutridas, deformadas e descuidadas.

Imaginar que o governo que não cuida das arvores da margem esquerda vai substituir as figueiras por algo melhor é como acreditar no Saçi Perere, em fadas e duendes ou em políticos honestos. É mais fácil ver unicórnios galopando livres pelas margens do Cachoeira que ver o governo cuidando da arborização urbana de Joinville.

Ou será que o problema esta no vigor e no verde intenso das figueiras que contrasta e destoa do padrão do resto das arvores da cidade? Porque já se sabe que esse pessoal tem alergia a verde. Não podem ver uma arvore frondosa que logo saem derrubando.

Há algo de errado quando deixamos de nos incomodar com o que esta errado e até o cultuamos. Até quando o padrão de Joinville serão as arvores da margem esquerda?

17 de outubro de 2015

Extração de saibro do leito do Rio Cubatão [2]

 Extração de saibro no leito do Rio Cubatão

 Margens do Rio Cubatão comprometidas pela extração de saibro

 Extração de saibro no Rio Cubatão - Joinville SC

 Mata ciliar perde a proteção nas margens do Rio Cubatão


Extração de saibro no Rio Cubatão

A extração de saibro no Rio Cubatão compromete as suas margens e a mata ciliar.
Com a justificativa de evitar enchentes, em áreas em que nunca houve, a retirada de saibro de dentro do próprio rio esta provocando estragos nas margens e há perda de mata ciliar.

video


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2 de outubro de 2015

Lei Bentinho [2]

Decisão proferida pelo Juiz Roberto Lepper

2.Projeto, por outro lado, os declaratórios porque, de fato,
não foi analisado o pleito repetido á pág. 8 dos embargos.
Analiso-o, pois.

Num ambiente democrático e plural, nada mais adequado
que, havendo dúvida acerca da constitucionalidade formal do projeto de lei
vindouro (conforme já destacado na liminar), e, ainda, diante da possibilidade
de que o PL 41/2014 ingresse no mundo jurídico em breve, penso que o pleito
comporta deferimento. Ademais, ressaltando o interesse judicial de que o
processo seja solucionado em espaço curto de tempo, relembro que a
democratização máxima do projeto de lei em questão por meio da análise dos
caracteres formais do PL 41/2014 trará apenas benefícios à coletividade.

Por tudo isso, defiro o requerimento pendente de
apreciação, determinando à autoridade coatora que se abstenha de remeter o PL 41/2014 à sanção do Chefe do Poder Executivo e, caso já o tenha feito,solicite sua devolução.

Expeçam-se mandados dirigidos à autoridade impetrada
(intimação) e ao Prefeito do Município de Joinville (cientificação), a serem
cumpridos pelo Oficial de Justiça plantonista.

Joinville, 1 de outubro de 2015
ROBERTO LEPPER
Juiz de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública

29 de setembro de 2015

Quando explicar muito complica...


O prefeito tuitou esta manhã que foi entregue uma unidade de saúde toda reformada e com "ALVARÁ SANITÁRIO", ainda aproveitou para lamentar que o fato não ganhou o destaque que mereceria na imprensa.

Tem razão o prefeito, quando há pouco que mostrar, em termos de obras, todos queremos que o pouco que se faz ganhe destaque. Quem sabe o tema não mereça mesmo tanto destaque, como o alcaide gostaria. Reforma e reforma.

Mas a parte mais interessante do tuit é a informação que a nova unidade TEM ALVARÁ SANITÁRIO, e a pergunta que surge de imediato é será que as outras unidades não tem? Será que esta antes não tinha? Será que por isso a fiscal Lia Abreu foi afastada? Vai que ela ficasse procurando ALVARÁ SANITÁRIO em cabeça de cavalo.

Conte prefeito, como é essa historia dos alvarás sanitários? Será que é bom mesmo que a imprensa de destaque a isso, ou melhor deixamos como esta?

A Lei Bentinho


decisão liminar proferida pelo juiz Roberto Lepper, suspendendo o art.3º  da Lei Bentinho que aumentava a farra da Lei Cardosinho para todos os empreendimentos irregulares construídos até 2011. A liminar deixa praticamente sem efeito a lei aprovada em primeira votação. É bom lembrar que o vereador Bento (PT) não esta sozinho nesta empreitada, outros vereadores tem jogado um papel destacado. O vereador Mauricio Peixer é um dos nomes que quase sempre acompanham este tipo de projetos. Não tem o menor constrangimento em participar deste tipo de iniciativas e não se ruboriza mais quando surgem suspeitas

Parece impossível que a Câmara de Vereadores possa cair mais baixo, mas não há dia em que não consigam descer mais um degrau. Dizia Ulysses Guimarães que “Pior que esta legislatura só a próxima”, é há algo de perverso e um muito de sabedoria na sua afirmação.

Já comentei sobre a iniciativa abjeta do Vereador Bento (PT) de reeditar novamente a chamada Lei Cardozinho. O certo é, como já era previsível, que na medida que 2016 se aproxima alguns projetos de lei, que durante meses ficaram engavetados agora começam a ver a luz. Quem conhece um o funcionamento do nosso legislativo municipal sabe que nada é por acaso. Que não nenhum projeto de lei que não tenha padrinhos e interesses poderosos.

O projeto de Lei 41/2015 é um desses casos. Reeditar novamente a Lei Cardosinho é seguir premiando as irregularidades, estimular as ilegalidades só serve para que tenhamos uma cidade cada vez mais cheia de problemas. Pior ainda, uma sociedade que premia, quando não estimula a malandragem, a picaretagem, o levar vantagem e pune o cumpridor da legislação. O discurso de que o objetivo é aumentar a arrecadação do município é ridícula, quando o próprio vereador autor do projeto previsto valores pífios para permitir a regularização.

9 de setembro de 2015

Mais impostos?

Quanto maior seja a carga tributaria menor será a arrecadação. Acha este raciocínio estranho? Você conhece a Curva de Laffer? A Dilma desconhece, até porque ela entende mesmo é de outras coisas e o Levy precisa urgentemente rever suas aulas de Economia.
Pensar a respeito da Curva de Laffer é no mínimo oportuno, mormente quando o governo nos ameaça com aumento de impostos. Olhe o vídeo, que explica de forma simples, tão simples que até alguém mais radical pode chegar a entender sem muito esforço. Em tempo, você lembra qual é a carga tributaria no Brasil? Não? uma olhada servirá para lembra-lo que já estamos faz tempo acima do ponto critico determinado pela Curva de Laffer. Em 2012 foi de 36,3% e segue crescendo


7 de setembro de 2015

A calçada da Lyra

A realização do Encontro Brasil – Alemanha em Joinville é o motivo alegado para construir as pressas a calçada num trecho da Rua XV. Durante mais de 6 anos a calçada tem estado abandonada e ninguém tem se importado. É bom que eventos internacionais deste nível aconteçam na vila, assim a cidade se enfeita para receber os convidados.

Há uma proposta para que este tipo de eventos sejam mais frequentes, quem sabe se assim Joinville não se arruma um pouco mais, quem sabe mais um trecho da XV? Ou tampar uns buracos aqui e ali, nada muito serio, como aquela pintura lambida que as cidadezinhas de interior utilizam antes das datas importantes.


No bom e velho faz de conta. Um remendinho meia boca para alemão ver. E ainda com direito a foguetório e inauguração, a discurso e foto no jornal. Tudo como manda o figurinho.

31 de agosto de 2015

Organizações Tabajara

 No jornal Folha de S. Paulo, o Governo Federal é comparado às "Organizações Tabajara", a empresa fictícia do Casseta & Planeta. Se conhecesse a nossa realidade sambaquiana estou seguro que não acharia outra forma melhor de descrever o quadro local. A ideia que ganha força é que esta seja uma rede de franquias que está se espalhando pelo Brasil afora. Porque a administração local está mais parecida com o quadro humorístico que com a maior empregadora da cidade. Difícil encontrar tantos trapalhões fazendo trapalhadas em tão pouco espaço

11 de agosto de 2015

Mudanças de zoneamento escondem interesses especulativos.

Para quem acha que só em Joinville que há interesses especulativos por trás das mudanças de zoneamento é bom dar uma olhada neste vídeo do Jornal da Band.

La como aqui há um forte interesse especulativo e com a conveniência do executivo as zonas exclusivamente residenciais estão ameaçadas pela autorização de instalação de comércios, industrias e todo de tipo de outras atividades.

Em Joinville a LOT propõe as chamadas Faixas Viárias uma intervenção esdruxula com o único objetivo que verticalizar, implantar industrias e comercio e ainda comprometer ainda mais a precária mobilidade da cidade. Conheça como isso afetará a sua vida e a do seu bairro.

31 de julho de 2015

Uma no prego e outra na ferradura.

No caso do prefeito Udo Dohler o número de marteladas na ferradura é maior, bem maior que as marteladas que tem dado acertando o prego.

Primeiro com a troca intempestiva da secretaria da saúde. A ideia de colocar como secretaria a Dra. Francine Schultz, por coincidência irmã da procuradora Simone Schultz, não tem impedido que o MPSC siga firme na cobrança de soluções para os graves problemas que a saúde de Joinville enfrenta. Se alguém sugeriu ao prefeito que a nomeação da secretaria amenizaria a ação do Ministério Público, o prefeito deveria ter avaliado melhor.

O outro lado é que é muito bom para os joinvilenses que o MPSC não baixe a guarda e continue cumprindo a sua função.


Tem mais. O prefeito encaminhou a Câmara de Vereadores o projeto de Lei da LOT. Na mensagem enviada ao legislativo o executivo fez referencia que o texto encaminhado tinha sido aprovado pelo Conselho da Cidade. “Esqueceu” de mencionar que o texto encaminhado tinha sido alterado, em alguns casos de forma substancial, tanto pelo IPPUJ, por alegados motivos técnicos, como pela Procuradoria, por alegados motivos jurídicos.  Agora o texto volta novamente ao Conselho da Cidade para que possa ser aprovado pelos conselheiros. A pressa segue sendo uma péssima conselheira de quem pretende ser um modelo de gestão. 

25 de julho de 2015

Prefeitura lança nova sinalização viaria

A Prefeitura de Joinville lança novas placas de sinalização para as obras públicas em andamento.
Seguindo o padrão de qualidade a que já estamos nos acostumando, algumas até com erros de português e de digitação.





Logo, logo em alguma obra inacabada, ou não cumprida ou que simplesmente vai ficar na promessa.

24 de julho de 2015

Outro colégio

Outro colégio

Sem ter conseguido resolver o problema ocasionado pela implantação do corredor de ônibus na Avda. JK e o conflito com o colégio, estão dadas as condições para que em breve a mesma situação se repita em Joinville. O Colégio Marista adquiriu um imóvel na Rua Benjamim Constant, no Bairro América, em novembro do ano passado foi apresentado, em audiência pública, no Clube Operário, o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança). O estudo elaborado em 2012 conclui que tanto a via, quanto a operação do colégio estão prejudicados pela falta de investimento em obras estruturais não executadas pelo Poder Público Municipal. E ainda que para minimizar ou evitar completamente os impactos no trânsito previsto no estudo para toda a área de influencia do empreendimento será preciso que se executem as obras previstas desde 1973.

Por se isso fosse pouco, corremos o risco que a instalação do Colégio Marista seja autorizada sem que sejam apresentados os estudos técnicos de dimensionamento de demandas de fluxos de acesso ao empreendimento detalhados e completos e os estudos dos reflexos, na malha viária urbana dos arredores do empreendimento,  decorrentes da implantação dos acessos, dos estacionamentos, das vagas internas e externas ofertadas. Além disso, serão necessárias novas audiências públicas para que estes estudos, quando apresentados, possam ser avaliados e validados.

Justamente para evitar os conflitos e minimizar os impactos que são necessários os estudos de impacto de vizinhança. Também o poder público tem a obrigação de apresentar a sociedade estudos detalhados do impacto que representará cada uma das suas intervenções, a impressão que o cidadão tem e que até agora há mais de achismo que de certeza no que se esta fazendo e o episodio do corredor da JK é um belo exemplo, quanto tempo faz que a situação esta se alastrando? Será que os técnicos não previram o que aconteceria? E se o preveriam porque não foram tomadas as medidas para evitar a situação atual? Com a Rua Benjamim Constant vai se repetir a situação, teremos outro capitulo do corredor da JK?


Assim que em quanto uns vendem balões de ar quente da Joinville dos próximos 30 anos, o Colégio Marista nos lembra que precisamos dos investimentos previstos desde faz mais de 40 anos. A diferença entre a Joinville real e a fantástica é de 70 anos. Um cenário assustador.

27 de junho de 2015

Blueface

A Vila esta dividida entre os que são a favor e os que são contra. Há os partidários do SIM e os do NÃO.
É você como se posiciona? O que acha do Blueface?





25 de junho de 2015

Que Pxxxxx de GESTON é essa?

Munícipe solicita fiscalização na RUA QUINZE DE NOVEMBRO, esquina com a RUA JARAGUÁ, AMERICA, no jardim do museu de Artes de Joinville.
Relata que todos os a partir das 8H00 da manhã, um contratado da prefeitura usa um assoprador de folhas, cujo o barulho emitido por este equipamento é insuportável e incomoda muito. Diz que o som é acima dos 60 decibéis permitidos nesta região e por isso pede uma providência.


PARECER DA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE - 18/06/2015
"Boletim de Fiscalização Ambiental 16165 - 03/06/2015 - O caso em questão é esporádico e intermitente. Caberia medição para apurar decibéis resultantes . Estamos sem decibelimetro. A partir do momento em que tivermos os decibelimetros aferidos para tomar as medidas cabíveis. Fiscal: Cláudio Lopes
Atenciosamente,
Unidade de Fiscalização".


O fedor do esgoto

O FEDOR DO ESGOTO -  A Águas de Joinville não tem autorizado a alguns empreendimentos imobiliários de maior porte, a conectar seus sistemas de coleta de esgoto a rede recentemente instalada. O motivo: a rede não está dimensionada para receber essa quantidade adicional de esgoto doméstico. A solução: instalar fossa e filtro. Ou, em outras palavras, voltar à idade das trevas.

Joinville segue no tema do esgoto o mesmo critério que no das ciclofarsas. O da quantidade de quilômetros, sem que importe a qualidade. O resultado é ter belas estatísticas e péssimos resultados.

Há dois pontos importantes a destacar. O primeiro que os empreendimentos afetados cumprem a legislação e têm o tamanho previsto na legislação atual,. Quer dizer, o sistema instalado não está previsto para atender a demanda e o adensamento atual. Segundo - e mais grave - é que os diretores da Águas de Joinville e os técnicos do IPPUJ afirmaram, em repetidas ocasiões (todas convenientemente registradas) que a rede de esgoto comportava o adensamento proposto na LOT. 


Quer dizer: ou sofriam de ataques de mitomania ou de demência. Ou simplesmente faltaram à verdade para atender a outros interesses, o que é mais provável. Em tempo: os documentos da Companhia Águas de Joinville exigindo que conjuntos residenciais instalem fossa e filtro em ruas atendidas pelo sistema de tratamento de esgoto estão à disposição do MPSC e demais interessados.

23 de junho de 2015

Guarda Municipal

GUARDA MUNICIPAL - Quem acreditou que a Guarda Municipal cuidaria do patrimônio público deveria ter estado mais atento ao seu processo de criação, seu treinamento e, inclusive, sua indumentária, mais parecida com a dos empregados da Blackwater que a de uma Guarda municipal. 
Cada dia ficam menos coisas em que acreditar das promessas feitas ao longo da campanha. 

É bom lembrar que o custo da guarda não é pequeno e que as blitzes e os equipamentos com tecnologia OCR instalados têm um objetivo claramente mais arrecadador que educativo. Ou seja, fazer caixa, porque há muitas bocas por alimentar.

22 de junho de 2015

A LOT aportou na Câmara e agora?

Finalmente, e com a impontualidade que caracteriza essa gestão, a LOT (Lei de Ordenamento Territorial) chegou a Câmara de Vereadores, numa primeira leitura chama a atenção as diferenças entre o texto entregue aos vereadores e o apresentado nas audiências publicas. É importante deixar bem claro que as diferenças não ajudam no debate, não simplificam, nem esclarecem as duvidas levantadas nas audiências. O IPPUJ e o governo municipal seguem firmes no seu propósito de confundir para aprovar.

O ponto que mais chama a atenção é o "desaparecimento" no texto das perversas "Faixas Viárias", ninguém deve celebrar a sua retirada, até porque elas seguem la, firmes, fortes e maiores, só que escondidas nos anexos, invisíveis a olhos menos treinados. As FVs são a pedra angular do projeto da LOT elaborado pelo executivo e seu objetivo é o de permitir a verticalização, o adensamento e a implantação de industrias e comercio de porte em praticamente toda Joinville, destruindo quaisquer traço ou arremedo de planejamento urbano e comprometendo qualquer desenvolvimento urbano de qualidade a médio e longo prazo.

Porque as Faixas Viárias foram mantidas, a pesar das manifestações majoritárias pela sua retirada nas audiências publicas? Ou melhor porque foram "escondidas" dentro do galimatias do texto? Essa é una pergunta que deverá ser respondida. O projeto encaminhado é mais perverso que o apresentado nas audiências e fica evidente que o corpo técnico(ou político) do IPPUJ estabeleceu uma relação siamesa nefasta com agentes econômicos.


22 de maio de 2015

Cidades vivas


Devemos enxergar as cidades como seres vivos, pulsantes, dinâmicos, seres em movimento. Olhar além da selva de concreto e ver como as cidades escolhem o seu destino e traçam os caminhos que as levarão ao futuro.

Há cidades que escolhem serem sustentáveis, outras querem ser inovadoras. Em quanto há as que preferem converter-se em destinos turísticos e promovem a sua historia, a sua cultura ou suas belezas naturais. Há espaço para cidades com espirito criativo e é o destino de artistas de todas as tribos e culturas, verdadeiros laboratórios de criatividade. Até há cidades que tem se convertido em destino eno-gastronômico e milhares de visitantes as visitam para saborear as delicias da sua cozinha e experimentar a qualidade dos seus vinhos. Cada cidade tem o seu espaço para poder ser. Cada cidade é livre para escolher o seu futuro. Como será amanha depende das decisões que tome hoje. E o que decida ser dependerá de suas características, de sua vontade, do seu esforço e do trabalho dos seus habitantes.

As cidades sustentáveis investem em parques, em espaços verdes, em reciclagem, em energias limpas, em sistemas de transporte ecologicamente corretos, em economia de recursos e na melhoria da eficiência e na busca da qualidade de vida dos seus moradores. As cidades inovadoras atraem universidades, centros de pesquisa, priorizam os investimentos em tecnologia de ponta, estão conectadas e oferecem oportunidades para que empresas inovadoras as escolham como sede. Cidades inovadoras são cidades eficientes. Em que os cidadãos sabem que podem contar com transporte público de qualidade, com informações precisas sobre horários, serviços e com serviços públicos modernos.

Há cidades que escolhem ser grandes. Ser as maiores se converte num mantra. E avançam inexoravelmente nesta obsessiva busca do tamanho, nesta logica estranha que as assemelha a células cancerígenas, concentradas em crescer, em ser cada dia maior, nem que para isso deixem no caminho outras opções, como a de ser melhor, ser um polo cultural, uma cidade sustentável, uma cidade verde, inovadora ou com qualidade de vida. Para ser a maior esquece-se de todas as alternativas e se perdem a maioria dos referenciais e valores. Por isso as cidades se parecem tanto com as pessoas que as habitam.   


4 de maio de 2015

O proximo pode ser ainda pior

O problema de Lucrecio

Há uma disputa no ar para identificar qual tem sido a pior administração dos últimos tempos, no âmbito local, os ânimos andam acessos e ha apoiadores fervorosos em favor e contra deste ou daquele candidato. Comissionados de este e viúvas daquele disputam todos os espaços disponíveis para mostrar que o outro foi pior

É preciso voltar décadas, no tempo, para encontrar um prefeito que seja reconhecido, pela maioria, como um bom gestor. O problema é que as nossas referencias são muito pobres, mais que pobres são paupérrimas. Andamos como Diógenes a busca de um administrador honesto, que também seja competente é esperar demais. Nos contentamos com tão pouco que é só olhar os nomes que estão começando a se assanhar para 2016. A lei de Murphy explica que não há nada tão ruim que não possa piorar, a luz dos nomes que circulam pelos bastidores, Joinville tem uma relação de amor apaixonado com a dita lei. Seguiremos como Diógenes buscando um homem honesto, a historia não menciona se Diógenes desistiu de buscar um que fosse competente e se contentou com buscar um homem honesto, que, alias, não encontrou.

O filosofo é poeta latino Lucrecio definiu bem a atual situação que estamos vivendo. Explicava ele, que os tolos acreditam que a maior montanha que existe é a mais alta que conhecem, e não imaginam que possam existir outras maiores, porque seu mundo não vai além dos limites da sombra da torre da igreja da vila. Ao avaliar as coisas unicamente a partir do pouco que conhecemos, a nossa capacidade de juízo e avaliação fica comprometida. Buscamos soluções para os problemas que Joinville enfrenta, em candidatos medíocres, com pouca ou nenhuma capacidade para resolver os problemas que já são graves, sem prever que poderão ficar muito piores se seguimos elegendo mal os nossos administradores.

Nos preparamos para o pior conhecido, sem perceber que o próximo prefeito poderá ser pior que o pior que já tivemos, enfrentamos continuamente o paradoxo do chamado "pior possível" o pior conhecido é superado por outro ainda pior. Corremos o serio risco de que a frase: "Não pode ser pior" nos remeta a padrões de gestão tão terríveis que não estejamos preparados para enfrenta-los e sejam ainda muito piores que os que até agora conhecemos.

18 de março de 2015

IPPUJ não consegue disponibilizar o material para as Audiências Públicas em tempo

O IPPUJ não consegue disponibilizar o material necessário para que a sociedade possa participar das audiências públicas em tempo hábil, fica cada vez mais difícil acreditar que tenham capacidade para planejar a cidade.

Se precisam de mais de 3 meses para transcrever a ata da Audiência Pública do dia 12 de dezembro de 2014 e disponibiliza-la do seu site, fica a duvida se é por má fé, por inépcia ou pelas duas juntas.
Sem acesso as informações a participação da sociedade fica comprometida e o IPPUJ deixa de garantir um debate democrático e isento. 



Verifiquem as datas das postagens e quando os documentos de fato ficaram disponiveis no site do IPPUJ. a quantidade de material não permite que os joinvilenses possam ter conhecimento de todas as informações apresentadas.

Novamente o IPPUJ mostra que o planejamento de Joinville não esta sendo feito como deveria. A incapacidade, quase patológica em cumprir prazos deveria ser objeto de estudo por parte de algum centro de pesquisas, não é possível que não acertem UMA.

Como manter a agenda das audiências públicas sem que o material tenha sido disponibilizado a tempo? 

15 de março de 2015

Plano de Mobilidade

Sabe quando há mais bla,bla,bla que ação?

“Todos nós sabemos que há algo errado com nossas cidades, e que esse algo pode piorar se não aspirarmos a um modelo diferente da cidade do futuro. Se as formigas podem solucionar questões como tamanho, caráter e função correta de suas cidades, devemos ser capazes de fazer o mesmo com as nossas.” Richard Rogers - Cidades para um Pequeno Planeta -2001

14 de março de 2015

Carta aberta a Juca Kfouri

Tem um pessoal que sofre ataques de alergia quando se cita a revista VEJA, o Rodrigo Constantino ou qualquer outro que não seja do seu agrado. Mesmo sabendo que alguns podem sofrer uma apoplexia com a leitura deste post, vou correr o risco e lembrar que o SAMU estava em greve por falta de repasse do pagamento. Assim que é bom cuidar mesmo.
Recomendo ainda acessar todos os links para poder seguir a historia.


Nota do blog: muitos leitores me cobraram uma resposta ao artigo do colunista de esportes Juca Kfouri sobre o “panelaço”. Não o fiz, pois não queria dar trela para militante petista que simula imparcialidade. Não vale a pena chafurdar na lama. Certas figuras não querem debater de fato, não estão abertas aos argumentos. Suspeito que muitos façam o que fazem a soldo do partido, inclusive. Dito isso, Kfouri merecia uma resposta, não diretamente a ele, pois está blindado contra a razão, mas para os leitores terem conhecimento de seu engodo. Ou seja, era necessário desmascará-lo sem dó nem piedade, como fez meu amigo Mauad nessa devastadora carta que vai abaixo. Até quando vamos aturar o monopólio das virtudes dessa gente? Até quando vamos fingir que eles falam realmente em nome dos mais pobres?

Por João Luiz Mauad, publicado no Instituto Liberal

Prezado senhor,
O que me traz é um artigo de sua lavra, a mim enviado por um amigo petista que, coitado, tem-se agarrado a tudo que possa amenizar um pouco o imenso constrangimento por que tem passado depois de ajudar a eleger a sua “presidenta” para mais um mandato de 4 anos.
Não tenho qualquer pretensão de convencer este meu amigo do seu (dele) mau julgamento político, pois o infeliz se encontra absolutamente contaminado pelo que os americanos chamam de “partidarismo”.  Ele torce e defende o PT como quem torce e defende um clube de futebol, completamente cego a argumentos ou fatos que possam “contaminar” a sua (dele) paixão.

Tampouco pretendo convencê-lo de nada, Sr. Kfouri.  Minha intenção é tentar demonstrar aos demais que nos lêem o quanto seus argumentos e diatribes estão equivocados, bem como defender-me de algumas acusações que o senhor faz aos brasileiros em geral, e às elites, em particular.  Para tanto, separei alguns trechos do seu artigo (em vermelho) para comentar:

“Nós, brasileiros, somos capazes de sonegar meio trilhão de reais de Imposto de Renda só no ano passado. Como somos capazes de vender e comprar DVDs piratas, cuspir no chão, desrespeitar o sinal vermelho, andar pelo acostamento e, ainda por cima, votar no Collor, no Maluf, no Newtão Cardoso, na Roseana, no Marconi Perillo ou no Palocci.”

Fale por si, seu Juca.  Não generalize, por favor.  Não sei da sua vida, mas esse “nós, brasileiros” me é ofensivo.  Não sou nenhum santo que jamais avançou um sinal ou nunca andou em velocidade maior que a permitida, mas não sonego impostos, não compro DVDs piratas, não cuspo no chão e não votei nessa turma que o senhor elenca, assim como nunca votei no Lula ou na Dilma.

“O panelaço nas varandas gourmet de ontem não foi contra a corrupção. Foi contra o incômodo que a elite branca sente ao disputar espaço com esta gente diferenciada que anda frequentando aeroportos, congestionando o trânsito e disputando vaga na universidade. Elite branca que não se assume como tal, embora seja elite e branca. Como eu sou”.

Em primeiro lugar, considero-me um membro da elite, sim, com muita honra.  Tive a sorte de poder estudar e formar-me em nível superior.  Leio mais de cinco livros por ano e minha renda é superior à média nacional.  Quanto a esse negócio de “elite branca”, trata-se de uma enorme bobagem, para não dizer de um clichê preconceituoso e boboca.  Ninguém deveria ser acusado ou cobrado por algo sobre o qual não tem qualquer ingerência.  Eu jamais o acusaria de ser feio, bonito, alto, baixo, branco preto, etc. São qualidades (ou defeitos, dependendo do ponto de vista), sobre os quais não podemos fazer nada.  Simplesmente, nascemos assim.  A propósito, tenho bons amigos negros que pensam muito parecido comigo.

O senhor diz que o panelaço não foi contra a corrupção.  Eu lhe digo que foi também contra a corrupção, mas foi principalmente uma reação das pessoas com algum senso moral ao imenso estelionato eleitoral de que o país foi vítima.  Durante meses escutamos a sua candidata repetir que, se o seu (dela) adversário vencesse, teríamos “tarifaço”, aumento de juros, tunga nos direitos trabalhistas, aumento de impostos, aumento dos combustíveis, etc. E o que tivemos depois que ela foi reeleita?  Tudo aquilo e mais um pouco. Ou seja: ela pode mentir e enganar as pessoas a vontade, e nós devemos permanecer quietos.  Certo?
Mas o panelaço foi também uma reação plenamente justificável aos atentados contra a nossa inteligência cometidos pela sua “presidenta” e seus marqueteiros.  Aquele negócio de dizer que a culpa pela corrupção generalizada do governo era do FHC, ou que a indizível roubalheira na Petrobrás só se tornou pública porque ela mandou apurar, é muita cara-de-pau.  Se o senhor gosta de ser chamado de idiota, é problema seu.  Mas não queira que todos tenhamos o mesmo (mau) gosto.

“Como Luís Carlos Bresser Pereira, fundador do PSDB e ex-ministro de FHC, que disse: “Um fenômeno novo na realidade brasileira é o ódio político, o espírito golpista dos ricos contra os pobres.”… Surgiu um fenômeno nunca visto antes no Brasil, um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, a um partido e a um presidente.  Não é preocupação ou medo. É ódio. Decorre do fato de se ter, pela primeira vez, um governo de centro-esquerda que se conservou de esquerda, que fez compromissos, mas não se entregou. Continuou defendendo os pobres contra os ricos. O governo revelou uma preferência forte e clara pelos trabalhadores e pelos pobres.”

Vou confessar-lhe uma coisa: estou, sim, com ódio do PT.  Mas não por causa de um suposto espírito golpista contra os pobres.  Meu ódio é porque, ao contrário do que o senhor alega, o seu partido jogou fora doze anos de governo sem que tivesse feito quaisquer das reformas estruturais de que o país tanto precisa, e cujos principais beneficiados seriam justamente os mais pobres que o senhor se jacta de defender.

Seu partido está há doze anos no poder e nada fez para melhorar a educação pública básica.  Ao contrário, o fosso entre a educação de ricos e pobres só fez crescer.  Seu partido nada fez para melhorar a produtividade da nossa mão-de-obra, única forma comprovada de fazer crescer a renda real dos trabalhadores.  Nada fez para reduzir a enorme (e regressiva) carga tributária indireta, que afeta muito mais os pobres que os ricos.  Nada fez para melhorar o ambiente de negócios no país, para permitir que pequenos e médios empreendedores pudessem levar à frente os seus empreendimentos.

A única coisa que vocês fizeram pelos pobres foiaumentar o alcance do Bolsa Família, um programa que serve muito mais para torná-los dependentes do seu partido do que propriamente para tirá-los da pobreza.  Chega a ser um acinte que vocês comemorem como algo honroso o fato de termos quase metade da nossa população direta ou indiretamente dependente desse programa.  É pavoroso que vocês comemorem o aumento do número de brasileiros recebendo a Bolsa, e não a sua redução.

Ao mesmo tempo, o PT torrou rios de dinheiro com o “andar de cima” (para usar uma expressão de que a trupe petista tanto gosta).  Compare o volume dos empréstimos subsidiados do BNDES às grandes empresas com o volume de repasses do “Bolsa Família” durante todos esses anos e depois me diga quem são os principais beneficiários das políticas públicas petistas (em 2013, por exemplo, o governo desembolsou $13,8 bilhões para o Bolsa Família e $190 bilhões em empréstimos subsidiados para as empresas).  Sem falar dos bilhões e bilhões de dólares jogados no ralo por contratos superfaturados com mega empreiteiras e esquemas de corrupção como “nunca antes nesse país”.

“Nos dois últimos anos da Dilma, a luta de classes voltou com força. Não por parte dos trabalhadores, mas por parte da burguesia insatisfeita.  Quando os liberais e os ricos perderam a eleição não aceitaram isso e, antidemocraticamente, continuaram de armas em punho. E de repente, voltávamos ao udenismo e ao golpismo.”

Não, meu caro.  A luta de classes voltou pelo discurso raivoso do ex-presidente Lula.  São vocês que, quando acuados, só enxergam a saída do “nós contra eles”, do eterno Fla x Flu.  Até porque única e verdadeira luta de classes que existe atualmente é entre aqueles que pagam impostos e aqueles que os consomem, sem prestar minimamente os serviços que deveriam.  A propósito, como andam a segurança pública, a saúde e a educação?  Pelo visto, o senhor deve morar em outro país…

“Nada diferente do que pensa o empresário também tucano Ricardo Semler, que ri quando lhe dizem que os escândalos do mensalão e da Petrobras demonstram que jamais se roubou tanto no país. “Santa hipocrisia”, disse ele. “Já se roubou muito mais, apenas não era publicado, não ia parar nas redes sociais”.

O senhor, por acaso assistiu ao depoimento do réu confesso, Pedro Barusco, ontem na CPI da Câmara?  Provavelmente, não.  Mas foi estarrecedor.  O PT certamente não inventou a corrupção. O que este partido fez, como nenhum outro, foi torná-la uma política de Estado, uma instituição permanente, operada de cima para baixo, com o intuito de operar a perpetuação no poder.  A corrupção deixou de ser um assunto pessoal para tornar-se institucional.

“Sejamos francos: tão legítimo como protestar contra o governo é a falta de senso do ridículo de quem bate panelas de barriga cheia”.

Quer dizer então que elites, ou melhor, gente que não seja pobre ou de esquerda, não pode protestar ou reivindicar qualquer coisa?  Essas são prerrogativas exclusivas dos pobres?  Não sei quantos anos o senhor tem, mas eu vivi numa época em que as elites foram para as ruas pedir anistia.  Foram para as ruas pedir eleições diretas.  Foram para as ruas pedir o impeachment do Collor (não por acaso aliado atual do PT).  Naquela época as elites letradas faziam a sua parte, chamando a atenção do país em geral para as causas certas, né?  Hoje, como nossas causas são diferentes das suas, devemos ficar em casa e assistir inermes a esse espetáculo de roubalheira e hipocrisia?

Não, senhor.  Sou brasileiro como qualquer outro.  Rico, pobre, branco ou preto.  Pago tanto ou mais impostos do que o senhor e tenho todo direito de ir para a rua protestar contra esse descalabro em que se transformou o Brasil sob a sua “presidenta”.  Pelo bem dos meus (e dos seus) filhos e netos, tenho obrigação de ir para a rua bater panelas, tocar buzinas, enfim, demonstrar a minha contrariedade pela transformação do Estado brasileiro num antro de ladrões, demagogos e hipócritas.


Passe bem!
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