5 de dezembro de 2009

Direito de Defesa

O DIREITO DO BAIRRO DE LUTAR POR SUA QUALIDADE DE VIDA.



Não é ético administrações municipais populistas, aliadas a oportunistas utilizar expedientes opacos para alterar o uso do solo dos bairros residenciais, tirando-lhes a qualidade de vida para beneficiar a poucos.

Gert Roland Fischer

A onda de oportunismo hegemônico que assola intempestivamente a construção civil nas mais prósperas cidades do interior brasileiro onde ainda existe qualidade de vida, vem causando danos aos milhões de cidadãos que investiram em boas residências em bairros onde lhes fora garantido a imutabilidade do uso do solo com a manutenção do zoneamento restritamente residencial.


Esse comportamento de tsuname de concreto vem ocorrendo e sendo praticado pela construção civil e predial. A característica desse rolo de concreto reside na falta de compromissos éticos para com a qualidade de vida dos cidadãos onde se instala.


O sucesso reside na corrupção que possibilita alterações das leis de usos do solo. Corrompe-se e levianamente acontecem alterações. Há casos que são dramáticas, quando a geografia da qualidade de vida natural desses bairros e sua estrutura funcional não comporta essas edificações.


O setor atua fortemente até a saturação do mercado imobiliário. As vendas aquecidas pela falsas ofertas de qualidade de vida e de argumentos ecológicos. As agencias oferecem paisagens de morros cobertos com matas, vistas panorâmicas para fragmentos de bosques nativos, vistas para recursos hídricos, entre outros que na realidade não existem.


Devem os urbanistas e consultores da construção civil, ficar atentos na venda de sonhos equivocados o que sempre levará a indisciplina e o caos urbano. Projetos clientelistas que vem em formato de PACOTAÇO servem mais para beneficiar alguns poucos, em detrimento de contribuintes que pagam essas contas.


O Programa Minha Casa Minha Vida, perde a oportunidade de utilizar resíduos gerados pela construção civil - recicláveis e reutilizáveis. Perde o governo dos trabalhadores a oportunidade de mostrar na pratica, como é benéfico e salutar o mutirão incorporando a engenharia, a arquitetura, o trabalhador da construção civil, o candidato a uma casa com o uso da brita de segundo uso em lages, lajotas, tijolos, fossas, filtros biológicos, entre outros elementos no uso do cimento.


O MCMV negou aos usuários pobres, aos sem profissão, aos que não estudaram entre outros excluídos, a possibilidade da personalização das moradias. Foi lhes negado também a captação pelos telhados desses pombais de 4 andares, das águas da chuva, como o aquecimento solar dessas águas, entre outras técnicas alternativas que o “sistema” tanto impõe nos discursos da SUSTENTABILIDADE. Minha Casa Minha vida é tudo o que os discursos de campanha política não prometeram para os eleitores e para os excluídos.


O uso de programas de reciclagem municipal dos materiais de construção pela governança socialista, implantando unidades municipais ou privadas da reciclagem para disponibilizar materiais da construção civil a preços simbólicos, propiciam a construção de ruas pavimentadas, construção de escolas, de moradia baratas e funcionais, a preços jamais praticados e inéditos.


A valorização da engenharia local da construção civil e a arquitetura aconteceria caso se permitisse que esses milhares de profissionais fossem incluídos sem burocracia nos projetos regionais e locais do programa MCMV.


Mas não é o que acontece. Tudo vem pronto de Brasília, desde o comprador dos imóveis dos amigos, passando pelas construtoras carimbadas dos amigos, como os fornecedores de materiais de construção. Cada partido político e suas lideranças, recebendo de Brasília um pacotaço no antigo esquema de sustentabilidade das agremiações e seus dirigentes. O recurso público como sempre ficará escasso mentirosamente.


O discurso continuará tão somente no imaginário ecológico, para que o beneficio às empreiteiras amigas possam continuar transportando os dinheiros na cueca, nas meias, nos bolsos e pouco importando a sigla partidária.


Infelizmente também os partidos socialistas, olhando sempre para o cocho, não se recordam mais das promessas e apresentação de projetos mentirosos, passados apaixonadamente em horários nobres nos programas de TV para o povo brasileiro.


Gert Roland Fischer

Eng. Agr. e Auditor Ambiental Líder.


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