3 de janeiro de 2012

O imbróglio do mercado municipal


O imbróglio do mercado municipal

Se a prefeitura conseguir arrumar a desordem, em que anos de descaso converteram o mercado municipal, se anotará um bom tanto. O caso do mercado é exemplar, tem gente ocupando os espaços desde faz mais de 30 anos, sem pagar pela ocupação de um espaço público, como aqueles parentes que pedem para ficar uns dias e acabam ficando na casa de praia durante toda a temporada, alem de não tomar a iniciativa de contribuir com as despesas, ainda puxam alguns parentes longínquos, que alem de usufruir da casa, reclamam que o ar condicionado não esfria que chega e que seria bom comprar um aparelho novo. Alguns são tão folgados que, depois de esgotado o estoque de cervejas, ainda pedem para comprar outra marca, porque a que você tinha comprado na promoção não era a da sua preferência.

Os valores propostos na licitação não parecem estar fora dos valores de mercado, se calculados pelos 120 meses previstos, representam um aluguel de R$ 3.000 para o Box de maior tamanho e de pouco mais de R$ 230 para o de menor trabalho. Chama a atenção a necessidade de ter que pagar 50% do valor imediatamente e o resto em 36 parcelas. A Promotur esta querendo que os permissionários paguem por adiantado. Os atuais ocupantes devem lembrar que o proprietário do imóvel não tem recursos para fazer a reforma e que não seria estranho que o imóvel pudesse vir a ser interditado pela vigilância sanitária, ou que como tem acontecido com outros prédios públicos o telhado possa vir a desabar sobre as suas cabeças e as dos clientes.

Dois pontos chamam a atenção o primeiro é que tenha gente ocupando o espaço publico durante mais de 30 anos, sem custo e ainda tenham a ousadia de se achar em algum direito, o pior é que em ano político não deve estranhar que o tema de novo seja tratado politicamente, inclusive alguns com maior experiência, situam o espaço para o debate na sede do legislativo municipal. O segundo é que a prefeitura insista em fazer licitações por 10 anos, renováveis por mais 10. O bom senso diz que as licitações não deveriam prever a renovação, porque o calculo por parte do empreendedor será calculado sobre os primeiros 10 anos, os únicos garantidos no contrato. As renovações, como as reeleições, permitem e até estimulam negociações que muitas vezes envergonham a quem as conduz.
Merece aplauso a iniciativa de por ordem no imbróglio do mercado municipal, se o resultado final for o de por ordem numa situação que vem se alastrando por décadas, o esforço terá valido a pena. Está difícil pressagiar o resultado, o ideal seria propor uma licitação por 10 anos e com valores fixos mensais. 


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

2 comentários:

  1. Pra quem tem um CAMELODRAMO MUNICIPAL ,aonde só são revendidos produtos legalizados, mas que em toda fiscalização da RF são lacrados novamente, ter um Mercado Municipal com ocupação sem licitação é o que podemos chamar de 'equiparação'

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  2. Brilhante a comparação, fico sembre embasbacado quando vejo a forma como os espaços publicos são administrados.
    A conclusão logica é que são administrados mesmo como se fossem de outro.
    Por isto o resultado que vemos

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