10 de janeiro de 2008

É a hora de nos mobilizar pelas arvores da Beira Rio

Enquanto em alguns lugares as arvores são preservadas e as ruas e o trafego se adapta a elas, aqui....

A prefeitura de Joinville quer cortar mais de 120 arvores, na avenida Beira rio.
Manifeste a sua revolta, contra o absurdo deste corte, é preciso se mobilizar antes que seja tarde.
O trofeu motoserra de ouro, pelo maior corte de arvores em Joinville, vai para.....

É esta a Joinville que queremos ???

6 de janeiro de 2008

A cidade e os cidadãos


Nos diversos espaços que se disponibilizam à sociedade para nos manifestarmos (e este jornal é um bom exemplo disto), vemos que cada um tem aberta a possibilidade de manifestar as suas posições, contrárias ou favoráveis à idéias, conceitos, obras, ações.

É importante que as diversas opiniões sejam respeitadas e consideradas, que se estabeleça e se propicie o debate como um dos caminhos para promover o esclarecimento da sociedade e possamos facilitar a tomada de decisão, contribuindo ainda para a formação da cidadania.

As posições “a favor” ou “contra”, são parte do processo democrático, do processo participativo, que a sociedade não só permite, como deve estimular.

Os espaços de opinião dos jornais, as cartas dos leitores, os depoimentos e as posições daqueles que de forma individual, ou representando um coletivo da sociedade organizada, são oportunidades que precisam ser aproveitadas e valorizadas, eu diria defendidas, como elementos que garantem a construção e o fortalecimento da democracia.

Defender o direito de cada um se manifestar e se posicionar, deve ser um compromisso de todos e a conquista deste direito é, também, mérito de todos.

Como dizia Voltaire: “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”.

É com este espírito que devemos participar, com o respeito às posições contrárias a nossa, com elaboração de argumentos consistentes e com o coração desarmado de preconceitos.

Só a partir destes princípios construiremos uma sociedade mais justa, mais participativa e melhor.

E você, já participa? Qual é sua contribuição ao desenvolvimento da sociedade em que vive?

Publicado no AN cidade

A Via Gastronômica



Alguns exemplos servem claramente para entender como são as coisas por aqui.

Inicialmente, alguns empresários de uma forma individual e desorganizada implantaram os seus negócios na que hoje passou a se chamar Via Gastronômica.

Alguns empreendimentos tiveram sucesso, outros não conseguiram cativar os desejos volúveis dos consumidores e fecharam as suas portas. Mas o passo inicial estava dado.

Aos poucos, um maior número de estabelecimentos escolheu a rua Visconde de Taunay e as suas imediações para se instalar e progredir. O poder público (e foram muitos os prefeitos e secretários que já passaram por aqui - desde que abriu o Parapluie, o Casablanca, o Slice, o Biergarten e tantos outros mais recentes) fez de conta que nada estava acontecendo, não soube antever a mudança que estava se iniciando e não tomou nenhuma providência. Deixou simplesmente “correr solto”.

O resultado está aí: uma pujante mostra do empreendedorismo e da criatividade do joinvilense, de empresários que foram capazes de antecipar uma demanda e investiram para atendê-la.

Quando os empresários perceberam que a falta de investimentos públicos e de medidas adequadas começou a inibir o desenvolvimento dos seus negócios, se uniram para buscar soluções conjuntas e propuseram, em parceria com o poder público, soluções que poderiam contribuir para a melhora da Via Gastronômica.

Não preciso comentar que fora a colocação de um totem, nada mais aconteceu e a situação só piorou. Imagino que, se por um lado os empresários do setor devem estar se sentindo frustrados e desiludidos, por outro lado devem agora acreditar piamente nas promessas que todos e cada um dos candidatos a prefeito, no pleito deste ano, farão.

É por isto que é bom que entremos num ano eleitoral, porque é o momento em que todas as promessas podem ser refeitas não só uma, mas mil vezes. Por algum estranho feitiço, os eleitores mesmo os mais esclarecidos, passam a acreditar que as coisas acontecerão.

É bom não perder a esperança, mas é melhor não se deixar iludir pelas falsas promessas e pelas empulhações.

Publicado no AN Cidade

A desambição e o desenvolvimento



O desenvolvimento de Joinville foi impulsionado, desde as suas origens, pela ambição dos seus líderes. A criação das suas empresas, os esforços feitos ao longo de décadas para dotar a cidade de uma rede de ruas, estradas, de abastecimento de água, de energia, ou inclusive quando foram instalados os primeiros telefones, foram construídos olhando não só a pacata Joinville daqueles dias, foram planejados e construídos antevendo o futuro de Joinville. Ambicionado uma cidade melhor, mais próspera e preparada para crescer.

Poucos exemplos são tão representativos daquela Joinville ambiciosa e altiva como a construção, há mais de um século, da Rua das Palmeiras e da atual sede do Museu Nacional de Imigração e Colonização, impensáveis hoje a luz do atual padrão das nossas obras públicas. Belo conjunto arquitetônico, que reúne num único ambiente o melhor e mais representativo de uma cidade que fitava o futuro.

Quando uma cidade cresce 1200 carros novos ao mês, e a medida que se toma é a implantação de mais binários, estamos vivendo uma fase de profunda desambição.

Não que os binários não sejam soluções adequadas a uma cidade como Joinville, que faz anos que deixou de ambicionar um futuro melhor para se conformar com um futuro possível.

A desambição não se limita ao trânsito, permeia também a nossa forma de tratar a saúde, onde o máximo que aspiramos é reduzir as filas, nem nos propomos a acabar com elas. Nem sonhamos em melhorar a nossa infra-estrutura urbana, só um remedinho aqui e outro lá.

A sensação é a de estarmos desistindo de sonhar e de querer uma cidade melhor. A sensação é a de que o que temos já está bom demais, que devemos nos satisfazer, que não temos o direito de querer uma cidade melhor, que pense e planeje um futuro melhor para os nossos filhos e netos.

Devemos recuperar a nossa capacidade de desejar veementemente, de querer com toda a força e dedicar a nossa capacidade a construir uma Joinville melhor. Afastando a mediocridade dos que querem nos convencer que já temos mais do que merecemos e que não devemos esperar mais. Que esta é a única Joinville possível.

Publicado no AN Cidade

Eu não posso ensinar...

nada a ninguém, eu só posso fazê-lo pensar - (Socrates)

2 de janeiro de 2008

Quantidade vs Qualidade



Passei hoje, na frente de uma placa que informa que uma obra publica, é a obra numero 1262 desta gestão municipal. Achei interessante, mesmo que este numero isoladamente não represente absolutamente nada.

E as outras 1261? Como mensurar o trabalho de uma administração municipal, pela quantidade de obras? Como avaliar a sua gestão pelo numero de obras? Sem avaliar o impacto de cada uma delas. Sem duvida é difícil, podemos estar colocando no mesmo balaio, na mesma conta, tanto a troca do bebedouro do ginásio ou a pintura da deposito do almoxarifado, como a implantação do sistema de esgoto ou a criação de um novo parque, quem sabe a conclusão e duplicação da Marques de Olinda. Com certeza não seria justo misturar alhos com bugalhos.

Deveríamos avaliar uma gestão pela sua contribuição a melhoria da qualidade de vida das pessoas, com indicadores claros de qualidade. Esta obra faz que 15.000 Joinvilenses tenham um espaço de lazer. Esta outra reduz o esgoto domestico no rio Cachoeira em 5.000 toneladas ao mês. Esta outra obra, aumenta a segurança de 7.500 ciclistas.

Estes poderiam ser indicadores interessantes. Porque a Joinville aonde se realizam sonhos, é uma cidade que optou pela qualidade de vida e não pela quantidade de vida.

O contribuinte desta cidade, quer uma cidade melhor, e a melhoria que o joinvilense procura esta atrelada a qualidade de vida, a uma qualidade de vida melhor, com mais parques e áreas verdes, para o seu lazer e o de sua família, com mais segurança, que permita que possa usufruir da vida, tão duramente conquistada. Com um transito que flua melhor e permita que a ida ao trabalho ou a volta ao lar, não seja uma maratona, que tire dele tempo do convívio familiar.

Vale a pena, olhar com mais carinho a qualidade da cidade que estamos construindo, o modelo que estamos deixando para as futuras gerações, se é um modelo quantitativo ou um modelo qualitativo.

Em quanto a propaganda oficial fala de uma Joinville que é mais, devemos pensar se não queremos uma Joinville que seja melhor.

Publicado no AN Cidade

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