26 de janeiro de 2011

Predios altos reduzem a insolação


Prédios altos "roubam" até 6 horas de sol em SC

Sombra começa às 14h em praias de Balneário Camboriú


Secretário diz que não adiantaria colocar um limite agora, já que restam poucos terrenos disponíveis na orla

LUIZA BANDEIRA
ENVIADA ESPECIAL A BALNEÁRIO CAMBORIÚ (SC)

São 15h e o comerciante Vanderlei Knerek, 41, recolhe barracas e cadeiras que aluga na praia Central, em Balneário Camboriú.


Instalado em frente ao recém-construído edifício Metropolis, de 44 andares, ele vê uma grande sombra se formar no seu ponto, fazendo com que os banhistas deixem a praia ou procurem trechos ainda ensolarados.


Os prédios altos da orla se tornaram os vilões do verão em um dos destinos turísticos mais procurados do litoral de Santa Catarina.


Os edifícios fazem sombra na praia a partir das 14h. "Roubam" até seis horas de sol dos turistas -no horário de verão, as praias costumam ficar cheias até as 20h.


Segundo Carlos Haacke, presidente do sindicato da construção civil do município, os espigões começaram a surgir na década de 80.
A preocupação foi não construir um prédio "colado" ao outro, acabando com a ventilação na orla.


Para compensar perdas com trechos vazios, investiu-se em prédios altos, com mais apartamentos.


Nos últimos anos, disse Haacke, houve uma explosão de prédios altos. O preço dos apartamentos pode chegar a até R$ 7 milhões.

INCÔMODO
Na quinta-feira, a única barraca que ainda restava na sombra do Metropolis era a do motorista Jorge Moreira, 39. Ele havia aproveitado pouco mais de uma hora de sol. "Todos os dias a gente dá o azar de ficar em um lugar com sombra", reclamava.


A argentina Julieta Carradori, 25, disse que tem procurado outras praias.
Já o professor Paulo Fraga, 45, aproveitou a sombra para levar a mãe, que não pode pegar sol forte, à praia.


Não há limite de altura para os prédios na orla, segundo a prefeitura. O secretário de Planejamento do município, Auri Pavoni, disse que não adiantaria colocar um limite agora, já que restam poucos terrenos disponíveis.
Apesar de não ter sido motivado pelo problema da sombra, um projeto para ampliar a faixa de areia na praia -que diminuiu devido ao avanço do mar- é apontado como a única solução.


"Derrubar os prédios é impossível", disse Pavoni.
O problema também atinge outras praias brasileiras, como a de Guarujá, em SP.

25 de janeiro de 2011

Soluções para uma Joinville que alaga

Links de soluções fáceis e baratas para minimizar o impacto das enchentes

Pode ser que como são fáceis e baratas não interessem. Sem grandes projetos, sem grandes obras publicas, sem grandes orçamentos, sem grandes comissões.


Os links são uma dica do Dirk Henning


Sistema móvel de prevenção de enchentes de uma empresa polonesa - > http://youtu.be/SKPwtW5UbNY


Sistema de comporta para enchentes bem parecido com os feitos pelos serralheiros brasileros http://twitpic.com/3sgkjr


Legal esta comporta para residências, não sei se funcionaria com os caixilhos do Brasil http://youtu.be/5O0Q21AXPwQ


The Self Closing Flood Barrier http://youtu.be/Y1h2jRpM_UU?a


Wata-Wall Flood Defence Barrier http://youtu.be/PnTQIqQWC98?a

Para pensar acordado

"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica."

Norman Vincent

Para pensar acordado

Observando os acontecimentos em todo o Brasil nos últimos anos fica claro para mim uma constatação: O nosso POVO INVADIU O "CAMINHO DAS ÁGUAS", acho que esta é a melhor expressão para explicar tudo isto. Chuvas fortes acontecem desde o Dilúvio do Noé, mas agora casas e ruas estão no caminho natural onde as águas devem escorrer.


Desta forma fica mais fácil solucionar e reverter este potencial problema: basta retirar as vidas e os bens deste caminho, ai ficaremos apenas contemplando o somente o ruído das águas caindo.

Osny Amaral


24 de janeiro de 2011

Exemplos de Planejamento Urbano

PERIMETRO URBANO - MORRO DO MEIO - LEI 318/2010



De continuar na mesma direção e com a mesma linha de planejamento urbano atual, que privilegia urbanição e o adensamento de Joinville, sem priorizar, eu diria sem considerar, a sustentabilidade e a redução dos riscos ambientais, teremos uma situação incontrolável. Ou pior ainda, surgirão outras implicações. O Legislativo Municipal tem aprovado as propostas do Executivo apenas com rápidas visitas e aferições visuais das áreas que terão seu uso modificado, declinando de sua prerrogativa de exigir estudos mais aprofundados.


Nos pronunciamentos de muitos técnicos que comentaram os acontecimentos no Estado do Rio de Janeiro que já contabilizou mais de 700 mortes, afirmam que para cada R$ 1 não investido em precaução serão necessários R$ 10 em recuperação. Tal afirmação agrava o quadro atual e gera mais preocupação quando o gestor público responsável pelo planejamento urbano afirma: “Cadê o dinheiro?” Lembrou meus tempos de infância quando procurava alguma coisa perguntava: Mãe cadê isso ou aquilo? Ao que ela respondia: “O gato comeu.”


Se não temos o dinheiro necessário para fazer as obras urgentes e necessárias para atender ao mínimo das demandas atuais, de onde teremos os 10 dinheiros adicionais para consertar a cada nova trovoada os estragos ocasionados pela falta de planejamento ou pelo que cada vez fica mais evidente que é o resultado de um planejamento ruim.


Temos sim dinheiro para campanhas publicitárias que dizem da limpeza de valas e rios, temos carros para vereadores, nos falta uma ação concreta no planejamento urbano. Começo a pensar seriamente em aceitar orientações de doutores em planejamento sobre onde deviam ser as cidades. Vamos mudar todos para Barra Velha!

Um calendário e um relógio (*)


Um calendário e um relógio

Alguma alma caritativa deveria oferecer ao prefeito quanto antes um relógio e um calendário. Tanto ele como, especialmente, sua equipe mostram uma enorme dificuldade em entender e praticar conceitos simples de tempo. O relógio nos permite acompanhar o tempo mais imediato, serve para marcar horas, minutos e segundos. Duas voltas completas do ponteiro pequeno equivalem a 24 horas e num calendário é registrado como sendo um dia completo. Para períodos de tempo maiores que 24 horas o calendário é mais aconselhável. Tem vários modelos, alguns utilizam uma folha para cada dia, ou as 24 horas do relógio, outros uma folha a cada mês.

Independentemente do modelo escolhido, seja um relógio analógico o digital, ou seja um calendário de um dia por folha ou de um mês por folha, o objetivo é o mesmo, nos ajudar a ter noção do tempo. Do tempo transcorrido, do tempo que falta. Das horas que faltam para que conclua a jornada, ou os dias que já transcorreram desde que iniciou o mandato, ou os dias que faltam até a próxima eleição.

O tempo a todos nos iguala, todos têm 24 horas por dia para usar como convier, ou 1440 minutos para ficar olhando o infinito e filosofar sobre o tempo e como passa rápido ou para trabalhar, amar, prosperar, para usar ao bel prazer.

Antes de o prefeito ser candidato já sabia que a concessão do transporte coletivo de Joinville venceria em 2012. Ao assumir como prefeito tinha o conhecimento que seria na sua gestão que seria preciso fazer a nova licitação. Teria ainda a oportunidade de corrigir todos os erros e todas as malandragens que o modelo atual incorporou ao longo de anos. E agora somos informados que quatro anos não será tempo suficiente para que a nova licitação fique pronta. Nos parques, no asfalto, nos buracos, nos binários, as escusas para não cumprir os prazos são as chuvas ou a necessidade de desapropriações. No caso da licitação nem a chuva, nem as desapropriações são justificativas validas.

Fica muito difícil para a população entender que em quatro anos não seja possível fazer uma licitação tão esperada como a do transporte publico. Quando foi informado, que se criou uma comissão interna na prefeitura, formada pelos mesmos órgãos e setores que tem dificuldade em cumprir prazos para trabalhos simples e prosaicos, os joinvilenses entenderam rapidamente que a licitação do transporte coletivo, como tantas outras obras, ficou, com sorte, para o próximo prefeito.

Para pensar acordado

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...