5 de abril de 2008

Projeto (fazendo) Arte na Calçada III


O projeto ( fazendo) Arte na Calçada, também esta presente na região central, na Rua Hermann August Lepper, a Prefeitura Municipal, num trabalho conjunto com a Conurb e a Seinfra, instalou a peça "Mosaico Ecológico", num momento politico em que a prefeitura é injustamente citada. como uma instituição pouco preocupada com o meio ambiente e com a preservação. O projeto implanta uma obra de arte utilizando a mesma técnica conhecida faz mais de 2000 anos, e faz uma releitura dos mosaicos gregos e etruscos, o trabalho de autor anónimo, consegue ao mesmo tempo, inovar e surpreender, inova ao quebrar a formalidade e o ritmo que petit pave português, tem como referencia, a mescla anárquica das cores dominantes no trabalho, branca e preta, na base esquerda do trabalho, evidencia um movimento de ruptura, com as tendências mais clássicas e conservadoras.
Surpreende ao interromper a continuidade do branco, intercalando pequenos espaços verdes, o autor logra, de uma maneira simpática e despretensiosa, trazer o verde da natureza, para um espaço urbano tão degradado.
A obra que merece ser visitada, esta localizada frente a Secretaria da Habitação e esta aberta a visitação 24 horas por dia, vistas guiadas podem ser agendadas, previa reserva.
O Projeto ( fazendo ) Arte na Calçada, conta com o apoio cultural da Conurb e da Seinfra e com o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Joinville.

( Esta iniciativa cultural não conta com o apoio da FCJ - Fundação Cultural de Joinville e tampouco recebe nenhum tipo de incentivo ou subvenção, nem é custeada com recursos públicos )

Para conhecer mais deste projeto veja também:

Projeto (fazendo) Arte na Calçada II

Projeto (fazendo) Arte na Calçada

Um dia a gente asfalta....

Um dia a gente asfalta no outro a gente quebra, o que parece ser falta de planejamento acontece em Joinville, a prefeitura, com celeridade impressionante asfalta algumas ruas centrais, o asfalto sobre paralelepípedo é uma solução económica e que oferece resultados quase imediatos.
O que não parece fazer muito sentido, e que pouco tempo depois de asfaltada uma rua, seja necessário quebrar o asfalto novo para colocar uma tubulação que deveria ter sido colocada antes do asfaltamento.
Estes erros, podem ser resultado da falta de planejamento, da falta de fiscalização, da ausência de uma coordenação entre os diversos órgãos e setores que formam hoje o emaranhado do serviço publico municipal, mas principalmente evidenciam desperdício de dinheiro publico e gera retrabalho.
O pior ainda, pode evidenciar negligencia e descaso. Claro que com este continuo quebra e conserta o nosso asfalto apresenta o péssimo estado que apresenta e consertar buracos tem um custo alto, para todos. Um pouco menos de açodamento especialmente no período eleitoral, beneficiará a todos e nos poupara dinheiro

3 de abril de 2008

O Mapa do Tesouro ( 2)


Como ja temos comentado em repetidas ocasiões neste espaço, existe vida inteligente fora das estruturas publicas, no nosso caso o IPPUJ e a EKIPETKNICA da Prefeitura Municipal de Joinville. Os Arquitetos Mateus Szomorovszky da Salfer e Miguel Cañas Martins da M2 Arquitetura, desenvolveram o projeto Sinalização visual de paradas de ônibus de Joinville, voltada para estrangeiros ou analfabetos.

O resumo do seu trabalho é Paradas de ônibus representam um artefato arquitetônico e urbano, os quais devem comunicar inúmeras informações de forma rápida, de modo que o usuário as selecione e processe-as imediatamente. Para garantir o sucesso da transmissão da mensagem do público alvo em questão, o estudo de fatores ergonômicos específicos torna-se fundamental na composição de sua sinalização visual.

As conclusões são que a essência de uma boa sinalização está na propriedade de sintetizar a informação, transmitindo-a de forma rápida. Isso porque o observador pode estar distante ou mesmo em movimento em relação a parada de ônibus. A mensagem deve ser clara e concisa. A atenção do observador deve ser conquistada, permitindo a interação imediata com o elemento.

Além disso, quando o usuário percebe um estudo mais cuidadoso sobre um bem público acaba por respeitá-lo, compreendendo sua função. No caso da parada de ônibus passa de um simples ponto a um patrimônio de todo cidadão

Em breve o trabalho estará disponível aqui no blog

Planejamento vs Fazejamento


O neologismo não é meu, o mais correto seria dizer o fazimento, mais com certeza perderia a forte mensagem, da diferença intrínseca que existe entre planejar e fazer.

Escutei por primeira vez o então prefeito Luiz Henrique usar a frase, “menos planejamento e mais fazejamento” a mensagem era muito clara para todos os que estávamos em volta, se planeja muito e se faz pouco.

Com o tempo passei a entender a expressão com maior profundidade, não é que se faz pouco, também se faz mal.

Joinville, elaborou o seu plano diretor em 1973, um plano audacioso para a época, muito criticado por uns e elogiado por outros, tanto as criticas como os elogios, são desmerecidos, primeiro pelo desconhecimento geral do que o plano representava e propõe e principalmente, porque muito pouco foi implantado do plano diretor, e o que foi implantado o foi em partes e muito tarde, fazendo da nossa cidade esta imensa colcha de retalhos em que vivemos.

Os grandes eixos que aproximavam os extremos da cidade, nunca foram executados na sua totalidade, a duplicação de Otokar Doerfel, da rua XV, da Benjamin Constant, a natimorta Almirante Jaceguay, que nunca saiu do papel e que hoje tem inclusive prédios construídos, no que seria a sua calha. Formariam o conjunto de eixos que fariam a ligação Leste – Oeste. A abertura da Marques de Olinda, executada só em parte e só pela metade, o alargamento da rua João Colin, a Beira Rio, formam no plano diretor de 1973, o conjunto de eixos que fazem a ligação Norte – Sul. Tantas e tantas outras ruas, obras e intervenções que teriam feito desta uma cidade distinta.

O grande dilema hoje é planejar o que é exeqüível e por outro lado executar o que este planejado. Alguns administradores públicos, menos esclarecidos, vêm no planejamento, uma camisa de força, que impede a implantação dos seus projetos políticos pessoais.

Joinville tinha em 1965, noventa mil habitantes e mil e duzentos veículos, projetava naquela época uma Joinville que no ano 2000 teria seiscentos e cinqüenta mil habitantes e noventa mil veículos. A Joinville de hoje tem quinhentos mil habitantes e mais de duzentos mil veículos. Se por um lado foi possível reduzir a taxa de crescimento populacional, não tivemos tanto sucesso com relação ao numero de veículos, o transito da cidade, cada vez mais caótico e saturado, mereceria um destaque ao discutir a elaboração do novo plano diretor.

Quando, de forma irresponsável, foi autorizada a construção do Fórum, no local em que se encontra, sem atender as exigências municipais de estacionamento, que são exigidas de todos, criou se um forte impacto sobre o transito da região. O mesmo acontecerá com a autorização para implantação do novo fórum da justiça trabalhista no centro da cidade, ou com a instalação de parte dos serviços administrativos da Secretaria da Saúde, no centro de uma área residencial unifamiliar. Decisões tomadas açodadamente, sem planejamento, sem analise, sem discussão ao sabor do momento, movidas por decisões pontuais e politiqueiras.

Precisamos planejar e fazer, mais planejar bem e fazer melhor ainda, porque Joinville merece e precisa.

Publicado no Jornal AN Cidade

Contribuintes e Eleitores

" O contribuinte é o unico cidadão que trabalha para o governo sem ter de prestar concurso"

Ronald Reagan - Presidente americano

De uma olhada neste endereço, Você já se sentiu assim?

1 de abril de 2008

Projeto (fazendo) Arte na Calçada II


O Bairro Boa Vista é um dos que tem recebido as primeiras ações do projeto. Com um numero significativo de instalações artísticas, nesta primeira fase do projeto, a obra que apresentamos hoje, tem por titulo " Solidez Contemporânea" a peça, composta por três elementos, de formas distintas e com uma interesante mescla de materiais. O autor percorre com a mesma tecnica tanto o plastico, como o concreto e ainda o aço.
Mostra um equilíbrio interessante ao combinar as linhas retas com as arredondadas.
O trabalho mostra não só a solidez e o concretismo da proposta do artista, expõe de uma forma crua a dureza da nossa paisagem urbana.
A escolha dos materiais e o estudado abandono do conjunto, contribuem a transmitir a mensagem da agressividade e da violência que permeia a sociedade atual.
As cores escolhidas, destacando cinza sujo, o amarelo empoeirado e o preto saco de lixo, reforçam ainda mais a linguagem urbana.
O solido bloco retangular, apresenta ainda um engaste de aço enferrujado, que reforça a vinculação com a cidade e o seu entorno industrial.
Um pequeno jardim, suaviza a forte dureza do conjunto. O elemento plástico, confere ao tudo um ar contemporâneo e moderno.
O conjunto, como todos os selecionados para o projeto, é de uma esmerada qualidade.
O Projeto ( fazendo ) Arte na Calçada, conta com o apoio cultural da Conurb e da Seinfra e com o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Joinville.

( Esta iniciativa cultural não conta com o apoio da FCJ - Fundação Cultural de Joinville e tampouco recebe nenhum tipo de incentivo ou subvenção, nem é custeada com recursos publicos )

veja tambem Projeto (fazendo) Arte na Calçada

Chegamos a 4000 acessos

Uma vez mais obrigado, nos esforçamos em melhorar, colocando novos textos, novas ferramentas para fazer a sua leitura mais fácil e contando sempre com os seus comentarios e opiniões para melhorar o nosso trabalho.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...