22 de dezembro de 2007

Jornais


A Noticia, A Gazeta de Joinville, O Joinvilense, O Vizinho, Noticias do Dia, O Jornal Cidade de Joinville...além de muitos outros.
Será que o joinvilense terá tempo para ler tanto jornal?
A maioria destes jornais veio para ficar,ou são simplesmente o sonho de uma noite de verão?
Será que existe alguma relação entre os candidatos a prefeito, na próxima eleição e estes jornais?
Porque alguns candidatos aparecem fortemente vinculados a determinados jornais?

21 de dezembro de 2007

As crianças e o Natal



Sinceramente, as crianças estão cada dia mais espertas, não é fácil enrolar esta turma.

Vejam um exemplo, outro dia um menino de poucos anos, me comentou intrigado que não estava conseguindo entender direito esta historia do Papai Noel.

Ele considerou que uma boa parte da população do planeta, não contam com os serviços do Papai Noel, neste grupo inclui os budistas, judeus e muçulmanos, numa continha rápida.

Acrescentou ainda ao seu raciocínio que entre os cristãos, teriam que ser considerados, os que recebem os presentes do menino Deus e os que pedem os seus presentes aos reis magos, de acordo com as diversas tradições e costumes.

No caso de Joinville, e por colocar um exemplo simples, ele fez o seguinte raciocínio, vocês sabem coisa de criança, se a cidade tem 600.000 habitantes e o lar joinvilense médio tem 4 membros, estaríamos falando de 150.000 lares que receberiam a visita do bom velhinho, na noite do dia 24. Por rápido que seja o serviço de entregas e desconsiderando o fato que um trenó puxado por meia dúzia de renas, não é o melhor meio de locomoção. O tempo médio de entrega, para cada lar, não poderia ser inferior a 3 minutos, a conta seria de 450.000 minutos, ou 7.500 horas, ou o que seria a mesma coisa 312,5 dias, quase um ano.

Mesmo contando com a ajuda de voluntários, o menino esta convencido, que o Papai Noel, deve ter contratado um serviço de logística, que só uma empresa, com presença global e com uma estrutura altamente especializada, teria condições de processar os pedidos, planejar as entregas e proceder as entregas no exíguo prazo requerido e ainda atendendo os rigidos padrões de qualidade exigidos pelo Papai Noel.

Por um lado, fiquei preocupado com a lógica do menino, por outro lado comecei a me apavorar, quando ele começou a calcular o peso médio de cada presente.

Definitivamente, vivemos tempos interessantes.

Eu em todo caso aproveitei para pedir, uma Joinville melhor, uma cidade que esteja voltada ao cidadão, e paz e amor. Agora vou esperar acordado, para verificar esta tal empresa de logística. Feliz Natal

20 de dezembro de 2007

Super Mega Plano


Texto elaborado a quatro mãos por Jordi Castan e Sérgio Guilherme Gollnick

O Mega Plano Joinville

Do trabalho e divulgação que o AN Cidade fez em relação ao Mega Plano de Investimentos proposto a Joinville pela administração municipal, foi possível ter uma visão um pouco mais clara deste imenso apanhado com o pomposo titulo 825 milhões de Investimento, apresentado a poucos e discutido com ningém, dando a impressão de que estamos na antevéspera do grande salto qualitativo, que mudara para sempre o futuro da nossa Joinville.

Uma análise, mais conscienciosa, evidencia, que a proposta tem muitas coisas boas e muitas coisas novas e, parafraseando a Churchill, podemos dizer que as boas não são tão novas e que as novas não são tão boas. Em sua maior parte, as propostas apresentadas confundem ao eleitor, porque é evidente que o projeto é um pano de fundo da campanha eleitoral, cujo único objetivo foi dar o pontapé inicial às eleições municipais de 2008, mesmo que o alcaide não seja candidato.

Das propostas apresentadas, boa parte já se conhecia, algumas executadas, outras em execução, numa miscelânea de ações pontuais, sem mudanças estruturais e, principalmente, sem uma mudança na conduta administrativa para com Joinville. Do lema marqueteiro que acompanhou o lançamento, Joinville Mais, já condenado pela Ministério Público, fica a impressão que estamos falando apenas de quantidade quando deveríamos estar buscando qualidade ou, então quem sabe, o lema Uma Joinville Melhor.

Este requentado de propostas que mistura projetos, idéias, quimeras e outras fantasias, que durante anos tem repousado nas gavetas da prefeitura, nada indicam de concreto nem de efetivo, lembrando que ao findar do próximo ano a caneta muda de dono.

O que considero grave é a falta de uma estratégia de desenvolvimento, algo realmente estruturante. Nada se sabe sobre áreas de lazer, que a população tanto necessita, nada se percebe de palpável sobre ações de infra-estrutura viária como a duplicação da Marques de Olinda, nada que não seja um apanhado de ruas com um nome pomposo. É necessário um grande esforço para imaginar qual a cidade surgirá deste pacote de investimentos, mas é possível imaginar um operoso trabalho protagonizado pela administração municipal num cortar e colar, com pouca criatividade, sem propostas novas e, o mais grave, sem a opinião e participação da sociedade.

A proximidade das datas natalinas nos remete a imaginar os traços da carta que uma criança encaminharia ao Papai Noel, misturando desejos, sonhos e vontades, sabendo porém que o orçamento não poderá atender a tudo. Enfim, mais a cortina de fumaça cujo factoide já foi criado.

17 de dezembro de 2007

O Dilema do Secretário



Ao longo da nossa recente história política, Joinville tem dado uma forte contribuição ao desenvolvimento do Estado de Santa Catarina,que contou com alguns dos melhores nomes da nossa cidade para cumprir a dura missão de, longe de casa, dar a sua parcela de contribuição para construir uma sociedade melhor, mais digna e mais justa.

O nosso perfil, em geral, está voltado a fazer bem feito, à honestidade, à retidão e à integridade, que são as características que melhor definem o perfil dos joinvilenses.

O governador Luiz Henrique gosta de citar uma frase, atribuída a Ulyses Guimarães, esclarecedora e que move a reflexão: ”Pior que esta legislatura, só a próxima”. Evidenciando o gradual empobrecimento dos valores da nossa sociedade.

Acontece que, nos últimos dias, os jornais do estado noticiam a delicada situação política em que se encontra o Secretario da Fazenda, por cometer o “perigoso delito”, de não ter jogo de cintura, de ser profissional, de ser um técnico, de primar pelo fazer bem feito.

Não deixa de ser surpreendente (e ao mesmo tempo preocupante) que alguém possa ser penalizado pela seriedade do seu trabalho, pela retidão da sua ação, pela sua inteireza de caráter. Que o estado possa abrir mão da contribuição de um cidadão, que deixa de lado a sua família e os negócios, para de uma forma desprendida se dedicar a servir ao seu estado.

Imagino que, se preferimos os servidores públicos com mais jogo de cintura, que tenham uma gestão mais política e que saibam atender melhor às solicitações menos técnicas, estaremos avançando a passos largos na construção de uma sociedade com valores morais menores, com referências de conduta acanhadas e com míseros princípios éticos. Construindo, aos poucos, uma geração de pusilânimes.

Tenho a certeza que não deva existir nenhum dilema que possa atormentar o nosso Secretario. Ele sabe que o único caminho é o da dignidade, da honra e da probidade.

Publicado no AN Cidade

14 de dezembro de 2007

A sociedade (in)eficiente



A sociedade em que vivemos é o resultado da contribuição de cada um de nós, claro que alguns contribuem mais e outros optam por ter uma participação bem discreta.

Tem exemplos interessantes que gostaria de compartilhar, um deles é o nosso novo passaporte, em quanto um passaporte brasileiro, tem uma validade de 5 anos, e custa R$ 156,07. Um cidadão europeu, por exemplo, que resida no Brasil, e precise um novo passaporte, recebera um novo documento, com os mesmos padrões de segurança, com validade de 10 anos e, caso seja espanhol, desembolsara R$ 40,70. Fora a diferença do preço, a diferença do prazo de validade. Num calculo rápido a diferença entre um e outro documento e de 750 % a mais para o nosso passaporte.

Enquanto os Detrans de estados desenvolvidos, como Alagoas, para citar um exemplo, envia diretamente para o domicilio do proprietário de cada veiculo, o documento para pagar o IPVA, diretamente no banco, para que ninguém corra o risco de esquecer de pagar na data e desta foram melhore a própria arrecadação do estado.

Outro exemplo e o vizinho estado do Paraná,alem de igualar a eficiência alagoana, ainda envia diretamente ao domicilio, a nova via da carteira de habilitação, quando da renovação, poupando ao contribuinte de ter que voltar, para ver se já chegou.

Aqui no nosso estado, os Detrans disponibilizam espaços privativos, para o atendimento exclusivo, dos despachantes, este grupo de profissionais, que tanto contribui a facilitar a vida dos contribuintes. Evidentemente são dois caminhos distintos.

Parece um jogo, em quanto uma parte busca complicar e dificultar, tudo o que seja possível outro grupo se organiza, para superar as barreiras e dificuldades, que os outros criam. Num eterno jogo de gato e rato.

Em quanto um ministro da desburocratização, no século passado, tentou simplificar a vida do cidadão contribuinte, revogando decretos, portarias, instruções normativas, memorandos e outros mil artifícios que conspiram contra o contribuinte. Uma nuvem de aplicados burocratas, reduzem o prazo de validade dos documentos, mudam o modelo do formulário, aumentam o valor das taxas, criam novas exigências.

E pensar que no Japão não tem cartórios, como será que eles fazem?

Nada que R$ 50 a mais não resolvam.

Publicado no AN Cidade

Abrigo Animal (2)

Em tempo, o projeto encaminhado a Camara de Vereadores de Joinville, praticamente dobra os recursos, repassados pela Prefeitura Municipal, se ainda não resolve, tem que reconhecer que é uma grande ajuda.

13 de dezembro de 2007

Caiu a CPMF


É agora...???

Qual será a nova garfada????

O PERDE-GANHA DO "NÃO" À CPMF
por Paulo Rabello de Castro, na Folha de S. Paulo, 19.12.07.

Feitas as contas, aparece o quadro que já tinha ficado claro para muitos: com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), perde o governo -só a curtíssimo prazo e muito menos do que alardeava-, mas ganha a sociedade, imensamente. O movimento contra a prorrogação, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu a "sonegadores", partiu justamente dos setores que mais recolhem a CPMF (portanto, não sonegam nada) e depois transferem o tributo ao contribuinte final: o povo. Empresários e produtores naturalmente transferiam o ônus final da CPMF para os contribuintes invisíveis, o cidadão que entra na loja ou no supermercado e não vê o tributo embutido no preço da sua compra.

Com a extinção da CPMF, o ganho da sociedade não é só financeiro, mas institucional. Ao contrário do que reverberou o governo no auge da disputa, os milhões de indivíduos que se mobilizaram para pressionar o Congresso contra a CPMF não são um "bando de irresponsáveis". Irresponsável foi o governo por contar com o tributo provisório para financiar despesa permanente, logo com a saúde. Agora é preciso fazer aprovar a emenda 29, da saúde, essa, sim, fonte permanente e estável para o financiamento do SUS. A era da improvisação e do assalto ao bolso do contribuinte parece estar acabando. Essa é a melhor notícia que a sociedade poderia dar a si mesma com um recado claro ao governo, sobre os limites do poder de tributar.

Deu-se um "basta" à estrutura fiscal de fancaria que impede o Brasil de se tornar um país normal em termos tributários e de controle de gastos públicos. O país avançou. É pura ignorância a afirmação circulada, atribuindo ao fim da CPMF o risco de adiamento do "grau de investimento", a ser concedido pelas agências de risco norte-americanas ao Brasil. O país arrecadará em 2008, como decorrência dos 5,5% de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), um acréscimo não previsto de receita fiscal, da ordem R$ 20 bilhões, mais da metade da arrecadação da CPMF perdida. Outra recuperação fiscal fundamental é a que o governo terá quando deixar de pagar a CPMF embutida nos juros de sua imensa dívida pública, algo na faixa de R$ 10 bilhões. Os últimos R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões de recuperação provirão facilmente de remanejamentos de verbas e pela redução de desperdícios catastróficos, num governo que elevou seus gastos em quase R$ 200 bilhões, cinco vezes o valor da CPMF.

O final da história é mais interessante. O "dinheiro de ninguém" da CPMF passará a ter um destino de muito maior produtividade, pois os bilhões do tributo serão despendidos pelas famílias e pelas empresas. Isso significará mais crescimento e mais empregos. O erro palmar do argumento pró-CPMF sempre foi esse: achar que o tributo cria alguma riqueza adicional. Não! A CPMF, ou qualquer outro tributo, é parte da riqueza já criada no setor privado, que o governo confisca para os cofres públicos, reduzindo o bem-estar geral. É o povo que gera riqueza. Também é o povo, não o governo, quem sabe o que mais lhe convém. É o povo, não o governo, o fiel da democracia e da alternância do poder.

Portanto deveriam ter mais vergonha e responsabilidade os que, no dia seguinte a uma pequena revolução silenciosa como essa, da queda da CPMF, pretendem, desde logo, recriar ou elevar tributos, no tapetão execrável da política de conchavos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...