19 de novembro de 2009

Anel Viário

O jornal A Noticia, publica hoje a carta do Eng. Rogerio Novaes, tambem defensor do conceito de Anel Viário. Leia a integra da carta.

  • Anel viário

    Leitor assíduo de “A Notícia”, fiquei entusiasmado com a entrevista concedida ao colunista Claudio Loetz pelo presidente da Acij, Carlos Schneider.

    Loetz trouxe ao debate um tema muito importante e explorado nas eleições de 2008. Na ocasião, os candidatos do PT e do DEM disputavam a paternidade do Projeto Eixo Norte-Sul, sob a alegação de que essa seria a única solução para o sistema viário. Os candidatos do PP e do PDT pregavam que a solução viria com o veículo leve sobre trilhos (VLT).

    Eu, representando o Partido Verde, optei por um projeto único, totalmente viável, integrando as necessidades das pessoas.

    Elencamos oito eixos balizadores e mostramos a todo joinvilense que é possível fazermos uma cidade mais organizada e moderna.

    Entre os 43 desenhos apresentados, um foi o do “anel viário”. Proposta radicalmente inversa ao processo natural que se permite em Joinville, mas que temos como alternativa de organização espacial da cidade.

    Naquela mesma eleição, no segundo turno, do qual não participei, os dois candidatos perceberam que a solução para nosso sistema seria mesmo a implantação do anel viário e defenderam a minha ideia.

    Torço para que o prefeito perceba que o projeto merece ser considerado por ser, sem sombra de dúvida, a melhor e mais inteligente alternativa.

    Rogerio Novaes
    Joinville

  • 18 de novembro de 2009

    Embate desigual


    Embate Desigual


    A responsabilidade para determinar que cidade teremos no futuro, esta hoje dividido a partes iguais entre o legislativo e o executivo, a LOM concede este direito a ambos. Divisão esta que parece injusta, se consideramos a capacidade, conhecimento especifico e a estrutura desigual que ambos possuem. A situação se agrava quando o planejamento não é feito de forma coordenada e harmônica.


    O Executivo dispõe para planejar a cidade de uma estrutura formidavel, o IPPUJ, com mais de 60 funcionários, dos quais 30 com formação superior, em arquitetura, engenharia, sociologia, psicologia, entre os engenheiros, alem de civis, também elétricos, florestais e por ai afora. Uma força que não pode ser desconsiderada e que permite ao executivo ainda combinar esta capacidade com a Procuradoria do município e o competente quadro técnico da Seinfra se for necessário.


    O legislativo, para legislar na área de urbanismo e planejamento urbano, conta com um único Engenheiro químico, como assessor de urbanismo e pouco mais, parece uma luta desigual, quando os interesses e objetivos não são os mesmos. A complexidade dos temas em analise, as repercussões de decisões tomadas sem os necessários estudos técnicos e sem um amplo debate, são custosas para a sociedade e tem trazido a cidade a esta situação em que nos encontramos.


    A falta de harmonia na concepção da cidade e a construção de modelos diferentes de desenvolvimento, tem impacto profundo na cidade. Os únicos perdedores neste embate somos os cidadãos que vemos Joinville, sendo retalhada e segmentada em pequenos pedaços, que mostram a luta de interesses opostos.


    Ao criar o Conselho da Cidade, Joinville passou a contar com um ambiente democrático, participativo e representativo da sociedade. O Conselho da Cidade é um foro mais adequado e qualificado, que as audiências publicas homologatórias que a Câmara de Vereadores tem promovido no atacado, para tentar dar credibilidade a um processo em que a sociedade virou um mero espectador. Massa de manobra para ocupar o plenário. Audiências publicas que tem se desprestigiado a cada nova edição pela sua banalidade, superficialidade e ausência total de estudos técnicos que possam servir de embasamento.


    Joinville só será uma cidade melhor, quando consigamos unir toda as capacidades em prol dos mesmos objetivos e neste momento, desconsiderar a credibilidade que o Conselho da Cidade representa, acrescentada pela capacidade técnica das próprias câmaras técnicas e da estrutura do IPPUJ, é um contra-senso e compromete o nosso futuro e o das próximas gerações, que pagarão o preço da nossa pequenez atual.

    17 de novembro de 2009

    Raios?


    — Operador Nacional do Sistema admite que o apagão pode não ter sido causado por raio.

    Ministerio da Verdade


    Nunca antes na historia desta cidade


    Do mesmo modo que o governo federal repete a saciedade o bordão, “Nunca Antes na Historia deste Pais...” Também em Joinville tem se adotado o mesmo principio. Por citar um exemplo recente, Na Festa das Flores o tópico é que nunca antes na Historia da Festa das Flores... Por favor, me poupe, uma festa que chega a sua 70 edição, com certeza já viu de tudo. Desde trabalho voluntário sendo regiamente remunerado, a verbas milionárias para publicidade, até compras sem licitação.


    A Prefeitura Municipal encaminhou recentemente um projeto de lei para criar novos cargos no executivo, sem tomar o cuidado de reduzir nenhum em outros setores, em que sem duvida tem gente sobrando, também neste caso o bordão erra, porque já outras vezes na historia desta cidade vimos este tipo de situações.


    Poderia ser aproveitado o projeto de lei para criar um novo serviço, que já começou a funcionar, por enquanto de forma pouco profissional, porem com bons resultados. A implantação do MINVER (Ministério da Verdade) que no caso de Joinville deverá assumir o titulo de SEVER ou Secretaria da Verdade. A construção da verdade é uma peça importante do modelo de governo proposto.


    As informações para a sociedade, passam a ser verdades, Os parques serão entregues em 2009, se depois não acontece, a SEVER tem o cuidado de informar que não foi bem assim, que o que tinha sido informado seria que seriam entregues em 2010, em 2011 ou em 2012, dependendo claro da pluviometria. Que o PA 24 Horas, que estava quase pronto, continua sem ser entregue a população, não tem problema, os técnicos da SEVER, emitem um novo comunicado esclarecendo, que não era bem isto, que na verdade o projeto tem problemas, que precisam ser resolvidos e a obra refeita por um custo varias vezes superior ao orçado.Que é preciso uma justificativa para cortar umas árvores que atrapalham o novo corredor de ónibus, os técnicos da SEVER inventam parasitas e problemas inexistentes, para convencer a população da ação heróica dos bravos desmatadores, que operam em prol da segurança da população desvalida. Que em lugar de contratar novos médicos, estamos hoje com menos médicos, porque o município paga pouco. Nada que a competente estrutura da SEVER, não possa resolver informando que os salários que Joinville paga para os médicos especialistas, são maiores que os que recebe o ministro da Saúde de Mali, ou que se equivale aos proventos que um pipoqueiro em Times Square, recebe num final de semana movimentado.

    Anel Viario (Versão Publicada pelo Jornal A Noticia)

    Anel viário, por Jordi Castan*

    Em entrevista ao jornalista Claudio Loetz, em “AN”, o presidente da Acij, Carlos Schneider, sugere a construção de um anel viário para resolver os problemas do trânsito. A proposta serve também para questionar o projeto de um eixão Norte-Sul. O bom senso recomenda que a ideia deve ser vista com ceticismo, porque foi concebida de forma apressada, nos estertores da administração municipal passada e mais direcionada a criar um fato político na campanha eleitoral do que a ser uma alternativa viável.

    O projeto, que nunca parece ter superado a fase de um desvario, é caro, exige pesadas obras de infraestrutura e quase com certeza não sairá do papel. E se o fizer, será parcialmente, acrescentando uma às dezenas de obras incompletas ou parcialmente executadas. Os seus principais erros são o de não resolver as necessárias ligações Leste-Oeste e desconsiderar o modelo de uma cidade policêntrica, que precisa fluir sem passar obrigatoriamente pelo Centro.

    Schneider é qualificado para opinar sobre o tema, apesar de não ser um especialista em urbanismo, pois é uma pessoa viajada. Viajar lhe permite adquirir uma perspectiva diferente da cidade, dos problemas e das possíveis soluções. Ao ver a cidade com outro olhar, passa a propor alternativas que não sejam as pautadas pelo imediatismo político e pela mediocridade possível.

    É alguém que pensa e que faz do pensar um hábito. Que planeja a médio e longo prazo. Que toma decisões que definirão o futuro de milhares de pessoas. Esta forma de agir confronta com a unicidade de pensamento e com a falta de criatividade, que têm traçado o destino de Joinville há tempos. Se por um lado a opinião contrasta com projetos que repousam nas gavetas da Prefeitura, por outro exigirá dele e da Acij posições e atitudes mais firmes.

    O episódio lembra aquele rei da Idade Média que, querendo confrontar o conhecimento dos sábios do reino, perguntou: Aonde está o centro do mundo? Um jovem discípulo respondeu: “O exato lugar que sua majestade ocupa. Porque sendo o mundo redondo, todos os pontos estão equidistantes”. Frente aos que enxergam um mundo plano, é bom escutar que o mundo é redondo, como a proposta do anel viário.

    Este texto. editado pelo jornal, difere sensivelmente do texto original enviado para publicação. O jornal entendeu que esta versão seria melhor. O leitor do blog pode comparar as duas versões e tirar as suas conclusões.
    Algumas vezes pro motivos tecnicos, de espaço ou de compreensão os textos publicados nos jornais são editados. Ao editar, pode acontecer que o sentido de determinadas frases seja alterado. Outras vezes o texto melhora sensivelmente.
    Como dizem os italianos: "Tradutore, traditore"

    16 de novembro de 2009

    A arte da Mentira Política (*)


    A arte da Mentira Política

    Recentes estudos comprovam o todos já estamos carecas de saber. Todos mentimos, a diferencia reside na quantidade de vezes e no tamanho das mentiras.

    Mark Twain escreveu que “ Ninguém poderia viver com alguém que falasse sempre a verdade.” E é hoje que a sua afirmação se mostra profética.

    Especialistas fazem questão de diferenciar as pequenas mentiras, aquelas chamadas caridosas, como por exemplo quando alguém próximo nos pergunta: você acha que engordei? Ou os contadores de historias, Quando todos sabemos que tudo não passa de um exagero ou de uma fabulação, neste grupo é fácil encontrar pescadores e namoradores. Que não podem ser colocadas no mesmo nível que aquelas proferidas pelos mitômanos profissionais, aqueles que tem como objetivo enganar, burlar e se aproveitar da boa fé dos outros.

    Neste quesito ninguém consegue um refinamento maior que os nossos políticos. Inclusive já em 1600 o escritor britânico Jonathan Swift escreveu o seu tratado da Arte da Mentira Política, livro de leitura obrigatória em curso de graduação e doutorado, que mostra com todo luxo de detalhes a refinada técnica que deve ser desenvolvida para poder mentir com profissionalismo.

    A arte da mentira, requer alem da teoria, a pratica e só a pratica diária leva a perfeição. Entre as dicas que devem ser seguidas a risca pelos mitômanos profissionais, destacam a de Não estabelecer prazos curtos para as promessas que se façam, porque podem ser verificados pelos eleitores. Por isto não é recomendável dar datas exatas para inauguração de Parques, praças, PAs (Pronto Atendimentos), ou para asfaltamento de ruas ou construção de binários. Sempre é necessário deixar a porta aberta para o imponderável, como chuvas, desapropriações ou raios.

    Outro tema que merece ampla discussão é se o povo, tem ou não direito a saber a verdade, a opinião geral é que o povo formado por gente ignara e pouco preparada, deve ser enganado sistematicamente, que não pode e não deve, pelo seu próprio bem, ser confrontado com a verdade.

    É verdade, contudo, que frente as mentiras contumazes dos políticos profissionais, o povo responde com as suas. Numa ingênua forma de resposta e equiparação, comentando e fofocando, que fulano engordou no governo, que comprou casa na praia, ou que uma vizinha assegura que a mulher fez uma plástica, paga por um empreiteiro. Tem quem assegura que aquela ex-miss, teria sido a sua amante. Mentiras tolas, que o povo usa para, tentar se equiparar a verdadeiros profissionais do dissimulo e da truanice


    Lula no Vale de Jequitinhonha



    O Presidente foi a Itinga, no vale do Jequitinhonha, para inaugurar uma ponte, e foi agraciado com uma camiseta vermelha, com a estrela do PT.

    Veja o mico que ele pagou!

    A camiseta foi-lhe entregue com a parte da frente voltada para ele.

    Ao estendê-la para ver sua foto ele expôs a parte de trás para os outros.

    Veja só a cara dele quando viu o que todos os presentes já tinham visto.

    Um fotógrafo amador, Walter Caramujo, flagrou o lance.

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