26 de julho de 2013

Para pensar acordado

"A virtude é difícil de se manifestar, precisa de alguém para orientá-la e dirigi-la. Mas os vícios são aprendidos sem mestre" 

Seneca

25 de julho de 2013

Quer saber porque faltam recursos para saúde e educação?


Olhando assim ficou mais fácil de entender porque nunca teremos recursos suficientes para resolver os problemas do país.

24 de julho de 2013

Paternalismo

Presidente da Ruanda, Paul Kagame participando do trabalho voluntario

"Ajudar a alguém permanentemente, faz dessa pessoa um inútil"

Paul Kagame, presidente de Ruanda

23 de julho de 2013

O ouro, a sujeira e a mitologia

O ouro tem ganhado destaque e relevância desproporcional, na outrora pacata Joinville. Motivando inclusive artigos de jornal. Com repetidas citações ao prezado metal tem aparecido também referencias ao rei Midas. Personagem mitológico, que reinou na Frigia, aonde hoje se situa Anatólia.

 Recebeu do deus Dionysos o poder de converter em ouro tudo o que tocasse, como recompensa por ter hospedado a Sileno seu pai, quando se perdeu no mato, depois de uma bebedeira e foi acolhido por Midas. O rei passou a ser vitima do seu desejo e corria o risco de morrer de fome e de sede, pois tudo o que tocava se converteu em ouro, inclusive a comida e a bebida. Chegou ao ponto de converter a sua filha em ouro, quando ela carinhosamente o acariciou, desconsolada com o seu sofrimento. Seu desejo se converteu num pesadelo e pediu a Dionysos que lhe devolvesse a sua condição anterior. Abriu mão do seu poder para recuperar a sua filha e não morrer de inanição.

Em quanto a historia de Midas é bem conhecida e divulgada, pouco ou quase nada tem se escrito sobre outro importante personagem da mitologia grega, Coprofilos,  filho ilegítimo de Escatologos. Um semideus que tinha a capacidade de vicejar e prosperar nos ambientes mais imundos e sórdidos. Mesmo aparentado  com outros semideuses e heróis do Olimpo, privilegiava a amizade dos príncipes, vizires e paxás que preferiam de refocilar alegremente no lodo imundo e na sujeira de todo tipo. O seu palácio era a Cloaca Máxima e eram famosas as festas e orgias que oferecia aos seus amigos e convidados. Entre seus poderes o mais apreciado e que o fez famoso era a capacidade de sempre aparecer impecavelmente vestido, com sua túnica de linho branco com adereços dourados mesmo quando rodeado pela maior imundice.

Coprofilos, incompreensivelmente nunca recebeu o reconhecimento que merecia e só agora alguns estudiosos das mais prestigiosas universidades gregas começam a investigar com profundidade a figura deste semideus, pouco citado na mitologia, que conseguiu se mantiver eternamente limpo e com uma imagem impoluta, mesmo salpicada pela sujeira mais imunda. Há quem defenda que ele foi o antecessor de outro semideus moderno, conhecido como Teflon a quem nada de ruim adere e que é adorado e cultuado por boa parte dos políticos locais que lhe erigem altares e o adoram na intimidade.


O essencial é invisível aos olhos

O prédio da antiga prefeitura esta no meu caminho diário, passo na sua frente, como mínimo, duas vezes por dia. Ainda não me acostumei ao seu abandono e ao descaso com que é tratado o nosso patrimônio. Um edifício que foi um ícone na sua época. Representa um modelo arquitetônico com valor histórico e utilizou de técnica construtiva inovadora, esta abandonado as traças e corre riscos pelo seu péssimo estado de conservação. Tem servido de almoxarifado, de escritório provisório para atender contribuintes e até foi proposto para sediar a nossa Hollywood sambaquiana, sem muito sucesso.

O debate sobre a conveniência ou não de grafitar o prédio da antiga prefeitura, desperta opiniões favoráveis e contrarias com intensidade típica de vila de interior. Na verdade o próprio debate ignora o essencial. Saint Exupéry nos lembrava que o essencial é invisível aos olhos. Os nossos olhos há tempo deixaram de enxergar e vagam míopes no cenário de uma Joinville opaca e abandonada a sua sorte. 

O essencial é que o prédio esta abandonado grafita-lo ou não, não tem a menor importância. Os que não enxergam o essencial enxergam só o acessório.   Alguém se preocupa? Até agora ninguém. Se perguntado, o poder público, responderá que não tem recursos. Pode até ser que não tenha recursos, mas como tampouco tem vontade, nem ideias fica bem difícil que o edifício não acabe um dia caindo sobre as cabeças dos guardas ou de algum transeunte desavisado.

Bastou alguém ter a ideia de grafitar a fachada descolorida e suja, para que clamem ao céu os que consideram que o grafite representa uma agressão ao patrimônio. Se clamassem com a mesma intensidade pelo abandono do prédio, se houvesse uma mobilização em jornais, nas redes sociais e nos diferentes coletivos que tem na cultura e na preservação das nossas precárias raízes históricas, até poderia me posicionar de outra forma. Mas não há como concordar por um lado com o abandono e acreditar o discurso da falta de recursos para preservar e discordar de uma intervenção que tem entre outras virtudes a de chamar a atenção para mais uma construção pública que parece, a pesar do seu tamanho e localização, ter desaparecido coberta por um grosso manto de invisibilidade. O essencial é que o poder público é incompetente para preservar o seu patrimônio e ninguém se importa. Só depois que os prédios são interditados ou oferecem risco para as pessoas ai todos lembram.


Em tempo, achei o trabalho dos grafiteiros muito bom, profissional, bem feito. Proponho que a sua próxima intervenção seja na fachada da prefeitura municipal. Ainda que pelo andar da carruagem tenha quem possa achar que uma pichação encaixaria melhor com aquele prédio. O grafite é inovador e alegre demais. 

22 de julho de 2013

Pergunta ao Secretário da Habitação.

Pergunta ao secretário da habitação.

O inciso VI do art. 17 da Lei Complementar n. 261/2008 (Plano Diretor) prevê a diretriz a seguir:

VII - evitar a produção de habitações sociais em áreas distantes da mancha urbana consolidada e das oportunidades de geração de emprego e do empreendedorismo, característica e vocação local, dos equipamentos públicos, das atividades de cultura e lazer da cidade; 
A nova administração municipal irá obedecer o Plano Diretor e construir as habitações sociais mais próximas da mancha urbana, aproveitando os diversos imóveis OCIOSOS da própria prefeitura, como os da RUA SÃO PAULO, e construirá empreendimentos menores? Ou insistirá em construir conjuntos enormes bem distantes do centro, sem qualquer estrutura, como o TRENTINO, o empreendimento do JARDIM PARAÍSO e o empreendimento do VILA NOVA (prédios cercados de plantações de arroz)?


Juarez Vieira
Conselheiro da Cidade

Indicado pela AMIGA - Associação de Moradores Anita Garibaldi

Teste seu ingles


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