17 de outubro de 2010

recebido e repassando

Lula admitiu no dia da criação do Bolsa Família: foi idéia de um governador tucano! Mais: as políticas já existiam!

Vocês já sabem que o Bolsa Família foi criado pelo governo FHC — os programas unificados sob essa rubrica tinham outro nome. Quem dizia que isso deixava o assistido preguiçoso era Lula. Segundo ele, o cara perdia a vontade de “plantar macaxeira”, como afirmou em abril de 2003 (leia post a respeito aqui). Se você quiser matar saudades de ver Lula a dizer que programas sociais despolitizam os pobres e os fazem pensar “com o estômago, não com a cabeça”, clique aqui.

Agora vejam este vídeo. É histórico!

http://www.youtube.com/watch?v=4vCeoPLLUn8&

SEM MEDO DO PASSADO

SEM MEDO DO PASSADO
Fernando Henrique Cardoso


O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.


Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?


A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.


Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.


Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares; do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal; de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada; de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.


Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.


O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu

espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.


Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da Aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).


Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Comparando os governos FHC X Lula

Para quem gosta de comparar o tempo de FHC com o tempo de Lula, conheça as estatísticas OFICIAIS:

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO


O Índice de Desenvolvimento Humano, um dos principais indicadores do nível de vida da população de um país, cresceu muito mais durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula. Isto significa que a qualidade de vida do povo brasileiro melhorou de forma mais acelerada no governo anterior que no governo atual.

Fonte: Dados oficiais da ONU

De 1995 a 2000 (FHC) cresceu 7,62% ou 1,48% ao ano

De 2000 a 2007 (Lula) cresceu 2,91% ou 0,41% ao ano

ACESSO À REDE DE ÁGUA

O percentual de domicílios com acesso à rede de água potável encanada, condição praticamente básica à dignidade humana nos dias atuais, cresceu de forma muito mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.

Fontes: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 42,09% em número absoluto ou 4,49% ao ano; cresceu 9,33% em proporção do total ou 1,12% ao ano

De 2002 a 2007 (Lula) cresceu 19,22% em número absoluto ou 3,58% ao ano; cresceu 4,02% em proporção do total ou 0,57% ao ano

ACESSO À REDE DE ESGOTO

A quantidade de domicílios com acesso à rede de escoamento de esgoto, critério essencial para a qualidade de vida da população, cresceu de forma mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.

Fontes: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 55,16% em número absoluto ou 5,65% ao ano; cresceu 19,23% em proporção do total ou 2,22% ao ano

De 2002 a 2007 (Lula) cresceu 29,52% em número absoluto ou 5,31% ao ano; cresceu 14,62% em proporção do total ou 1,97% ao ano

ACESSO À ENERGIA ELÉTRICA

O percentual de domicílios com acesso à rede elétrica, outro critério essencial para a obtenção de um bom nível de qualidade de vida, cresceu muito mais rápido durante o governo anterior que no governo atual.

Fontes: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 7,44% ou 0,90% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 2,48% ou 0,35% ao ano

PORCENTAGEM DE DOMICÍLIOS COM GELADEIRA

O refrigerador tornou-se item essencial para a família. Mesmo assim, ainda existem domicílios que não possuem este eletrodoméstico. A proporção de domicílios com geladeira cresceu muito mais rápido durante o governo Fernando Henrique que no governo posterior.

Fontes: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 20,75% ou 2,39% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 8,30% ou 1,15% ao ano

PORCENTAGEM DE DOMICÍLIOS COM TELEVISÃO

Aparelho televisor, mesmo não sendo essencial à sobrevivência, é de grande importância para o tempo de lazer da população, influenciando assim a qualidade de vida. Acesso à televisão cresceu mais rápido no governo anterior que no governo atual, apesar da às vezes dramática diminuição nos preços.

Fontes: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 18,73% ou 2,17% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,66% ou 1,30% ao ano

(preços de TVs despencaram no governo Lula)

PORCENTAGEM DE DOMICÍLIOS COM TELEFONE

O telefone tornou-se um item essencial à qualidade de vida do cidadão. Antes considerado um bem de difícil acesso, após a privatização do setor sua disponibilidade cresceu vertiginosamente. A tabela abaixo resume os dados de crescimento no acesso a linhas telefônicas nos últimos governos.

Fonte: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 224,21% ou 15,84% ao ano

De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 37,82% ou 4,69% ao ano

MORTALIDADE INFANTIL

A alta mortalidade infantil era um dos problemas mais trágicos do Brasil. Felizmente, a estabilidade e o desenvolvimento tem permitido uma queda progressiva no número de crianças que morrem antes de completar um ano de idade. A queda neste número foi, no entanto, muito mais pronunciada durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.

Fontes: Dados oficiais do DataSUS

De 1997 a 2002 (FHC) caiu 21,94% ou 4,83% ao ano

De 2002 a 2010 (Lula) caiu 20,16% ou 2,78% ao ano

ESTATÍSTICAS DE ACESSO À EDUCAÇÃO

EVASÃO ESCOLAR

Evasão escolar é algo extremamente preocupante em qualquer sociedade, principalmente na idade normalmente associada ao ensino secundário – que pode fazer uma diferença crucial na vida de uma pessoa. Enquanto o número de crianças de idade entre 15 e 17 anos que não freqüentavam a escola caiu dramaticamente durante o governo Fernando Henrique, este número permaneceu preocupantemente estável durante o governo Lula.

Fonte: Dados oficiais do IBGE

De 1994 a 2002 (FHC) variou -51,44% ou -8,63% ao ano

De 2002 a 2007 (Lula) variou -4,32% ou -0,88% ao ano

ACESSO À UNIVERSIDADE

Acesso à universidade é uma medida clara do desenvolvimento da educação em um país. Segundo o censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira fornece dados a respeito.

Fonte: Censo da Educação Superior do INEP

De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em instituições federais cresceu 44,65% ou 5,42% ao ano

De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em instituições federais cresceu 20,97% ou 3,22% ao ano

De 1994 a 2002 (FHC) o número total de matrículas no ensino superior cresceu 109,50% ou 9,69% ao ano

De 2002 a 2008 (Lula) o número total de matrículas no ensino superior cresceu 45,98% ou 6,51% ao ano

ÍNDICE DE ANALFABETISMO

O índice de analfabetismo indica o percentual da população total, acima de 15 anos de idade, que não sabe ler nem escrever um bilhete simples.

Fonte: Dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA

De 1995 a 2002 (FHC) caiu 27,77%% ou 3,99% ao ano

De 2002 a 2007 (Lula) caiu 15,60% ou 3,33%% ao ano

ESTATÍSTICAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO


SALÁRIO MÍNIMO

Fontes: Medida Provisória 566/1994, Medida Provisória 35/2002, Lei 1.255 de 2010

De 1994 a 2002 (FHC) o salário mínimo cresceu 208,68% ou 15,13% ao ano

De 2002 a 2010 (Lula) o salário mínimo cresceu 155,00% ou 12,41% ao ano

TAXA DE CRESCIMENTO ECONÔMICO:

Fontes: Dados oficiais do Banco Central do Brasil, Dados oficiais do Fundo Monetário Internacional

Crescimento mundial durante governo FHC: 24,27% ou 2,75% ao ano

Crescimento mundial durante governo Lula: 74,46% ou 8,27% ao ano

Crescimento do Brasil no governo FHC: 19,74% ou 2,28% ao ano ou 82,77% da média mundial

Crescimento do Brasil no governo Lula: 27,66% ou 3,55% ao ano ou 42,91% da média mundial

Durante o governo Lula, o Brasil cresceu muito menos que o resto do mundo

Durante o governo FHC, o Brasil cresceu apenas um pouco abaixo da taxa média do resto do mundo

Crescimento no governo Collor/Itamar: 6,75% ou 1,31% ao ano

Evolução no governo FHC em relação à média anterior: 73,33%

Evolução no governo Lula em relação à média anterior: 55,88%

Mesmo havendo maior crescimento absoluto no governo Lula, a TAXA anual média de crescimento da economia CRESCEU muito mais no governo FHC que no governo Lula

NÍVEL DE DESEMPREGO:

Fontes: Dados oficiais do IBGE até 2002 e pós 2002

Final do governo FHC (dez/2002): 6,17%

Final do governo Lula (set/2010): 6,9%

INFLAÇÃO AO CONSUMIDOR

Fonte: Banco Central do Brasil
Inflação acumulada de 1990 a 1994 (Collor/Itamar): 41.941.718,61%

Inflação acumulada de 1995 a 2002 (FHC): 114,43%, ou 0,00028% do acumulado anterior. Queda de 99,99972% em relação ao governo anterior.

Inflação acumulada de 2003 a 2010 (Lula): 47,72%, ou 41,71% do acumulado anterior. Queda de 58,29% em relação ao governo anterior.

Queda na inflação acumulada foi muito maior no governo FHC que no governo Lula

Fernando Henrique, como Ministro da Fazenda, implantou o Plano Real, que controlou a hiperinflação

Governo FHC consolidou a estabilidade do plano real

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL

Fonte: Dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA

Dívida pública federal ao final do governo FHC (12/2002): R$ 560.828.810.000,00

Dívida pública federal ao final do governo Lula (10/2010): R$ 985.808.530.000,00

A dívida pública federal líquida ao final do governo Lula é quase o dobro da dívida ao final do governo Fernando Henrique.

Coisa de Rico - Coisa de Pobre

Uma nova garfada a caminho


Na Folha de São Paulo de hoje o jornalista Elio Gaspari publica a seguinte nota:

A ANEEL QUER NOVOS MEDIDORES DE ENERGIA

A Agência Nacional de Energia Elétrica decidiu ouvir a patuleia em audiência pública para decidir a substituição dos atuais medidores de consumo por novos modelos. Pelo projeto, quando a decisão for tomada, as distribuidoras de eletricidade terão 18 meses para usar os equipamentos em novas instalações, bem como na substituição dos modelos antigos. Num prazo bem maior, estimado em dez anos, seriam substituídos todos os 63 milhões de relógios existentes no país.
Os novos medidores são mais eficientes e versáteis e, segundo a literatura oficial, não terão custo para a choldra. Não existindo almoço grátis, fica difícil entender como existirá boca livre para medidores. Cada relógio custará entre R$ 200 e R$ 400 contra R$ 50, no máximo, dos modelos atuais. Estimando-se que a rede nacional demande 2,5 milhões de novos medidores a cada ano, o negócio custará em torno de R$ 722 milhões anuais. A substituição gradativa de todos os medidores do país sairá por R$ 18 bilhões, o custo da hidrelétrica de Belo Monte.
Até aí, tudo bem. O risco de curto circuito começa quando se sabe que o equipamento para fabricar os medidores será importado, provavelmente da China. Como a audiência pública permitirá o debate, será possível saber porque a Aneel quer impor ao mercado do interior de Roraima os mesmos padrões de Curitiba e Salvador. Em São Paulo e no Rio, as concessionárias já usam medidores sofisticados e passam bem, obrigado.

Ganha um santinho da candidata do presidente Lula, quem adivinhar, quem vai pagar a conta.

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Os Piscinões (*)


Os Piscinões


A Prefeitura Municipal lançou uma proposta para resolver o problema das enchentes na área central, concretamente a criação de dois piscinões, que serviriam para acumular água de chuva. A solução não é nova, tampouco é econômica e conhecendo a dificuldade histórica que o governo municipal tem para desapropriar áreas, provavelmente nunca seja concluída, porque a desapropriação de duas áreas altamente valorizadas para construir dois piscinões, que não tinham aparecido até agora em nenhuma das propostas de governo, parece pouco provável.


A impermeabilização do solo urbano, estimulada pela ocupação desenfreada e pela criminosa omissão do poder publico permite que as áreas destinadas a jardim, que pelas suas características manteriam a permeabilidade do solo, sejam pavimentadas e aumente com isto a impermeabilização do solo urbano. Uma cidade impermeável passa a sofrer mais e com maior freqüência os efeitos, não das chuvas ou das enchentes e sim da imprevidência. No que os técnicos chamam de tragédias anunciadas.


Os piscinões são o tipo de obras que a maioria dos políticos gostam de propor, são caras, tem um forte impacto negativo sobre o entorno e quando não cumprem a sua função são espaços de fácil degradação. Poderiam ser substituídos por outras soluções mais econômicas, com menos impacto negativo e com orçamentos menores, porem a sua substituição real é definitiva só se alcança a traves de políticas publicas que priorizem a permeabilidade do solo, o aumento das áreas verdes publicas e privadas e uma política impositiva que privilegie a preservação do verde e economizem aos contribuintes milhares de Reais em obras que, como os piscinões, servem para tentar corrigir os erros, que os próprios planejadores criaram.


A utilização de pisos permeáveis, a proibição de pavimentação em areas permeáveis, a manutenção periodica de bueiros e sarjetas, a preservação de áreas livres em volta das margens de rios e córregos, são soluções conhecidas, consolidadas e factíveis, que ainda contam com outras vantagens, são econômicas, não requerem de desapropriações e cabem no orçamento de Joinville.

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