3 de maio de 2009
De Elio Gaspari na Folha
A BANCA CRIOU A GRIPE DA POUPANÇA
Entristecida com a queda da taxa de juros, a banca inventou um problema inexistente, a gripe das cadernetas de poupança. Através dos tempos, a taxa de juros com que o Banco Central remunera as aplicações financeiras do andar de cima sempre foi superior ao rendimento das cadernetas de poupança do andar de baixo. (45 milhões de pessoas têm depósitos de até R$ 100 nessa modalidade de aplicação.) Agora que as duas taxas se aproximam, querem baixar a remuneração da patuleia. Em setembro de 2007, quando os fundos de renda fixa rendiam 0,89% ao mês contra 0,76% da poupança, ninguém reclamava.
O problema é falso porque ainda não existe, pois a Bolsa Copom paga mais que a caderneta. A ultrapassagem só ocorre para o cidadão que aplicou num fundo que cobra acima de 1,5% ao ano pela administração do dinheiro. Essa é a taxa da Caixa Econômica em aplicações de R$ 5.000 a R$ 10 mil por seis meses, mas há bancos que cobram até 4%. O "Tesouro Direto", uma iniciativa do governo que permite a compra de papéis atrelados à Selic, cobra uma taxa de 0,3% ao ano. Se um feirante vende beringelas a R$ 1,50 e outro cobra R$ 4, o problema está no preço, não no legume.
Como diz Warren Buffett, quando a água baixa a gente vê quem está nadando nu.
Entristecida com a queda da taxa de juros, a banca inventou um problema inexistente, a gripe das cadernetas de poupança. Através dos tempos, a taxa de juros com que o Banco Central remunera as aplicações financeiras do andar de cima sempre foi superior ao rendimento das cadernetas de poupança do andar de baixo. (45 milhões de pessoas têm depósitos de até R$ 100 nessa modalidade de aplicação.) Agora que as duas taxas se aproximam, querem baixar a remuneração da patuleia. Em setembro de 2007, quando os fundos de renda fixa rendiam 0,89% ao mês contra 0,76% da poupança, ninguém reclamava.
O problema é falso porque ainda não existe, pois a Bolsa Copom paga mais que a caderneta. A ultrapassagem só ocorre para o cidadão que aplicou num fundo que cobra acima de 1,5% ao ano pela administração do dinheiro. Essa é a taxa da Caixa Econômica em aplicações de R$ 5.000 a R$ 10 mil por seis meses, mas há bancos que cobram até 4%. O "Tesouro Direto", uma iniciativa do governo que permite a compra de papéis atrelados à Selic, cobra uma taxa de 0,3% ao ano. Se um feirante vende beringelas a R$ 1,50 e outro cobra R$ 4, o problema está no preço, não no legume.
Como diz Warren Buffett, quando a água baixa a gente vê quem está nadando nu.
2 de maio de 2009
Dinheiro sobrando
Este texto, originalmente foi postado no dia 30 de janeiro de 2009, como o tema continua atual, publicamos novamente, no momento em que a Camara de Vereadores de Joinville, continua com passos firmes no caminho de se distanciar cada vez mais do eleitor, do cidadão e da realidade do pais.O ponto mais importante da discussão que a sociedade iniciou por conta dos carros dos vereadores de Joinville, não é se os carros devem ser alugados ou não, se cada vereador deve ter um carro ou um helicóptero.
O flamante presidente da Câmara, tem alegado que um dos motivos que permitiria a despesa é o fato da Câmara de Vereadores de Joinville, tem recursos para isto. Em português coloquial, tem dinheiro para poder fazer esta e outras estripulias.
A cidade de Joinville tem visto crescer o seu orçamento de uma maneira significativa nos últimos anos, em pouco tempo o orçamento do município tem passado de 600 milhões de reais a mais de 1 bilião e 400 milhões. Como a Câmara de Vereadores recebe um percentual do orçamento do município, tem chovido muito na horta do legislativo local, o que tem entre outras coisas levado a nossa casa de leis a cometer excessos típicos de quem esta com dinheiro sobrando.
O dinheiro que a Câmara tem a mais é dinheiro que a sociedade tem a menos. Dinheiro proveniente dos impostos, taxas e contribuições que todos pagamos. Nada mas lógico que se tem dinheiro sobrando seja devolvido a sociedade.
A redução do percentual do orçamento que o legislativo recebe seria uma atitude adequada e principalmente ética. Se nos últimos anos a Câmara tem devolvido parte dos recursos ao caixa da prefeitura, não é porque economizou, é porque não deu conta de gastar. Nada seria mais adequado numa época de austeridade e crise, que ver a Câmara cidadã, agindo para adequar o seu nababesco orçamento a uma realidade mais adequada.
Com a bola os senhores edis.
Claro que ao passar a bola aos nossos edis, não era previsivel que eles jogariam a bola no telhado.
Cestas Basicas

A nota a lado, publicada no Jornal A Noticia, na coluna Portal, motivou o desabafo do nosso fiel leitor e colaborador Eng Agr Gert R. Fisher.
Na verdade é que a sensação que fica para o eleitor médio, aquele como você e como eu e que este pais definitivamente virou terra de ninguém, todo o mundo se acha com o direito de espremer um pouco mais as tetas do governo. Esquecendo que o governo não produz nada, só desenvolveu ao longo de décadas e séculos o habito de consumir de forma doentia e compulsória.
Cada um dos três poderes desenvolve uma luta feroz para avançar de uma forma incontrolada, quase cleptocratica sobre os recursos públicos, priorizando os seus benefícios pessoais antes que servir a população, que é em definitiva o seu patrão.
Cada um procurando tirar um naco maior. Ontem os carros da Câmara de vereadores, hoje as Cestas Básicas da prefeitura, partindo da base que a prefeitura hoje é o maior empregador do municipio com mais de 10.000 funcionarios, representa uma cesta basica para cada dois funcionarios. Um numero assutador. Amanha, quem sabe qual será a nova surpresa que nos esta reservada.
Jordi,
Na verdade é que a sensação que fica para o eleitor médio, aquele como você e como eu e que este pais definitivamente virou terra de ninguém, todo o mundo se acha com o direito de espremer um pouco mais as tetas do governo. Esquecendo que o governo não produz nada, só desenvolveu ao longo de décadas e séculos o habito de consumir de forma doentia e compulsória.
Cada um dos três poderes desenvolve uma luta feroz para avançar de uma forma incontrolada, quase cleptocratica sobre os recursos públicos, priorizando os seus benefícios pessoais antes que servir a população, que é em definitiva o seu patrão.
Cada um procurando tirar um naco maior. Ontem os carros da Câmara de vereadores, hoje as Cestas Básicas da prefeitura, partindo da base que a prefeitura hoje é o maior empregador do municipio com mais de 10.000 funcionarios, representa uma cesta basica para cada dois funcionarios. Um numero assutador. Amanha, quem sabe qual será a nova surpresa que nos esta reservada.
Jordi,
Fiquei super indignado com essa noticia. Como pode a corporação dos funcionários públicos municipais, fazer essa apropriação indébita, se todos deveriam ser concursados, que os concursados recebem seus salários, ferias, 14 salário, auxilio doença, seguro saúde, aposentadoria integral, licença prémio de seis meses, etc. etc. ainda recebem cestas básicas que são entregues nas casas dos mesmos contratando transporte especial?
O custo desse disparate é de 5,8 milhões de reais ou mais por ano.
Soube também que os vereadores, os funcionários da câmara que não são poucos também recebem diariamente cotas de leite?
O que esta havendo afinal?
Será que para os contribuintes não há retorno dos impostos na redução das filas de médicos? Com esse dinheiro das cestas e do leite, daria para reduzir as 48.000 consultas medicas marcadas para os próximos 3 anos, em questão de semanas? Daria sim.
Por que todos esses benefícios para os funcionários públicos que legislam em causa própria ?
Pague-se corretamente os funcionários competentes e compromissados, mas não os humilhe com cestas básicas.
A democracia deverá desvendar esses saques, fazendo com que os impostos sejam aplicados por quem os paga e paga muito bem.
Não concordo que funcionário publico com emprego e renda garantidos, recebam como indigentes cestas básicas.
Isto é um deboche.
Gert Roland Fischer
1 de maio de 2009
1 de Maio
Ao trabalhar dedicadamente oito horas por dia, você pode chegar a ser um patrão e trabalhar doze horas por dia.
Que vergonha!
Vergonha é a unica palavra que expressa o que eu sinto.
Os carros da Camara I
Os carros da Camara II
Os carros da Camara III
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