30 de janeiro de 2015

Sem fiscalização não há escolas interditadas

Ao chegar mais perto do inicia das aulas começa todos os anos a tensão para saber quantas e quais as escolas que não poderão iniciar o ano letivo por não atender as exigências legais referentes a vigilância sanitária. Na realidade toda a sociedade deveria estar empenhada em que o poder público cumpra o que exige da sociedade, o cumprimento da lei.

Curiosamente neste ano e quando ainda falta fiscalizar 90% das escolas estaduais e mais de 40% das municipais, a única fiscal da vigilância sanitária foi afastada e este ano não teremos nenhuma escola interditada, porque não haverá uma fiscalização adequada. Isso é bom? Em principio que não se fiscalize não é bom. Que se afaste a fiscal Lia Abreu por 60 dias justamente nesta época em que se concentra a maior intensidade do trabalho de fiscalização das escolas é no mínimo estranho.


Na verdade quanto mais informação esta disponível sobre o episodio mais aumentam as duvidas e mais estranha parece esta coincidência. A sociedade tem o direito a ser informada e bem sobre se as escolas cumprem o que a lei estabelece e quais os motivos que levaram ao afastamento da fiscal. Transparência é bom e quem não fez nada errado não deve temê-la.  

14 de janeiro de 2015

Os zeros do Enem

Pelos resultados do ENEM... + de 500 mil zeros na redação... diminuição das médias das notas... e um ministro da educação afirmando que o ensino público enfrenta graves problemas... começo a acreditar que o século 21 é o do conhecimento... quem tem, tem... os resto sofrera... esqueceu o ministro de afirmar que os alunos que prestam o ENEM são fruto de uma gestão petista... 12 anos... pois quando PT assumiu, a maioria dos alunos tinha em média de 4 a 6 anos... ou seja entrando nas escolas

2 de janeiro de 2015

O cachorro cubano



O cachorro cubano

Um navio procedente de Cuba chega a Santos e todos os cachorros do porto se aproximam para ver o cachorro cubano que sai do navio.
– E aí, sangue bom, é verdade que vocês não têm pulgas?– pergunta um cachorro brasileiro ao cachorro cubano.
– É verdade sim! É que em cuba o governo tem um programa de saúde canina maravilhoso e os cachorros cubanos não temos pulgas. -
– E você sabe ler?-
– Mas é claro, em Cuba todos os cachorros são alfabetizados desde que somos filhotinhos! -
– E comem bem? -
– Bem, é muito difícil a existência de carne, mas sempre aparece um ou outro osso... -
– Se você estava tão bem em Cuba... Por que foi embora? -
– É que senti vontade de latir! -

"Onde não há justiça é perigoso ter razão, 
pois os imbecis são maioria” 

(Francisco de Quevedo)

30 de dezembro de 2014

O IPVA dos carros do detrans

A prefeitura informa que o edital para o aluguel dos carros usados pelo Ittran, hoje Detrans, previa que fossem emplacados em Joinville. Assim o IPVA seria pago aqui. O edital PREVIA, os carros são emplacados em São Paulo. O que a prefeitura vai fazer? "Vamos ficar atentos para que a empresa cumpra o que exige o edital, ou seja que os carros sejam emplacados em nossa cidade" e ainda há quem diga que a Prefeitura não é uma mãe? E a fiscalização? E o cumprimento do estabelecido no edital?

23 de dezembro de 2014

A cidade que desapareceu

Joinville apequenou-se

Uma cidade não desaparece fisicamente, mas se Joinville segue a este passo e ritmo não vai demorar para desaparecer politicamente.

O que sim é certo é que a cada ano Joinville se apequena um pouco mais. A cidade que queria ser a segunda economia do sul do Brasil, hoje é a segunda de Santa Catarina. A cidade que já teve uma importante participação política no governo estadual hoje tem dificuldade para emplacar um único secretario de estado. A melhor prova da pouca importância política da Joinville de hoje é que podemos nos dar por satisfeitos se emplacamos o quarto suplente de deputado estadual, nenhum secretario de estado e quem sabe um presidente de um Deinfra enfraquecido. E não nos enganemos o cargo de Presidente da Celesc é de um joinvilense mas não é um cargo de Joinville. O peso político de Joinville é do tamanho do gigante de Liliput ou de um twa ruandes. A cidade sai menor a cada nova eleição. Com menos peso político, com menos representação e com menos força. E não são poucos os que não acham isso ruim. Tem deputado satisfeito com essa perda de poder político.

Sem peso político, perdendo o peso econômico e sem voz, Joinville se equipara a municípios bem menores e entre ser rabo de leão ou cabeça de rato, parece que a opção tem sido a de ser rabo de rato. Uma cidade que já se vangloriou de ser a maior, hoje enfrenta a triste sina de não conseguir ser nem a maior, e esta longe de ser a melhor. A cidade vê os seus problemas se avolumar, sem aparente solução. As grandes obras publicas não acontecem, as duplicações que estão décadas atrasadas se alastram sem solução visível e qualquer escusa é valida para justificar novos atrasos. Recapeamento de asfalto é festejado com foguetório desproporcional a sua relevancia. E obras importantes de infraestrutura imprescindíveis para o desenvolvimento futuro são vistas como quimeras e não há sequer projetos detalhados que permitam incluí-las nos planes futuros.


Uma cidade que se apequena é também uma cidade dirigida por lideres menores, por gente que não consegue enxergar além da sombra do campanário da sua paróquia. Gente pequena que pensa pequeno. Esses lideres só conseguem pensar num horizonte de no máximo quatro anos.  Pensam a cidade em espasmos quadrienais, pautam-se por eleições e pulam de uma eleição a outra, sem entender que as cidades e os estados devem ser pensadas para as próximas gerações e não para as próximas eleições. Se seguirmos por este caminho é provável que Joinville continue perdendo atratividade, competitividade e além de PIB e renda per capita, perca também a esperança em um futuro melhor e mais prospero.


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