3 de fevereiro de 2011

Para pensar acordado


Transito por C. K. Chesterton






O mundo moderno é um punhado de carros de corrida, todos obrigados a uma parada, presos num engarrafamento de trânsito.

No Rio de Janeiro...


... aqui em Joinville ainda estamos andando na contramão a passos largos em direção ao brejo.

Plano diretor do Rio descentraliza cidade e prioriza paisagem

Projeto, com nova política de ocupação urbana, deve ser sancionado pelo prefeito

O Plano Diretor do Rio a ser sancionado hoje pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB)
destaca a importância de preservar o ambiente e a paisagem da cidade e expõe preocupação
em controlar a ocupação de áreas de risco.

A paisagem da cidade é considerada "o mais valioso bem" do município, e a ocupação
urbana é condicionada a sua preservação.

Atrasado em nove anos, o plano divide a cidade quatro áreas, de acordo com o estimulo
de ocupação.

Os bairros onde se concentrará a Olimpíada são considerados ambientalmente frágeis.
A ocupação, segundo o documento, vai depender de investimentos públicos.

Outra preocupação do plano é criar novos centros comerciais e de serviços, para descentralizar o destino das viagens diárias feitas pelos moradores da cidade. Hoje, a concentração das atividades econômicas na Barra, no centro e na zona sul, por exemplo,
causam gargalos no transporte público. A idéia do plano é criar novos polos na cidade. Paes deve vetar alguns artigos do plano, aprovado no final de 2010 na Câmara. Ele ainda não anunciou quais.

Criado para guiar o crescimento e desenvolvimento das cidades, o Plano Diretor do Rio deveria ter sido atualizado há nove anos. O último, aprovado em 1992, perdeu a validade em 2002. Desde então, a Câmara não conseguiu aprovar novo documento.
Com a atualização, a cidade finalmente incluirá em seu ordenamento jurídico instrumentos
criados pelo Estatuto das Cidades, como a outorga onerosa (pagamento para construir mais do que permitem as regras urbanísticas de cada região).

Folha de São Paulo,
2 de Fevereiro de 2011

Mais gente abrindo os olhos a cada dia

Estou no mínimo espantada com a posição do IPPUJ em relação ao crescimento da nossa cidade. Tenho acompanhado os vários acontecimentos entre representantes de entidades civis e os representantes do poder público, e percebo claramente que o poder público (leia aqui IPPUJ) ou não sabe o que está fazendo ou está fazendo vistas grossas para a realidade de nossa cidade. As várias colocações do Sr Luiz Alberto de Souza (IPPUJ) foram no mínimo infelizes para não dizer desastrosas. Ele deveria pelo menos escutar outros colaboradores do governo atual como o Sr. Marcos Schoene (presidente do Fundema). E, mais, temos que exercer nossa cidadania. Também somos responsáveis pelo que está acontecendo através de nossa omissão. Parabéns ao Arquiteto e Urbanista Arno Kumlehn que é um dos que estão dando o exemplo de verdadeiro cidadão joinvillense. Aprendamos com ele.

Arquiteta e Urbanista Schirley da Silva Quandt

2 de fevereiro de 2011

Breve relato da historia das enchentes em Joinville

Nossa saga molhada começa em 1850, quando um grupo de pioneiros foi enviado para cá com o objetivo de preparar as terras para a futura chegada dos colonos.


Seu líder era o representante da Sociedade Colonizadora de Hamburgo, Hermann Guenther, e coube a ele escolher o local da sede da colônia, optando pelas margens do Rio Mathias, afluente do Cachoeira. Quando os colonizadores de Joinville desembarcaram em 9 de março de 1851, bem em frente onde hoje é a prefeitura, (temos o monumento A BARCA para comprovação) eles seguiram pela trilha aberta por caçadores às margens do Rio Mathias, chegando até o abrigo cedido pela Sociedade Colonizadora onde hoje é a Biblioteca Municipal.


Se antes da chegada dos pioneiros já viviam portugueses na região dos futuros bairros Bucarein e Itaum, áreas mais drenadas e menos propensas à inundações, porque a escolha de um terreno pantanoso como o Centro da nossa futura cidade? A decisão de Guenther resultou em sua demissão dois anos mais tarde, porém os colonos já haviam se estabelecido. Foram tempos difíceis e muitos voltaram para sua terra natal.


Os que ficaram construíram nossa cidade em volta daquela área alagadiça, que cresceu e precisou ocupar regiões mais distantes do Centro, que mesmo assim sofrem com as constantes inundações.


No plano diretor de 1973 já se sabia que regiões no Vila Nova, Morro do Meio, Jardim Sofia e outros bairros da cidade inundavam. Mas ninguém morava por lá, então ninguém sofria. Isso não impediu a ganância de empreendimentos imobiliários que construíram loteamentos, logo habitados por migrantes atraídos pela riqueza industrial da chamada Manchester Catarinense.


Nesse caso nem foi questão de incompetência como na nossa fundação,mas falta de caráter e má gestão pública.


Com o aumento da população crescem os problemas. As regiões alagam mais, pois há mais lixo jogado nos mananciais, o povo sofre mais e uma solução definitiva provavelmente nunca será encontrada.


O próprio Rio Mathias corre hoje sufocado por galerias abaixo de onde é a Wetzel, passando por baixo do estacionamento do Shopping Mueller, seguindo por todas as lojas da Rua Nove de Março, Terminal Central, Abel Schulz e finalmente deságua no Rio Cachoeira.

Ao lado no slideshow algumas imagens das enchentes de Joinville

(texto e fotos de Carlos Augusto de O. Saffi)

Afirmações vazias




"O macrozoneamento, aprovado em 2010, dá apenas a vocação das diversas áreas. Não quer dizer que as ARTs vão virar bairros cheios de casa e asfalto para todo lado, como os críticos têm entendido. As áreas de preservação têm de ser respeitadas, urbanas ou rurais." Luiz Alberto Souza - Presidente do IPPUJ e do Conselho da Cidade

Uma imagem vale por mil palavras. Na mesma area outros projetos habitacionais estão autorizados. A destruição das areas de cultivo é um prejuízo irreversivel. A perda do cinturão verde de Joinville e de areas alagáveis que servem como reservatorios temporarios em caso de fortes chuvas e trovoadas.

Outras perguntas, a agua que antes ocupava este espaço agora ocupará qual? aumentará o nível dos imóveis vizinhos? teremos por tanto mais alagamentos nas areas em volta?

1 de fevereiro de 2011

Quem enganou os vereadores?


Quem enganou os vereadores?

Vários vereadores alegam publicamente ter sido enganados, a afirmação é repetida por uns e outros em espaços públicos. Que os legisladores de Joinville reconheçam que erraram, deve ser visto com bons olhos pelos eleitores. A ação que se espera agora é que o erro seja corrigido. Diferente e mais grave é quando os vereadores afirmam no plenário da Câmara que foram enganados.

Enganar um vereador não é tarefa fácil, os vereadores têm alem do seu conhecimento e a sua formação, um pequeno exercito de assessores a sua disposição para auxiliá-los nas suas decisões. Ainda e por se isto não fosse pouco, a Câmara de Vereadores de Joinville tem um bom quadro técnico que tem condições de auxiliar os edis nas duvidas que venham a ter. O mais importante apoio com que os vereadores podem contar são ainda os seus eleitores, os principais afetados pelas suas decisões e votações.

Se qualquer um dos vereadores tivesse consultado as suas bases eleitorais, teria, com maior facilidade, identificado os possíveis erros ou as armadilhas ocultas trás as afirmações melífluas, dos representantes do poder executivo, ou da redação marota dos projetos de lei encaminhados. Alegar desconhecimento, ou pior ainda assegurar que foram enganados para interpretar a lei de forma diferente ao seu entendimento atual é muito grave.

Os vereadores devem, em prol da transparência e da lisura, evitar fazer acusações vazias, e informar com precisão: Quem logrou a proeza de enganar-los? Em que projetos a sua votação foi influenciada pelo engano? E ainda de que forma este engano sofrido é lesivo aos interesses coletivos dos joinvilenses. Porque os eleitores precisam saber que fez uma coisa destas com os nosso vereadores.

7 Bilhões

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