10 de julho de 2009

Aprender


Aprender e ser um eterno aprendiz.
Nunca deixar de aprender.

Nucleos Setoriais - ACIJ (*)


Nucleos Setoriais um produto de exportação.

Ninguém poderia imaginar em 1991 que a projeto de cooperação entre as ACIs de Joinville, Blumenau e Brusque e a HWK – Câmara de Artes e Ofícios de Munique e Alta Baviera, adquiriria uma tal dimensão e repercussão, quase 20 anos depois.

Foi decisivo para o sucesso do projeto a participação das ACIs da região norte de Santa Catarina, que vislumbraram rapidamente a oportunidade que os Núcleos representavam para dinamizar as entidades empresariais de Santa Catarina, num primeiro momento, as do Brasil num segundo momento, com o apoio da CACB ( Confederação das Associações Comerciais e Industriais do Brasil) e do Sebrae. O desafio de transferir e consolidar o modelo catarinense em todo o pais permitiu que se desenvolvesse um modelo que agora esta sendo implantado em três continentes.

Agrupar empresários de um mesmo setor económico, não é uma novidade, fazê-lo com o apoio de um consultor e ainda inseridos numa associação empresarial, gerou resultados surpreendentes. A utilização de ferramentas de moderação e o desenvolvimento de objetivos comuns a todos, tem feito do modelo catarinense um produto de exportação, um modelo a ser transferido a outras instituições empresariais. Joinvillle, Blumenau, Brusque e cada uma das cidades que aderiram a este projeto são hoje nomes e referencias para empresários em países tão distantes como Sri Lanka ou Vietnam, tão próximos como Bolívia, Equador, Colômbia ou Peru, ou tão diferentes como Argélia.

A vinda de missões empresariais destes países a Santa Catarina, para conhecer a nossa realidade e poder conhecer “in loco” os núcleos, o trabalho dos consultores e o resultado do trabalho dos empresários, tem se convertido numa constante. Do mesmo modo que os empresários Argelinos que visitaram a região em final de 2007, ficaram impressionados com os resultados e hoje já implantaram mais de 140 núcleos que envolvem mais de 1300 empresários. Esperamos que os empresários da CAN (Comunidade Andina de Nações) que participam do projeto AL INVEST IV e que tem como objetivo a criação de 400 núcleos, nos 4 países da CAN, fiquem da mesma forma motivados a implantar este modelo de organização, que faz das Associações Empresariais, entidades mais abertas, democráticas e participativas. Permitem que as empresas que participam dos Núcleos sejam mais produtivas, mais competitivas e melhores.

O trabalho dos consultores catarinenses, para transmitir as experiências aqui desenvolvidas e os exemplos dos núcleos de Santa Catarina servem hoje de referencia para mais de 9.000 empresários, de 120 sectores produtivos, em 7 países. Numero que deve chegar a mais de 25.000 empresarios nos próximos três anos.

Fazer o Bem

Vale a pena ler o texto de Sérgio Luiz Dallacqua, publicado no Jornal A Noticia, Fazer o Bem por Licitação

O texto não precisa nenhum comentário adicional é irretocavel. Em quanto o governo federal distribui milhões a ONGs de amigos, aqui tratamos a mingua as entidades que de forma voluntária assumem com maior competência e menor custo labores e responsabilidades que deveriam ser publicas.

O governo municipal parece que também neste terreno tem escolhido o caminho errado. Se fosse tão facil resolver os problemas por decreto ou por licitação, este pais seria outro. Nem melhor nem pior, seria diferente.

9 de julho de 2009

Democracia a Jato.

A toque de caixa, esta se querendo implantar o conselho da cidade. Dois dias de "Democracia" para criar as Câmaras Comunitárias Setoriais e sem conhecer direito as suas funciones e os seus participantes, votar e ser votado.

Um interessante modelo de democracia a jato. Um modelo turbinado que lembra aquele processo atabalhoado do Planejamento estratégico feito na gestão anterior, ou as audiências publicas que transvestidas de participativas e democráticas só servem para fazer de conta. Para aprovar o que já foi decidido antes. Para criar a ilusão do dialogo e da participação.

8 de julho de 2009

Demorou muito


A noticia de que os carros da Câmara de Vereadores de Joinville, circulam sem identificação, demorou muito.

Ninguém deve se surpreender com a informação, a única surpresa pode ser só para os estultos, que ainda não identificaram corretamente o elevado padrão moral e ético que rege o nosso legislativo.

Tudo aquele teatro com a licitação para aluguel dos carros da Câmara, a transparência e a lisura, não passou de um ginhol, um teatro de fantoches.

A Câmara poderia, punindo os responsáveis, sinalizar com um mínimo de moralização e ética. algo que tem tido dificuldade em deixar transparecer e tem evitado fazer com avareza típica de um tio patinhas. Um estudo criterioso sinaliza que a possibilidade que isto possa acontecer é menor que a possibilidade que a cidade alcance 100 % de de saneamento básico instalado na próxima década.

Desta Câmara é melhor não esperar muita coisa boa, Pode até não ser por falta de vontade, é pura incapacidade mesmo. Tem se convertido numa satrapia, que vive de costas a população que deve representar. Não podemos deixar de destacar sua capacidade para simultaneamente ignorar o eleitor e descumprir a suas próprias leis e regulamentos.

Deve ser o Senado Federal fazendo escola. Pode ser que o presidente da Câmara tenha assinado atos secretos isentando os veículos da Câmara de circular com identificação. O que os citados veículos sejam utilizados em perigosas missões secretas, que exijam discrição e sigilo próprios aos nossos edis.

7 de julho de 2009

Sarneylandia

Um pouco de sujeira é bom (*)



Um pouco de sujeira é bom


Não estou me referindo a toda esta sujeira política, que ocupa o nosso quotidiano, deste tipo de sujeira nenhuma quantidade é aceitável.


Médicos e cientistas europeus descobriram o que o bom senso já preconizava, que o excesso de higiene esta nos matando.

Ótima noticia para uma cidade que tem um tratamento de esgoto comparável ao do Timboktou? Nada disso. A mesma higiene que tem reduzido as doenças infecciosas, tem feito aumentar as do sistema imunológico, a ausência de algumas bactérias influi no aumento da diabetes, a obesidade ou as alergias.


A cultura que tem se estabelecido de proteger as crianças numa redoma de vidro, esta produzindo uma nova geração mais vulnerável a novas doenças, claro que a higiene é boa e devemos ser limpos e lavar as mãos com freqüência. Só que junto com as bactérias nocivas convivem bactérias benéficas que com o excesso de higiene e limpeza acabam sendo eliminadas e perdemos a proteção que elas nos propiciam.


Frente a esta febre pela assepsia, os médicos recomendam o bom e velho bom senso, quando uma criança leva um objeto a boca, esta desenvolvendo também os anti-corpos que o protegerão no futuro. As dermatites tem duplicado nos últimos 10 anos. Os remédios, a alimentação e o contato com a natureza influem para desenvolver maior ou menor resistência. As crianças que convivem com animais tem menos alergias. E para concluir em época de diversidade, os estudos descobrem que a flora intestinal é o ecossistema mais populoso da terra.


Pode ser por isto que depois da queda do muro de Berlim, foi possível comprovar que a incidência de alergias, asma e outras patologias era menor entre os habitantes da Berlim oriental e maior entre os habitantes da rica, limpa Berlin ocidental, com maior acesso também a antibióticos a vacinas.


Não podemos imaginar que a luz destas informações Joinville deixe de dar prioridade a implantação do saneamento básico. Reduzir as doenças originadas pela falta de higiene, pelas valas a céu aberto e pelo abandono,deve ser uma obsessão de todo administrador publico. O problema do excesso de higiene esta longe da maioria dos nossos bairros. Se por um lado não corremos o risco de contrair as doenças ligadas ao excesso de higiene, pelo outro estamos sujeitos a contrair outras que deveriam ter sido erradicadas faz anos.

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