Para combater o alto custo do transporte coletivo e reduzir o risco de acidentes que a aprovação dos moto taxistas representarão. Guto Cassiano nos apresenta a mais nova alternativa para resolver o problema do transito nas grandes cidades. Em Joinville vai faltar capim, tem aumentado muito o consumo de capim nos últimos andares da torre do paço municipal.
Impressionou o baixo nível técnico dos pareceres apresentados pelos representantes do poder publico. Não só não foram técnicos, tampouco foram imparciais. Os pareceres foram tendenciosos e com o unico objetivo de justificar o corte das figueiras. Um dos representantes da Fundema, quando questionado, insistiu em afirmar que as Figueiras não representam nada de bom.
Para ajudar a lembrar, todas as arvores, inclusive as figueiras:
1.- Fixam CO2. 2.- Produzem sombra. 3.- Amenizam o excesso de calor no verão. 4.- Reduzem o barulho da cidade. 5.- Melhoram o micro clima das cidades e dos espaços urbanos. 6.- Embelezam os espaços públicos. 7.- Proporcionam privacidade ao criar barreiras visuais para esconder elementos pouco atrativos das cidades, o que alias aqui em Joinville não tem faltado. 8.- Produzem O2 e melhoram a qualidade do ar. 9.- Criam um micro clima melhor nas areas arborizadas. 10.- Protegem do sol escaldante. 11.- E finalmente e não menos importante servem para mobilizar os joinvilenses.
Que é mais do que muitos dos técnicos do serviço publico produzem.
Parabens ao publico presente que não se deixou enganar pelas apresentações pirotécnicas.
Documento entregue e lido no plenário da audiência publica em nome do Sindicato Rural de Joinville.
a seguir a versão na integra.
Audiência Publica dia 31 de Agosto 19:00 - local Camara de Vereadores
Inicialmente destacar que esta audiência publica não foi convocada por uma iniciativa de nenhum dos representantes do poder publico aqui presentes, que só esta acontecendo por uma exigência do poder judiciário. Sem a sua intervenção as figueiras já teriam sido cortadas faz tempo e este debate não teria lugar.
Destacar que a audiência publica, como tantas outras realizadas nesta casa, não é democrática, não permite um debate amplo e igualitário. A forma como foi organizada privilegia os representantes do poder publico em detrimento da sociedade organizada. Parece lógico que assim seja, porque o que estamos debatendo hoje aqui é resultado de uma sucessão de erros e de incompetências todos eles iniciados e desenvolvidos pelo próprio poder publico e que devera concluir, de acordo com o roteiro previsto, com o corte das figueiras.
A rua Hermann August Lepper foi projetada e executada pela prefeitura municipal de Joinville, pelos seus engenheiros e com os seus equipamentos, os problemas que o talude apresenta, são o resultado de uma obra mal executada e incompleta, sem canaletas difusoras, sem meio fios adequados e sem a estabilização necessária.
As figueiras foram plantadas numa rua publica pela própria prefeitura municipal, a distancia de plantio, as técnicas seguidas e a escolha das plantas foi por tanto da sua única e exclusiva responsabilidade. Posteriormente a SC gás instalou um gasoduto na rua, sabendo da situação do talude e da existência das figueiras, e o fez com a certeza que não representavam nenhum risco para a tubulação de gás. Como de fato acreditamos que não representam. Caso representassem estaríamos frente a um caso gravíssimo de irresponsabilidade.
Com relação as Figueiras objeto desta audiência, dois pontos chamam a atenção, não estão em discussão todas as figueiras benjamina da cidade, nem as do mercado municipal, nem as que se encontram na frente do Fórum ou da Câmara de Vereadores, tampouco as plantadas no Sesi, ou no Big, ou na praça Nereu Ramos, ou em tantas outras ruas e praças. Então devemos deduzir que todas as coisas terríveis que foram aqui citadas sobre estas plantas, se referem exclusivamente as 40, que estão plantadas na rua Hermann August Lepper. Como se trata de plantas do mesmo gênero que as demais citadas, devo entender que o problema não são as figueiras e sim o local. A menos que estejamos neste momento iniciando uma cruzada contra tudo o que não seja nativo.
As afirmações que o plantio de Fícus esta proibido em muitos paises, não é verdadeiro, porem si é verdadeiro que o plantio de Aroeiras, goiabeiras e muitas outras plantas nativas brasileiras esta proibido em vários paises. Não porque sejam nativas são adequadas, do mesmo modo que não porque sejam exóticas devem ser proscritas.
Neste caso voltamos ao inicio do debate. É o talude, a falta de manutenção, o descaso e o abandono contumaz o que tem nos trazido até este ponto. Temos em Joinville capacidade técnica suficiente para salvar as figueiras, o que falta é a vontade de faze-lo.
Se a metade do esforço dedicado a justificar o seu corte tivesse sido empregado para apresentar alternativas para a sua preservação o espírito desta audiência seria outro.
Não estaríamos divididos entre os que são a favor e os que são contrários e sim estaríamos empenhados em buscar juntos a melhor solução.
O poder publico perdeu uma vez mais uma oportunidade de escutar a sociedade e utilizar a sua capacidade e recursos para preservar. Não existe duvida, nem entre os mais acérrimos defensores do corte radical, que outras alternativas, que contemplam a manutenção das figueiras são possíveis. Porem toda a sua capacidade esta direcionada a justificar o corte.
Defendo a manutenção de todas e cada uma das arvores de Joinville e que o município se empenhe num projeto de arborização urbana serio, técnico e adequado. Que seja feita a manutenção da arborização urbana de forma responsável e sistemática.
Com perdão dos jabutis, que não tem nada a ver com o tema a seguir, mas estamos nas mãos de um bando de jabutis. Veja você, desde a mal fadada idéia de jerico de construir o Boulevard Cachoeira, que até na Wikipedia é citado como uma das grandes obras da gestão do prefeito Marco Tebaldi. Estamos debatendo, uns mais e outros menos o tema da beira rio, as suas arvores e o futuro do rio Cachoeira.
Os jabutis que estão encastelados no terceiro andar da prefeitura, os mesmos que conceberam esta obra de arte que é o muro da vergonha do Cachoeira, o mesmo que todos sem exceção repudiam. Todos é um exagero meu. Nem os autores do projeto, nem os empreiteiros de plantão, nem o prefeito da época, poderiam repudiar uma obra de tal magnitude e importância para a cidade, em que tanto se empenharam e que tanto dinheiro publico custou.
A importância do projeto do bulevar reside no fato, inimaginável de ter conseguido unir a mais de 76 % de população, que se manifestou a favor das figueiras e principalmente contra o projeto do chamado Boulevard. A única unanimidade na audiência publica que teve como objetivo debater a permanência das figueiras na beira rio, foi a critica total e a formal oposição de todos ao projeto do muro de concreto que alem de antiecológico é caro e antiestético.
Agora com a maior empáfia, os jabutis apresentam três ou quatro alternativas para a beira rio, são só um faz de conta, para mostrar serviço, porque mantém os princípios do malfadado boulevard e insistem em propor novos muros e barreiras. Propostas feitas às pressas. Quando a sociedade capitaneada pelo CEAJ e outras 10 entidades representativas, exige soluções sustentáveis, tecnicamente adequadas, ambientalmente corretas e resultado do dialogo com a comunidade. Nós deparamos de novo, com soluções feitas de costas a cidade. Agora os jabutis ganharam assas.