30 de setembro de 2008

Sociedade organizada


Uma sociedade só se desenvolve a partir das ações e das iniciativas dos seus membros, não podemos esperar de braços cruzados, que alguém faça por nós aquilo que nos mesmos devemos e podemos fazer.

Esperar, não só que outros façam, mas especialmente que outros conheçam os nossos anseios e necessidades e ainda se empenhem em buscar as soluções que precisamos, tem se mostrado pouco produtivo.

O poder publico parece ter perdido, faz já algum tempo o seu contato com a realidade, voltado que esta, na maioria dos casos a confundir o interesse publico, com o interesse privado. Ficando cada vez mais dissociado da sociedade.

É neste ambiente, em que a organização da sociedade ganha importância, a sociedade passa a se aglutinar em torno das suas lideranças e das suas entidades representativas, para defender os seus interesses.

Joinville se caracteriza pela sua capacidade social, pelo que o professor Melim, chama o seu capital social, a capacidade que a sociedade tem de criar um capital e direcionar este potencial, na obtenção de objetivos de interesse comum.

As nossas entidades empresariais: ACIJ, CDL ou Ajorpeme, tem dado mostras no passado recente da sua capacidade de mobilização e dado grandes contribuições ao desenvolvimento da cidade. Do mesmo modo que as entidades voltadas a Assistência Social, agrupadas sob a coordenação da AJOS, cumprem um papel social importantíssimo, ao suprir com competência, capacidade e economicidade funções e tarefas que deveriam ser cumpridas pelos órgãos públicos. Não podemos esperar destes nem a eficácia, nem o comprometimento e muito menos a voluntariedade que as pessoas que participam destas entidades demonstram no seu dia a dia.

Menção aparte merece, no caso de Joinville, os bombeiros voluntários, que são um exemplo nacional, o mesmo destaque merecem os mais de 30.000 contribuintes voluntários que com as suas doações mensais, ajudam na manutenção de corporação voluntária mais antiga do Brasil.

Joinville é um dos melhores exemplos de como a sociedade se organiza para promover o seu desenvolvimento e de como os resultados são melhores quando a sociedade traça o seu caminho.

Voto de Legenda

Leitor do blog sugere, abordar o tema do voto de legenda. em azul o seu texto:

VOTO DE LEGENDA
Na reta final da eleição em Joinville é surpreendente o número de eleitores que desconhecem o que é o voto de legenda. Os jovens naturalmente e os antigos que por desinteresse nem lembram que o sistema é este.
Aparentemente o voto na legenda é de grande interesse a todos os políticos com reais chances de elegerem-se.
A grande maioria dos candidatos à câmara são "cabos eleitorais" dos atuais vereadores os quais conhecem muito bem a estratégia do jogo. Tem uma candidata que foi faxineira do meu prédio que recebeu R$ 7.000,00 de "alguém" para candidatar-se (nunca vai se provar). Vejo os candidatos declarando representar interesses de grupos específicos (moto-boy, professores, aposentados, etc.) quando na realidade os seus eleitores estarão validando o "grupo" do mais votado na legenda.
Sugiro este assunto como tema de um dos textos.
O ideal (não vi pesquisa dos vereadores) seria divulgar que para quem provavelmente ira o voto em cada legenda (os 2 ou 3 primeiros da pesquisa) para que o eleitor que estiver pensando em renovar / eleger um novo candidato alinhado com suas idéias, saiba que o seu voto tem grandes chances de eleger outro candidato.

Claro que é muito importante conhecer o candidato, o foco na eleição de prefeito, faz que a eleição para vereador passe meio que sem se notar. O que representa um erro, porque a Câmara de Vereadores de Joinville tem um orçamento de 21,6 milhões o que não pode se dizer que seja pouco, e ainda determina a vida dos joinvilenses, ao legislar aumentando ou não impostos.
Existem fortes indícios que alguns candidatos a vereador, não tem nem condições, nem vontade de ser eleitos, estão participando, para arranhar alguns votinhos, que os possam qualificar ou para um cargo comissionado ou para o que em português coloquial, tem se dado em chamar de "uma boquinha". Por outro lado o complexo emaranhado legal que faz que as vezes os mais votados não sejam eleitos e que alguns dos eleitos não tenham um numero de votos significativos, não ajuda ao eleitor médio a entender muito bem como as coisas funcionam.
O alerta é pertinente e ainda mas se prestamos atenção a sua afirmação ( em negrito) de que uma candidata a vereadora, recebeu um valor em dinheiro para se candidatar.
É de Ulysses Guimarães a frase: "Pior que esta legislatura, só a próxima" como seria bom que ele estivesse errado.

O resultado do promessômetro.....


Depois de eleitos, a maioria dos políticos esquecem o que prometeram. Não se deixe iludir, vote com responsabilidade. Acompanhe as promessas do seu candidato. Escolha bem, porque quatro anos são muito tempo.

29 de setembro de 2008

Liberdade

Se liberdade significa alguma coisa, significa dizer aos outros o que eles não querem ouvir.
( George Orwell, introdução a Revolução dos Bichos, 1945)

A Burocracia só aumenta

Não da para imaginar que a burocracia para poder construir dentro da lei possa ser tanta e tão complexa. Mas é pior. Só quem constroi que sabe.

28 de setembro de 2008

27 de setembro de 2008

Transito, sempre o transito

Com a Conurb como órgão municipal de Transito, Joinville adquiriu o direito e a responsabilidade de gerenciar o transito.

Numa única semana, três mulheres foram assassinadas pela imprudência de motoristas. Nos três casos elas se encontravam na calçada. Não só as ruas são verdadeiras armadilhas para os pedestres e os ciclistas, agora tampouco as calçadas oferecem segurança.

No caso das ruas, a falta de pintura horizontal, de faixas de pedestres, da manutenção das poucas, que ainda existem e principalmente o péssimo estado do asfalto e a ausência de calçadas na maioria das ruas representam um perigo inaceitável.

Cabe a sociedade cobrar a responsabilidade das autoridades, pela sua omissão.

Temos que dar um BASTA, Ninguém da Prefeitura, da Conurb ou do IPPUJ, parece se dar por inteirado, como se o problema não fosse deles. Todos fazem de conta que não acontece nada.
Este é um tema muito grave, resultado da impunidade, da falta de fiscalização, da omissão.
É o momento do prefeito ter uma postura enérgica, de cumprir e fazer cumprir a lei.
É o momento de ser enfático e tomar medidas imediatas.É preciso ser muito duro.

Ao mesmo tempo, esta claro que hoje, a Guarda Municipal esta longe de estar a altura das suas responsabilidades. Não tem o respeito da população, porque não inspira respeito. É o reflexo do tipo de administração que temos. Frouxa, omissa e irresponsável.
Se por um lado, aumentamos a velocidade dos ônibus e dos demais veículos e não oferecemos condições de segurança nas ruas, estamos criando as condições para ter uma carnificina ainda maior no futuro próximo.
O numero de mortes entre pedestres e ciclistas têm aumentado vertiginosamente, alguns técnicos, de fora dos quadros da prefeitura municipal, já alertaram antes que acontecesse que estaríamos correndo um grave risco. Precisamos nos perguntar por quê? O problema é só dos motoristas, ou o poder publico também é responsável? As ruas esburacadas, as obras mal feitas, as intervenções sem planejamento, aumentam a segurança ou contribuem para aumentar ainda mais a situação caótica que enfrentamos?

Quem deve ser responsabilizado? Ou não alcançamos ainda um numero suficiente de mortes? Quantas mais serão ainda necessárias?

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