15 de fevereiro de 2011

Os Terroristas Urbanos


TERRORISTAS URBANOS


Os cavaleiros do apocalipse lançaram seus raios sobre a cidade: “vai começar a guerra rua por rua.” Pergunto se é sob o enfoque do “terrorismo urbano” que devemos discutir a cidade justa e sustentável.

O crescimento induzido como foram os diversos ciclos de nossa história, transmutados para o desenvolvimento, depois ao prosperar autentico,merecem mais cuidados, debates e conceitos claros de nossas vontades futuras sobre a cidade.

Vejo que o problema não reside no desenvolvimento, mas na maneira pela qual ele tem sido definido ou indefinido, e mesmo do que dele podemos esperar pesando os custos e benefícios. O que temos assistido é a vitória dos custos devidamente socializados sobre toda a sociedade produtiva. A urbanização gerou congestionamentos, inseguranças, perda da identidade cultural e social, riscos, doenças e insalubridades entre outras.

Os que se preparam para guerra como afirmam alguns devem sim redefinir seus conceitos sobre sustentabilidade. Entender que o conceito do sustentável vai além dos volumes de produção econômicos e da cidade do velho e desprestigiado PIB. Devem os gladiadores do novo Coliseu, incorporar neste contexto o chamado IDH com suas
variáveis relativas à esperança de vida e educação. Devido a sua beligerância não podem ser tímidos, buscando ainda o campo da distribuição de renda, geração de emprego, segurança e criminalidade que influem decisivamente no conjunto das variáveis que definem o que chamamos de qualidade de vida.

Incorporar uma nova matriz metodológica e decisória onde os ambientes sejam priorizados sob o aspecto de nossa necessidade de vida e não apenas como reprodutor econômico de mais valia.

Existem muitos instrumentos de avaliação que devem justificar as propostas das novas leis sobre os usos da cidade: relatórios de impacto urbanístico, infra-estruturais, sociais, energéticos e poluidores, climáticos, riscos e emergências, conforto, segurança pública, econômicos.

A sustentabilidade apresenta hoje conceito abrangente e indivisível, não podendo ser aplicada isoladamente nas esferas da ação humana. Não tomada como parâmetro ou levada de forma fragmentada não produzirá as mudanças necessárias a transformação do conjunto dos ambientes humanos, rumo ao imprescindível equilíbrio ambiental.

Arno Kumlehn
Arquiteto Urbanista

Lago do Morro do Meio sai do papel


Em primeira mão este blog divulga as imagens do lago que surgirá, que com o aumento da cota de Rua Minas Gerais, no Bairro Morro do Meio.

14 de fevereiro de 2011

Pesquisa no blog

Enquete no blog

Encerrada a pesquisa feita entre os leitores do blog (http://comentariosdejoinville.blogspot.com/) para identificar os órgãos públicos que na opinião dos votantes prestam o melhor serviço.


Os órgãos incluídos na pesquisa foram:


  • Seinfra
  • IPPUJ
  • Fundação Cultural
  • Conurb
  • Secretaria Regional

Os participantes ainda tinham a opção de escolher “nenhum dos citados”


Em primeiro lugar a opção Nenhum dos citados com 65 % dos votos


Os dois órgãos melhor avaliados foram a Seinfra e a Fundação Cultural com 13 % e 10 % dos votos respectivamente.


Os que apresentaram o pior resultado foram a Conurb e o IPPUJ com 1% e 3 % dos votos.


Casualmente os dois órgãos pior avaliados pelos internautas, também são os que centram a maior parte das criticas da população.


A pesquisa não tem validade jurídica e representa a opinião dos 83 votantes. Não era permitida a votação mais de uma vez desde o mesmo computador.

Os escribas do faraó


Por que o esforço do IPPUJ em defender projetos “esdrúxulos” ?


Elio Gaspari escreveu, ao se referir a estranha forma como o governo esta tratando o projeto do Trem Bala, na sua coluna na Folha da São Paulo:


Empreiteiro é aquele sujeito que convenceu o faraó a empilhar umas pedras no deserto. No caso do trem-bala, é o faraó quem quer convencer o empreiteiro.”


Parafraseando o jornalista, poderíamos nos perguntar por que tanto interesse e insistência dos escribas do IPPUJ em garantir ao faraó que deve convencer os empreiteiros das pirâmides façam determinados investimentos em lugares específicos? Supõe-se que ninguém melhor que os empreiteiros para convencer os escribas do faraó sobre os melhore$ locai$ para fazer os investimentos.


Estranho é o interesse dos escribas ao propor conjuntos residenciais de baixa renda do projeto MCMV (Minha Casa, Minha Vida) em lugares aparentemente pouco convencionais ou rentáveis para este tipo de empreendimento.


Ainda mais estranho a insistência neste discurso caduco contra os ricos, e a favor dos pobres os últimos que defendiam este discurso deixaram a todos pobres. O que não representou uma melhora significativa para a sociedade. O resultado final foi que hoje há mais estacionamentos que carros, nas sociedades que acreditaram no discurso.

Guerra rua a rua

O jornalista Claudio Loetz publica na sua coluna Livre Mercado a entrevista com o presidente da Comissão de Urbanismo, o vereador Lauro Kalfels.

As declarações do vereador sinalizam com clareza a sua linha de pensamento e como vê temas importantes como verticalização, adensamento e modelos de planejamento urbano. A entrevista na integra esta no link: Livre Mercado - Lauro Kalfels.

Especial atenção merece a posição que esta começando a consolidar que "O debate sobre o Lei de uso e ocupação do solo, será uma guerra, rua por rua." Recentemente o próprio presidente do IPPUJ também se expressou no mesmo sentido. Devemos estar alerta, para evitar que se consolide este conceito, que só evidenciará a forma torpe e tendenciosa como o esta sendo conduzido o proc
esso, buscando e estimulando um conflito, em que teremos vencedores e vencidos.


A ninguém deve interessar que o debate sobre o modelo de cidade que a sociedade quer se converta numa guerra rua a rua. É aconselhável que busquemos quantos interlocutores capazes de buscar o consenso e a conciliação. Incendiários armados com galões de gasolina e dando declarações estapafúrdias, buscando culpados e escusas não apresentam neste momento o melhor perfil para conduzir o processo. Seria bom tanto executivo, como legislativo estar atentos.

13 de fevereiro de 2011

Saida do Secretario Marcio Florencio


O Secretário da Fazenda de Joinville pediu para sair e encaminhou a sociedade uma carta em que expõe seus motivos, discorre sobre a sua versão dos resultados da sua gestão e faz os agradecimentos de praxe.

Independentemente que sua situação já era insustentável, o texto evidencia as caracteristicas que fizeram dele um dos secretários mais controvertidos deste administração, num indiscutível primeiro lugar.

Pode ser que sua saída como secretário não seja muito sentida, mas Joinville perdeu um escritor de talento.

Tuitadas

Marlon J Anjos
@ Engraçado como o custo da máquina aumentou na gestão atual. Não consigo entender estes números.

»
Marlon J Anjos
@ Prefeitura de Joinville Só fiscaliza o que rende multa...



Nico Douat
@ @ Do jeito que vai, em vez de elevado, melhor pensar em hidrovias pra Joinville. Viraríamos a "Veneza tupiniquim"!
»
Nico Douat
@ Não demora em vez de moto, melhor jet sky. E a "vereadorada" discutindo de quem é a culpa pela burrice do IPTU... é mole???
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