Mostrando postagens com marcador bulevar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bulevar. Mostrar todas as postagens

8 de janeiro de 2010

Rio Cachoeira


Rio Cachoeira


A preservação ou o corte das Figueiras da beira rio suscitaram um amplo debate na cidade, algo a que Joinville não estava acostumada, a mídia abriu espaço para que defensores e detratores das figueiras pudessem se manifestar. A sociedade organizada se posicionou, foram promovidos debates, audiências. O poder publico empenhou-se com denodo em justificar a sua derrubada e 78% da população se manifestou favorável a sua manutenção. Porem o principal objetivo que deveria ter sido o de debater o rio Cachoeira e o seu entorno não foi alcançado.Transcorridos mais de dois anos, da iniciativa fantasiosa, de implantar a toque de caixa, o projeto do Bulevar Cachoeira, restaram só algumas palmeiras raquíticas, que teimam em sobreviver, num solo estéril, no meio de uma jardim descuidado.


Nenhuma proposta ou projeto concreto, foi apresentado pelo poder publico, para valorizar as margens do rio, não só no pequeno trecho na rua Hermann August Lepper, que parece ter se convertido em praça de guerra entre posições opostas, mas especialmente nos kilometros de margens que estão e permanecem abandonadas e para as que a Prefeitura não parece dar muita atenção. As descuidadas margens do Cachoeira representam uma boa oportunidade para a Prefeitura poder oferecer uma mostra do que seria possível. Seja no caminho de apresentar uma alternativa de recuperação das margens, incluindo a recomposição da mata ciliar e criando corredores para a rica fauna, que insiste em fazer do rio o seu habitat. Ou no sentido de oferecer as pessoas espaço para o lazer, na forma de uma área verde voltada para a caminhada, a contemplação e a melhoria da qualidade de vida, com decks e ciclovias.


Neste tempo tudo, nada tem surgido de concreto, que possa nos ajudar a enxergar um Rio Cachoeira com as suas margens mais verdes, e convertidas num espaço que joinvilenses e turistas possam usufruir e valorizar. Não devemos pensar em despoluir o rio e limpar o rio, este deve ser um tema para a próxima campanha eleitoral, e a seguinte, e a seguinte...

1 de agosto de 2009

Bando de jabutis (*)


Com perdão dos jabutis, que não tem nada a ver com o tema a seguir, mas estamos nas mãos de um bando de jabutis. Veja você, desde a mal fadada idéia de jerico de construir o Boulevard Cachoeira, que até na Wikipedia é citado como uma das grandes obras da gestão do prefeito Marco Tebaldi. Estamos debatendo, uns mais e outros menos o tema da beira rio, as suas arvores e o futuro do rio Cachoeira.


Os jabutis que estão encastelados no terceiro andar da prefeitura, os mesmos que conceberam esta obra de arte que é o muro da vergonha do Cachoeira, o mesmo que todos sem exceção repudiam. Todos é um exagero meu. Nem os autores do projeto, nem os empreiteiros de plantão, nem o prefeito da época, poderiam repudiar uma obra de tal magnitude e importância para a cidade, em que tanto se empenharam e que tanto dinheiro publico custou.


A importância do projeto do bulevar reside no fato, inimaginável de ter conseguido unir a mais de 76 % de população, que se manifestou a favor das figueiras e principalmente contra o projeto do chamado Boulevard. A única unanimidade na audiência publica que teve como objetivo debater a permanência das figueiras na beira rio, foi a critica total e a formal oposição de todos ao projeto do muro de concreto que alem de antiecológico é caro e antiestético.


Agora com a maior empáfia, os jabutis apresentam três ou quatro alternativas para a beira rio, são só um faz de conta, para mostrar serviço, porque mantém os princípios do malfadado boulevard e insistem em propor novos muros e barreiras. Propostas feitas às pressas. Quando a sociedade capitaneada pelo CEAJ e outras 10 entidades representativas, exige soluções sustentáveis, tecnicamente adequadas, ambientalmente corretas e resultado do dialogo com a comunidade. Nós deparamos de novo, com soluções feitas de costas a cidade. Agora os jabutis ganharam assas.

14 de fevereiro de 2009

A outra Joinville


Me sinto como se tivesse acabado de acordar de um sonho e estou vivendo um pesadelo. Em pouco mais de 30 dias a Joinville maravilhosa, mais, super, melhor cantada em verso e prosa, como a melhor cidade do mundo, embalada por uma campanha publicitária que agora se mostra vazia e mentirosa, acabou. Não quedou rastro.


As Secretarias Regionais estão sucatadas, não é possível imaginar que isto tenha acontecido em 30 dias, à impressão que fica e que já estavam assim faz muito tempo e que esta informação era ocultada do joinvilense. Sem maquinas, sem peças de reposição, sem estrutura operacional adequada, fora das dúzias de cargos comissionados, as secretarias não conseguem atender as demandas mais preementes da população.


O turno intermediário continuará a pesar das promessas feitas durante a campanha eleitoral, por um e outro candidato. As afirmações do prefeito que saiu, se mostram hoje vazias e fantasiosas, as escolas continuam fechadas, as obras inacabadas e as chuvas, não podem ser utilizadas como escusa para os atrasos, que deixam novamente sem o direito a educação de qualidade.


Além da falta de remédio de uso continuado nos postos de saúde e nos PAs 24 horas, agora tambem os Joinvilenses que sofrem de câncer continuam sendo tratados com uma tecnologia antiquada e mais traumática, como a bomba de cobalto, construída na gestão Freitag, na primeira, se não me falha a memória. E uma nova casamata não foi construída, por descaso e sem-vergonhice, porque não se me ocorrem outras palavras para descrever a criminosa omissão, que condena aos pacientes, que dependem da saúde publica a recorrer a alternativas piores e menos eficazes que as disponiveis.


Não tem faltado recursos para a Arena, nem para o Bulevar, nem para a reforma das praças, todas feitas com recursos próprios do município, fora outras despesas e obras de duvidosa importância e necessidade. Como não tem faltado recursos para carros, celulares e assessores parlamentares na Câmara de Vereadores.


Porque só agora a imprensa noticia fatos que não são novos? Que mudou? Será que esta instaurada uma campanha de denuncismo? Com certeza que não pode ser acusado de denuncista quem mostra a verdade que estava oculta, que ficou mascarada por uma imprensa que parece ter estado comprometida com o poder, seja ele qual for. Quem informa tem a obrigação de fazê-lo com isenção, por dura que seja a verdade. Joinville tem o direito de saber e a imprensa, inclusive este jornal tem a obrigação com os seus leitores de informar, sem ocultar nada por grave que seja.


A imagem deste post esta disponível no site do jornal A Noticia


Publicado no Jornal A Noticia


Carta publicada no Jornal A noticia no dia 20 de Fevereiro

A outra Joinville

Quero parabenizar Jordi Castan pelo artigo “A outra Joinville” (17/2, página 10). Ele conseguiu repassar o sentimento de moradores dos diversos municípios de Santa Catarina onde houve mudança no poder.

Minha opinião é de que, na transição, contrate-se uma auditoria externa, para o fechamento das contas, sem ficar esse empurra-empurra de querer descobrir quem fala a verdade, se a atual administração ou a anterior. Outro fato é a preocupação se conta com a maioria ou não na Câmara de Vereadores.

Ora, vereador está lá para legislar e aprovar projetos que sejam bons para o município. Se cumprissem o papel para o qual foram eleitos, não precisava prefeito nenhum ficar preocupado se tem minoria ou maioria.

Claudio S. Sousa

São Francisco do Sul

2 de maio de 2008

Projetos para as novas praças ficam prontos

e são apresentados a sociedade, os novos espaços seguem a proposta já apresentada para o Boulevard Cachoeira.
O nível de aceitação é desigual, existem discrepâncias quanto ao resultado da intervenção.
A única unanimidade faz referencia ao custo, que mantém o padrão das demais obras publicas desta gestão.

28 de janeiro de 2008

Qual é o termo correto...?

Boulevard Cachoeira, Boulevard ou Bulevar.
o Sr. Evald do América, pergunta?

Bulevar não se refere só a rua larga arborizada, traz junto também uma filosofia de vida, inclusive o dicionário contempla o termo bulevardismo, como caráter, espírito, ambiente, criatividade própria dos bulevares. Evidentemente que o autor, não conhecia o nosso aqui de Joinville.
Na realidade o termo Boulevard Cachoeira é o termo que consta na Wikipedia, de um visitada no texto
Wikipedia. depois que o leia eu não vou precisar fazer novos comentários.
Boulevard é um galicismo, uma expressão afrancesada, aceito no Brasil, neste Brasil que utiliza nomes estrangeiros, para que tudo fique mais pomposo e lindo.
Bulevar é a forma correta a que o nosso Aurélio se refere.
Nos nossos textos temos usado os três termos de acordo com o contexto.

12 de janeiro de 2008

em 7 de Julho de 2007...


Para não esquecer esta é a perspectiva artistica que o IPPUJ apresentou a sociedade, aonde estão as arvores????

O Jornal A Noticia publicava a seguinte noticia.

Maquiagem para o Cachoeira

Margem do rio, no centro de Joinville ganhará calçadão com jardins

O rio Cachoeira, tal como a cidade vê hoje, deve começar a ser modificado a partir de quarta-feira. Amanhã à tarde, o prefeito Marco Tebaldi assinará a ordem de serviço para o início da primeira etapa das obras do Bulevar Cachoeira, um projeto para mudanças paisagísticas e viárias no trecho que vai da rua Padre Antonio Vieira, no bairro Saguaçu, até a rua Florianópolis, no bairro Guanabara.

Obras
Mudança na área próxima à Prefeitura deve começar na quarta-feira e ficar pronta em dois meses

A primeira parte da obra prevê a implantação de um muro de contenção no trecho de 230 metros entre o monumento da Barca, em frente à Prefeitura, até a ponte azul, próximo ao camelódromo. Placas de concreto com quatro toneladas cada uma, em forma de “L”, serão utilizadas para fazer o muro e ampliar a calçada nas margens do rio (veja desenho). Esta parte da obra custará R$ 500 mil, será paga pela Prefeitura e deve ser concluída em dois meses.
“Inicialmente vai ser um embelezamento das margens do Cachoeira. Vamos montar o calçadão com o objetivo de valorizar o eixo principal da Beira-rio”, diz o arquiteto do Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj), Vladimir Tavares Constante. Pedestres e ciclistas terão mais espaço para circular.
As outras etapas do projeto não têm data para serem executadas. Estão previstas a construção de uma praça-ponte ligando o Centreventos Cau Hansen ao Fórum, arborização do espaço para caminhadas, ciclovias e a intervenção na via para veículos, com definição de pistas expressas e corredor exclusivo para ônibus. O custo da obra completa é estimado em R$ 20 milhões. O dinheiro virá do plano para infra-estrutura turística Prodetur Sul, e o projeto não inclui melhorias na qualidade da água do rio.
Na área que vai da ponte da Prefeitura até a rua Florianópolis, o projeto sairá das margens do Cachoeira. O sistema viário seguirá pela rua Urussanga, que será transformada em canal para o trânsito do centro em direção ao bairro.
O coordenador do Serviço de Manutenção de Obras de Arte, engenheiro Fabiano Lopes de Souza, alerta que a primeira parte do trabalho deve trazer complicações para o trânsito na área central nos próximos meses. “Teremos que fechar uma das pistas na frente da Prefeitura. Como as peças são grandes e pesadas, teremos que trabalhar em pequenos trechos”, explica. As mudanças serão sinalizadas pela Secretaria de Infra-estrutura.

robson.bonin@an.com.br

Acredito que não seja preciso fazer nenhum comentario adicional, só para refrescar a memoria

  • - A obra foi entregue a população sem estar concluída em dezembro, levando para ser executada mais do dobro do tempo previsto.
  • - Para os ciclistas nada foi previsto
  • - Sombra para compensar as arvores derrubadas, NADA
  • - Só uma coisa é verdade, foi uma maquiagem, uma obra cosmética, com custo de obra estrutural.
  • - é importante ficar alerta


8 de dezembro de 2007

As palmeiras morrem em pé




No sesquicentenário da Joinville, as empresas Embraco e Multibras, hoje Whirpool, assumindo a sua cota de responsabilidade social, decidiram presentear a cidade, com a revitalização da Alameda Bruestlein, a nossa popular Rua das Palmeiras. Num trabalho primoroso e bem feito, depois de longos estudos e pesquisas.

Os estudos feitos e os dados levantados mostravam que as palmeiras imperiais trazidas a Joinville, diretamente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, de sementes colhidas da própria “Palma Mater”, estavam iniciando, sua etapa final de vida, e que se nada fosse feito, Joinville perderia um dos seus mais importantes marcos históricos.

O replantio de novos exemplares e os trabalhos de revitalização do espaço permitem que Joinville garanta por outro século, o seu cartão postal, mais fotografado.

Hoje algumas das palmeiras já morreram, mantendo em pé ainda, o seu tronco, mais a copada já não existe mais e é difícil imaginar que alguma alcance os 162 anos, que foi a idade da primeira Palmeira Imperial trazida ao Brasil, por Dom João VI.

Altivas e impressionantes na sua beleza, as palmeiras morrem em pé, majestosas até o ultimo momento.

No nosso Bulevar, também tem sido plantadas, algumas palmeiras imperiais, ótima iniciativa, se alguém não tivesse tido a ousadia de comprometer o seu majestoso futuro, colocando as, num atarracado tubo de concreto, de pouco mais de 40 cm de diâmetro, camisa de força inaceitável, para uma gigante, que ao longo do tempo desenvolve um tronco de mais de 1,50 de dímetro e mais de 60 metros de altura, Não tem perigo que as novas palmeiras cheguem a alcançar a beleza e a imponência das suas irmãs da Alameda Bruestlein, foram plantadas muito juntas, com pouca terra, sobre brita e saibro e comprimidas, num canteiro que não tem o espaço necessário, para permitir o seu desenvolvimento.

Claro que os nossos técnicos, poderiam ter olhado a distancia de plantio, entre as palmeiras da JK, ou das da própria Rua das Palmeiras, ou inclusive as da praça Dario Salles, exemplos não faltam.

Ainda me pareceu temerário abrir o bulevar, sem que a proteção entre os pedestres e o rio estivesse concluída, ficou, no ar, uma mistura de irresponsabilidade, pressa e improvisação.

É uma obra que começou no inicio de Agosto deste ano, que foi anunciada pela administração municipal, desde o ano de 1999, de acordo com a informação publicada no AN Cidade de 17 de Janeiro daquele mesmo ano.

Não caberia por tanto, nem a improvisação nem a pressa. Aquele corre corre de ultima hora. Com certeza as palmeiras do bulevar, se conseguem se desenvolver num ambiente tão adverso, contemplarão desde seu espaço apertado, o desenvolver da cidade no próximo século.


Publicado no AN Cidade

28 de outubro de 2007

O outro lado do bulevar

Contrariamente ao que muitos poderiam imaginar um bulevar, não é uma novidade para nossa cidade, menos ainda um bulevar as margens do Cachoeira, já temos um, na margem oeste do rio.

Claro que não é nenhuma Brastemp, nem poderia, mais temos que entender que já tem mais de 25 anos, ao longo deste tempo não recebeu praticamente nenhum cuidado e nenhuma atenção, a ultima foi a calçada em petit pavê, na primeira gestão do saudoso prefeito Wittich Freitag.

As arvores faz lustros, que não vem uma poda, uma singela limpeza e muito menos uma aplicação de fertilizante. As únicas arvores novas, que não formavam parte do projeto original, são uma meia dúzia de goiabeiras, plantadas pela ação da passarinhada, que aléia ao orçamento municipal, tomou a iniciativa. As gardênias que teimosamente sobrevivem, pouco mais da metade que foram plantas faz também décadas, não recebem o mínimo cuidado e as que por um ou outro motivo morreram, nunca foram substituídas, oferecendo o conjunto um aspecto triste e deplorável, incompatível com o que Joinville merece e precisa.

Este outra lado do bulevar, nunca terá o luxo, a sofisticação e a pretensão do seu primo rico. Mesmo que seja mais charmoso, mais tradicional, mais comprido e faça a ligação entre o histórico marco zero, que sinaliza o ponto da chegada dos primeiros imigrantes e o museu de sambaqui que homenageia e resgata a historia dos que estavam aqui antes. A verdade é com bem menos de 10 % do que custou o primo rico, poderia ter recebido uma remoção completa e ainda um pouco do carinho e atenção que lê foi sonegado ao longo dos anos. Tenho quase certeza que a resposta a este carinho teria sido bem recompensada e a cidade ganharia dois bulevares, o rico e este outro mais simples, mais que sem duvida tem tambem o seu encanto.

As obras publicas, sempre são assim, nunca são bem compreendidas pela comunidade, tanto dinheiro investido no Boulevard e agora descobrimos que bem ao lado, já tínhamos um bulevar, menos pretensioso, que tem cumprido em estóico silencio a sua função de servir de caminho a ciclistas e pedestres, que compartilham harmoniosamente este espaço verde, que margeia o nosso Cachoeira.

Um bulevar que com uns trocados poderia ter deixado de ser uma gata borralheira, para se converter na linda princesa.

Publicado no AN Cidade

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...