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16 de novembro de 2021

Proibiram o petit pavé, a moda agora é o paver

 Em Joinville calçadas de petit pavé (Pedra portuguesa) estão proibidas.

A culpa é do petit pavê. Sim o culpado é o petit pavê, porque sempre há que achar alguém a quem culpar e no caso de Joinville os planejadores urbanos decidiram culpar a centenária pedra portuguesa e a proibiram nos passeios da cidade.

Quando não há fiscalização, nem é feito um trabalho profissional o resultado é uma deteriorização do ambiente urbano, a perda de qualidade é constante e irreversivel. Quando se perde a noção do que é bem-feito e o que é só enjambração os parametros mudam definitivamente. 

É difícil explicar para gênios tão ilustres que há séculos que é usada como calçamento em Portugal, de onde é originaria esta técnica, e no Brasil. Inútil explicar que sempre que seja bem colocada, que a técnica seja seguida, que o projeto seja bem-feito e a fiscalização seja adequada a pedra portuguesa é um material bonito, pratico, acessível e forma parte da nossa cultura. Está aí o calçadão de Copacabana, projeto de Roberto Burlemarx que serviu de modelo para outros calçadões no país e no exterior. Até Miami importou pedras portuguesa do Brasil para fazer seu calçadão no Biscayne Boulevard.  

Os nossos técnicos não conseguem entender tampouco o conceito de bem-feito. Outros conceitos que lhes são estranhos é no prazo, pelo preço orçado e com a qualidade especificada. Por isso e frente a total impossibilidade de entender coisas simples, comuns para a maioria das pessoas como fazer bem-feito dedicam-se com furibundo esforço a proibir o que não conseguem fazer. O resultado é uma cidade cinzenta, cheia de paver, de concreto e cada dia mais feia. Porque como dizia o poeta “Beleza é fundamental”. O esforço do prefeito por deixar a cidade mais florida e colorida enfrenta a mediocridade da equipe técnica que não entende, nem de beleza, nem de flores e aos poucos Joinville continua apequenando-se, planejada por mentes pequenas, medianas que não enxergam além da sua miopia.

E para mostrar que sim é possível ter passeios bonitos feitos com pedra portuguesa aí temos alguns exemplos:

O Largo Benjamim Constant em Florianópolis, SC.


A Praia de Copacabana, RJ.


Ipanema, RJ.

Biscayne Boulevard em Miami, Florida, Estados Unidos

Avenida Beira-rio – Marco Zero de Joinville, SC. 

Ops! Este não existe mais foi destruído pela ignorância.

Agora ficou assim com cara de pátio de posto de gasolina. 



6 de maio de 2019

Meio Ambiente e destruição da Natureza

"Esse nível de destruição não mais tem retorno. É o caso da transformação de vastíssimas áreas florestadas da Amazônia em pastos. Não existem possibilidades de recuperação também para uma série infinita de pequenas unidades de valor paisagístico incalculável - submetidas a outros tantos processos anacrônicos [como queimadas]. Nestes casos a mola propulsora é a miséria e a ignôrancia [...]. São os interesses ecônomicos de grupos, de regiões, e as vezes do país inteiro que ditam a ação destruidora."

Quanto mais leio este paragrafo mais acho que Roberto Burle Marx em 1976 anteviu o futuro de Joinville en mãos de "progressistas de araque" e "gestores de opera bufa".

3 de maio de 2019

Sobre a importancia de preservar o verde

Em 1976 Roberto Burle Marx realizou uma palestra na USP.

"Destrói-se em função de um rendimento material ínfimo, uma paisagem de valor cênico incalculável ou uma formação florística de beleza invulgar. [...] É quase inevitável se chegar à conclusão que nosso relacionamento com a natureza se caracteriza basicamente pela violência e o desrespeito"

Roberto Burle Marx
Conviver com a Natureza - USP 1976

22 de maio de 2013

Ameaçado o Aterro do Flamengo



Nunca é demais repetir o que disse em 1964 Lota de Macedo Soares, a quem o Brasil deve o parque, quando pediu proteção e respeito ao projeto original do aterro:

"Pelo seu tombamento, o parque do Flamengo ficará protegido da ganância que suscita uma área de inestimável valor financeiro, e da extrema leviandade dos poderes públicos quando se trata da complementação ou permanência de planos".

São grandes as chances que seja autorizada a construção de um Centro de Convenções, 50 lojas e estacionamento para 400 veículos não previstos no projeto original
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