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2 de março de 2013

As obras da Rua Timbó


A Rua Timbó

As obras do Rio Morro Alto que margeia a Rua Timbó no Bairro América continuam lá como ficaram no final do governo anterior. Inconclusas, pelo ritmo até parece a construção da Catedral de Colonia na Alemanha que levou mais de 700 anos para ser concluída e também estorou o orçamento previsto. 

Por parte do novo governo até agora só silencio. Se alguém perguntar é provável que a resposta seja que não há dinheiro e que retomarão quando possível.

A situação atual é de risco, a sinalização viária esta incompleta e o transito de veículos e pedestres oferece perigo. De fato já houve vários acidentes ocasionados pela falta de sinalização como pela imprudência.
Os moradores da Rua Timbó e adjacências têm aproveitado as feiras estivais e o marasmo dos canteiros de obras para sugerir alternativas ao projeto.

 “Uma das propostas surgidas nas calçadas da Timbó Street é de que se concluam as CINCO PONTES ( haja vista que nenhuma está pronta) e que SE INTERROMPA a Timbó Street entre as ruas Orleans e dos Atletas, fazendo daquela quadra um calçadão , que possa ser incorporado no entorno paisagístico do novo Ginásio Ivan Rodrigues .” 

Há quem ache que pode ficar do jeito que esta, uma rua larga, sem buracos e com pouco transito. À  exceção seria a de resolver a falta de sinaleiros nas esquinas das Ruas Conselheiro Arp e Jaraguá, o resto pode ficar como está. Poderia inclusive ser convertida em Rua de Lazer, como a Beira Rio nos domingos pela manha, ficaria maravilhosa! Esperamos que fique assim...ou que as obras se concluam de uma vez. Mas que se decida.

25 de novembro de 2008

Plano Municipal de Drenagem

Os leitores deste blog, cada vez mais, aportam ideias que ajudam a reflexionar e construir uma visão mais apurada da nossa cidade e da nossa realidade. O texto da leitora em azul e itálico, alerta sobre pontos que a nova administração devera enfrentar e sobre os que precisaremos estar bem informados. Em preto os comentários deste blog.


Realmente os problemas se avolumam. A apresentação do PDDU na Câmara de Vereadores em sua primeira Audiência Pública no dia 12 deste mês bem mostrou como o planejamento é feito. Das sete bacias existentes no Município de Joinville neste convênio com o BID de 54 milhões de dólares, será apenas para a Bacia do Rio Cachoeira.
E as outras? Resolverá o problema? A Bacia do Rio Cachoeira equivale a 7.27% das bacias.O consórcio de duas empresas nacionais e uma francesa estará ao cabo de um ano apresentando o projeto, que tenho minhas dúvidas frente ao exposto pelo professor eng. hidráulico, tentativas e tentativas como ele mesmo disse que "antigamente" cometia-se muito erro por tentar e no entanto continua-se a falar em "tentativas" com o dinheiro que é sempre escasso para saneamento "tentar"?
Parece que em Joinville o pensamento é muito pequeno. Porque já não foi feito o PMS (plano muncipal de drenagem)para se ter a visão de todo o saneamento básico incluindo água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem pluvial? Pasme que na mesa composta com os técnicos da PMJ falam em cidadão mas por incrível que pareça eles não se colocam ou sentem-se como cidadãos, porque será, não é possível o entendimento!

Para quem não entende muito de contas, parecem muitos recursos para pouco resultado, para quem entende um pouco, tem certeza que é muito recurso, para não resolver nada. Se 7,27 % das bacias custam 54 milhões de Dólares, quanto custará o 100 %?, é uma simples regra de três. Facinho, facinho.

25 de novembro de 2007

Cachoeira Vivo !



Confesso que durante muito tempo, estive enganado, defendi que o rio Cachoeira deveria ser um rio limpo, sem esgoto, sem poluição, sem sujeira.

Nunca aprovei, esta engenhoca maluca do Flotflux, e difícil imaginar, que esta proposta possa ser a solução ideal. Como tampouco posso imaginar que a construção de um muro de concreto que encaixote o rio seja o melhor para a preservação da vida, no Cachoeira.

Recentemente, numa conversa, com uns amigos, tomei conhecimento que o Cachoeira é um rio que esta recuperando a vida, alem dos dois conhecidos jacarés, o Fritz e o Jaca, tem multidão de tartarugas, de preás, de garças, até um que outro socó, as vezes, inclusive, um colhereiro tem feito a sua aparição, para se alimentar da fauna que fervilha nas suas águas.

Altamir Andrade tem dedicado horas do seu tempo a fotografar, filmar e registrar toda a força desta vida e esta empenhado, numa cruzada quase messiânica, a nos mostrar a força do rio vivo.

Na hora, entendi que o nosso desafio é defender, um Cachoeira vivo, cheio de vida, com as margens verdes, sem estes muros cinzentos que estão construindo na frente do nosso paço municipal.

Também conheço bem, a cruzada, que para preservar e recuperar o Rio Morro Alto, a Associação de Moradores do Bairro América, tem travado, envolvendo empresários e vizinhos, defensores, de soluções viáveis, possíveis, adequadas a nossa realidade e aos nossos orçamentos. Soluções simples que funcionam e que são possíveis pela sua própria simplicidade.

Das viagens e das experiências acumuladas ou adquiridas pelos moradores, tem surgido exemplos de cidades tão distantes como Georgetown, nos Estados Unidos, ou Zurich, Baden – Baden ou Estrasburgo, a capital administrativa da Europa unificada, que esta cortada por córregos e canais límpidos e transparentes, exemplos para todos nós, que podem ser aplicados, em Joinville, inclusive em parceria com empresas locais.

As propostas, da Prefeitura Municipal, devem considerar, não só um rio limpo, devem a partir da agora, prever um rio vivo, parece hoje mais adequado pensar em um rio, que na medida em, que deixou de receber esgoto domestico, e faz tempo que não recebe mais poluentes industriais, começa a se recuperar e a ganhar vida de novo.

Devemos defender, não só um rio limpo, vamos defender um Cachoeira vivo, porque da sua própria vida depende, cada dia mais, a nossa.

Publicado no AN Cidade

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