As obras do Rio Morro Alto que margeia a Rua Timbó no Bairro América continuam lá como ficaram no final do governo anterior. Inconclusas, pelo ritmo até parece a construção da Catedral de Colonia na Alemanha que levou mais de 700 anos para ser concluída e também estorou o orçamento previsto.
2 de março de 2013
As obras da Rua Timbó
As obras do Rio Morro Alto que margeia a Rua Timbó no Bairro América continuam lá como ficaram no final do governo anterior. Inconclusas, pelo ritmo até parece a construção da Catedral de Colonia na Alemanha que levou mais de 700 anos para ser concluída e também estorou o orçamento previsto.
25 de novembro de 2008
Plano Municipal de Drenagem
Realmente os problemas se avolumam. A apresentação do PDDU na Câmara de Vereadores em sua primeira Audiência Pública no dia 12 deste mês bem mostrou como o planejamento é feito. Das sete bacias existentes no Município de Joinville neste convênio com o BID de 54 milhões de dólares, será apenas para a Bacia do Rio Cachoeira.
E as outras? Resolverá o problema? A Bacia do Rio Cachoeira equivale a 7.27% das bacias.O consórcio de duas empresas nacionais e uma francesa estará ao cabo de um ano apresentando o projeto, que tenho minhas dúvidas frente ao exposto pelo professor eng. hidráulico, tentativas e tentativas como ele mesmo disse que "antigamente" cometia-se muito erro por tentar e no entanto continua-se a falar em "tentativas" com o dinheiro que é sempre escasso para saneamento "tentar"?
Parece que em Joinville o pensamento é muito pequeno. Porque já não foi feito o PMS (plano muncipal de drenagem)para se ter a visão de todo o saneamento básico incluindo água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem pluvial? Pasme que na mesa composta com os técnicos da PMJ falam em cidadão mas por incrível que pareça eles não se colocam ou sentem-se como cidadãos, porque será, não é possível o entendimento!
Para quem não entende muito de contas, parecem muitos recursos para pouco resultado, para quem entende um pouco, tem certeza que é muito recurso, para não resolver nada. Se 7,27 % das bacias custam 54 milhões de Dólares, quanto custará o 100 %?, é uma simples regra de três. Facinho, facinho.
25 de novembro de 2007
Cachoeira Vivo !

Confesso que durante muito tempo, estive enganado, defendi que o rio Cachoeira deveria ser um rio limpo, sem esgoto, sem poluição, sem sujeira.
Nunca aprovei, esta engenhoca maluca do Flotflux, e difícil imaginar, que esta proposta possa ser a solução ideal. Como tampouco posso imaginar que a construção de um muro de concreto que encaixote o rio seja o melhor para a preservação da vida, no Cachoeira.
Recentemente, numa conversa, com uns amigos, tomei conhecimento que o Cachoeira é um rio que esta recuperando a vida, alem dos dois conhecidos jacarés, o Fritz e o Jaca, tem multidão de tartarugas, de preás, de garças, até um que outro socó, as vezes, inclusive, um colhereiro tem feito a sua aparição, para se alimentar da fauna que fervilha nas suas águas.
Altamir Andrade tem dedicado horas do seu tempo a fotografar, filmar e registrar toda a força desta vida e esta empenhado, numa cruzada quase messiânica, a nos mostrar a força do rio vivo.
Na hora, entendi que o nosso desafio é defender, um Cachoeira vivo, cheio de vida, com as margens verdes, sem estes muros cinzentos que estão construindo na frente do nosso paço municipal.
Também conheço bem, a cruzada, que para preservar e recuperar o Rio Morro Alto, a Associação de Moradores do Bairro América, tem travado, envolvendo empresários e vizinhos, defensores, de soluções viáveis, possíveis, adequadas a nossa realidade e aos nossos orçamentos. Soluções simples que funcionam e que são possíveis pela sua própria simplicidade.
Das viagens e das experiências acumuladas ou adquiridas pelos moradores, tem surgido exemplos de cidades tão distantes como Georgetown, nos Estados Unidos, ou Zurich, Baden – Baden ou Estrasburgo, a capital administrativa da Europa unificada, que esta cortada por córregos e canais límpidos e transparentes, exemplos para todos nós, que podem ser aplicados, em Joinville, inclusive em parceria com empresas locais.
As propostas, da Prefeitura Municipal, devem considerar, não só um rio limpo, devem a partir da agora, prever um rio vivo, parece hoje mais adequado pensar em um rio, que na medida em, que deixou de receber esgoto domestico, e faz tempo que não recebe mais poluentes industriais, começa a se recuperar e a ganhar vida de novo.
Devemos defender, não só um rio limpo, vamos defender um Cachoeira vivo, porque da sua própria vida depende, cada dia mais, a nossa.
Publicado no AN Cidade
