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15 de janeiro de 2010

A cidade inacessível

A cidade inacessível


Estamos construindo cidades cada dia mais inacessíveis, em que se deslocar de um lugar a outro se converte numa aventura. Convivemos, simultaneamente, com dois modelos de cidade que se superpõem, uma cidade com calçadas com piso podotactil, para deficientes visuais e outra com ruas sem calçadas, em que o mato e o lodo toma conta.


As calçadas com piso podotactil, podem até criar a idéia para quem olha a cidade superficialmente, que esta é uma cidade moderna, preocupada com a acessibilidade e com a mobilidade dos seus cidadãos. Nada mais longe da verdade. As calçadas são verdadeiras armadilhas para os pedestres, mesmo aqueles que não são portadores de nenhum tipo de necessidades especiais. Imaginar que um deficiente visual possa caminhar pelo centro de Joinville, sem bater num poste, lixeira ou quaisquer outro obstáculo colocado no meio da calçada é ilusão. As nossas calçadas estão cheias de restos de intervenções mal sucedidas, tocos, restos de postes de sinalização, parafusos enferrujados que sustentavam alguma placa a tempo retirada, buracos, tampas quebradas e dezenas de outros obstáculos, que convertem o caminhar pelo centro numa odisséia.


Uma cidade que exige aos cidadãos que instalem calçadas de primeiro mundo deveria dar o exemplo colocando sinaleiros adaptados para os mesmos deficientes que diz querer integrar e apoiar. Na verdade, nem temos sinaleiros para pedestres, na maioria dos cruzamentos na área central, nem rebaixos adequados para os cadeirantes ou para as pessoas de mais idade. Porem autorizamos o rebaixamento do meio fio para que os veículos ocupem as calçadas. Esta é uma sociedade de contrastes. Se construímos cidades hostis, teremos como resultado uma sociedade hostil.

3 de abril de 2008

O Mapa do Tesouro ( 2)


Como ja temos comentado em repetidas ocasiões neste espaço, existe vida inteligente fora das estruturas publicas, no nosso caso o IPPUJ e a EKIPETKNICA da Prefeitura Municipal de Joinville. Os Arquitetos Mateus Szomorovszky da Salfer e Miguel Cañas Martins da M2 Arquitetura, desenvolveram o projeto Sinalização visual de paradas de ônibus de Joinville, voltada para estrangeiros ou analfabetos.

O resumo do seu trabalho é Paradas de ônibus representam um artefato arquitetônico e urbano, os quais devem comunicar inúmeras informações de forma rápida, de modo que o usuário as selecione e processe-as imediatamente. Para garantir o sucesso da transmissão da mensagem do público alvo em questão, o estudo de fatores ergonômicos específicos torna-se fundamental na composição de sua sinalização visual.

As conclusões são que a essência de uma boa sinalização está na propriedade de sintetizar a informação, transmitindo-a de forma rápida. Isso porque o observador pode estar distante ou mesmo em movimento em relação a parada de ônibus. A mensagem deve ser clara e concisa. A atenção do observador deve ser conquistada, permitindo a interação imediata com o elemento.

Além disso, quando o usuário percebe um estudo mais cuidadoso sobre um bem público acaba por respeitá-lo, compreendendo sua função. No caso da parada de ônibus passa de um simples ponto a um patrimônio de todo cidadão

Em breve o trabalho estará disponível aqui no blog

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