Mostrando postagens com marcador Urbanidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Urbanidade. Mostrar todas as postagens

12 de fevereiro de 2011

Urbanidade

Urbanidade é uma palavra interessante, por um lado faz referencia ao que é urbano, em oposição a ruralidade, de fato a partir que a população passo a migrar de uma forma maciça para as cidades, passamos a formar parte de uma sociedade urbana.

A mesma palavra se usa também para definir a forma de comportamento, inclusive passou a ser sinónimo de boas maneiras.

Os dois sentidos estão intimamente ligados, ao passar a viver em sociedades urbanas e compartilhar também espaços mais próximos, foi preciso estabelecer normas de comportamento, que servem para facilitar o relacionamento entre as pessoas.

Muitas das ações e atitudes que num meio rural, com uma densidade de população menor, poderiam ser toleradas, são hoje incompatíveis com a vida na cidade.

Por outro lado o conceito de urbanidade envolve também situações novas que são resultado da vida na cidade, resultado da verticalização e que influem na nossa educação e nas relações entre as pessoas.

Na medida em que avançamos no espaço dos demais, ou que com as nossas ações podemos interferir na vida dos outros, se cria uma linha tênue, quase invisível, que divide o agir com urbanidade ou ser um anti-social, um incivilizado, porque o sinônimo de urbanidade é civilidade.

Quando jogamos lixo na rua, quando no transito dirigimos de forma perigosa, mesmo que sem cometer nenhuma infração, ou quando mantemos a musica excessivamente alta, depois das 8 da noite.

Quando não mantemos limpa a nossa calçada, inclusive quando não cumprimentamos o vizinho que encontramos no elevador, estamos contribuindo para perder parte da civilidade, que é imprescindível para facilitar o convívio entre as pessoas que formam parte de uma comunidade.

A perda da qualidade de vida que tanto nos preocupa, não acontece de uma hora para outra, é o resultado de uma perda gradativa, de pequenas perdas, aos poucos deixamos de enxergar o muro grafitado, o papel no chão, o saco de lixo rasgado, O buraco na calçada, a sujeira, o abandono.

A cidade vai se deteriorando aos poucos, não tendo outros responsáveis que nos mesmos, que aos poucos vamos perdendo a educação, a urbanidade e depois de perder a civilidade, nos convertemos numa sociedade de incivilizados.

Publicado no jornal A Noticia

2 de junho de 2008

Urbanidade (*)



Urbanidade é uma palavra interessante, por um lado faz referencia ao que é urbano, em oposição a ruralidade, de fato a partir que a população passo a migrar de uma forma maciça para as cidades, passamos a formar parte de uma sociedade urbana.

A mesma palavra se usa também para definir a forma de comportamento, inclusive passou a ser sinónimo de boas maneiras.

Os dois sentidos estão intimamente ligados, ao passar a viver em sociedades urbanas e compartilhar também espaços mais próximos, foi preciso estabelecer normas de comportamento, que servem para facilitar o relacionamento entre as pessoas.

Muitas das ações e atitudes que num meio rural, com uma densidade de população menor, poderiam ser toleradas, são hoje incompatíveis com a vida na cidade.

Por outro lado o conceito de urbanidade envolve também situações novas que são resultado da vida na cidade, resultado da verticalização e que influem na nossa educação e nas relações entre as pessoas.

Na medida em que avançamos no espaço dos demais, ou que com as nossas ações podemos interferir na vida dos outros, se cria uma linha tênue, quase invisível, que divide o agir com urbanidade ou ser um anti-social, um incivilizado, porque o sinônimo de urbanidade é civilidade.

Quando jogamos lixo na rua, quando no transito dirigimos de forma perigosa, mesmo que sem cometer nenhuma infração, ou quando mantemos a musica excessivamente alta, depois das 8 da noite.

Quando não mantemos limpa a nossa calçada, inclusive quando não cumprimentamos o vizinho que encontramos no elevador, estamos contribuindo para perder parte da civilidade, que é imprescindível para facilitar o convívio entre as pessoas que formam parte de uma comunidade.

A perda da qualidade de vida que tanto nos preocupa, não acontece de uma hora para outra, é o resultado de uma perda gradativa, de pequenas perdas, aos poucos deixamos de enxergar o muro grafitado, o papel no chão, o saco de lixo rasgado, O buraco na calçada, a sujeira, o abandono.

A cidade vai se deteriorando aos poucos, não tendo outros responsáveis que nos mesmos, que aos poucos vamos perdendo a educação, a urbanidade e depois de perder a civilidade, nos convertemos numa sociedade de incivilizados.ue nos mesmos, que aos poucos vamos perdendo a educaças, aos poucos deixamos de enxergar o grafite no muro, o papel no ch

24 de abril de 2008

Projeto (fazendo) Arte na Rua III

O Projeto (fazendo) Arte na Rua, ganhou agora uma força adicional, não é só a prefeitura que tem a iniciativa, agora é a sociedade quem, com uma força inusitada, aderiu ao projeto.
Todas as contribuições são bem vindas. Na medida que perdemos urbanidade e civilidade o projeto cresce, e o numero de trabalhos apresentados aumenta vertiginosamente.
Os colaboradores deste blog tem inundado nossa caixa postal com imagens destes projetos, a equipe de curadores do projeto esta seleccionando os mais interessantes.
Nesta instalação que tem por titulo "Azul profundo" vemos um trabalho em que o monocromatismo adquire uma dimensão é uma força extraordinária, a sensibilidade do autor ao combinar dois tons de azul, o da fachada, com o da embalagem plástica. Surpreende e fascina.
O trabalho ainda apresenta um ponto adicional, ao incluir a força atávica da natureza na forma da cor crua e quente do papelão, natureza feita funcionalidade.
Nota 10 para a composição.

23 de abril de 2008

Uma cidade do seculo XVIII


Do Arqto. Arno Kuhmlen, publicamos este texto, irreprensivel, que merece um amplo debate. O texto esta amparado por algumas fotografias auto explicativas, que mostram a cidade em que Joinville esta se convertendo.

O que esta acontecendo em Joinville?

Se os passeios estão um lixo, vamos transformá-los em lixeiras. Será que este é o pensamento corrente. Esta é a cidade boa de morar, que atrai tantos investimentos, que quer ser a cidade do turismo de eventos?

Me pergunto: quem é o responsável ?
A resposta é simples e clara, todos. Porém a pergunta não tem resposta tão simples.
A primeira pergunta do texto deveria então ser mudada: o que esta acontecendo conosco?
As respostas devem caminhar pela falta de urbanidade (conjunto de formalidades que os cidadãos observam entre si, quando bem educados),pela falta de identidade que a cidade vem assumindo, pela falta de comprometimento nosso e de nossos dirigentes com as necessidades dacidade.
Todas as cenas mostradas nesta página foram feitas nos ultimos 6 dias e em vários horários, e foram escolhidas entre dezenas feitas nas áreas centrais da cidade. Uma demonstração clara que a preocupação com o meio ambiente ou de uma cidade sustentável passa bem longe de todos, quando envolve a ação e não apenas o discurso.

Deixo ainda outras duvidas minhas:
- Se em tese todo lixo é manuseado pelo morador da cidade,se este morador trata o lixo doméstico desta maneira, como esta sendo tratado nosso lixo industrial e hospitalar?
- Quais os percentuais de leitos hospitalares que são ocupados por conta desta falta de higiene com a cidade?

Arno Kumlehn
Arquiteto e Urbanista

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...