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12 de novembro de 2021

A Fábrica de multas




Por muito que alguns insistam em que não há uma fábrica de multas em Joinville, as evidências insistem em mostrar o contrário. Há vários motivos para que a fábrica funcione a pleno vapor. O primeiro é a necessidade de arrecadas para pagar salários e despesas do DETRANS, o perverso modelo que destina parte do dinheiro arrecadado com as multas para pagar o custei do DETRANS obriga a multar para poder pagar as contas.

A situação ficou mais grave quando venceu o contrato da fiscalização eletrônica, o que o motorista da vila conhece por radares ou pardais. Sem um novo contrato Joinville deixa de arrecadas mais de R$ 1.000.000 por mês, aproximadamente R$ 15 milhões por ano. Dinheiro que está fazendo falta. O que pode explicar a sanha fiscalizadora do DETRANS , representado por este agente de transito que com a caneta na mão se aproveita de um cruzamento confuso, sem sinalização horizontal adequada, com um sinaleiro com tempos curtos e com motoristas desavisados para faturar alto.

Esta deve ser a justificativa para que os agentes de transtito, nunca estejam presentes onde são necessarios, agilizando a fluidez, orientando os motoristas, redirecionando o transito quando houver obras ou interrupções. Devem estar ocupados demais multando. 

Há quem assegura que os agentes de trânsito têm cotas de multas a cumprir, o secretário da SEPROT assegura que não há cotas a cumprir. Difícil de comprovar, mas o vídeo deixa claro que não há a menor vontade de querer disciplinar o trânsito, que a ação dos agentes é punitiva e que o direcionamento da secretaria e do departamento de trânsito é arrecadatório.

A função dos agentes de trânsito deve ser prioritariamente a de fazer que o trânsito seja mais seguro, mais fluido e contribuir para a educação de motoristas, ciclistas e pedestres. Alguns insistem em que a melhor educação vem pelo bolso e assim acabam apoiando a atitude truculenta, desavergonhada e covarde dos agentes multando sem que haja a mínima possibilidade de defesa do cidadão.

Em cidades em que o cidadão é prioridade os agentes param os infratores, explicam qual foi a infração cometida, justificam, educam e multam. Ninguém está aqui defendendo a impunidade. Infrações devem ser punidas. Mas o objetivo primordial do Código Brasileiro de Trânsito tem a finalidade óbvia de orientar o trabalho das autoridades de trânsito na organização da circulação de veículos nas vias públicas. com vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à educação para o trânsito, fazer uma leitura exclusivamente punitiva é um erro estimulado pela necessidade de arrecadar. 

13 de março de 2019

Sem que o poder público faça....

...os moradores de Joinville tomam a iniciativa é sinalizam buracos nas ruas para evitar mais acidentes. 



A maior prova da falta de credibilidade do atual governo municipal é que o joinvilense desistiu de reclamar e passou a tomar a iniciativa. Cansado de esperar por soluções, que nunca chegam, o cidadão vai as ruas e toma a iniciativa. 

27 de março de 2016

Deterioro urbano [1]

Quando o carro passa a ter a prioridade absoluta e invade a calçada que é o espaço reservado ao pedestre se inicia um processo irreversível de deterioro da qualidade de vida na cidade.
Quando essas mudanças são feitas com o apoio e a anuência do poder público é evidente que os valores que devem reger o planejamento e a gestão do espaço urbano estão completamente desvirtuados.

Essa é a Joinville de hoje.




Se você não achou nada de errado nestas imagens é porque já perdeu o referencial do que esta certo e errado quanto a qualidade de vida e segurança do pedestre se refere. 

24 de agosto de 2014

O que visitar na Alemanha?


Leio que o nosso prefeito viajará a Alemanha nos próximos dias e mesmo que já tenha feito inúmeras viagens internacionais é a primeira vez que viajará na condição de prefeito de Joinville. Defendo com veemência que as pessoas viagem, viajar é a melhor forma de conhecer outras realidades, sair do túnel de pensamento e no marasmo intelectual em que se encontram e Joinville só tem a ganhar. Diferente de outros prefeitos e secretários que a primeira vez que viajaram fora do continente foi depois de eleitos, Udo Dohler é um homem viajado. 

Mesmo assim me atrevo a sugerir algumas visitas que na condição de prefeito não poderia deixar de fazer:

1.       Em Munique visitar o Englisher Garten e assim ter uma ideia bem clara do que é um parque urbano. Aproveitando a estada na capital da Baviera, não deixar de conhecer o centro, ruas e mais ruas fechadas ao transito de veículos, com um comercio forte e com praças, pontos turísticos repletos de turistas.

2.       Se a opção for Freiburg, com pouco mais de 200.000 habitantes e um eficiente sistema de VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos), a feira que os agricultores da região promovem na Munster Platz de segunda a sábado, não poderia ficar fora do roteiro.

3.       Poderia inclusive dar uma esticadinha até Munster, a capital alemã das bicicletas, com uma rede de ciclovias de dar inveja a qualquer cidade que se pretende a “Cidade das bicicletas”. Entender a complexa arte de projetar ciclovias para os ciclistas, escolher os melhores caminhos e os mais seguros e promover a integração entre a bicicleta e os demais modais de transporte, pode ser uma surpresa para quem como o prefeito é um defensor intransigente do carro.

4.       Berlim é a bola da vez. Uma cidade moderna, com uma vitalidade cultural, um dinamismo e uma rede de parques. O meio de transporte preferido dos berlinenses, depois de andar a pé e antes do transporte publico é a bicicleta, graças a uma topografia plana e a ciclovias bem distribuídas por toda a capital da Republica Federal de Alemanha.


Se dessas visitas se pudesse aproveitar um 10%, já seria um bom retorno para Joinville, a cidade agradeceria. Me atreveria também a sugerir que não desperdice um único centavo de dinheiro publico, não precisa incluir o pessoal do IPPUJ na viagem. Devem ser quem mais tem feito viagens internacionais nos últimos anos e o resultado segue sem aparecer, devem ser refratários ao desenvolvimento sustentável e a propor para Joinville outras soluções que não sejam as que surjam das suas pranchetas. Convencidos que sabem, perdem a parte mais gostosa da vida, que é o prazer de aprender sempre.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

4 de agosto de 2014

Binários e outras confusões.


O tema da mobilidade tem todas as cartelas para ser a bola da vez. Não deveria nos surpreender se acabasse superando a saúde, segurança e educação, o que não quer dizer que estes temas estejam sendo resolvidos, quer dizer que a população já começou a desacreditar que sejam resolvidos e vai aos poucos desistindo de brigar em batalhas perdidas.

No caso de Joinville, e na maioria das grandes cidades brasileiras, a da mobilidade tem tudo para ser outra batalha perdida. Os governos são os grandes sócios do carro, em Joinville o IPVA arrecada quase tanto como o IPTU, e o ICMS sobre carros e combustíveis é outra vaca leiteira das administrações públicas, que avançam com avidez sobre qualquer ingresso que se apresente. Por si isso fora pouco um carro que em 1999 custava 155 salários mínimos, hoje custa 44, ótimo desde o ponto de vista social, mas sem infraestrutura, nem recursos para investir em transporte público moderno, as cidades enfrentam um verdadeiro apagão no transito.

Não vou cair na armadilha de propor que esta ou aquela rua deva ser mão única ou mão dupla. Isso nem os técnicos sabem. Tem ido tentando até achar que acertam. Mas o que sim, já deveria ter ficado claro é que há que escutar a população afetada pelas experiências que o IPPUJ e o ITTRAN fazem, antes de fazê-las. O estranho é que depois do fiasco no Guanabara, os técnicos não tenham aprendido que este tipo de intervenções devem ser mais bem preparadas, com estudos mais detalhados, implantando as mudanças com segurança e prevendo todas as alternativas. A imagem de cavaletes e cones com folhas impressas em papel indicando, que não se pode entrar naquela rua ou que se deve entrar pela próxima, não ajudam em nada a promover outra imagem que não seja a da imperícia, desorganização e improvisação. A maior prova disso ainda é a falta de soluções concretas aparecem, cada dia, novos mapas oferecendo rotas alternativas para resolver problemas que não tinham sido previstos.

No tema do transito, como nos demais ligados ao planejamento urbano, a surdez e a arrogância quando combinadas só servem para exacerbar os ânimos da população e isso leva a atitudes cada vez mais radicais. É inconcebível que moradores cheguem ao ponto de fechar ruas para ser recebidos pelo prefeito em audiência. A situação esta começando a ficar fora de controle.



6 de maio de 2014

Estacionamento rotativo e o rebaixo do meio fio


A Joinville dos contrastes e dos contrassensos continua sem licitar o estacionamento rotativo, e la se vão outros tantos meses. O pior é que ninguém parece muito preocupado. Más línguas dizem que não há interesse em licitar para desestimular o uso do carro no centro. O objetivo é incentivar o uso do transporte coletivo.  Há também quem acha que daqui a nada nem será necessário o estacionamento rotativo, com todos os meio fios da cidade rebaixados, não será só o passeio o que desaparecerá, tampouco teremos estacionamento ao longo do meio fio. Sem meio fio o estacionamento desaparecerá também.

Joinville não deveria disputar mais o titulo de Capital da Dança, ou da Cidade das Bicicletas, nem da Cidade das Flores, Joinville tem tudo para ser declarada pela Unesco a capital mundial da Lei de Murphy, a popular lei da administração que diz num dos seus artigos que não há nada tão ruim que não possa piorar. Nesse quesito Joinville esta sempre superando-se. Quando parece que atingimos o fundo do poço, descobrimos que o fundo esta muito mais embaixo. Um dia é o estacionamento rotativo, no seguinte é um projeto de lei absurdo que privilegia o automóvel ao pedestre e é aprovado sem maior debate e sancionado com rapidez pelo prefeito que veio para mudar a cidade e foi mudado pela velha política de sempre. Depois são as obras que não terminam, o dinheiro que nunca chega ou as licitações que nunca ficam prontas ou nunca saem no prazo. Sem esquecer-se da sucessão de novos erros e patifarias com que somos surpreendidos a cada dia.


A lei que permite o rebaixo do meio fio é uma excrescência urbana, atenta para o bom senso e vá contra todos os princípios de uma cidade com maior qualidade para os pedestres, em quanto o mundo já acordou para qual é o lugar que o automóvel deve ocupar nas cidades do futuro, aqui ainda estamos indo na contramão, achando que o automóvel deve ser priorizado pelo planejamento urbano. Como diz a lei de Murphy não há nada que tão ruim que não possa piorar, Joinville e a sua gestão urbana é o melhor exemplo disso. 

12 de agosto de 2013

Transito


Uma forma simpática de informar de um risco. "Se você bater neste sinal, você vai bater naquela ponte"

20 de novembro de 2012

Perigo na estrada


Condução temerária é um risco para o motorista e também para os outros motoristas. Uma maior fiscalização reduziria o numero de acidentes com mortos e feridos e também os custos do sistema de saúde.

6 de novembro de 2012

Precisa sinaleiro?


Uma prova de como poderia ser o transito em Joinville sem semáforos. Alguém acredita que aqui funcionaria? Provavelmente não.

Um dos gargalos do transito são os cruzamentos entre ruas que tem grande volume de veículos  Um problema que tende a se agravar a cada dia.

31 de outubro de 2012

Trem rápido


Para aumentar a velocidade uma boa solução é não se deter. Esta é a logica do sistema ferroviário em Myanmar  Passageiros precisam ser rápidos para conseguir subir a bordo.

26 de outubro de 2012

O transito esta mal?


Boa parte do problema esta nos próprios motoristas. Alguns parece que ganharam a carteira num sorteio.

17 de março de 2012

Mais segurança ou mais multas?


Mais segurança ou mais multas? 


A Conurb está mais interessada na segurança das pessoas ou em cobrar multas?



As recomendações do TCE (Tribunal de Contas do Estado) levaram a Conurb a suspender temporariamente a licitação para alugar aproximadamente 100 radares e lombadas eletrônicas, pelos que a empresa pagará um valor aproximado aos R$ 23 milhões. O objetivo declarado é o de melhorar a segurança no trânsito de Joinville. Mas a verdade pode ser bem diferente.

 A Conurb desenvolveu, ao longo do tempo, um modelo de negócio de uma simplicidade assustadora: precisa multar para pagar seus custos operacionais. A receita originária das multas de transito é a fonte de recursos principal - e praticamente única - para pagar salários, alugar veículos e equipamentos e fazer frente às suas despesas operacionais. O que transforma a arrecadação através das multas em uma necessidade.

No trânsito também há soluções simples, econômicas e rápidas. O problema é que estas soluções não enchem de dinheiro as esfomeadas arcas da empresa. Pouco tem a ver, neste caso, se a Conurb é uma empresa de economia mista ou uma autarquia como está sendo proposto. O problema reside claramente no modelo do negócio. Ter que multar não é o melhor nem para a cidade, nem para os motoristas, nem para o trânsito.

Um exemplo bem simples que permite ilustrar a situação. A rua Helmuth Fallgater tem, no trecho entre o terminal urbano Tupy e a Delegacia do Boa Vista, duas lombadas eletrônicas de 40 km localizadas na frente da Escola Presidente Medici e da Igreja do Evangelho Quadrangular. Funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. Haja ou não culto, haja ou não aula. Às 2:00 da madrugada, sem alunos na rua, ou às 11h30min, horário de saída, o seu funcionamento é o mesmo. Os veículos, ao se aproximarem, reduzem a velocidade, em alguns casos até freiam bruscamente, para não serem multados. A sua função é burra, porque não obrigam a detenção do carro, só obrigam a uma redução da velocidade. Continuam funcionando mesmo quando o motivo que justificou a sua instalação deixou de existir.

Há duas sinaleiras, acionadas manualmente, a primeira na frente do terminal urbano Tupy e a segunda na faixa de pedestres entre a Igreja Católica e a Creche Bakita. Os sinaleiros são acionados exclusivamente quando os pedestres precisam atravessar a rua. Caso contrário, o trânsito flui normalmente, sem redução de velocidade, sem freadas, sem perigo. Quando acionado o sinaleiro a luz vermelha obriga o veiculo a deter-se completamente e os pedestres podem atravessar a rua em total segurança. 

A diferença entre um e outro sistema é que um multa enquanto o outro não. Que um detém completamente o veículo para que o pedestre possa atravessar em completa segurança. Que um só é acionado quando é verdadeiramente necessário e o outro esta aí esperando que alguém passe a 46 km frente a uma escola vazia. A arrecadação só aumenta, porque há cada vez mais bocas para alimentar.

Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

29 de novembro de 2011

Placas de transito


As placas de transito

Nem faz tanto que as placas de transito foram noticia em Joinville, ganhou inclusive destaque na imprensa pela ação do Sr. Odair Pavesi que acreditando na cidade acessível insiste em, a pesar da sua cegueira, caminhar pelo centro da cidade. Depois que uma placa de transito colocada de forma irregular lhe presenteou com vários pontos na testa, que obrigaram a um atendimento medico e a receber medicação. Com o objetivo de chamar a atenção sobre o fato, tomou a iniciativa de retirar duas placas que também estavam colocadas abaixo da altura determinada pelo Código Brasileiro de Transito e ofereciam perigo aos pedestres. Fez entrega delas na Conurb, a empresa municipal que tem por atribuição e responsabilidade gerenciar o transito de Joinville, incluindo alem de multar a sinalização horizontal e vertical.

O presidente da empresa explicou, em Janeiro deste ano, que o serviço de colocação das placas de transito é um serviço terceirizado e que imediatamente determinaria que a empresa contratada e responsável pela colocação das placas corrigisse o erro. Erro este que afetava e segue afetando a maioria das placas verificadas pelo jornalista Roelton Maciel. Na avaliação feita de uma forma aleatória 100% das placas estavam irregulares. Esqueceu de explicar porque a Conurb não fiscalizou se as placas foram colocadas corretamente, é bom lembrar que é obrigação da Conurb a fiscalização das empresas contratadas. É evidente que a fiscalização não é feita e se fosse feita deveria ser considerada deficiente.

Agora alem de não ter arrumado as placas que oferecem perigo para os pedestres, continuam sem fiscalizar a colocação das novas placas, um percorrido rápido pelas ruas Helmuth Fallgater, Papa João XXIII mostra que todas as placas novas estão em desacordo com o Codigo Brasileiro de Transito, o problema não só permanece, como se agrava, com a instalação de novas placas de forma irregular.

Mudou o presidente da empresa, permanece a forma soberba de tratar o cidadão a quem deveriam servir. Nenhuma placa foi recolocada na altura certa, o perigo para pedestres continua e tem quem aposte em que o tema caia no esquecimento. Nada é feito e parece que nada será feito sem que haja uma forte mobilização da sociedade ou o ministério publico, verdadeiro azote da incompetência e da sem-vergonhice, atue. Uma ação do ministério público seria uma boa iniciativa, para defender os cidadãos da prepotência e do descaso de funcionários que se acham pequenos sátrapas escondidos detrás dos seus cargos públicos.

23 de outubro de 2011

Respeito é bom e eu gosto!


Esta é a mesma turma que multa quando você não respeita a lei e estaciona em lugar proibido

17 de outubro de 2011

Quem decide, quando o tema é mobilidade? (*)



As cidades, independente do seu tamanho e complexidade, têm em comum a responsabilidade para decidir sobre a sua mobilidade urbana. Decidir se uma rua fluirá no sentido centro-bairro ou vice-versa é uma decisão municipal. Insistir em manter o terminal urbano no centro, priorizar binários ou ainda implantar calçadões e dispor de uma rede estruturada de ciclovias são decisões exclusivamente municipais.

O modelo de mobilidade urbana dependerá de muitas variáveis, políticas, econômicas, geográficas, mas principalmente de ter um modelo de desenvolvimento urbano coerente e estruturado, que possa sobreviver aos devaneios dos administradores de plantão. É comum escutar de urbanistas e planejadores que o resultado do caos em que a maioria das nossas cidades estão mergulhadas, quando o tema é mobilidade urbana, é por conta do aumento desproporcional da frota de veículos, e que a melhor solução seria reduzir o acesso das pessoas aos carros. Aumentando o preço, aumentando os impostos ou reduzindo o credito para sua aquisição. Sempre colocando a solução para alem da sua capacidade e competência. Uma forma de justificar, por antecedência, a falta de solução e de propostas adequadas para um problema que tende a piorar.

O Brasil já tem hoje os carros mais caros do mundo, na Europa com salários mais altos que os nossos, o acesso da população a novos carros é muito mais fácil que aqui, os preços de veículos dos mesmos modelos e fabricantes que aqui, chegam a custar entre 50% e 60 % menos que aqui. Contudo o transito flui melhor na maioria das cidades daquele continente. Existe claramente uma política de mobilidade urbana, que se caracteriza por priorizar o pedestre, estimular o uso da bicicleta implantando uma rede de ciclovias segura e bem espalhada por toda a cidade, mesmo em cidades como Copenhague, com clima extremo no inverno, a bicicleta é a primeira opção de transporte. Finalmente a implantação de um sistema de transporte coletivo de qualidade, utilizando energias renováveis, integrado e econômico, completa o conjunto de ferramentas que junto com o planejamento urbano, permitem enfrentar com êxito o desafio da mobilidade urbana.  

A maioria das soluções que as cidades modernas apresentam é o resultado de políticas públicas adequadas, resultado de uma visão estratégica correta e de um planejamento de longo prazo, que deixa pouca margem para a improvisação e foge de soluções pontuais, temporais e eleitoreiras. 
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