2 de abril de 2010
Para os nossos planejadores
Podemos trocar "raciocínio" por "senso comum" e refletir sobre Joinville e as opções que tomamos sobre o futuro.
Para pensar acordado
Eu amo meu país. É meu governo que eu temo.
Anônimo
Posso dizer "Amo Joinville, é seu governo que...."
Para pensar acordado
Metade de meus homens de governo não é capaz de nada, e a outra metade é capaz de tudo.
A passarela sobre o Cachoeira (*)

Recentes declarações surgidas do executivo municipal sobre obras e investimentos publicos, obrigam a voltar ao tema. Se por um lado o Orçamento Participativo é um direito da sociedade que quer e pode decidir sobre como e aonde são gastos ou investidos uma parte dos recursos do orçamento do município. Pelo outro o executivo abriu mão do direito de decidir em que estes recursos devem ser gastos.
O executivo, por inexperiência, entrou numa armadilha que ele mesmo armou. Os delegados do OP decidem as obras e as prioridades, por tanto não é elegante que o prefeito queira agora pressionar os delegados para que incluam projetos do seu interesse, porque o principio da participação da sociedade se subverte e prostitui.
O executivo tem desenvolvido um modelo pseudo-democrático, Através de conselhos que controla e nós que tem maioria, de modo que seja possível transferir a responsabilidade e o ônus das decisões à sociedade. O exemplo mais claro é o Conselho da Cidade. Joinville escolheu, não seguir o modelo sugerido pela legislação federal, para dispor de um conselho, que possa influenciar com maior facilidade. Isto faz que hoje o executivo tenha mais dificuldade em aceitar as decisões que a sociedade toma, nos foros em que o equilíbrio é mantido e respeitado.
Como o OP só administra uma parcela mínima do orçamento do município, é demagógico, querer jogar nas costas dos delegados do OP das regiões Centro e Iririu a responsabilidade de incluir no OP a obra da passarela frente ao Centreventos. Alias é bom lembrar que já teve uma iniciativa neste sentido e foi rejeitada pelos delegados, que não aceitaram o direcionamento proposto. Se a Prefeitura quer fazer esta obra, por considerar que é importante e necessária, deverá remanejar os recursos do orçamento do município, para que seja executada. Não tem outro jeito. Democracia participativa é assim. As coisas não são sempre como gostaríamos, são como a maioria deseja.
1 de abril de 2010
Desembargadores, Juizes, Advogados,...
Gazeta do Povo
Domingo, 28/03/2010 Celso Nascimento
O incrível caso do desembargador que “rejuvenesceu”
Quando a gente pensa que já viu tudo nesse mundo, quando acha que nada mais pode nos surpreender, eis que acontecem coisas que até Deus duvida: pois não é que um desembargador conseguiu mudar a data do seu nascimento para fugir à aposentadoria compulsória em maio, retardando-a para outubro? A providência lhe permitirá permanecer por mais cinco meses no cargo que ocupa na chamada “cúpula diretiva” do Tribunal de Justiça do Paraná.
Não duvide mais. Isto aconteceu de verdade, é fato real devidamente documentado, não é imaginação. O personagem desta inacreditável história é o desembargador Waldemir Luiz da Rocha, que ocupa nada menos que a posição de corregedor-geral do Judiciário paranaense. A ele compete, entre outras graves incumbências, fiscalizar a higidez dos atos praticados pelos cartórios.
Ao cartório, o desembargador apresentou como argumento para a alteração da data um ato ilícito (embora certamente carregado de boa-fé), cometido por seu pai em 1950. Para permitir-lhe matrícula escolar antecipada em relação à sua idade real, o pai conseguiu, também em cartório, que o filho ficasse cinco meses “mais velho”.
As festas
A mudança, na época, foi homologada por um juiz, como mandava a lei então vigente. Apresentou também provas testemunhais: três colegas desembargadores (Dulce Cecconi, Moraes Leite e Maria José Teixeira) afirmaram que, quando serviam em Maringá, eram convidados pelo então juiz Waldenir para as festas de aniversário, que comemorava todos os anos “em outubro”.
O cartório prontamente atendeu seu desejo e a promotora Luciana Melluso Teixeira de Freitas, do Ministério Público Estadual – órgão ao qual, pela lei atual, compete manifestar-se conclusivamente sobre uma medida sobre a qual não pairem maiores “indagações” – deu seu referendo. Mesmo que isto tenha significado mudar uma decisão judicial de 1950!
E foi tudo muito rápido. Já com o novo registro de nascimento em mãos e com a anuência do MP, o desembargador Waldemir deu entrada na papelada no Tribunal para que este imediatamente fizesse a mudança nos seus assentos funcionais. No mesmo dia, o presidente em exercício, desembargador Ruy Fernando de Oliveira (o titular, Carlos Hoffmann, estava em viagem), despachou o requerimento no sentido de que fosse atendido.
Eleições
Por que só agora, meio século depois, o desembargador Waldemir resolveu mudar seu natalício? Porque está marcada para terça-feira, dia 30, a eleição de três novos membros da cúpula do TJ para o lugar dos que completam 70 anos de idade mais de seis meses antes do término normal do mandato, marcado para 1.º de fevereiro do ano que vem. Waldemir está entre os que deveriam ser substituídos agora. O novo registro de nascimento, se aceito como regular, não impede a eleição do substituto, mas o requerente ganha o direito de ficar na Corregedoria Geral por mais cinco meses!
O Órgão Especial do TJ, reunido na sexta-feira, discutiu o caso. O estarrecimento foi quase geral – mas, pelo menos por enquanto, vale o que está escrito na nova certidão.
